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Uma investigação conduzida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) revelou um esquema que, segundo as autoridades, utilizava advogados para intermediar a comunicação entre líderes de facções criminosas presos no Presídio Estadual de Segurança Máxima de Serrinha e integrantes das organizações que atuavam fora da unidade prisional.
As apurações foram reforçadas por gravações realizadas com autorização judicial entre os meses de setembro de 2025 e janeiro de 2026. De acordo com a investigação, os registros mostram encontros em que suspeitos recebiam e transmitiam mensagens relacionadas à atuação das facções, incluindo orientações sobre tráfico de drogas, circulação de armas, homicídios, sequestros e movimentação de recursos financeiros.
O material obtido durante as investigações serviu de base para uma operação deflagrada na última sexta-feira (3), quando dez advogados foram presos por força de mandados judiciais. A ação foi coordenada pelo Ministério Público da Bahia, com apoio da Polícia Civil e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap).
Além das prisões dos advogados investigados, a operação também cumpriu mandados contra 12 detentos custodiados no Presídio de Segurança Máxima de Serrinha, apontados pelas autoridades como integrantes de organizações criminosas.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre a estrutura de comunicação e atuação das facções criminosas dentro e fora do sistema prisional baiano.
Uma força-tarefa formada pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), Ministério Público da Bahia (MP-BA) e Polícia Civil deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (3), a Operação Sintonia de Gravata, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso ligado à atuação de facções dentro do sistema prisional baiano.
Durante a ofensiva, oito advogados foram presos em cumprimento a mandados judiciais expedidos no âmbito da investigação. Paralelamente, outras 12 ordens judiciais foram executadas contra detentos que já estavam custodiados em unidades prisionais do estado.
Além das prisões, as equipes de segurança também cumprem 27 mandados de busca e apreensão para coletar provas que possam contribuir para o avanço das investigações e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
A operação acontece de forma simultânea em Salvador e nos municípios de Feira de Santana, Barreiras, Serrinha, Lauro de Freitas e Camaçari. Conforme os órgãos responsáveis, a ação faz parte de um conjunto de medidas voltadas ao enfrentamento das organizações criminosas e ao combate à influência dessas facções no sistema penitenciário da Bahia.
As investigações continuam e novas informações poderão ser divulgadas à medida que os trabalhos forem concluídos pelas autoridades.