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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) recebeu aproximadamente 4.305 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho nos três primeiros dias de funcionamento do canal específico para esse tipo de ocorrência. Os registros foram feitos entre quarta-feira (28/10) e sexta-feira (30/10), em diferentes regiões do País, e estão em análise pela Auditoria Fiscal do Trabalho do MTE, responsável por avaliar as informações e apurar os casos apresentados.
A Região Sudeste concentra o maior número de registros, com 2.087 denúncias, o equivalente a 48,5% do total nacional. Na distribuição por unidade da Federação, São Paulo lidera, com 1.325 registros, seguido pelo Rio de Janeiro (354) e Minas Gerais (345). Juntos, os três estados somam 2.024 denúncias, o que representa 47% do total recebido pelo Ministério.
Na sequência, aparecem Paraná, com 268 denúncias, e Santa Catarina, com 259. Os dados mostram que os cinco estados com maior número de registros concentram 2.551 denúncias, aproximadamente 59,2% do total.
Diante dos dados apresentados, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, reforça que a liberdade de escolha política dos trabalhadores deve ser respeitada e que o poder econômico não pode ser utilizado para constranger ou influenciar o voto.
“Não podemos admitir que trabalhadores e trabalhadoras sejam ameaçados, constrangidos ou discriminados por suas escolhas políticas. O voto é livre e secreto, e nenhum empregador pode usar sua posição para interferir na decisão de seus empregados. O Governo do Brasil está atento às denúncias, atuando na fiscalização e adotando as providências necessárias para proteger os direitos dos trabalhadores”, afirma.
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