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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a gerar repercussão internacional após criticar publicamente o Papa Leão XIV. As declarações foram feitas em uma publicação nas redes sociais, na qual o líder norte-americano afirmou que o pontífice tem uma postura “fraca” e “terrível em política externa”, além de sugerir que ele deveria se concentrar em questões religiosas.
O comentário ocorreu após manifestações do papa defendendo o diálogo e criticando conflitos internacionais. O pontífice tem reiterado posicionamentos em favor da paz e contra o uso da força em disputas globais, o que tem provocado reações políticas. Trump, por sua vez, afirmou que não concorda com a postura e disse que líderes religiosos não deveriam interferir em decisões estratégicas de governo.
Na publicação, o presidente norte-americano também questionou críticas do papa sobre temas internacionais e declarou que prefere que o líder da Igreja Católica se dedique exclusivamente à função religiosa. O episódio ampliou o embate público entre as duas lideranças, que já vinham apresentando divergências em relação à condução de conflitos e políticas externas.
Apesar das declarações, o Vaticano tem mantido o discurso voltado à defesa do diálogo entre nações e à redução de tensões. O papa Leão XIV tem feito apelos frequentes por negociações diplomáticas e pela diminuição da escalada de confrontos, reforçando a atuação da Igreja em defesa da paz mundial.
A missão Artemis II foi concluída com sucesso após o retorno seguro da cápsula Orion à Terra, marcando um novo capítulo na exploração espacial tripulada. O pouso ocorreu no Oceano Pacífico, próximo à costa dos Estados Unidos, encerrando uma jornada histórica ao redor da Lua.
A fase final da missão exigiu precisão e tecnologia avançada. Durante a reentrada na atmosfera terrestre, a cápsula enfrentou condições extremas, com altíssimas temperaturas geradas pelo atrito com o ar, além de uma redução significativa de velocidade em poucos minutos, garantindo um retorno controlado.
Após essa etapa crítica, o sistema de paraquedas foi acionado de forma gradual, permitindo estabilizar a descida e assegurar um pouso seguro no mar. A operação seguiu conforme o planejado, demonstrando a eficiência dos sistemas desenvolvidos para a missão.
Com a cápsula já em segurança, equipes de resgate iniciaram imediatamente os procedimentos para retirada dos astronautas. A tripulação foi encaminhada para uma embarcação de apoio, onde passou por avaliações médicas iniciais.
De acordo com a coordenação da missão, os astronautas apresentaram bom estado de saúde, indicando o sucesso não apenas técnico, mas também operacional da missão. O retorno da Artemis II reforça os avanços da exploração espacial e abre caminho para futuras missões ainda mais ambiciosas.
O Governo do Brasil, por meio do Ministério da Fazenda, anunciou nesta sexta-feira (10/4) uma Cooperação Mútua entre a Receita Federal do Brasil e o U.S. Customs and Border Protection, agência de fronteiras dos Estados Unidos, para o combate ao crime transnacional.
A iniciativa, denominada Projeto MIT (Mutual Interdiction Team), visa integrar esforços de inteligência e operações conjuntas para interceptar remessas ilícitas de armamentos e entorpecentes.
A cooperação está inserida no contexto do diálogo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e integra uma agenda mais ampla de cooperação bilateral voltada ao enfrentamento do crime organizado transnacional.
A construção da agenda conjunta teve início em janeiro de 2026, após visita técnica a Foz do Iguaçu (PR), que consolidou o alinhamento entre os dois países, com foco especial no fortalecimento da atuação em rotas sensíveis, como a região da Tríplice Fronteira.
Compartilhamento em tempo real
O acordo é sustentado por um arcabouço legal robusto e tem como uma de suas principais entregas o lançamento do Programa DESARMA, sistema informatizado da Receita Federal que amplia a capacidade de rastreamento internacional de armas e materiais sensíveis.
O DESARMA permite o compartilhamento estruturado, em tempo real, de informações entre os dois países, sempre que a aduana brasileira identificar produtos de origem americana relacionados a armas, munições, peças, componentes, explosivos e outros itens sensíveis e vice-versa.
A ferramenta registra e organiza dados estratégicos das apreensões, como tipo de material, origem declarada, informações logísticas da carga e eventuais identificadores ou números de série, permitindo o rastreamento da origem desses produtos e o mapeamento de redes ilícitas de comércio internacional de armas.
Além disso, o sistema permite o envio de alertas às autoridades aduaneiras dos países de origem ou procedência das mercadorias apreendidas, fortalecendo a cooperação internacional baseada em gestão de riscos e a integridade da cadeia logística global.
Os quatro astronautas da missão Artemis 2 da Nasa voaram nesta segunda-feira para o ponto mais profundo do espaço alcançado por qualquer ser humano, navegando ao longo de uma trajetória de atração gravitacional lunar a caminho de um raro sobrevoo tripulado sobre o lado oculto da Lua.
A tripulação da Artemis 2, que viaja em sua cápsula Orion desde o lançamento na Flórida na semana passada, começou seu sexto dia de voo espacial quando acordou por volta das 11h50 (horário de Brasília), com uma mensagem gravada do falecido astronauta da Nasa Jim Lovell, que voou a bordo das missões lunares Apollo 8 e Apollo 13, na época da Guerra Fria.
"Bem-vindos à minha antiga vizinhança", disse Lovell, que morreu no ano passado aos 97 anos. "É um dia histórico, e sei que vocês estarão muito ocupados, mas não se esqueçam de apreciar a vista... boa sorte e sucesso."
Os quatro astronautas da Artemis estabeleceram um novo recorde de voos espaciais nesta segunda-feira, quando ultrapassaram a distância máxima de 248.000 milhas (quase 400.000 km) da Terra alcançada em 1970 pela Apollo 13, depois que um defeito quase catastrófico na espaçonave interrompeu a missão, forçando Lovell e seus dois companheiros de tripulação a usar a gravidade da Lua para ajudá-los a retornar em segurança à Terra.
Mais tarde, nesta segunda-feira, a tripulação da Artemis, composta pelos astronautas norte-americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch e pelo astronauta canadense Jeremy Hansen, deveria alcançar sua própria distância mais distante da Terra - 252.755 milhas, 4.117 milhas (6.626 km) além do recorde mantido pela tripulação da Apollo 13 por 56 anos.
Impulsionada pela inovação tecnológica dos Estados Unidos, a missão Artemis II, da NASA, já está em voo e se prepara para realizar o primeiro sobrevoo tripulado da Lua em mais de 50 anos. O foguete SLS (Space Launch System) foi lançado da plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, às 18h35 (horário local) desta quarta-feira, levando quatro astronautas a bordo da espaçonave Orion em um voo de teste planejado ao redor da Lua e retorno à Terra.
O administrador da NASA, Jared Isaacman, destacou a importância do momento para a exploração espacial. “O lançamento de hoje marca um momento decisivo para nossa nação e para todos que acreditam na exploração. A Artemis II se baseia na visão estabelecida pelo presidente Donald J. Trump, levando a humanidade de volta à Lua pela primeira vez em mais de 50 anos e abrindo um novo capítulo da exploração lunar além da era Apollo. A bordo da Orion estão quatro exploradores extraordinários, preparando-se para o primeiro voo tripulado deste foguete e espaçonave, uma verdadeira missão de teste que os levará mais longe e mais rápido do que qualquer ser humano em uma geração”, afirmou.
Segundo ele, a missão representa um passo importante para objetivos ainda maiores. “A Artemis II é o início de algo maior do que qualquer missão individual. Marca nosso retorno à Lua, não apenas para visitar, mas para futuramente permanecer em uma base lunar, além de estabelecer as bases para os próximos grandes avanços rumo a Marte”, completou.
A missão tem duração prevista de aproximadamente 10 dias e conta com os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, este último representante da Agência Espacial Canadense. Como a primeira missão tripulada do programa Artemis, o voo tem como objetivos testar sistemas de suporte à vida com tripulação e preparar o caminho para uma presença humana duradoura na Lua, além de futuras missões a Marte.
Os preços do petróleo registraram forte alta nesta segunda-feira (9), permanecendo mais de 15% acima dos níveis observados desde meados de 2022, em meio ao aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O mercado reagiu à escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além de preocupações com possíveis interrupções no transporte marítimo e no fornecimento global da commodity.
Os contratos futuros do petróleo Brent chegaram a subir US$ 15,51, o equivalente a 16,7%, alcançando US$ 108,20 por barril, movimento que coloca o indicador no caminho para registrar o maior salto de preço em um único dia. Já os contratos do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançaram US$ 14,23, ou 15,7%, sendo negociados a US$ 105,13 por barril.
A tensão no mercado também está relacionada à redução no fornecimento por parte de alguns dos principais produtores mundiais. Além disso, as preocupações com a segurança no transporte marítimo aumentaram significativamente diante do avanço da guerra na região.
As dificuldades na movimentação de navios-tanque já começaram a desacelerar o transporte marítimo, afetando especialmente compradores asiáticos que dependem do petróleo bruto do Oriente Médio. A situação é considerada delicada porque a crise se concentra nas proximidades do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo.
A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou nesta sexta-feira (20) as tarifas sobre produtos importados impostas globalmente pelo presidente Donald Trump. Por seis votos a três, o tribunal manteve a decisão de um tribunal inferior que definiu excesso de autoridade de Trump.
A Corte decidiu que a interpretação do governo Trump de que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) concede ao presidente poder para impor as tarifas interferiria nos poderes do Congresso e violaria um princípio jurídico chamado doutrina das questões importantes.
A doutrina exige que ações do Poder Executivo de “vasta importância econômica e política” sejam claramente autorizadas pelo Congresso. Anteriormente, o tribunal usou o mesmo argumento para barrar ações executivas- chaves aplicadas pelo ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden.
Em voto, o presidente da Suprema Corte, John Roberts, citando a decisão anterior, destacou que Trump deve “apontar uma autorização clara do Congresso para justificar sua afirmação extraordinária do poder de impor tarifas”, acrescentando: “Ele não pode fazer isso”.
A decisão do tribunal veio após uma contestação judicial movida por empresas afetadas pelas tarifas e por 12 estados norte-americanos, a maioria deles governados por democratas, contra o uso sem precedentes da lei por Trump para impor unilateralmente impostos de importação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que conversou, nesta segunda-feira (26), por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre temas estratégicos da relação bilateral e da agenda global. Segundo Lula, os dois líderes trocaram informações sobre indicadores econômicos do Brasil e dos Estados Unidos, que apontam perspectivas positivas para ambas as economias. Durante o diálogo, Trump destacou que o crescimento econômico dos dois países é benéfico para toda a região.
No contato, Lula saudou o fortalecimento do relacionamento entre os governos nos últimos meses, ressaltando que esse avanço contribuiu para o levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros. O presidente brasileiro também reiterou uma proposta, encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro, para ampliar a cooperação no combate ao crime organizado. Entre os pontos apresentados estão ações conjuntas contra a lavagem de dinheiro, o tráfico de armas, o congelamento de ativos de grupos criminosos e o intercâmbio de dados sobre transações financeiras, iniciativa que, segundo Lula, foi bem recebida por Trump.
Na pauta internacional, o presidente brasileiro abordou a criação do Conselho da Paz proposto pelos Estados Unidos, defendendo que o órgão se concentre na situação da Faixa de Gaza e assegure assento à Palestina. Nesse contexto, Lula voltou a defender a necessidade de uma reforma ampla da Organização das Nações Unidas, incluindo a ampliação do número de membros permanentes do Conselho de Segurança.
Os dois presidentes também trocaram impressões sobre a situação na Venezuela. Lula enfatizou a importância da preservação da paz e da estabilidade na região, além do compromisso com o bem-estar da população venezuelana.
Ao final da conversa, Lula e Trump acordaram a realização de uma visita do presidente brasileiro a Washington após sua viagem à Índia e à Coreia do Sul, prevista para fevereiro, com a data a ser definida em breve.
“A União Europeia e o Mercosul farão história, em Assunção, ao criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto de 22 trilhões de dólares. Essa é uma parceria baseada no multilateralismo”, afirmou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta sexta-feira, 16 de janeiro, no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro. A assinatura do Acordo de Parceria Mercosul-União Europeia está prevista para acontecer neste sábado, 17 de janeiro, na capital do Paraguai, Assunção.
O pronunciamento de Lula aconteceu logo após a reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Na pauta do encontro, estiveram temas da agenda internacional e os próximos passos do acordo. Do lado do Mercosul, os quatro membros plenos originais – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – são signatários do acordo, enquanto os 27 membros da União Europeia (UE) irão aderir do lado europeu.
O presidente também disse que mais comércio e investimentos significam novos empregos e oportunidades para os dois lados do Atlântico.
Já somos grandes provedores de produtos agropecuários para a União Europeia, mas não nos limitaremos ao eterno papel de exportadores de commodities . Queremos produzir e vender bens industriais de maior valor agregado”, destacou.
Resultado do esforço de mais 25 anos de negociações, o Acordo de Parceria Mercosul-União Europeia faz parte de uma estratégia de expansão da rede de pactos comerciais do Brasil e do Mercosul. A decisão amplia de forma significativa o acesso de produtos sul-americanos ao mercado europeu, com a eliminação de tarifas sobre aproximadamente 95% dos bens importados pela União Europeia, em diferentes prazos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta terça-feira (2) sobre o telefonema que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para repórteres na Casa Branca, Trump disse que os dois falaram sobre sanções – uma aparente referência às sanções de sua administração ao Judiciário brasileiro por causa do processo criminal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Trump afirmou ainda que ele e Lula “tiveram uma ótima conversa”, acrescentando: “Falamos sobre comércio. Falamos sobre sanções, porque, como vocês sabem, eu os sancionei em relação a certas coisas que aconteceram."
Em uma postagem nas redes sociais, Trump disse que estava ansioso para ver e conversar com Lula em breve, acrescentando que “muito coisa boa resultará desta parceria recém-formada!”, segundo informações da agência Reuters.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou nesta terça-feira, 2 de dezembro, às 12h de Brasília, para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Numa chamada que durou 40 minutos, ambos tiveram uma conversa muito produtiva e trataram de temas da agenda comercial, econômica e de combate ao crime organizado.
Lula indicou ter sido muito positiva a decisão dos Estados Unidos de retirar a tarifa adicional de 40% imposta a alguns produtos brasileiros, como carne, café e frutas. Destacou que ainda há outros produtos tarifados que precisam ser discutidos entre os dois países e que o Brasil deseja avançar rápido nessas negociações.
O presidente Lula igualmente ressaltou a urgência em reforçar a cooperação com os EUA para combater o crime organizado internacional. Destacou as recentes operações realizadas no Brasil pelo governo federal com vistas a asfixiar financeiramente o crime organizado e identificou ramificações que operam a partir do exterior. O presidente Trump ressaltou total disposição em trabalhar junto com o Brasil e que dará todo o apoio a iniciativas conjuntas entre os dois países para enfrentar essas organizações criminosas.
Os dois presidentes concordaram em voltar a conversar em breve sobre o andamento dessas iniciativas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (27) que está otimista em relação à suspensão das tarifas impostas ao Brasil pelos Estados Unidos e que, em poucos dias, os países deverão chegar a um acordo.
“Tive ontem na reunião [com o presidente Donald Trump] uma boa impressão de que logo, logo não haverá problema entre Estados Unidos e Brasil”, afirmou Lula, em coletiva de imprensa em Kuala Lumpur, na Malásia, às 11h de segunda-feira (27), no horário local (à meia noite no Brasil).
“Estou convencido de que, em poucos dias, teremos uma solução definitiva entre Estados Unidos e Brasil para que a vida siga boa e alegre do jeito que dizia o Gonzaguinha na sua música”, acrescentou.
No encontro, Lula disse que reforçou o argumento de que os Estados Unidos registram superávit no comércio com o Brasil, não havendo necessidade de taxação dos produtos brasileiros. Lula afirmou ter entregado um documento com os temas que pretende abordar nas negociações.
“Eu não estou reivindicando nada que não seja justo para o Brasil e tenho do meu lado a verdade mais verdadeira e absoluta do mundo, os Estados Unidos não têm déficit com o Brasil, que foi a explicação da famosa taxação ao mundo, que os Estados Unidos só iam taxar os países com quem eles tinham déficit comercial”, disse.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu neste domingo (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia. O encontro durou cerca de 50 minutos e ocorreu durante a realização da 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).
Durante a reunião, Lula disse que não há razão para desavenças com os Estados Unidos e pediu a Trump a suspensão imediata do tarifaço contra as exportações brasileiras, enquanto os dois países estiverem em negociação. Em julho deste ano, Trump anunciou uma tarifaço de 50% sobre todos os produtos brasileiros que são exportados para os Estados Unidos. Em seguida, ministros do governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal (STF) também foram alvo da revogação de vistos de viagem e outras sanções pela administração norte-americana.
“O Brasil tem interesse de ter uma relação extraordinária com os Estados Unidos. Não há nenhuma razão para que haja qualquer desavença entre Brasil e Estados Unidos, porque nós temos certeza que, na hora em que dois presidentes sentam em uma mesa, cada um coloca seu ponto de vista, cada um coloca seus problemas, a tendencia natural é encaminhar para um acordo”, afirmou o presidente.
Além dos presidentes, também participaram do encontro o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretario de Estado norte-americano, Marco Rubio.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve nesta segunda-feira, 13 de outubro, o primeiro encontro com o Papa Leão XIV. Na conversa de 30 minutos na Biblioteca do Palácio Apostólico, no Vaticano, eles trataram de religião, de fé, de questões conectadas ao Brasil e dos grandes desafios do momento atual do planeta.
Ficamos muito felizes em saber que sua Santidade pretende visitar o Brasil no momento oportuno. Será muito bem recebido, com o carinho, o acolhimento e a fé do povo brasileiro"
Lula parabenizou o Santo Padre pela Exortação Apostólica Dilexi Te, publicada no último dia 9 de outubro, que traz a mensagem de que não se pode separar a fé do amor pelos mais pobres. Para o presidente brasileiro, o documento, que começou a ser escrito pelo Papa Francisco e foi complementado e finalizado por Leão XIV, é uma referência que precisa ser lida e praticada por todos. Lula aproveitou para defender a criação de um amplo movimento internacional de indignação contra a desigualdade social e econômica.
O líder brasileiro recordou a relação de proximidade que cultivou ao longo de sua trajetória com religiosos brasileiros, como Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Hélder Câmara, Dom Luciano Mendes de Almeida, Pedro Casaldáliga e o atual presidente da CNBB, Dom Jaime Spengler. Ressaltou ainda o quanto foi importante para sua formação a convivência com as Comunidades Eclesiais de Base.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone, na manhã desta segunda-feira (6), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A ligação, que durou cerca de 30 minutos, teve tom amistoso e marcou a retomada das tratativas bilaterais entre os dois países. Durante a conversa, os líderes relembraram o encontro ocorrido em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU, e destacaram a boa relação construída na ocasião. Lula avaliou o diálogo como um passo importante para o fortalecimento das relações diplomáticas entre o Brasil e os Estados Unidos, que completam 201 anos.
Segundo informações do Palácio do Planalto, o presidente brasileiro ressaltou que o Brasil é um dos três países do G20com os quais os Estados Unidos mantêm superávit comercial. Lula também solicitou a retirada da sobretaxa de 40%aplicada a produtos brasileiros e o fim das restrições impostas a autoridades nacionais.
Trump, por sua vez, designou o secretário de Estado Marco Rubio para conduzir as negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ambos os presidentes manifestaram interesse em realizar um encontro presencial em breve.
Lula mencionou a Cúpula da ASEAN, na Malásia, como possível local para a reunião e reiterou convite para que Trump participe da COP30, que será realizada em Belém (PA). O presidente brasileiro também sinalizou disposição para uma visita oficial aos Estados Unidos. Do lado brasileiro, acompanharam a conversa o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Mauro Vieira, Fernando Haddad, Sidônio Palmeira e o assessor especial Celso Amorim.
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) revelou hoje (25) os três mascotes da Copa do Mundo de 2026. A competição será realizada em três países (Estados Unidos, Canadá e México) e cada um dos mascotes homenageia uma nação-sede.
"Maple, o alce (Canadá), Zayu, a onça-pintada (México) e Clutch, a águia-americana (Estados Unidos) foram cuidadosamente desenvolvidos para refletir a vibrante cultura, a herança e o espírito de seus respectivos países, unindo-se para simbolizar a unidade, a diversidade e a paixão compartilhada pelo esporte", informou a federação, em nota.
A Copa do Mundo de 2026 será a 16ª edição consecutiva a contar com um mascote, um símbolo do torneio que já teve inspirações humanas, artísticas, em animais e frutas e até etéreas ao longo da história.
Esta será a primeira vez que um Mundial vai contar com três sedes – até então, com a exceção de Japão e Coreia do Sul em 2002, todas foram disputadas em apenas um país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (24) estar feliz com o resultado da sua viagem para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), e em especial com o aceno do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de iniciar um diálogo.
"Aquilo que parecia impossível, deixou de ser impossível e aconteceu. Eu fiquei feliz quando Trump disse que pintou uma química boa entre nós", declarou Lula durante coletiva de imprensa, em Nova York.
O presidente disse que não há razão para os dois países permanecerem em atrito e que torce para que a relação das duas maiores democracias do continente dê certo.
Ao discursar na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as sanções unilaterais dos Estados Unidos afirmando que o mundo assiste ao aumento do autoritarismo. “O multilateralismo está diante de nova encruzilhada. A autoridade desta organização [ONU] está em xeque. Assistimos à consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões a política do poder, atentados à soberania, sanções arbitrárias. E intervenções unilaterais estão se tornando regra.”
Para Lula, existe “um evidente paralelo” entre a crise do multilateralismo e o enfraquecimento da democracia. “O autoritarismo se fortalece quando nos omitimos frente a arbitrariedades. Quando a sociedade internacional vacila na defesa da paz, da soberania e do direito, as consequências são trágicas”.
“Em todo o mundo, forças antidemocráticas tentam subjugar as instituições e sufocar as liberdades. Cultuam a violência. Exaltam a ignorância. Atuam como milícias físicas e digitais e cerceiam a imprensa. Mesmo sob ataques sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia, reconquistada há 40 anos pelo seu povo, depois de duas décadas de governos ditatoriais”.
A Ordem Executiva assinada nesta quarta-feira (30) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevando o valor da tarifa de importação de produtos brasileiros para 50%, traz cerca de 700 exceções, como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes.
Também ficaram de fora do tarifaço produtos como polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos. No entanto, café, frutas e carnes não estão entre as exceções aplicadas pelos Estados Unidos e serão taxados em 50%. Segundo o documento assinado por Trump, as taxas entram em vigor em sete dias, ou seja, dia 6 de agosto. Mercadorias que estão em trânsito para os Estados Unidos também ficarão de fora da taxação. A ordem justifica que os Estados Unidos consideram o Brasil uma ameaça “incomum e extraordinária à segurança nacional dos EUA”. A classificação é semelhante à adotada contra países considerados hostis à Washington, como Cuba, Venezuela e Irã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma Ordem Executiva (OE), nesta quarta-feira (30), que considera o Brasil uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional dos EUA, classificação semelhante à adotada contra países considerados hostis a Washington, como Cuba, Venezuela e Irã.
"O presidente Donald J. Trump assinou uma Ordem Executiva implementando uma tarifa adicional de 40% sobre o Brasil, elevando o valor total da tarifa para 50%, para lidar com políticas, práticas e ações recentes do governo brasileiro que constituem uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos", diz o comunicado da Casa Branca. A Ordem Executiva considera que “a perseguição, intimidação, assédio, censura e processo politicamente motivado pelo Governo do Brasil contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e milhares de seus apoiadores são graves violações dos direitos humanos que minaram o Estado de Direito no Brasil”. O governo estadunidense repete a versão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que afirma ser perseguido no processo em que é acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado no Brasil. Segundo a denúncia, Bolsonaro pressionou comandantes militares para suspender o resultado da eleição presidencial de outubro de 2022, quando perdeu para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A lenda do rock, o ícone do heavy metal que a essa altura parecia imortal para muitos, finalmente fechou os olhos pela última vez. Ozzy Osbourne faleceu nesta terça-feira (22) aos 76 anos, vítima de Parkinson. Em comunicado, a família confirmou a morte do “Príncipe das Trevas”.
“É com mais tristeza do que meras palavras podem expressar que comunicamos que nosso amado Ozzy Osbourne faleceu esta manhã. Ele estava com sua família e cercado de amor”, afirmou a nota divulgada pela família. No dia 5 de julho, há apenas duas semanas, o Black Sabbath se aposentava oficialmente, em um dia de música pesada de homenagens ao titã do heavy metal. Diversas bandas, como Metallica, Guns N’ Roses, Pantera, Slayer e Gojira, subiram ao palco para homenagear o Sabbath para uma plateia de 45 mil pessoas no estádio em Birmingham (Inglaterra) e para cerca de 150 mil pessoas que assistiam pela internet. Ao final, o quarteto liderado por Ozzy subiu ao palco pela última vez.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nesta sexta-feira (18) que determinou a revogação dos vistos do ministro Alexandre de Moraes, seus familiares e “aliados na Corte”.
O anúncio não deixa claro quais ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem ser atingidos. A medida foi anunciada horas após o ex-presidente Jair Bolsonaro ser alvo de uma operação da Policia Federal (PF), que realizou buscas e apreensões e determinou a utilização de tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno entre 19h e 6h. Rubio escreveu que Moraes tem perseguido Bolsonaro e promovido censura. “A política de caça às bruxas de Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura que viola os direitos dos brasileiros e também atinge os americanos. Ordenei a revogação dos vistos de Moraes, seus aliados na corte, e seus familiares, de forma imediata”, declarou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na noite desta quinta-feira (10), que o Brics, fórum que reúne grandes países do chamado Sul Global, seguirá discutindo mecanismos mais autônomos para impulsionar as relações comerciais. As declarações de Lula, concedidas em duas entrevistas a canais de televisão, ocorre em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos, desde que o presidente Donald Trump anunciou tarifa comercial de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados.
"O Brics é um fórum que ocupa metade da população mundial e quase 30% do PIB mundial. E 10 países do Brics participam do G20 [incluindo o Brasil], onde o senhor Trump participa [pelos EUA]", destacou o presidente em entrevista exibida pelo Jornal Nacional, da TV Globo. "Nós cansamos de ser subordinados ao Norte. Queremos ter independência nas nossas políticas, queremos fazer comércio mais livre e as coisas estão acontecendo de forma maravilhosa. Nós estamos discutindo, inclusive, a possibilidade de ter uma moeda própria, ou quem sabe com as moedas de cada país a gente fazer comércio sem precisar usar o dólar", acrescentou Lula.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (9) que o tarifaço de 50% a todos os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos será respondido com a Lei de Reciprocidade Econômica. Em rede social, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania do país e disse que é falsa a alegação do presidente norte americano Donald Trump de que a taxação seria aplicada em razão de déficit na balança comercial com o Brasil.
A lei brasileira sancionada em abril estabelece critérios para a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual em resposta a medidas unilaterais adotadas por país ou bloco econômico que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira. “Neste sentido, qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica. A soberania, o respeito e a defesa intransigente dos interesses do povo brasileiro são os valores que orientam a nossa relação com o mundo”, afirmou o presidente. O lei autoriza o Poder Executivo, em coordenação com o setor privado, “a adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços ou medidas de suspensão de concessões comerciais, de investimento e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual e medidas de suspensão de outras obrigações previstas em qualquer acordo comercial do país”. O governo defende que é falsa a informação sobre o alegado déficit norte-americano. “As estatísticas do próprio governo dos Estados Unidos comprovam um superávit desse país no comércio de bens e serviços com o Brasil da ordem de 410 bilhões de dólares ao longo dos últimos 15 anos”. Lula afirma ainda que o Brasil é um país soberano “com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (9), em que anuncia a imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras ao país norte-americano. Segundo Trump, as tarifas passam a valer a partir do dia 1º de agosto. No documento, Trump cita o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, para justificar o ataque ao país. Ele também citou ordens do STF emitidas contra apoiadores do ex-presidente brasileiro que mantêm residência nos Estados Unidos. "A forma como o Brasil tem tratado o ex-Presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!", escreveu Trump. "Em parte devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos (como demonstrado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil, que emitiu centenas de ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS a plataformas de mídia social dos EUA, ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro), a partir de 1º de agosto de 2025, cobraremos do Brasil uma tarifa de 50% sobre todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os Estados Unidos, separada de todas as tarifas setoriais existentes. Mercadorias transbordadas para tentar evitar essa tarifa de 50% estarão sujeitas a essa tarifa mais alta", continuou o presidente norte-americano. A manifestação ocorre na mesma semana em que Trump e Lula trocaram críticas por conta da realização da cúpula do Brics, bloco que reúne as maiores economias emergentes do planeta, no Rio de Janeiro. Trump chegou a ameaçar os países do grupo com imposição de tarifas comerciais, o que agora se materializa no caso brasileiro.