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Em continuidade às programações referentes ao Agosto Lilás e aos 20 anos da Lei Maria da Penha, a Polícia Civil da Bahia participou, na quarta-feira (19), de uma palestra de conscientização, mobilização e enfrentamento à violência contra as mulheres. O evento aconteceu na sede do Instituto Federal da Bahia (IFBA), Campus de Brumado, e foi voltado para jovens e adolescentes com idade entre 14 e 18 anos, alunos da unidade de ensino.
Durante o encontro, ministrado pela delegada titular do Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (NEAM/Brumado), Ellen Lages Pierote, foram abordados os avanços no enfrentamento à violência contra as mulheres e a importância da prevenção, especialmente entre jovens e adolescentes, ao longo de duas décadas da Lei Maria da Penha.
A atividade também promoveu orientações sobre os primeiros sinais de controle e violência nas relações afetivas, os limites entre comportamentos abusivos e relacionamentos saudáveis e a possibilidade de responsabilização de adolescentes e jovens pela prática de atos infracionais, com destaque para situações envolvendo crimes contra a dignidade sexual.
Na oportunidade, também foi discutido o compartilhamento de imagens e vídeos íntimos, incluindo a divulgação não autorizada de conteúdo como forma de exposição ou vingança contra a vítima. Os participantes foram alertados sobre as consequências jurídicas e sociais dessas condutas.
“A iniciativa teve como objetivo ampliar o acesso à informação e fortalecer ações de prevenção à violência, contribuindo para a construção de relações mais respeitosas e responsáveis entre adolescentes e jovens”, afirmou a delegada, Ellen Lages Pierote.
A palestra foi idealizada pelo Instituto Federal da Bahia (IFBA), campus de Brumado, e ministrada pelo Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (NEAM/Brumado).
A Polícia Civil da Bahia concluiu, na última sexta-feira (31), a 4ª fase da Operação Nacional Mulher Segura 2026 com a intensificação de ações de enfrentamento à violência contra a mulher em todo o estado. Ao longo da mobilização, foram contabilizadas 100 prisões em flagrantes, 33 mandados judiciais cumpridos, 1.815 diligências realizadas, entre visitas preventivas, atendimentos às vítimas e acompanhamento de medidas protetivas de urgência (MPUs), além de 1.283 ações educativas voltadas à conscientização e à prevenção da violência de gênero.
Deflagrada em 1º de julho, a Operação Mulher Segura mobilizou 1.229 policiais, com o apoio de unidades da capital e do interior, fortalecendo a atuação integrada da Polícia Civil na prevenção, investigação e repressão aos crimes praticados contra mulheres. Durante toda a operação, os resultados foram acompanhados em tempo real no Centro de Observação da Polícia Civil, permitindo o monitoramento estratégico das diligências e o alinhamento das equipes mobilizadas em todo o estado.
Para a diretora do DPMCV, delegada Juliana Fontes, "A Operação Mulher Segura reafirma o compromisso permanente da Polícia Civil da Bahia com a proteção das mulheres e o enfrentamento qualificado à violência de gênero. Cada mandado cumprido, cada vítima acolhida e cada ação preventiva desenvolvida representam o empenho diário das nossas equipes em garantir segurança, acolhimento e responsabilização dos autores de violência", destacou.
A Operação Nacional Mulher Segura é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e integra uma estratégia nacional de enfrentamento à violência contra a mulher. Na Bahia, a mobilização reforçou a atuação integrada da Polícia Civil, ampliando a proteção às vítimas, fortalecendo as investigações e promovendo ações preventivas em diversas regiões do estado.
Alcançar os autores e demais envolvidos na morte do investigador Adailton Oliveira Rocha é a principal finalidade das ações da Polícia Civil da Bahia. Na manhã desta sexta-feira (17), equipes dos Departamentos Operacionais da Instituição realizam buscas em quatro pontos do bairro de Tancredo Neves. O objetivo é coletar mais informações para complementar as apurações do crime.
Antes de sair para a operação, as equipes homenagearam o investigador e o policial militar mortos, ligando sirenes e sinais luminosos das viaturas, em um gesto de respeito e reconhecimento. Policiais militares e federais também homenagearam os servidores. O Delegado-Geral, André Viana, acompanha em campo as ações desta sexta-feira.
Além das diligências, análises de dados digitais com o uso de tecnologia dedicada à investigação estão em curso. Os mais de 100 policiais civis também averiguam informações repassadas pela população para o Disque Denúncia da Secretaria de Segurança Pública (SSP). As pessoas podem ligar para o 181 e não precisam se identificar.
O Delegado-Geral, André Viana, mais uma vez lamentou a perda e afirmou o compromisso com a responsabilização de todos os envolvidos no crime. “Essa é a hora que vamos usar toda nossa energia e força, por meio da nossa razão de ser, que é a investigação policial. Porém, vamos trabalhar ainda mais pelo bem dos cidadãos e de forma mais técnica e cirúrgica, priorizando os cuidados com a vida dos policiais e da família”, afirmou.