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O aviso de demissão chega, e a pergunta que vem na sequência é sempre a mesma: qual vai ser o valor a receber no fim das contas? A resposta raramente bate com o que a pessoa esperava.
Essa distância entre o esperado e o recebido tem explicação: segundo uma pesquisa realizada pela datatudo, no blog da meutudo em janeiro de 2026, 40% dos entrevistados ainda têm dúvidas ou desconhecem quem tem direito à rescisão.
Por aqui, você vai entender quais parcelas compõem o valor cheio da rescisão, o que é descontado, o que muda para quem tinha um consignado descontado em folha e como conferir se tudo foi pago certo.
Como o valor da rescisão é estipulado?
As regras de cálculo vêm da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943.
O valor da rescisão nunca é um número único: é a soma de parcelas diferentes, cada uma com sua própria regra.
Antes de qualquer desconto, essa soma costuma incluir:
Esse é o valor cheio da rescisão, o total antes de qualquer desconto, e nem todo desligamento gera direito às mesmas parcelas: um pedido de demissão, por exemplo, não dá direito à multa do FGTS.
Essa mesma pesquisa datatudo mostra que 69% dos entrevistados sabem que o tipo de desligamento muda a rescisão, o que deixa quase um em cada três sem essa noção.
É só depois dessa soma toda que entram os descontos, e é aí que o valor final costuma vir menor do que a pessoa esperava.
Os descontos que reduzem o que cai na sua conta
Depois de somadas as parcelas, o valor cheio passa por descontos, do mesmo jeito que acontece com o salário de todo mês:
Importante: Verbas de natureza indenizatória, como o aviso prévio indenizado e a multa de 40% do FGTS, ficam isentas de Imposto de Renda, conforme a Lei nº 7.713/1988.
Esse último ponto sobre a folha de pagamento costuma ser o que mais surpreende: quem tinha um consignado ativo descobre, na hora de somar o que vai receber, que a dívida também entra na conta. É sobre esse cenário que o próximo tópico se aprofunda.
Tinha um empréstimo descontado no salário? Veja o que muda
Quem tinha um empréstimo consignado descontado direto na folha se pergunta, no momento do desligamento, se a dívida desaparece junto com o vínculo.
Ela não desaparece: o desconto só existe porque há um contrato de empréstimo por trás, e esse contrato continua valendo depois da demissão.
De acordo com uma pesquisa realizada pela datatudo, no blog da meutudo, em novembro de 2025, 63% dos trabalhadores CLT entrevistados já têm um empréstimo consignado ativo. Isso torna esse cenário mais comum do que se imagina numa rescisão.
O que muda depende de o contrato prever, ou não, uma garantia vinculada às verbas rescisórias:
Quando a demissão é sem justa causa, por culpa recíproca ou por força maior, o FGTS e a multa de 40% oferecidos como garantia também podem ser acionados para quitar o que restar da dívida.
Essa lógica vale para o desligamento em si, não para uma cobrança por atraso. É o que está por trás de uma pergunta comum nesse momento: "Tenho empréstimo CLT e fui mandado embora, e agora?"
A resposta ajuda a entender por que essa regra existe: evitar que a dívida vire bola de neve justamente quando falta a renda fixa que sustentava o pagamento das parcelas.
Como conferir se a sua rescisão está correta?
Conferir a própria rescisão é mais simples do que parece, mas quase metade dos entrevistados numa pesquisa datatudo diz não saber calcular a rescisão trabalhista.
O primeiro passo é pedir e ler o Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT), documento que a empresa é obrigada a entregar detalhando cada verba paga e cada desconto feito.
Por lei, o pagamento e a entrega desse documento têm prazo de até 10 dias corridos após o fim do contrato, mas 29% dos entrevistados na mesma pesquisa não conhecem esse prazo.
Com o TRCT em mãos, algumas ações ajudam a confirmar se o valor está correto:
Isso importa porque 45% dos entrevistados na pesquisa datatudo dizem nunca ter conferido, ou nem saber que era possível calcular a própria rescisão, exatamente os casos em que um erro passa despercebido.
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Como fazer o dinheiro da rescisão render?
Receber um valor alto de uma vez pode dar sensação de alívio, mas o dinheiro rende mais quando usado com um plano, não com pressa.
Algumas prioridades ajudam nesse momento:
Essas quatro prioridades pesam mais juntas do que qualquer corte isolado de gastos. O que garante que a rescisão realmente ajude na transição é organizar esse dinheiro antes de comprometê-lo com decisões tomadas sob pressão.
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