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Uma investigação conduzida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) revelou um esquema que, segundo as autoridades, utilizava advogados para intermediar a comunicação entre líderes de facções criminosas presos no Presídio Estadual de Segurança Máxima de Serrinha e integrantes das organizações que atuavam fora da unidade prisional.
As apurações foram reforçadas por gravações realizadas com autorização judicial entre os meses de setembro de 2025 e janeiro de 2026. De acordo com a investigação, os registros mostram encontros em que suspeitos recebiam e transmitiam mensagens relacionadas à atuação das facções, incluindo orientações sobre tráfico de drogas, circulação de armas, homicídios, sequestros e movimentação de recursos financeiros.
O material obtido durante as investigações serviu de base para uma operação deflagrada na última sexta-feira (3), quando dez advogados foram presos por força de mandados judiciais. A ação foi coordenada pelo Ministério Público da Bahia, com apoio da Polícia Civil e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap).
Além das prisões dos advogados investigados, a operação também cumpriu mandados contra 12 detentos custodiados no Presídio de Segurança Máxima de Serrinha, apontados pelas autoridades como integrantes de organizações criminosas.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre a estrutura de comunicação e atuação das facções criminosas dentro e fora do sistema prisional baiano.
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