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Um pedido de socorro escrito em um bilhete ajudou a Polícia Civil a descobrir um caso de cárcere privado e violência doméstica no distrito de Nova Palma, no município de Gongogi, no sul da Bahia. Um homem de 27 anos foi preso em flagrante na quarta-feira (2), suspeito de manter a companheira, de 22 anos, sob ameaças e sem liberdade para deixar a residência.
De acordo com as investigações, a vítima conseguiu encaminhar bilhetes à professora do filho pedindo ajuda. Em uma das mensagens, a mulher relatou o sofrimento vivido dentro de casa.
“Estou escrevendo para pedir ajuda mais uma vez, porque estou que não aguento mais”, escreveu a vítima em um dos pedidos enviados à escola.
Em outro bilhete, ela relatou as ameaças que teria recebido do companheiro. “Ele fala em me matar de facão se eu for embora, diz que corta o meu cabelo”, afirmou.
Segundo a Polícia Civil, dois pedidos de ajuda foram encaminhados até que a situação chegasse ao conhecimento das autoridades. Após a denúncia, as equipes passaram a monitorar a residência e constataram indícios de que a mulher permanecia isolada e não saía do imóvel.
A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. O suspeito foi levado para a delegacia, e a autoridade policial representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (24/10), a Operação Pacto Infame, que tem como objetivo combater desvios de recursos públicos, fraudes licitatórias e associação criminosa envolvendo contratos na área de engenharia civil do município de Gongogi/BA. Estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Federal Cível e Criminal da SSJ de Itabuna-BA nas cidades de Itabuna/BA, Ipiaú/BA, Ibicaraí/BA e Gongogi. Nesta etapa, os mandados objetivam a coleta de elementos probatórios para robustecimento da investigação, bem como identificação de novos crimes e envolvidos. Segundo as investigações, diversos processos licitatórios teriam sido fraudados (direcionados) para beneficiar empresa sediada na cidade de Gongogi, que celebrou quase duas dezenas de contratos e recebeu mais de R$ 7 milhões de pagamentos da Prefeitura desta cidade nos últimos quatro anos. As evidências apontam que o grupo investigado estaria envolvido em fraudes desta natureza desde o ano de 2017, com atuação também em outras cidades baianas.