Os preços do petróleo registraram forte alta nesta segunda-feira (9), permanecendo mais de 15% acima dos níveis observados desde meados de 2022, em meio ao aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O mercado reagiu à escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, além de preocupações com possíveis interrupções no transporte marítimo e no fornecimento global da commodity.
Os contratos futuros do petróleo Brent chegaram a subir US$ 15,51, o equivalente a 16,7%, alcançando US$ 108,20 por barril, movimento que coloca o indicador no caminho para registrar o maior salto de preço em um único dia. Já os contratos do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançaram US$ 14,23, ou 15,7%, sendo negociados a US$ 105,13 por barril.
A tensão no mercado também está relacionada à redução no fornecimento por parte de alguns dos principais produtores mundiais. Além disso, as preocupações com a segurança no transporte marítimo aumentaram significativamente diante do avanço da guerra na região.
As dificuldades na movimentação de navios-tanque já começaram a desacelerar o transporte marítimo, afetando especialmente compradores asiáticos que dependem do petróleo bruto do Oriente Médio. A situação é considerada delicada porque a crise se concentra nas proximidades do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo.
A Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou nesta sexta-feira (20) as tarifas sobre produtos importados impostas globalmente pelo presidente Donald Trump. Por seis votos a três, o tribunal manteve a decisão de um tribunal inferior que definiu excesso de autoridade de Trump.
A Corte decidiu que a interpretação do governo Trump de que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês) concede ao presidente poder para impor as tarifas interferiria nos poderes do Congresso e violaria um princípio jurídico chamado doutrina das questões importantes.
A doutrina exige que ações do Poder Executivo de “vasta importância econômica e política” sejam claramente autorizadas pelo Congresso. Anteriormente, o tribunal usou o mesmo argumento para barrar ações executivas- chaves aplicadas pelo ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden.
Em voto, o presidente da Suprema Corte, John Roberts, citando a decisão anterior, destacou que Trump deve “apontar uma autorização clara do Congresso para justificar sua afirmação extraordinária do poder de impor tarifas”, acrescentando: “Ele não pode fazer isso”.
A decisão do tribunal veio após uma contestação judicial movida por empresas afetadas pelas tarifas e por 12 estados norte-americanos, a maioria deles governados por democratas, contra o uso sem precedentes da lei por Trump para impor unilateralmente impostos de importação.
Lula conversa com Donald Trump e reforça cooperação entre Brasil e Estados Unidos
26 Jan 2026 // 14:58 Por Wilker Porto / Agora Sudoeste
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que conversou, nesta segunda-feira (26), por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre temas estratégicos da relação bilateral e da agenda global. Segundo Lula, os dois líderes trocaram informações sobre indicadores econômicos do Brasil e dos Estados Unidos, que apontam perspectivas positivas para ambas as economias. Durante o diálogo, Trump destacou que o crescimento econômico dos dois países é benéfico para toda a região.
No contato, Lula saudou o fortalecimento do relacionamento entre os governos nos últimos meses, ressaltando que esse avanço contribuiu para o levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros. O presidente brasileiro também reiterou uma proposta, encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro, para ampliar a cooperação no combate ao crime organizado. Entre os pontos apresentados estão ações conjuntas contra a lavagem de dinheiro, o tráfico de armas, o congelamento de ativos de grupos criminosos e o intercâmbio de dados sobre transações financeiras, iniciativa que, segundo Lula, foi bem recebida por Trump.
Na pauta internacional, o presidente brasileiro abordou a criação do Conselho da Paz proposto pelos Estados Unidos, defendendo que o órgão se concentre na situação da Faixa de Gaza e assegure assento à Palestina. Nesse contexto, Lula voltou a defender a necessidade de uma reforma ampla da Organização das Nações Unidas, incluindo a ampliação do número de membros permanentes do Conselho de Segurança.
Os dois presidentes também trocaram impressões sobre a situação na Venezuela. Lula enfatizou a importância da preservação da paz e da estabilidade na região, além do compromisso com o bem-estar da população venezuelana.
Ao final da conversa, Lula e Trump acordaram a realização de uma visita do presidente brasileiro a Washington após sua viagem à Índia e à Coreia do Sul, prevista para fevereiro, com a data a ser definida em breve.
‘União Europeia e Mercosul farão história ao criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo’, afirma Lula
17 Jan 2026 // 07:30
“A União Europeia e o Mercosul farão história, em Assunção, ao criar uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, reunindo cerca de 720 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto de 22 trilhões de dólares. Essa é uma parceria baseada no multilateralismo”, afirmou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta sexta-feira, 16 de janeiro, no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro. A assinatura do Acordo de Parceria Mercosul-União Europeia está prevista para acontecer neste sábado, 17 de janeiro, na capital do Paraguai, Assunção.
O pronunciamento de Lula aconteceu logo após a reunião com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Na pauta do encontro, estiveram temas da agenda internacional e os próximos passos do acordo. Do lado do Mercosul, os quatro membros plenos originais – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – são signatários do acordo, enquanto os 27 membros da União Europeia (UE) irão aderir do lado europeu.
O presidente também disse que mais comércio e investimentos significam novos empregos e oportunidades para os dois lados do Atlântico.
Já somos grandes provedores de produtos agropecuários para a União Europeia, mas não nos limitaremos ao eterno papel de exportadores de commodities . Queremos produzir e vender bens industriais de maior valor agregado”, destacou.
Resultado do esforço de mais 25 anos de negociações, o Acordo de Parceria Mercosul-União Europeia faz parte de uma estratégia de expansão da rede de pactos comerciais do Brasil e do Mercosul. A decisão amplia de forma significativa o acesso de produtos sul-americanos ao mercado europeu, com a eliminação de tarifas sobre aproximadamente 95% dos bens importados pela União Europeia, em diferentes prazos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta terça-feira (2) sobre o telefonema que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Para repórteres na Casa Branca, Trump disse que os dois falaram sobre sanções – uma aparente referência às sanções de sua administração ao Judiciário brasileiro por causa do processo criminal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Trump afirmou ainda que ele e Lula “tiveram uma ótima conversa”, acrescentando: “Falamos sobre comércio. Falamos sobre sanções, porque, como vocês sabem, eu os sancionei em relação a certas coisas que aconteceram."
Em uma postagem nas redes sociais, Trump disse que estava ansioso para ver e conversar com Lula em breve, acrescentando que “muito coisa boa resultará desta parceria recém-formada!”, segundo informações da agência Reuters.
Lula liga para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
02 Dez 2025 // 14:30 Por Wilker Porto - Agora Sudoeste
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou nesta terça-feira, 2 de dezembro, às 12h de Brasília, para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Numa chamada que durou 40 minutos, ambos tiveram uma conversa muito produtiva e trataram de temas da agenda comercial, econômica e de combate ao crime organizado.
Lula indicou ter sido muito positiva a decisão dos Estados Unidos de retirar a tarifa adicional de 40% imposta a alguns produtos brasileiros, como carne, café e frutas. Destacou que ainda há outros produtos tarifados que precisam ser discutidos entre os dois países e que o Brasil deseja avançar rápido nessas negociações.
O presidente Lula igualmente ressaltou a urgência em reforçar a cooperação com os EUA para combater o crime organizado internacional. Destacou as recentes operações realizadas no Brasil pelo governo federal com vistas a asfixiar financeiramente o crime organizado e identificou ramificações que operam a partir do exterior. O presidente Trump ressaltou total disposição em trabalhar junto com o Brasil e que dará todo o apoio a iniciativas conjuntas entre os dois países para enfrentar essas organizações criminosas.
Os dois presidentes concordaram em voltar a conversar em breve sobre o andamento dessas iniciativas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (27) que está otimista em relação à suspensão das tarifas impostas ao Brasil pelos Estados Unidos e que, em poucos dias, os países deverão chegar a um acordo.
“Tive ontem na reunião [com o presidente Donald Trump] uma boa impressão de que logo, logo não haverá problema entre Estados Unidos e Brasil”, afirmou Lula, em coletiva de imprensa em Kuala Lumpur, na Malásia, às 11h de segunda-feira (27), no horário local (à meia noite no Brasil).
“Estou convencido de que, em poucos dias, teremos uma solução definitiva entre Estados Unidos e Brasil para que a vida siga boa e alegre do jeito que dizia o Gonzaguinha na sua música”, acrescentou.
No encontro, Lula disse que reforçou o argumento de que os Estados Unidos registram superávit no comércio com o Brasil, não havendo necessidade de taxação dos produtos brasileiros. Lula afirmou ter entregado um documento com os temas que pretende abordar nas negociações.
“Eu não estou reivindicando nada que não seja justo para o Brasil e tenho do meu lado a verdade mais verdadeira e absoluta do mundo, os Estados Unidos não têm déficit com o Brasil, que foi a explicação da famosa taxação ao mundo, que os Estados Unidos só iam taxar os países com quem eles tinham déficit comercial”, disse.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu neste domingo (26) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Kuala Lumpur, na Malásia. O encontro durou cerca de 50 minutos e ocorreu durante a realização da 47ª Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN).
Durante a reunião, Lula disse que não há razão para desavenças com os Estados Unidos e pediu a Trump a suspensão imediata do tarifaço contra as exportações brasileiras, enquanto os dois países estiverem em negociação. Em julho deste ano, Trump anunciou uma tarifaço de 50% sobre todos os produtos brasileiros que são exportados para os Estados Unidos. Em seguida, ministros do governo brasileiro e do Supremo Tribunal Federal (STF) também foram alvo da revogação de vistos de viagem e outras sanções pela administração norte-americana.
“O Brasil tem interesse de ter uma relação extraordinária com os Estados Unidos. Não há nenhuma razão para que haja qualquer desavença entre Brasil e Estados Unidos, porque nós temos certeza que, na hora em que dois presidentes sentam em uma mesa, cada um coloca seu ponto de vista, cada um coloca seus problemas, a tendencia natural é encaminhar para um acordo”, afirmou o presidente.
Além dos presidentes, também participaram do encontro o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretario de Estado norte-americano, Marco Rubio.
Presidente Lula tem primeiro encontro com o Papa Leão XIV, no Vaticano
13 Out 2025 // 10:00 Por Wilker Porto / Agora Sudoeste
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve nesta segunda-feira, 13 de outubro, o primeiro encontro com o Papa Leão XIV. Na conversa de 30 minutos na Biblioteca do Palácio Apostólico, no Vaticano, eles trataram de religião, de fé, de questões conectadas ao Brasil e dos grandes desafios do momento atual do planeta.
Ficamos muito felizes em saber que sua Santidade pretende visitar o Brasil no momento oportuno. Será muito bem recebido, com o carinho, o acolhimento e a fé do povo brasileiro"
Lula parabenizou o Santo Padre pela Exortação Apostólica Dilexi Te, publicada no último dia 9 de outubro, que traz a mensagem de que não se pode separar a fé do amor pelos mais pobres. Para o presidente brasileiro, o documento, que começou a ser escrito pelo Papa Francisco e foi complementado e finalizado por Leão XIV, é uma referência que precisa ser lida e praticada por todos. Lula aproveitou para defender a criação de um amplo movimento internacional de indignação contra a desigualdade social e econômica.
O líder brasileiro recordou a relação de proximidade que cultivou ao longo de sua trajetória com religiosos brasileiros, como Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Hélder Câmara, Dom Luciano Mendes de Almeida, Pedro Casaldáliga e o atual presidente da CNBB, Dom Jaime Spengler. Ressaltou ainda o quanto foi importante para sua formação a convivência com as Comunidades Eclesiais de Base.
Lula e Donald Trump conversam por videoconferência e reforçam retomada das relações entre Brasil e EUA
06 Out 2025 // 12:02 Por Wilker Porto - Agora Sudoeste
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone, na manhã desta segunda-feira (6), com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A ligação, que durou cerca de 30 minutos, teve tom amistoso e marcou a retomada das tratativas bilaterais entre os dois países. Durante a conversa, os líderes relembraram o encontro ocorrido em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU, e destacaram a boa relação construída na ocasião. Lula avaliou o diálogo como um passo importante para o fortalecimento das relações diplomáticas entre o Brasil e os Estados Unidos, que completam 201 anos.
Segundo informações do Palácio do Planalto, o presidente brasileiro ressaltou que o Brasil é um dos três países do G20com os quais os Estados Unidos mantêm superávit comercial. Lula também solicitou a retirada da sobretaxa de 40%aplicada a produtos brasileiros e o fim das restrições impostas a autoridades nacionais.
Trump, por sua vez, designou o secretário de Estado Marco Rubio para conduzir as negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ambos os presidentes manifestaram interesse em realizar um encontro presencial em breve.
Lula mencionou a Cúpula da ASEAN, na Malásia, como possível local para a reunião e reiterou convite para que Trump participe da COP30, que será realizada em Belém (PA). O presidente brasileiro também sinalizou disposição para uma visita oficial aos Estados Unidos. Do lado brasileiro, acompanharam a conversa o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Mauro Vieira, Fernando Haddad, Sidônio Palmeira e o assessor especial Celso Amorim.
A Federação Internacional de Futebol (Fifa) revelou hoje (25) os três mascotes da Copa do Mundo de 2026. A competição será realizada em três países (Estados Unidos, Canadá e México) e cada um dos mascotes homenageia uma nação-sede.
"Maple, o alce (Canadá), Zayu, a onça-pintada (México) e Clutch, a águia-americana (Estados Unidos) foram cuidadosamente desenvolvidos para refletir a vibrante cultura, a herança e o espírito de seus respectivos países, unindo-se para simbolizar a unidade, a diversidade e a paixão compartilhada pelo esporte", informou a federação, em nota.
A Copa do Mundo de 2026 será a 16ª edição consecutiva a contar com um mascote, um símbolo do torneio que já teve inspirações humanas, artísticas, em animais e frutas e até etéreas ao longo da história.
Esta será a primeira vez que um Mundial vai contar com três sedes – até então, com a exceção de Japão e Coreia do Sul em 2002, todas foram disputadas em apenas um país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (24) estar feliz com o resultado da sua viagem para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), e em especial com o aceno do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de iniciar um diálogo.
"Aquilo que parecia impossível, deixou de ser impossível e aconteceu. Eu fiquei feliz quando Trump disse que pintou uma química boa entre nós", declarou Lula durante coletiva de imprensa, em Nova York.
O presidente disse que não há razão para os dois países permanecerem em atrito e que torce para que a relação das duas maiores democracias do continente dê certo.
“Eu acho que é muito importante essa relação. Eu torço para que dê certo. Brasil e Estados Unidos são as duas maiores democracias do continente. Temos muitos interesses empresariais, industriais, tecnológicos e científicos. Temos muito interesse no debate sobre a questão digital e a inteligência artificial, na questão comercial”, afirmou o presidente.
“Fiz questão de dizer ao presidente Trump que temos muito o que conversar. Tem muitos interesses dos dois países em jogo, tem muita coisa para se discutir sobre a necessidade de a gente garantir a paz no planeta terra, e eu fiquei satisfeito quando ele disse que é possível a gente conversar”, acrescentou.
Ao discursar na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou as sanções unilaterais dos Estados Unidos afirmando que o mundo assiste ao aumento do autoritarismo. “O multilateralismo está diante de nova encruzilhada. A autoridade desta organização [ONU] está em xeque. Assistimos à consolidação de uma desordem internacional marcada por seguidas concessões a política do poder, atentados à soberania, sanções arbitrárias. E intervenções unilaterais estão se tornando regra.”
Para Lula, existe “um evidente paralelo” entre a crise do multilateralismo e o enfraquecimento da democracia. “O autoritarismo se fortalece quando nos omitimos frente a arbitrariedades. Quando a sociedade internacional vacila na defesa da paz, da soberania e do direito, as consequências são trágicas”.
“Em todo o mundo, forças antidemocráticas tentam subjugar as instituições e sufocar as liberdades. Cultuam a violência. Exaltam a ignorância. Atuam como milícias físicas e digitais e cerceiam a imprensa. Mesmo sob ataques sem precedentes, o Brasil optou por resistir e defender sua democracia, reconquistada há 40 anos pelo seu povo, depois de duas décadas de governos ditatoriais”.
A Ordem Executiva assinada nesta quarta-feira (30) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevando o valor da tarifa de importação de produtos brasileiros para 50%, traz cerca de 700 exceções, como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes.
Também ficaram de fora do tarifaço produtos como polpa de madeira, celulose, metais preciosos, energia e produtos energéticos. No entanto, café, frutas e carnes não estão entre as exceções aplicadas pelos Estados Unidos e serão taxados em 50%. Segundo o documento assinado por Trump, as taxas entram em vigor em sete dias, ou seja, dia 6 de agosto. Mercadorias que estão em trânsito para os Estados Unidos também ficarão de fora da taxação. A ordem justifica que os Estados Unidos consideram o Brasil uma ameaça “incomum e extraordinária à segurança nacional dos EUA”. A classificação é semelhante à adotada contra países considerados hostis à Washington, como Cuba, Venezuela e Irã.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma Ordem Executiva (OE), nesta quarta-feira (30), que considera o Brasil uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional dos EUA, classificação semelhante à adotada contra países considerados hostis a Washington, como Cuba, Venezuela e Irã.
"O presidente Donald J. Trump assinou uma Ordem Executiva implementando uma tarifa adicional de 40% sobre o Brasil, elevando o valor total da tarifa para 50%, para lidar com políticas, práticas e ações recentes do governo brasileiro que constituem uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos", diz o comunicado da Casa Branca. A Ordem Executiva considera que “a perseguição, intimidação, assédio, censura e processo politicamente motivado pelo Governo do Brasil contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e milhares de seus apoiadores são graves violações dos direitos humanos que minaram o Estado de Direito no Brasil”. O governo estadunidense repete a versão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que afirma ser perseguido no processo em que é acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado no Brasil. Segundo a denúncia, Bolsonaro pressionou comandantes militares para suspender o resultado da eleição presidencial de outubro de 2022, quando perdeu para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A lenda do rock, o ícone do heavy metal que a essa altura parecia imortal para muitos, finalmente fechou os olhos pela última vez. Ozzy Osbourne faleceu nesta terça-feira (22) aos 76 anos, vítima de Parkinson. Em comunicado, a família confirmou a morte do “Príncipe das Trevas”.
“É com mais tristeza do que meras palavras podem expressar que comunicamos que nosso amado Ozzy Osbourne faleceu esta manhã. Ele estava com sua família e cercado de amor”, afirmou a nota divulgada pela família. No dia 5 de julho, há apenas duas semanas, o Black Sabbath se aposentava oficialmente, em um dia de música pesada de homenagens ao titã do heavy metal. Diversas bandas, como Metallica, Guns N’ Roses, Pantera, Slayer e Gojira, subiram ao palco para homenagear o Sabbath para uma plateia de 45 mil pessoas no estádio em Birmingham (Inglaterra) e para cerca de 150 mil pessoas que assistiam pela internet. Ao final, o quarteto liderado por Ozzy subiu ao palco pela última vez.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou nesta sexta-feira (18) que determinou a revogação dos vistos do ministro Alexandre de Moraes, seus familiares e “aliados na Corte”.
O anúncio não deixa claro quais ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) devem ser atingidos. A medida foi anunciada horas após o ex-presidente Jair Bolsonaro ser alvo de uma operação da Policia Federal (PF), que realizou buscas e apreensões e determinou a utilização de tornozeleira eletrônica e recolhimento noturno entre 19h e 6h. Rubio escreveu que Moraes tem perseguido Bolsonaro e promovido censura. “A política de caça às bruxas de Alexandre de Moraes contra Jair Bolsonaro criou um complexo de perseguição e censura que viola os direitos dos brasileiros e também atinge os americanos. Ordenei a revogação dos vistos de Moraes, seus aliados na corte, e seus familiares, de forma imediata”, declarou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na noite desta quinta-feira (10), que o Brics, fórum que reúne grandes países do chamado Sul Global, seguirá discutindo mecanismos mais autônomos para impulsionar as relações comerciais. As declarações de Lula, concedidas em duas entrevistas a canais de televisão, ocorre em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos, desde que o presidente Donald Trump anunciou tarifa comercial de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados.
"O Brics é um fórum que ocupa metade da população mundial e quase 30% do PIB mundial. E 10 países do Brics participam do G20 [incluindo o Brasil], onde o senhor Trump participa [pelos EUA]", destacou o presidente em entrevista exibida pelo Jornal Nacional, da TV Globo. "Nós cansamos de ser subordinados ao Norte. Queremos ter independência nas nossas políticas, queremos fazer comércio mais livre e as coisas estão acontecendo de forma maravilhosa. Nós estamos discutindo, inclusive, a possibilidade de ter uma moeda própria, ou quem sabe com as moedas de cada país a gente fazer comércio sem precisar usar o dólar", acrescentou Lula.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (9) que o tarifaço de 50% a todos os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos será respondido com a Lei de Reciprocidade Econômica. Em rede social, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania do país e disse que é falsa a alegação do presidente norte americano Donald Trump de que a taxação seria aplicada em razão de déficit na balança comercial com o Brasil.
A lei brasileira sancionada em abril estabelece critérios para a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual em resposta a medidas unilaterais adotadas por país ou bloco econômico que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira. “Neste sentido, qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica. A soberania, o respeito e a defesa intransigente dos interesses do povo brasileiro são os valores que orientam a nossa relação com o mundo”, afirmou o presidente. O lei autoriza o Poder Executivo, em coordenação com o setor privado, “a adotar contramedidas na forma de restrição às importações de bens e serviços ou medidas de suspensão de concessões comerciais, de investimento e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual e medidas de suspensão de outras obrigações previstas em qualquer acordo comercial do país”. O governo defende que é falsa a informação sobre o alegado déficit norte-americano. “As estatísticas do próprio governo dos Estados Unidos comprovam um superávit desse país no comércio de bens e serviços com o Brasil da ordem de 410 bilhões de dólares ao longo dos últimos 15 anos”. Lula afirma ainda que o Brasil é um país soberano “com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (9), em que anuncia a imposição de uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras ao país norte-americano. Segundo Trump, as tarifas passam a valer a partir do dia 1º de agosto. No documento, Trump cita o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, para justificar o ataque ao país. Ele também citou ordens do STF emitidas contra apoiadores do ex-presidente brasileiro que mantêm residência nos Estados Unidos. "A forma como o Brasil tem tratado o ex-Presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!", escreveu Trump. "Em parte devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos (como demonstrado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil, que emitiu centenas de ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS a plataformas de mídia social dos EUA, ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro), a partir de 1º de agosto de 2025, cobraremos do Brasil uma tarifa de 50% sobre todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os Estados Unidos, separada de todas as tarifas setoriais existentes. Mercadorias transbordadas para tentar evitar essa tarifa de 50% estarão sujeitas a essa tarifa mais alta", continuou o presidente norte-americano. A manifestação ocorre na mesma semana em que Trump e Lula trocaram críticas por conta da realização da cúpula do Brics, bloco que reúne as maiores economias emergentes do planeta, no Rio de Janeiro. Trump chegou a ameaçar os países do grupo com imposição de tarifas comerciais, o que agora se materializa no caso brasileiro.
Morreu nesta terça-feira (13), no Uruguai, o ex-guerrilheiro, ex-presidente e ícone da esquerda latino-americana José Alberto “Pepe” Mujica Cordano, aos 89 anos. Mujica enfrentava um câncer de esôfago e estava recolhido em seu sítio, nos arredores de Montevidéu, onde cultivava flores e hortaliças. Conhecido como “presidente mais pobre do mundo” por seu estilo de vida simples, por dirigir um fusca dos anos 1970, doar parte do salário para projetos sociais e pelas reflexões políticas com forte teor filosófico, Mujica presidiu o Uruguai de 2010 a 2015. Defensor da integração dos países latino-americanos e caribenhos, Mujica se tornou referência da esquerda do continente durante uma época em que representantes da esquerda e centro-esquerda assumiram diversos governos da região, como Venezuela, Argentina, Equador, Bolívia e Brasil. "Me dediquei a mudar o mundo e não mudei nada, mas me diverti. E gerei muitos amigos e muitos aliados nessa loucura de mudar o mundo para melhorá-lo. E dei sentido à minha vida", revelou o político em entrevista ao jornal espanhol El País, em novembro de 2024.
Habemus Papam: Cardeal Americano Robert Prevost é eleito e assume nome de Leão XIV
08 Mai 2025 // 14:20 Por - Wilker Porto / Agora Sudoeste
A Igreja Católica tem um novo líder. Na tarde desta quinta-feira (8), o cardeal norte-americano Robert Prevost foi anunciado oficialmente como o novo papa. Ele escolheu o nome Leão XIV, tornando-se o 267º pontífice da história da Igreja e o primeiro papa dos Estados Unidos. A escolha foi feita após cinco votações realizadas em dois dias de conclave, encerrado com a tradicional fumaça branca que subiu da chaminé da Capela Sistina, sinalizando que os cardeais chegaram a um consenso. Aos 69 anos, Leão XIV é considerado um nome de perfil pastoral e conciliador, com longa trajetória missionária e administrativa. Nascido em Chicago, Prevost vinha atuando como prefeito do Dicastério para os Bispos, uma das mais importantes funções da Cúria Romana. Sua eleição representa um marco histórico para a Igreja, que, pela primeira vez, será conduzida por um papa vindo da América do Norte. Durante a tradicional apresentação na varanda central da Basílica de São Pedro, o novo papa saudou os fiéis reunidos na Praça São Pedro e em todo o mundo com uma mensagem de esperança, humildade e renovação espiritual. A escolha do nome Leão XIV remete à tradição de papas com esse nome, sendo o último Leão XIII, que liderou a Igreja entre 1878 e 1903, conhecido por sua abertura ao diálogo com o mundo moderno e defesa dos direitos sociais dos trabalhadores. Com sua eleição, o Papa Leão XIV assume a missão de conduzir os mais de 1,3 bilhão de católicos espalhados pelo mundo, em um período de grandes desafios para a fé, a paz e a justiça global.
Fumaça Branca no Vaticano: Igreja Católica Tem Novo Papa
08 Mai 2025 // 13:29 Por - Wilker Porto / Agora Sudoeste
A fumaça branca finalmente subiu da chaminé da Capela Sistina na tarde desta quinta-feira (8), anunciando ao mundo que a Igreja Católica tem um novo papa. O sinal tradicional indica que, na quinta votação realizada pelo Colégio de Cardeais reunido em conclave, foi alcançado o consenso necessário para a eleição do 267º pontífice da história. Após dois dias de reuniões e votações secretas, os cardeais escolheram o sucessor de São Pedro, encerrando o período de sede vacante. Agora, os fiéis católicos de todo o mundo aguardam com grande expectativa a apresentação oficial do novo papa, que será feita do balcão central da Basílica de São Pedro, no Vaticano. A fumaça branca é gerada pela queima das cédulas de votação com aditivos químicos que produzem o tom claro e simbólico, sinalizando que o escolhido obteve ao menos dois terços dos votos — número exigido para a confirmação do novo pontífice. Tradicionalmente, o anúncio é feito pelo cardeal protodiácono com a frase “Habemus Papam”, seguida da apresentação do nome civil e do nome papal escolhido pelo novo líder da Igreja. A identidade do novo papa deve ser revelada em breve, diante de milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro e sob os olhares atentos do mundo inteiro.
Conclave segue sem definição: Fumaça Preta indica que novo Papa ainda não foi eleito
08 Mai 2025 // 07:39
Na manhã desta quinta-feira (8), a tradicional fumaça preta voltou a sair da chaminé da Capela Sistina, no Vaticano, sinalizando que os cardeais reunidos em conclave ainda não chegaram a um consenso sobre o nome do novo papa. O conclave, iniciado na quarta-feira (7), reúne os cardeais da Igreja Católica com a missão de eleger o 267º pontífice da história. A fumaça preta — gerada pela queima das cédulas de votação com aditivos químicos — simboliza que nenhum dos candidatos alcançou os dois terços dos votos necessários para ser escolhido papa. Assim como no primeiro dia, a votação desta quinta-feira terminou sem resultado. Com isso, ainda são possíveis duas novas rodadas de votação ao longo do dia. O processo seguirá até que um nome seja definido, o que será anunciado ao mundo por meio da fumaça branca, símbolo da eleição concluída com sucesso. A expectativa dos fiéis e da comunidade internacional é grande. Enquanto isso, todos os olhares permanecem voltados para a Capela Sistina, no coração da Cidade do Vaticano.
O Vaticano informou há pouco que o novo papa ainda não foi escolhido. A fumaça preta saiu da chaminé acima da Capela Sistina, indicando votos inconclusivos. O conclave, reunião dos cardeais católicos para eleger o 267º papa da Igreja, teve início nesta quarta-feira (7). Como não houve decisão, continuará nesta quinta-feira (8). Os cardeais dão seus votos em papéis impressoscom a frase em latim Eligo in Summum Pontificem (Elejo como Sumo Pontífice, em português). As cédulas são reunidas e queimadas no final das sessões da manhã e da tarde, que resultam na fumaça. O novo papa a ser escolhido será sucessor de Francisco, que faleceu no último dia 21 de abril.
























