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Um advogado foi preso em flagrante nesta quarta-feira (21), dentro do Conjunto Penal de Serrinha, no norte da Bahia, por suspeita de atuar como "pombo-correio" para internos de diferentes presídios do estado. A prisão foi realizada pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), que identificou o profissional com uma carta escrita por um detento e drogas escondidas na bota. De acordo com a Seap, o advogado identificado como Alexandre Laranjeira da Silva Santos estava facilitando a comunicação entre presos, o que teria ligação com a atuação de facções criminosas. A correspondência manuscrita encontrada em sua posse teria sido escrita por um detento do Conjunto Penal de Serrinha, uma unidade de segurança máxima que abriga apenas presos em regime fechado ou provisório, sob Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). O conteúdo da carta chama atenção por citar diretamente a cidade de Brumado, no sudoeste baiano. No bilhete, o interno pede que o destinatário responda com seu nome completo, com o intuito de tirá-lo da prisão e transferi-lo para Brumado, onde, segundo o plano descrito, ele passaria a trabalhar com a venda de drogas. As investigações apontam que Alexandre Laranjeira vinha atuando como intermediário entre unidades prisionais, transportando bilhetes e instruções que permitiam a articulação de atividades criminosas mesmo com os líderes presos. A prática é apontada como uma das formas pelas quais organizações criminosas mantêm o controle de suas operações fora das penitenciárias.
Uma mulher foi autuada em flagrante por tráfico de drogas na Delegacia Territorial (DT/Serrinha), na noite desta terça-feira (3), depois de tentar entrar no Complexo Penitenciário do município, localizado no sertão baiano, com certa quantidade de maconha escondida na parte íntima. Ao ser submetida à revista, o scanner do presídio detectou um corpo estranho na região pélvica da visitante. A princípio a suspeita tentou ludibriar as monitoras, alegando um problema de saúde, porém, encaminhada ao Hospital Municipal da cidade com escolta policial, foi constatado que a mulher escondia certa quantidade de maconha no próprio ânus. Investigações preliminares e o depoimento da suspeita indicam que o objetivo era entregar a droga para um interno do sistema prisional. A mulher foi submetida a exame de corpo de delito e segue custodiada à disposição da Justiça.