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Polícias Federal e Militar localizam e erradicam plantação de maconha com 35 mil pés em Contendas do Sincorá

14 Ago 2026 / 14h27
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Polícias Federal e Militar localizam e erradicam plantação de maconha com 35 mil pés em Contendas do Sincorá
Foto - Divulgação / PMBA

Uma ação integrada entre forças de segurança resultou na erradicação de aproximadamente 35 mil pés de maconha na madrugada desta sexta-feira (14), na zona rural de Contendas do Sincorá, no sudoeste da Bahia. A operação foi realizada no âmbito da Operação Carcará XVII, com participação de equipes da Polícia Federal, da CIPE Sudoeste e da CIPE Caatinga.

Durante as diligências, os policiais localizaram extensas áreas cultivadas com Cannabis sativa, distribuídas em uma área estimada em 12.600 metros quadrados. No local, também foi identificado um acampamento utilizado pelos indivíduos responsáveis pelo cultivo, mas os suspeitos conseguiram fugir por uma região de mata antes da abordagem.

Todo o plantio encontrado foi destruído pelas equipes, seguindo os procedimentos legais estabelecidos. A medida impede que uma quantidade significativa de entorpecentes seja posteriormente processada e distribuída para comercialização.

A ação também representa um impacto direto na estrutura de produção e financiamento do tráfico de drogas, uma vez que a erradicação das plantações impede a continuidade do cultivo e reduz os recursos que poderiam ser obtidos com a comercialização da droga.

Flávio Bolsonaro não consegue registrar candidatura após aparecer filiado ao partido Missão

13 Ago 2026 / 16h20
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Flávio Bolsonaro não consegue registrar candidatura após aparecer filiado ao partido Missão
Foto - Divulgação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve o registro de sua candidatura à Presidência da República impedido nesta quinta-feira (13) após uma filiação partidária indevida registrada no sistema da Justiça Eleitoral. O parlamentar pretendia formalizar sua candidatura pelo Partido Liberal, mas foi surpreendido ao acessar as plataformas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e constatar que aparecia vinculado ao partido Missão.

Segundo a campanha de Flávio Bolsonaro, a inconsistência foi identificada no momento em que os responsáveis tentavam realizar o registro da candidatura. A equipe afirma que o PL perdeu o acesso ao sistema utilizado para o procedimento e não conseguiu concluir a formalização.

A defesa do senador informou que pretende solicitar o restabelecimento da filiação de Flávio ao PL e também pedir à Polícia Federal a abertura de uma investigação para apurar como a alteração foi realizada.

O TSE, por sua vez, informou que não identificou um ataque hacker contra os sistemas da Corte. Segundo o tribunal, houve uso indevido da ferramenta por alguém que possuía as credenciais vinculadas à legenda Missão.

Diante do episódio, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral e determinou a abertura de investigação pela Polícia Judiciária. O Partido Liberal também apresentou um pedido para desfazer a filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão, medida que passou a ser analisada pela Justiça Eleitoral.

Polícia Federal prende presidente da Conafer

13 Ago 2026 / 11h00
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Polícia Federal prende presidente da Conafer
Foto - Lula Marques / Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) prendeu, nessa quarta-feira (12), o presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Lopes. Investigado na Operação Sem Desconto, ele estava foragido desde novembro de 2025..

A prisão ocorreu após Lopes ter se apresentado na Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal. De acordo com a PF, ele será “encaminhado ao sistema prisional após os procedimentos de praxe”.

A Operação Sem Desconto investiga descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A Conafer é suspeita de ter montado um esquema de filiações falsas para arrecadar esses recursos.

Lopes chegou a ser preso em setembro, pela Polícia Legislativa do Senado, por falso testemunho durante depoimento à CPMI que investiga descontos ilegais em benefícios do INSS. Ele foi solto horas depois.

Entre maio e agosto, operação coordenada pela PF prende 724 homicidas e feminicidas foragidos

13 Ago 2026 / 10h00
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Entre maio e agosto, operação coordenada pela PF prende 724 homicidas e feminicidas foragidos
Foto - Divulgação / SSP-BA

A Polícia Federal coordenou, entre maio e agosto de 2026, a Operação Omnes, destinada a localizar e prender investigados ou condenados por crimes contra a vida. As ações resultaram em 724 prisões de foragidos da Justiça relacionados a crimes de homicídio simples, homicídio qualificado e feminicídio.

As prisões foram resultado da atuação integrada entre a Polícia Federal, as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco's), forças policiais estaduais e demais instituições parceiras. O trabalho envolveu o compartilhamento de informações e o emprego de recursos de inteligência para identificar, localizar e prender foragidos da Justiça em diferentes regiões do país.

A divulgação ocorre no contexto do Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra a mulher, e do Dia Nacional dos Direitos Humanos, celebrado em 12 de agosto. A data reforça a importância da atuação integrada das instituições no combate aos crimes contra a vida e na responsabilização dos autores desses crimes, pilares essenciais para a garantia e a promoção dos direitos humanos para toda a população.

A integração de forças policiais e de segurança dos três níveis de governo - União, estados e municípios - é princípio contido na proposta do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), cujo projeto está em apreciação no Congresso Nacional, a quem cabe aprová-lo.

Depoimento de Jaques Wagner à PF é adiado a pedido da defesa

07 Ago 2026 / 15h17
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Depoimento de Jaques Wagner à PF é adiado a pedido da defesa
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

O depoimento do senador Jaques Wagner (PT-BA) à Polícia Federal, previsto para esta sexta-feira (7), foi adiado após pedido da defesa. De acordo com o advogado do senador, Pablo Domingues, problemas técnicos teriam impedido o acesso integral ao conteúdo da investigação.

O parlamentar, portanto, só prestará esclarecimentos após conhecer os elementos reunidos no inquérito.

A investigação, conduzida no âmbito da Operação Compliance Zero, apura a relação do senador com o empresário Augusto Lima, apontado pelos investigadores como um dos elos entre Wagner e o caso Banco Master.

A PF apura também suspeitas de vantagens indevidas e possíveis vínculos entre pessoas do entorno do senador e empresas relacionadas ao caso.

“O pedido de adiamento decorre exclusivamente do fato de ainda não ter sido viabilizado à defesa, por problemas técnicos (todos documentados), o acesso ao conteúdo da investigação, requerido no mesmo ato em que a data foi indicada, há quase um mês”, informou o advogado de defesa do senador.

A defesa sustenta que Jaques Wagner pretende depor, mas apenas após ter acesso ao que efetivamente está sendo investigado.

Intimado pela PF em 21 de julho, o parlamentar nega irregularidades. Por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), ele também foi alvo de buscas e de medida de restrição de atividades econômicas.

CIPRv apreende R$ 1,348 milhão em espécie, cinco iPhones e equipamento Starlink durante abordagem em Tanhaçu

06 Ago 2026 / 21h14
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CIPRv apreende R$ 1,348 milhão em espécie, cinco iPhones e equipamento Starlink durante abordagem em Tanhaçu
Foto - Divulgação / CIPRv-Brumado

Uma ação da Companhia Independente de Polícia Rodoviária (CIPRv/Brumado) resultou na apreensão de R$ 1.348.200,00 em espécie, além de cinco aparelhos celulares iPhone e um equipamento Starlink, durante uma abordagem de rotina realizada na manhã desta quinta-feira (6), na BA-026, no município de Tanhaçu.

De acordo com a Polícia Militar da Bahia, a ocorrência foi registrada por volta das 9h40, no Posto 1/2 da unidade rodoviária. Durante a fiscalização de um veículo Jeep Compass, de cor cinza e licenciado no estado de São Paulo, os policiais localizaram uma grande quantia de dinheiro acondicionada em uma mochila e em uma mala.

Ao ser questionado, o condutor,, de 28 anos, informou que transportava o numerário para a cidade de Ponta Verde, em Maceió (AL), onde faria a entrega a um intermediário identificado apenas como Thiago. No entanto, segundo a polícia, ele não apresentou documentação que comprovasse a origem lícita dos valores.

Além do dinheiro, foram apreendidos dois iPhones 17 Pro Max, dois iPhones 16 Pro Max, um iPhone 11 e um equipamento Starlink, materiais que também foram apresentados às autoridades para apuração.

Diante da ausência de comprovação da origem dos recursos, o motorista, o numerário e todo o material apreendido foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal, em Vitória da Conquista, onde serão adotadas as medidas legais cabíveis e realizadas as investigações para identificar a procedência dos valores e verificar a eventual prática de crimes.

Flávio Dino autoriza novo inquérito da PF para investigar Lulinha

04 Ago 2026 / 19h40
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Flávio Dino autoriza novo inquérito da PF para investigar Lulinha
Foto - Rosinei Coutinho / SCO / STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (4) a abertura de investigação contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Ele é filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dino aceitou o pedido da Polícia Federal (PF) para apurar a suposta atuação de um grupo de pessoas que teria negócios ilícitos com órgãos d o governo federal. Os detalhes da investigação estão em segredo de Justiça e não foram divulgados.

O ministro também decidiu pela abertura de um inquérito para apurar o vazamento de informações sigilosas sobre as investigações. A medida atendeu ao pedido foi feito pela defesa de Lulinha. 

Com a decisão de Dino, já foram abertos três inquéritos contra Lulinha na PF.

O primeiro trata de apuração por suposto tráfico de influência que teria ocorrido no Ministério da Saúde.

O caso envolve uma empresa que opera no ramo de cannabis medicinal que teria interesse em fechar contratos com a pasta. A empresa interessada era ligada ao empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A investigação não tem relação com os descontos ilegais de benefícios.

O segundo inquérito apura supostas ilegalidades na Dataprev, estatal que centraliza os dados de aposentadorias.

Defesa

Em nota, os advogados Guilherme Suguimori e Marco Aurélio de Carvalho afirmaram que receberam a notícia da abertura do novo inquérito com "absoluta serenidade". Os defensores acrescentaram que terão a oportunidade de esclarecer qualquer dúvida sobre a atividades pessoais e profissionais de Lulinha.

"Ele comprovará, ao final, que não tem relação direta ou indireta com qualquer tipo de irregularidade, assim como fez no inquérito das fraudes do INSS, em relação ao qual esperamos um já tardio arquivamento", afirmou a defesa.

Os advogados afirmaram ainda que solicitaram "providências enérgicas" contra "vazamentos reiterados, seletivos e criminosos".

"Temos denunciado a instrumentalização de setores da Polícia Federal a serviço de interesses políticos e eleitorais, em prejuízo da imparcialidade e legalidade que deveriam reger procedimentos criminais", completaram.

Mendonça autoriza PF a investigar repasses para filme sobre Bolsonaro

23 Jul 2026 / 16h00
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Mendonça autoriza PF a investigar repasses para filme sobre Bolsonaro
Foto - Carlos Moura / SCO / STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal (PF) a instaurar um inquérito para apurar repasses de recursos, pelo empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a produção do filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A decisão atende a um pedido da própria PF, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). 

Em maio deste ano, o site The Intercept revelou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu dinheiro a Vorcaro para financiar as gravações da cinebiografia sobre o ex-presidente. De acordo com a publicação, o ex-banqueiro chegou a repassar cerca de R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025.

Após o site divulgar áudios da conversa de Flávio e Vorcaro, ocorrida em novembro do ano passado, o senador negou ter combinado qualquer vantagem indevida com o banqueiro, garantindo que os recursos repassados ao filme eram integralmente privados.

O caso chegou ao Supremo após o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitar a abertura de investigação, que também teve aval da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Até a publicação desta notícia, a reportagem não havia conseguido contato com a produtora audiovisual Up Entertainment, responsável pela obra.

PF intima senador Jaques Wagner para depor no âmbito de investigação sobre Banco Master

21 Jul 2026 / 10h13
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PF intima senador Jaques Wagner para depor no âmbito de investigação sobre Banco Master
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi intimado pela Polícia Federal (PF) para prestar depoimento no próximo dia 7 de agosto, no âmbito de uma investigação que apura o suposto recebimento de vantagens econômicas indevidas relacionadas ao Banco Master. A apuração tramita sob autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante o andamento da investigação, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão contra o parlamentar e determinou medidas de restrição relacionadas às suas atividades econômicas, conforme decisão judicial.

De acordo com a investigação, os policiais apuram uma possível ligação entre familiares do senador, empresas ligadas ao seu entorno e pessoas vinculadas ao Banco Master. Segundo a PF, há indícios que apontariam para um suposto repasse de benefícios econômicos ao parlamentar, direta ou indiretamente, por meio de familiares, pessoas próximas e estruturas societárias associadas à instituição financeira.

Os investigadores também sustentam que Jaques Wagner teria mantido contato frequente com Augusto Ferreira Lima, apontado como ex-sócio do Banco Master e responsável por operações financeiras que estariam sob análise. Conforme os autos da investigação, ele teria intermediado o envio de benefícios ao senador.

Entre os fatos apurados está a suspeita de que um apartamento avaliado em aproximadamente R$ 2,4 milhões, localizado em Salvador, tenha sido pago como vantagem indevida. A Polícia Federal cita uma conversa interceptada em que o senador teria encaminhado ao investigado o contato do gerente da construtora, informando a unidade e o valor do imóvel.

As suspeitas seguem sob investigação e ainda serão objeto de apuração durante a fase de instrução do processo. Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre o caso, prevalecendo o princípio constitucional da presunção de inocência.

Após ter sido alvo da operação da Polícia Federal, Jaques Wagner deixou a função de líder do Governo no Senado Federal.

PF prepara operação nacional para a segurança dos candidatos à Presidência

20 Jul 2026 / 09h22
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PF prepara operação nacional para a segurança dos candidatos à Presidência
Foto - Divulgação / PF

A Polícia Federal preparou uma operação nacional para garantir segurança a candidatos à Presidência da República durante as Eleições de 2026. Coordenada pela Diretoria de Proteção à Pessoa (DPP), a estrutura foi dimensionada para atender simultaneamente até dez candidaturas, com equipes especializadas, atuação em todos os estados e acompanhamento permanente das agendas de campanha.

A proteção poderá ser iniciada a partir de 20 de julho, após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias e a formalização da solicitação pelas respectivas campanhas.

A operação mobilizará até 458 servidores, entre agentes de proteção, chefes de equipe e profissionais das áreas de inteligência e logística, além do apoio das superintendências regionais da Polícia Federal em todas as unidades da Federação.

Planejamento para cada candidatura

Cada candidatura contará com um planejamento próprio, elaborado a partir de metodologia técnica de análise de risco e atualizado de acordo com a evolução das ameaças, das vulnerabilidades identificadas e das características de cada compromisso de campanha.

As avaliações consideram, entre outros elementos, o histórico de ameaças, informações de inteligência, locais dos eventos, acessos, deslocamentos e o contexto de segurança de cada região.

Antes das agendas, equipes precursoras realizam o reconhecimento dos locais e articulam as medidas necessárias com as forças de segurança estaduais e municipais. O objetivo é viabilizar, com segurança, os compromissos apresentados pelas campanhas, de maneira discreta e com a menor interferência possível na dinâmica dos atos eleitorais.

O efetivo e os meios empregados poderão ser reforçados ou ajustados a qualquer momento, conforme as necessidades identificadas.

Argentino investigado por injúria racial em Morro de São Paulo tem prisão preventiva decretada

18 Jul 2026 / 16h00
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Argentino investigado por injúria racial em Morro de São Paulo tem prisão preventiva decretada
Foto - Divulgação / PCBA

A Justiça acolheu a representação da Polícia Civil da Bahia e decretou, neste sábado (18), a prisão preventiva de um cidadão argentino, de 38 anos, investigado pela prática do crime de injúria racial ocorrido na noite da última terça-feira (15), em um restaurante localizado na Segunda Praia de Morro de São Paulo, no município de Cairu.

A decisão judicial atende ao pedido formulado pela Delegacia Territorial (DT/Cairu), após a instauração de inquérito policial e a realização de diligências que identificaram o investigado como autor do crime. As apurações apontaram que, logo após a repercussão do caso, o suspeito deixou Morro de São Paulo e fugiu do país, embarcando em um voo com destino à Argentina.

O crime aconteceu após uma partida da Copa do Mundo, quando dois brasileiros, de 20 e 22 anos, foram alvos de ataques racistas praticados pelo investigado. Na ocasião, ele realizou gestos simulando um macaco em direção a uma das vítimas, conduta registrada por testemunhas e amplamente divulgada nas redes sociais.

Na decisão, o Poder Judiciário destacou os elementos reunidos durante a investigação, que demonstram a materialidade do crime e os indícios de autoria, além da necessidade da prisão para garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal, diante da evasão do investigado do território nacional.

Com a decretação da prisão preventiva, foi determinada a expedição do mandado de prisão e a adoção das providências legais para o seu cumprimento. Após o registro da ordem judicial no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), a Polícia Civil comunicará a Diretoria de Cooperação Internacional da Polícia Federal para a adoção das medidas cabíveis, inclusive no âmbito da cooperação jurídica internacional.

Operação do MPBA e Polícia Federal desarticula grupo suspeito de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro

16 Jul 2026 / 10h00
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Operação do MPBA e Polícia Federal desarticula grupo suspeito de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro
Foto - Divulgação / MPBA

Um mandado de prisão e três de busca e apreensão estão sendo cumpridos na manhã desta quinta-feira (16), em operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), e a Polícia Federal. A operação “Versão Brasileira” desarticulou uma associação criminosa especializada em fraudes contra a Caixa Econômica Federal, realizadas por meio da utilização de documentos falsos para abertura de contas bancárias, contratação fraudulenta de empréstimos e posterior ocultação dos valores obtidos ilicitamente. O mandado de prisão foi cumprido contra um homem já custodiado no Conjunto Penal de Feira de Santana e os de busca e apreensão nas residências de tês investigados em Salvador

Os mandados foram expedidos pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia. Durante as investigações, que tiveram o apoio da Centralizadora Nacional de Inteligência de Segurança (Cesed) da Caixa Econômica Federal, foi constatado que o grupo criminoso utilizava identidades de terceiros para abrir contas bancárias em agências da Caixa Econômica Federal, obtendo empréstimos consignados fraudulentos em nome das vítimas. Em seguida, os recursos eram rapidamente movimentados por meio de transferências eletrônicas, contas de passagem e operações de câmbio, com o propósito de dificultar o rastreamento da origem dos valores. Ainda segundo as investigações, até o momento, pelo menos cinco contas bancárias foram abertas com documentos falsificados, utilizadas para a obtenção fraudulenta dos empréstimos, causando prejuízo superior a R$ 424 mil.

As investigações também revelaram a conversão de parte desses recursos em moeda estrangeira por intermédio de corretoras de câmbio, constituindo indícios adicionais de lavagem de dinheiro e de crimes contra o sistema financeiro nacional. Por meio de análises bancárias, perícias biométricas e exames de comparação facial, a Polícia Federal identificou integrantes do grupo responsáveis pela utilização das identidades falsas, pela movimentação das contas fraudadas e pela realização de operações financeiras destinadas à ocultação dos recursos ilícitos.

Operação resgata 29 trabalhadores em condições análogas à escravidão

14 Jul 2026 / 08h00
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Operação resgata 29 trabalhadores em condições análogas à escravidão
Foto - Wellyngton Souza / Sesp-MT

Uma operação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 29 trabalhadores em situação análoga à escravidão na Bahia e em Pernambuco. A ação de fiscalização foi feita em três pedreiras nas regiões dos municípios de Sento Sé (BA), Casa Nova (BA), nas proximidades de Juazeiro, e Santa Cruz (PE).

A função dos trabalhadores era extrair pedras usadas em obras de pavimentação, inclusive em serviços ligados a prefeituras da região.

A Defensoria Pública da União informou nesta segunda-feira (13) que os órgãos firmaram Termos de Ajustamento de Conduta com as empresas responsáveis. Os empregadores pagarão quase R$ 500 mil em verbas rescisórias e indenizações individuais, bem como valores R$ 30 mil e R$ 102,5 mil em danos morais coletivos.

Durante as fiscalizações, realizadas em parceria com o Ministério Público do Trabalho, a DPU e a Polícia Federal , foram identificadas condições degradantes de trabalho e de alojamento.

Os trabalhadores não tinham acesso adequado à água potável, não contavam com espaço apropriado para refeições e estavam instalados em barracões de lona, dormindo em colchões no chão. 

Além disso, os empregados não contavam com equipamentos de proteção individual e estavam expostos à situações de risco à saúde e à segurança.

“Em uma das pedreiras fiscalizadas, a equipe encontrou alimentos armazenados junto a substâncias tóxicas no alojamento. Parte dos equipamentos utilizados nas atividades também foi interditada devido ao risco oferecido aos trabalhadores”, disse a DPU.

Polícia Civil e Polícia Militar apreendem cerca de 3 mil pés de maconha durante operação em Caetité

13 Jul 2026 / 15h06
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Polícia Civil e Polícia Militar apreendem cerca de 3 mil pés de maconha durante operação em Caetité
Foto - Divulgação

Uma operação integrada entre a Polícia Civil da Bahia e a Polícia Militar da Bahia resultou, na manhã desta segunda-feira (13), na prisão em flagrante de um homem de 26 anos por tráfico de drogas e na desarticulação de uma estrutura clandestina utilizada para o cultivo, processamento e beneficiamento de cannabis, no bairro Observatório, em Caetité, no sudoeste baiano.

Batizada de Operação Quintal Limpo, a ação foi deflagrada por volta das 9h e contou com a atuação conjunta da 22ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (22ª COORPIN), por meio da Delegacia Territorial de Caetité e do GATTI Semiárido, além da 94ª Companhia Independente de Polícia Militar (94ª CIPM). O objetivo foi cumprir um Mandado de Busca e Apreensão Domiciliar expedido pela Vara Criminal da Comarca de Caetité, no âmbito de uma investigação sobre o crime de tráfico de drogas.

Durante o cumprimento da ordem judicial, os policiais localizaram uma extensa plantação com aproximadamente 3 mil plantas com características compatíveis com Cannabis sativa, distribuídas em diferentes estágios de desenvolvimento. No imóvel também foram encontrados grande quantidade de maconha já colhida, seca e em processo de beneficiamento, além de recipientes contendo uma substância oleosa de coloração esverdeada, compatível com óleo derivado da cannabis.

As equipes ainda apreenderam duas balanças de precisão, sacos plásticos utilizados para o fracionamento e acondicionamento da droga, papel-alumínio e diversos equipamentos empregados nas etapas de cultivo, secagem, extração, processamento e embalagem do entorpecente.

De acordo com as investigações, a estrutura encontrada evidencia, em tese, a existência de um sistema organizado voltado à produção de drogas para futura comercialização. Diante dos elementos constatados durante a operação, o responsável pelo imóvel foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.

O suspeito foi conduzido à Delegacia Territorial de Caetité, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis. Todo o material apreendido será submetido à perícia, enquanto as investigações prosseguem para identificar possíveis envolvidos e apurar a extensão da atividade criminosa.

Por ordem de Moraes, PF faz busca por armas na casa de Bolsonaro

08 Jul 2026 / 13h00
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Por ordem de Moraes, PF faz busca por armas na casa de Bolsonaro
Foto - Divulgação / TSE

A Polícia Federal (PF) realizou nesta quarta-feira (8) uma varredura na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro em busca de armas, munições e documentos de registro, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).   

A medida foi determinada por Moraes após uma das armas registradas em nome de Bolsonaro não ter sido entregue à PF, conforme ordem proferida pelo ministro na semana passada. 

Na última sexta-feira, Moraes manteve a prisão domiciliar de Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, entre outros crimes. Naquela mesma decisão, o ministro ordenou que todas as armas registradas em nome do ex-presidente fossem entregues à PF. 

Em resposta, a defesa informou que oito desses armamentos estavam sob custódia da Polícia do Exército. Moraes então mandou que o armamento fosse encaminhado à PF, mas os militares informaram que estavam apenas com seis armas. 

Uma das armas faltantes, um revólver de 9mm, foi apreendida no mês passado com um dos seguranças de Bolsonaro, que foi parado em uma blitz de trânsito. O episódio motivou Moraes a cassar todos os registros de posse e porte de armas em nome do ex-presidente. 

Operação nacional contra facções cumpre 274 mandados em 16 estados

08 Jul 2026 / 12h30
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Operação nacional contra facções cumpre 274 mandados em 16 estados
Foto - Divulgação / PF

As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos) deflagraram, nesta quarta-feira (8), uma operação para executar 274 mandados judiciais expedidos contra suspeitos de integrar facções criminosas em 16 estados brasileiros.

Os policiais cumprem medidas judiciais relacionadas à atuação de organizações criminosas, ao tráfico de drogas, de armas e lavagem de dinheiro.

De acordo com a Polícia Federal (PF), são 181 mandados de busca e apreensão, 93 de prisão, além de outras medidas cautelares autorizadas pelo Poder Judiciário.

As Ficcos são forças-tarefas permanentes, criadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e coordenadas pela Polícia Federal (PF).

Operam em diferentes unidades da federação como grupos operacionais integrados e reúnem representantes de forças de segurança federais (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal) e estaduais (polícias Civil e Militar).

Batizada nacionalmente de Operação Força Integrada III, a ação simultânea contra a atuação de organizações criminosas recebeu outros nomes em cada localidade onde os mandados estão sendo executados:

Exército entrega armas de Bolsonaro à PF e informa falta de duas

07 Jul 2026 / 09h00
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Exército entrega armas de Bolsonaro à PF e informa falta de duas
Foto - Lula Marques / Agência Brasil

O Batalhão de Polícia do Exército (BPE) informou nesta segunda-feira (6) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que entregou à Polícia Federal (PF) as armas de fogo registradas em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro. O batalhão também comunicou que duas das oito armas não foram entregues porque não estavam sob sua guarda.

A entrega foi determinada pelo ministro após a renovação da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente. 

De acordo com a defesa de Bolsonaro, todo o armamento do ex-presidente está guardado nas instalações do Exército. 

Na última sexta-feira (3), Moraes determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e a apreensão das armas que estão registradas em nome do ex-presidente.

A decisão foi motivada pela repercussão do caso da apreensão de uma arma com um dos seus seguranças particulares.

Apesar de a Polícia Civil do Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente e afirmar que as armas estão legalizadas, o ministro entendeu que a posse de armamentos não é compatível com o cumprimento da pena de prisão. 

No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.

PGR pede que Flávio Bolsonaro seja ouvido por calúnia contra Lula

07 Jul 2026 / 07h30
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PGR pede que Flávio Bolsonaro seja ouvido por calúnia contra Lula

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta segunda-feira (6) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja ouvido no inquérito no qual o parlamentar é investigado pela prática de calúnia contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

O parecer foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da investigação.

Gonet citou a legislação penal e disse que Flávio pode apresentar retratação de suas falas, possibilidade que pode isentá-lo de eventual condenação.

Para o procurador, o inquérito deve retornar à Polícia Federal para a realização da oitiva.

"Remanesce a necessidade de oitiva do Sr. Flávio Nantes Bolsonaro, medida de especial relevância, sobretudo em razão da possibilidade de retratação, capaz de isentar o investigado de pena", afirmou Gonet.

O caso trata da postagem feita por Flávio na rede social X, no dia 3 de janeiro deste ano, quando o ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro foi capturado pelos Estados Unidos. 

Na publicação, o senador declarou que “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas".

No mês passado, a PF encerrou o inquérito que apurou o caso e concluiu que o senador cometeu calúnia contra o presidente. 

Após a divulgação do relatório final da investigação, a Agência Brasil entrou em contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro, mas não obteve retorno. O espaço está aberto para manifestação. 

Teresa Leitão é a nova líder do governo no Senado

25 Jun 2026 / 15h00
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Teresa Leitão é a nova líder do governo no Senado
Foto. - Divulgação / Senado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (25), o nome da senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo no Senado, após o afastamento do senador Jaques Wagner (PT-BA) do cargo.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a missão de Teresa será articular o debate e a aprovação de projetos de interesse da população que estão em tramitação na casa, como o fim da escala 6 por 1 e a Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública.

Jaques Wagner deixou a liderança do governo nesta quarta-feira (24) após ser alvo de operação da Polícia Federal (PF), na semana passada, por suspeitas de corrupção no caso do Banco Master. Os agentes acusam o senador de ter recebido vantagens do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master.

Já Wagner negou irregularidades e afirmou estar "absolutamente tranquilo" em relação à investigação.

PF faz operação em dez estados contra crimes de abuso sexual infantojuvenil na internet

25 Jun 2026 / 11h30
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PF faz operação em dez estados contra crimes de abuso sexual infantojuvenil na internet
Foto - Divulgação / PF

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (25/6), a Operação Desmascarados, com o objetivo de reprimir crimes de abuso sexual infantojuvenil praticados pela internet.

Estão sendo cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em 10 estados (AC, AL, AM, ES, GO, MG, PA, PE, RJ e SP) e no DF. A operação conta com o apoio da Polícia Civil do Estado de São Paulo, por intermédio da 4ª Delegacia de Polícia de Repressão à Pedofilia.

As investigações apontam que os suspeitos utilizavam perfis falsos em aplicativos de mensagens, passando-se por crianças e adolescentes para conquistar a confiança de vítimas menores de idade. A partir desse contato, induziam as vítimas a produzir e compartilhar imagens íntimas, que posteriormente eram disseminadas em grupos virtuais e em outros ambientes da internet.

Também foram identificados indícios de compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil e de troca de mensagens relacionadas à prática de crimes contra crianças e adolescentes, fatos que seguem sob apuração.

Os investigados poderão responder, conforme o caso, pelos crimes de armazenamento, produção e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil, aliciamento de crianças e adolescentes pela internet, estupro de vulnerável, associação criminosa e outros delitos eventualmente identificados no curso das investigações.

Banco de Edir Macedo é alvo de operação da Polícia Federal

23 Jun 2026 / 09h30
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Banco de Edir Macedo é alvo de operação da Polícia Federal
Foto - Divulgação / PF

A Polícia Federal (23) está desde cedo nas ruas para cumprir mandados judiciais no âmbito da Operação Miragem, deflagrada nesta terça-feira (23) para apurar crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, previstos na Lei nº 7.492/1986. 

O alvo das investigações é o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus.

Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. Entre as medidas estão a quebra de “sigilos bancário e fiscal dos investigados e o sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões. O alvo da operação é uma instituição financeira

Segundo a PF, as investigações, subsidiadas por relatórios do Banco Central, indicam que os “investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição, aparentar solvência perante os órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares”.

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela Lei nº 7.492/1986.

Apuração da PF acusa Jaques Wagner de receber vantagens; senador nega

19 Jun 2026 / 09h32
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Apuração da PF acusa Jaques Wagner de receber vantagens; senador nega
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a nona fase da Operação Compliance Zero deflagrada nesta quinta-feira (18) foi baseada em uma investigação da Polícia Federal. De acordo com a apuração policial, o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria recebido um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

 Em entrevista à Band News, Wagner negou irregularidades e afirmou estar "absolutamente tranquilo" em relação à investigação.

“Até agora, não sou réu; não sou culpado; não sou nada. É uma investigação em cima do que eu imagino que a Polícia Federal encontrou em celulares [apreendidos] ou em alguma delação de alguém que eu desconheço”.

Em sua decisão, Mendonça afirma que a PF, ao pedir que o STF imponha restrições legais aos alvos da 9ª fase da operação, sustentou ter “elementos indicativos de recebimento de vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente, por intermédio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao grupo econômico investigado”.

Os investigadores também dizem que “a possível relação ilícita” entre Wagner e Lima “seria antiga, próxima e marcada por elevado grau de confiança pessoal”. Fato que “teria criado ambiente propício à realização de tratativas reservadas em prol da defesa de interesses privados do Banco Master”.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, o próprio senador teria escolhido um apartamento do residencial Poème Horto, construído em um bairro nobre de Salvador, o Horto Florestal. O documento afirma que Wagner encaminhou a Lima dados do empreendimento e do corretor responsável pela venda da unidade.

Polícia Federal apreende cerca de US$ 49 mil em endereço ligado ao senador Jaques Wagner durante operação que investiga Banco Master

18 Jun 2026 / 13h00
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Polícia Federal apreende cerca de US$ 49 mil em endereço ligado ao senador Jaques Wagner durante operação que investiga Banco Master
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A Polícia Federal realizou, nesta quinta-feira (18), uma operação de busca e apreensão envolvendo o senador Jaques Wagner (PT) no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades financeiras relacionadas ao Banco Master.

Durante as diligências, os agentes localizaram aproximadamente US$ 49 mil, equivalente a cerca de R$ 248,1 mil, em um quarto de hotel em Brasília utilizado pelo parlamentar durante suas estadias na capital federal. O valor foi apreendido e deverá ser objeto de esclarecimentos no decorrer da investigação, incluindo a apuração sobre a origem dos recursos.

Além do local em Brasília, a Polícia Federal também cumpriu mandados em um imóvel ligado ao senador em Salvador. Conforme as investigações, há apuração sobre uma suposta ligação entre familiares do parlamentar e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, incluindo a transferência de um apartamento avaliado em mais de R$ 2,4 milhões.

A expectativa é que Jaques Wagner se manifeste publicamente para apresentar esclarecimentos sobre os fatos investigados. O caso também deve ser acompanhado pelo Palácio do Planalto, incluindo discussões sobre a permanência do senador na função de liderança do governo no Senado.

PF reprime lavagem de dinheiro e continuidade de mineração ilegal na Bahia

18 Jun 2026 / 10h30
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PF reprime lavagem de dinheiro e continuidade de mineração ilegal na Bahia
Foto - Divulgação / PF

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (18/6), a Operação Lixiviação II, com o objetivo de cumprir mandados judiciais no âmbito de investigação que apura a continuidade da exploração ilegal de ouro e a prática de lavagem de dinheiro na Bahia

São cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, em endereços ligados aos investigados nos municípios de Nordestina/BA, Quijingue/BA e em área rural de Cansanção/BA, incluindo locais utilizados para extração e para beneficiamento de ouro, residências e empresas vinculadas ao grupo investigado. 

A investigação decorre da instauração de novo inquérito policial que identificou que o principal investigado, mesmo após a deflagração de operações anteriores, incluindo a Operação Lixiviação, permaneceu praticando extração ilegal de ouro, avançando para novas áreas e realizando beneficiamento mineral por processo químico de lixiviação com utilização de cianeto, substância altamente tóxica e controlada por órgãos governamentais.

As apurações indicam que o investigado atua utilizando laboratórios clandestinos para extração de ouro a partir de rejeitos minerais, especialmente por meio do processo de cianetação, técnica capaz de recuperar o chamado ouro fino de forma altamente poluente. 

Além disso, foram identificados indícios de lavagem de dinheiro. As investigações também demonstraram a reiteração da atividade criminosa, inclusive após ações policiais anteriores, evidenciando a necessidade de adoção de medidas cautelares para interromper o ciclo delituoso, diante do risco à ordem pública, ao meio ambiente e à saúde coletiva. 

Registra-se que o principal investigado encontrava-se foragido da Justiça, em razão de mandado de prisão preventiva expedido no curso das investigações anteriores, o qual foi devidamente cumprido no dia 9 de junho de 2026, reforçando os indícios de reiteração criminosa e a necessidade das medidas cautelares adotadas no âmbito da presente operação. 

Os investigados poderão responder pelos crimes de usurpação de bens da União, de extração ilegal de recursos minerais, de organização criminosa, de posse de artefatos explosivos e de lavagem de dinheiro.

Senador Jaques Wagner é alvo de busca da PF em nova fase da Operação Compliance Zero sobre esquema do Banco Master

18 Jun 2026 / 07h46
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Senador Jaques Wagner é alvo de busca da PF em nova fase da Operação Compliance Zero sobre esquema do Banco Master
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a nona fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master e possíveis violações no sistema financeiro nacional. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e resultou no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.

Entre os alvos da operação está a residência do senador Jaques Wagner (PT), em Salvador. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo. Além das buscas, os investigadores também executaram medidas cautelares determinadas pela Justiça, incluindo a suspensão de passaportes e restrições de contato entre pessoas investigadas.

Segundo as informações da investigação, esta etapa da Operação Compliance Zero busca esclarecer a eventual participação de um agente público no esquema investigado. A Polícia Federal não divulgou detalhes adicionais sobre os fatos apurados, em razão do sigilo que envolve parte do processo.

As medidas foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, responsável por conduzir os procedimentos relacionados a autoridades com foro privilegiado. Até o momento, não foram divulgadas manifestações oficiais do senador Jaques Wagner sobre a ação realizada em sua residência.

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