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As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos) deflagraram, nesta quarta-feira (8), uma operação para executar 274 mandados judiciais expedidos contra suspeitos de integrar facções criminosas em 16 estados brasileiros.
Os policiais cumprem medidas judiciais relacionadas à atuação de organizações criminosas, ao tráfico de drogas, de armas e lavagem de dinheiro.
De acordo com a Polícia Federal (PF), são 181 mandados de busca e apreensão, 93 de prisão, além de outras medidas cautelares autorizadas pelo Poder Judiciário.
As Ficcos são forças-tarefas permanentes, criadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e coordenadas pela Polícia Federal (PF).
Operam em diferentes unidades da federação como grupos operacionais integrados e reúnem representantes de forças de segurança federais (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal) e estaduais (polícias Civil e Militar).
Batizada nacionalmente de Operação Força Integrada III, a ação simultânea contra a atuação de organizações criminosas recebeu outros nomes em cada localidade onde os mandados estão sendo executados:
Uma investigação conduzida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) revelou um esquema que, segundo as autoridades, utilizava advogados para intermediar a comunicação entre líderes de facções criminosas presos no Presídio Estadual de Segurança Máxima de Serrinha e integrantes das organizações que atuavam fora da unidade prisional.
As apurações foram reforçadas por gravações realizadas com autorização judicial entre os meses de setembro de 2025 e janeiro de 2026. De acordo com a investigação, os registros mostram encontros em que suspeitos recebiam e transmitiam mensagens relacionadas à atuação das facções, incluindo orientações sobre tráfico de drogas, circulação de armas, homicídios, sequestros e movimentação de recursos financeiros.
O material obtido durante as investigações serviu de base para uma operação deflagrada na última sexta-feira (3), quando dez advogados foram presos por força de mandados judiciais. A ação foi coordenada pelo Ministério Público da Bahia, com apoio da Polícia Civil e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap).
Além das prisões dos advogados investigados, a operação também cumpriu mandados contra 12 detentos custodiados no Presídio de Segurança Máxima de Serrinha, apontados pelas autoridades como integrantes de organizações criminosas.
As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre a estrutura de comunicação e atuação das facções criminosas dentro e fora do sistema prisional baiano.
Uma força-tarefa formada pela Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), Ministério Público da Bahia (MP-BA) e Polícia Civil deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (3), a Operação Sintonia de Gravata, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso ligado à atuação de facções dentro do sistema prisional baiano.
Durante a ofensiva, oito advogados foram presos em cumprimento a mandados judiciais expedidos no âmbito da investigação. Paralelamente, outras 12 ordens judiciais foram executadas contra detentos que já estavam custodiados em unidades prisionais do estado.
Além das prisões, as equipes de segurança também cumprem 27 mandados de busca e apreensão para coletar provas que possam contribuir para o avanço das investigações e identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
A operação acontece de forma simultânea em Salvador e nos municípios de Feira de Santana, Barreiras, Serrinha, Lauro de Freitas e Camaçari. Conforme os órgãos responsáveis, a ação faz parte de um conjunto de medidas voltadas ao enfrentamento das organizações criminosas e ao combate à influência dessas facções no sistema penitenciário da Bahia.
As investigações continuam e novas informações poderão ser divulgadas à medida que os trabalhos forem concluídos pelas autoridades.
Em seus primeiros 30 dias de execução, o Programa Brasil Contra o Crime Organizado apreendeu 82,5 toneladas de drogas, 356 armas e 20.686 munições, além de resultar na prisão de 7.961 pessoas e gerar prejuízo estimado de R$ 1,6 bilhão às facções criminosas em todo o país.
Lançado pelo Governo do Brasil, em 12 de maio, o programa é coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) com o objetivo de promover a asfixia financeira do crime organizado, o enfrentamento ao tráfico de armas, a qualificação da investigação de homicídios e o fortalecimento da segurança no sistema prisional. A iniciativa mobilizou 9.964 profissionais de segurança pública em 11 operações realizadas em todas as unidades da Federação.
As ações foram coordenadas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e executadas por forças de segurança federais, estaduais e municipais, incluindo polícias civis, militares, penais e científicas, além da Força Nacional de Segurança Pública e outros órgãos parceiros. Outros órgãos do Ministério também atuaram para a consecução dos objetivos: a Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), a Secretaria Nacional de Política sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) e a Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), entre outros.
Ao longo do período, foram executados R$ 31,4 milhões em operações conjuntas, consolidando uma estratégia nacional permanente de enfrentamento ao crime organizado.
Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, os resultados demonstram a capacidade do Estado de atuar simultaneamente em diferentes frentes do crime organizado. "Os números deste primeiro mês mostram uma atuação integrada e consistente das forças de segurança em todo o país. Estamos retirando drogas, armas e recursos financeiros das organizações criminosas, enfraquecendo sua capacidade operacional e ampliando a presença do Estado onde a população mais precisa. O enfrentamento ao crime organizado exige persistência, coordenação e inteligência, e é isso que estamos fortalecendo em todo o território nacional", afirma.
A Secretaria da Segurança Pública reforçou o combate às organizações criminosas, com a inauguração da nova sede da Companhia Independente de Policiamento Especializado (CIPE) Cacaueira. Unidade entregue nesta quinta-feira (28), é a de número 270 inaugurada pelo Programa de Modernização das Estruturas da Segurança Pública.
Cerimônia de inauguração contou com a participação do governador Jerônimo Rodrigues, do subsecretário da Segurança Pública, Marcel de Oliveira, e do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Antônio Carlos Silva Magalhães.
O espaço, onde foram investidos R$ 4,3 milhões, está localizado na Rua da Costa, no bairro de Barra do Itaípe, e possui área de convivência, seção operacional, central de rádio e sala de equipamentos, bem como alojamentos masculino e feminino, garantindo conforto para os servidores e melhor prestação de serviço aos moradores.
“Combater diuturnamente as facções é prioridade das Forças Policiais da Bahia. Com melhores condições de trabalho, as equipes da CIPE Cacaueira intensificarão as ações de repressão qualificada em toda a região Sul do estado”, ressaltou o subsecretário da SSP, Marcel de Oliveira.
A nova sede da Cipe Cacaueira é a 33ª entregue pelo Governo do Estado em 2026. Além de Salvador, outras unidades da PM, Polícia Civil e Departamento de Polícia Técnica foram entregues em Biritinga, Barreiras, Serra do Ramalho, Sebastião Laranjeiras, Jequié, Itarantim, Correntina, Almadina, Capela do Alto Alegre, Amélia Rodrigues, Mirangaba, Pindaí, Tapiramutá, Remanso, Feira de Santana e Andorinha.
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, afirmou nesta quarta-feira (5) que as ações policiais de combate ao crime organizado no estado vão continuar. “As operações continuarão, é uma determinação minha”, declarou o gestor durante entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia, um dia após a deflagração da operação Freedom, que resultou na prisão de 38 suspeitos ligados à facção criminosa Comando Vermelho.
A ofensiva policial ocorreu na terça-feira (4) e foi realizada de forma integrada entre forças de segurança da Bahia e do Ceará. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública, os alvos estavam espalhados por Salvador, cidades do interior e também pelo município de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza.
Durante a operação, um homem morreu após resistir à prisão e trocar tiros com os agentes. Entre os presos está Luís Lázaro Santana Alves, apontado como chefe da facção no bairro da Liberdade, em Salvador. Ele foi capturado no Ceará ao lado da companheira, que também foi detida sob suspeita de lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
O governador destacou que a ação foi resultado de um trabalho de inteligência iniciado ainda em 2024. “O roteiro feito pelos criminosos foi estudado detalhadamente. Tivemos o apoio e a troca de informações entre os serviços de inteligência de diferentes estados”, explicou Jerônimo Rodrigues.