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O Papa Leão XIV recebeu, na última segunda-feira (12), no Vaticano, integrantes da Comissão Episcopal para Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Entre os participantes esteve o padre brumadense Fábio Eduardo de Lima Santos, que integra a comissão e atualmente reside em Roma para aprofundamento acadêmico.
O encontro foi marcado por diálogo, escuta e troca de experiências entre o Santo Padre e os representantes da Igreja no Brasil. Para o padre Fábio, a audiência representou mais do que um compromisso institucional. “Não foi apenas um encontro, foi um momento de aprendizado e de fé. Uma grande emoção, com o coração acelerado, mas também uma profunda admiração pela sensibilidade e pela visão de mundo que o Santo Padre demonstra”, relatou.
Segundo o sacerdote, a simplicidade e a serenidade do Papa Leão XIV chamaram atenção durante a audiência. “Há nele uma alegria tranquila em acolher quem se aproxima. É um homem com visão ampla do mundo e profundo conhecimento da realidade da América do Sul, algo que se percebe claramente na forma como orienta e dialoga”, afirmou. Durante o encontro, o padre também apresentou ao Papa sua trajetória acadêmica e o presenteou com o livro de sua autoria, que aborda reflexões da fé cristã no contexto contemporâneo.
Natural de Brumado, o padre Fábio reside atualmente em Roma, onde cursa Doutorado em Teologia Moral. Ele permanecerá no país pelos próximos quatro anos, período que considera fundamental para o crescimento pessoal, acadêmico e para o serviço à Igreja. Ao final, o sacerdote agradeceu à sua diocese e às lideranças eclesiásticas pela confiança depositada em sua missão e reforçou a importância da oração contínua pelo Papa e pela Igreja.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve nesta segunda-feira, 13 de outubro, o primeiro encontro com o Papa Leão XIV. Na conversa de 30 minutos na Biblioteca do Palácio Apostólico, no Vaticano, eles trataram de religião, de fé, de questões conectadas ao Brasil e dos grandes desafios do momento atual do planeta.
Ficamos muito felizes em saber que sua Santidade pretende visitar o Brasil no momento oportuno. Será muito bem recebido, com o carinho, o acolhimento e a fé do povo brasileiro"
Lula parabenizou o Santo Padre pela Exortação Apostólica Dilexi Te, publicada no último dia 9 de outubro, que traz a mensagem de que não se pode separar a fé do amor pelos mais pobres. Para o presidente brasileiro, o documento, que começou a ser escrito pelo Papa Francisco e foi complementado e finalizado por Leão XIV, é uma referência que precisa ser lida e praticada por todos. Lula aproveitou para defender a criação de um amplo movimento internacional de indignação contra a desigualdade social e econômica.
O líder brasileiro recordou a relação de proximidade que cultivou ao longo de sua trajetória com religiosos brasileiros, como Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Hélder Câmara, Dom Luciano Mendes de Almeida, Pedro Casaldáliga e o atual presidente da CNBB, Dom Jaime Spengler. Ressaltou ainda o quanto foi importante para sua formação a convivência com as Comunidades Eclesiais de Base.
A Igreja Católica tem um novo líder. Na tarde desta quinta-feira (8), o cardeal norte-americano Robert Prevost foi anunciado oficialmente como o novo papa. Ele escolheu o nome Leão XIV, tornando-se o 267º pontífice da história da Igreja e o primeiro papa dos Estados Unidos. A escolha foi feita após cinco votações realizadas em dois dias de conclave, encerrado com a tradicional fumaça branca que subiu da chaminé da Capela Sistina, sinalizando que os cardeais chegaram a um consenso. Aos 69 anos, Leão XIV é considerado um nome de perfil pastoral e conciliador, com longa trajetória missionária e administrativa. Nascido em Chicago, Prevost vinha atuando como prefeito do Dicastério para os Bispos, uma das mais importantes funções da Cúria Romana. Sua eleição representa um marco histórico para a Igreja, que, pela primeira vez, será conduzida por um papa vindo da América do Norte. Durante a tradicional apresentação na varanda central da Basílica de São Pedro, o novo papa saudou os fiéis reunidos na Praça São Pedro e em todo o mundo com uma mensagem de esperança, humildade e renovação espiritual. A escolha do nome Leão XIV remete à tradição de papas com esse nome, sendo o último Leão XIII, que liderou a Igreja entre 1878 e 1903, conhecido por sua abertura ao diálogo com o mundo moderno e defesa dos direitos sociais dos trabalhadores. Com sua eleição, o Papa Leão XIV assume a missão de conduzir os mais de 1,3 bilhão de católicos espalhados pelo mundo, em um período de grandes desafios para a fé, a paz e a justiça global.
A fumaça branca finalmente subiu da chaminé da Capela Sistina na tarde desta quinta-feira (8), anunciando ao mundo que a Igreja Católica tem um novo papa. O sinal tradicional indica que, na quinta votação realizada pelo Colégio de Cardeais reunido em conclave, foi alcançado o consenso necessário para a eleição do 267º pontífice da história. Após dois dias de reuniões e votações secretas, os cardeais escolheram o sucessor de São Pedro, encerrando o período de sede vacante. Agora, os fiéis católicos de todo o mundo aguardam com grande expectativa a apresentação oficial do novo papa, que será feita do balcão central da Basílica de São Pedro, no Vaticano. A fumaça branca é gerada pela queima das cédulas de votação com aditivos químicos que produzem o tom claro e simbólico, sinalizando que o escolhido obteve ao menos dois terços dos votos — número exigido para a confirmação do novo pontífice. Tradicionalmente, o anúncio é feito pelo cardeal protodiácono com a frase “Habemus Papam”, seguida da apresentação do nome civil e do nome papal escolhido pelo novo líder da Igreja. A identidade do novo papa deve ser revelada em breve, diante de milhares de fiéis reunidos na Praça São Pedro e sob os olhares atentos do mundo inteiro.
Na manhã desta quinta-feira (8), a tradicional fumaça preta voltou a sair da chaminé da Capela Sistina, no Vaticano, sinalizando que os cardeais reunidos em conclave ainda não chegaram a um consenso sobre o nome do novo papa. O conclave, iniciado na quarta-feira (7), reúne os cardeais da Igreja Católica com a missão de eleger o 267º pontífice da história. A fumaça preta — gerada pela queima das cédulas de votação com aditivos químicos — simboliza que nenhum dos candidatos alcançou os dois terços dos votos necessários para ser escolhido papa. Assim como no primeiro dia, a votação desta quinta-feira terminou sem resultado. Com isso, ainda são possíveis duas novas rodadas de votação ao longo do dia. O processo seguirá até que um nome seja definido, o que será anunciado ao mundo por meio da fumaça branca, símbolo da eleição concluída com sucesso. A expectativa dos fiéis e da comunidade internacional é grande. Enquanto isso, todos os olhares permanecem voltados para a Capela Sistina, no coração da Cidade do Vaticano.
O Vaticano informou há pouco que o novo papa ainda não foi escolhido. A fumaça preta saiu da chaminé acima da Capela Sistina, indicando votos inconclusivos. O conclave, reunião dos cardeais católicos para eleger o 267º papa da Igreja, teve início nesta quarta-feira (7). Como não houve decisão, continuará nesta quinta-feira (8). Os cardeais dão seus votos em papéis impressoscom a frase em latim Eligo in Summum Pontificem (Elejo como Sumo Pontífice, em português). As cédulas são reunidas e queimadas no final das sessões da manhã e da tarde, que resultam na fumaça. O novo papa a ser escolhido será sucessor de Francisco, que faleceu no último dia 21 de abril.
Os cardeais que participarão do conclave para eleger um novo papa começaram nesta terça-feira (6) a fazer o check-in em dois hotéis do Vaticano, onde ficarão impedidos de ter contato com o mundo exterior enquanto decidem quem deve suceder o papa Francisco. O conclave começará a portas fechadas na Capela Sistina na tarde de quarta-feira (7), com todos os cardeais com menos de 80 anos de idade podendo votar em quem deve ser o próximo líder da Igreja, que congrega 1,4 bilhão de membros em todo o mundo. A corrida para suceder Francisco, que morreu no mês passado, é vista como muito aberta. Embora alguns nomes tenham sido citados como possíveis favoritos, vários dos 133 cardeais que deverão votar no conclave disseram que não sabem quem será o próximo papa. "Não tenho nenhum palpite", disse o cardeal Robert McElroy durante uma visita a uma paróquia em Roma na noite de segunda-feira (5). O processo do conclave é "profundo e misterioso", afirmou McElroy, o arcebispo de Washington. "Não posso lhe dar nenhuma ideia de quem está à frente", disse ele. Alguns cardeais estão procurando um novo papa que dê continuidade à iniciativa de Francisco de criar uma Igreja mais transparente e acolhedora, enquanto outros estão buscando um retorno às raízes mais tradicionais que valorizam a doutrina. Os conclaves geralmente se estendem por vários dias, com várias votações realizadas antes que um candidato obtenha a maioria necessária de três quartos para se tornar papa. Durante o período do conclave, os cardeais votantes ficarão em duas hospedarias do Vaticano e farão um juramento de não entrar em contato com ninguém que não esteja participando da votação secreta.
O veículo utilizado pelo papa Francisco, popularmente conhecido como papamóvel, será transformado de forma que possa servir como uma unidade de saúde móvel para atender crianças na Faixa de Gaza. De acordo com o Vaticano, a adaptação foi um pedido feito pelo próprio pontífice. Em nota, a Santa Sé destacou que o legado de paz deixado por Francisco “continua a brilhar” em um mundo assolado por conflitos. “A proximidade que ele demonstrou aos mais vulneráveis durante sua missão terrena continua irradiando mesmo após sua morte”, completou. O 266º papa, e o primeiro das Américas, morreu no último dia 21 de abril. “Foi seu último desejo para um povo a quem demonstrou tanta solidariedade ao longo do seu pontificado, sobretudo ao longo dos últimos anos”, destacou o Vaticano. De acordo com o comunicado, o pedido foi feito já em meio aos últimos meses de vida de Francisco, que confiou a iniciativa à organização humanitária Caritas Jerusalém. “Em meio à guerra terrível, à infraestrutura em colapso, a um sistema de saúde mutilado e à falta de educação, as crianças são as primeiras a pagar o preço, com a fome, as infecções e outras doenças evitáveis colocando suas vidas em risco”, ressaltou a Santa Sé.
O Vaticano divulgou na manhã desta segunda-feira (28) a data de início do próximo conclave: 7 de maio. Em nota, a Santa Sé informou que a data foi definida por cardeais reunidos em Roma para a 5ª Congregação Geral. De acordo com o comunicado, o conclave vai acontecer na Capela Sistina do Vaticano, que permanecerá fechada para visitantes até que a eleição do novo pontífice, que sucederá a Francisco, seja concluída. Passo a passo - Segundo o Vaticano, o conclave será precedido por uma celebração eucarística solene, com a missa Pro Eligendo Papa, com a presença dos cardeais eleitores. No período da tarde, eles seguem em procissão solene até a Capela Sistina. Ao final da procissão, já dentro da Capela Sistina, cada cardeal eleitor prestará juramento. “Por meio desse juramento, eles se comprometem, se eleitos, a cumprir fielmente o munus petrinum (ministério petrino, na tradução livre) como pastor da Igreja Universal”. Os cardeais eleitores também se comprometem a manter absoluto sigilo sobre tudo o que se relaciona ao pleito e a se abster de apoiar qualquer tentativa de interferência externa na eleição. Neste momento, o mestre de Celebrações Litúrgicas Pontifícias proclama extra omnes e todos que não fazem parte do conclave devem deixar a Capela Sistina. Permanecem no local apenas o próprio mestre e o eclesiástico designado para proferir a segunda meditação. “Essa meditação foca na grande responsabilidade que recai sobre os eleitores e na necessidade de se agir com intenções puras para o bem da Igreja Universal, mantendo somente Deus diante de seus olhos.” Uma vez proferida a meditação, tanto o eclesiástico quanto o mestre das Celebrações Litúrgicas Pontifícias também se retiram. Os cardeais eleitores recitam orações e ouvem o cardeal decano, que pergunta se estão prontos para prosseguir com a votação ou se há algum esclarecimento necessário sobre regras e procedimentos. “Durante todo o processo eleitoral, os cardeais eleitores devem abster-se de enviar cartas ou manter conversas, incluindo telefonemas, exceto em casos de extrema urgência.” Segundo a Santa Sé, eles também não estão autorizados a enviar ou receber mensagens de qualquer tipo, receber jornais ou revistas de qualquer natureza ou acompanhar transmissões de rádio ou televisão.
Ao final do terceiro dia de velório aberto, às 20h (horário local, 15h em Brasília) desta sexta-feira (25), terá início o rito de fechamento do caixão do papa Francisco. A cerimônia litúrgica será presidida pelo cardeal Kevin Farrell, camerlengo da Santa Igreja Romana. Em nota, o Vaticano informou que também devem atender à cerimônia diversos cardinais e oficiais da Santa Sé. O rito marca o fim do velório aberto na Basílica de São Pedro, onde mais de 128 mil pessoas prestaram homenagens a Francisco. A Basílica de São Pedro permaneceu aberta para receber fiéis até as 5h30 (0h30, em Brasília) de hoje, quando ficou fechada por apenas uma hora e meia e voltou a ser aberta para o último dia de velório aberto às 7h (2h, em Brasília). O funeral e a missa de corpo presente estão previstos para começar às 10h (5h, em Brasília) deste sábado (26) na Praça São Pedro, marcando o início do Novemdiales, antiga tradição de nove dias de luto e orações em sufrágio pela alma do pontífice.
O papa Francisco começou a apresentar sinais de doença súbita por volta de 5h30 (horário local) da última segunda-feira (21). Cerca de uma hora depois, logo após acenar com a mão para seu enfermeiro pessoal, em gesto de despedida, o pontífice entrou em coma. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (22) pelo Vaticano. “De acordo com os que estavam com ele em seus momentos finais, Francisco não sofreu. Tudo aconteceu muito rápido”, destacou o Vaticano, em comunicado. “Foi uma morte discreta, quase repentina, sem longo sofrimento ou alarme público, para um papa que sempre foi muito reservado em relação à sua saúde.” Francisco morreu às 7h35 (horário local), no dia seguinte à Páscoa, quando fez uma breve aparição na sacada da Basílica de São Pedro e ofereceu a bênção Urbi et Orbi (Para a cidade e para o mundo, na tradução literal). De acordo com o Departamento de Celebrações Litúrgicas do Vaticano, o funeral será realizado no próximo sábado (26).
O Vaticano divulgou nesta terça-feira (21) as primeiras fotos do Papa Francisco em seu caixão, durante o velório que ocorre na Capela da Casa Santa Marta, residência oficial do pontífice. O momento é reservado para que funcionários do Vaticano prestem suas últimas homenagens ao líder da Igreja Católica, que faleceu nesta manhã. As visitas estão permitidas até a meia-noite, no horário local. A programação oficial prossegue nesta quarta-feira (23), quando, às 9h (4h no horário de Brasília), o corpo será trasladado da Capela da Casa Santa Marta até a Basílica de São Pedro, onde terá início o velório aberto ao público e outras celebrações religiosas. A condução da urna será precedida por um momento de oração, presidido pelo cardeal Kevin Joseph Farrell, camerlengo da Santa Igreja Romana, responsável por administrar o Vaticano durante o período de Sé Vacante. O funeral oficial do Papa Francisco deverá ocorrer nos próximos dias, e o mundo católico se prepara para acompanhar o rito solene, que marcará o fim de uma era e a preparação para o Conclave que elegerá seu sucessor.
Com a morte do Papa Francisco, ocorrida nesta segunda-feira (21), a Igreja Católica Apostólica Romana entra em um período de transição e começa a se preparar para a escolha de um novo líder. O Conclave, reunião restrita onde cardeais com menos de 80 anos escolhem o próximo pontífice, deverá contar com a participação de 135 cardeais de diversas partes do mundo, conforme informou o Vaticano. Entre os cardeais aptos a votar, está o brasileiro Dom Sérgio da Rocha, de 65 anos, arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil. Ele é um dos sete cardeais brasileiros com idade inferior ao limite estabelecido pelas normas da Igreja, o que o torna um dos elegíveis tanto para votar quanto para ser escolhido. Dom Sérgio tem sido citado em listas informais que apontam possíveis nomes para suceder o Papa Francisco. No entanto, ao ser questionado sobre as especulações, ele adotou um tom cauteloso. “Em relação às especulações sobre o novo papa, é preciso primeiro respeitar esse momento. As especulações existem, mas sabemos que o Espírito Santo sempre surpreende a Igreja”, afirmou o religioso em coletiva de imprensa realizada no fim da manhã desta segunda-feira. Ele também revelou que, até o momento, poucas informações foram divulgadas sobre o Conclave. Dom Sérgio embarca para o Vaticano nesta terça-feira (22), onde participará das cerimônias de despedida do Papa Francisco e permanecerá em Roma para acompanhar e integrar os ritos e deliberações que levarão à escolha do novo líder da Igreja Católica.
O cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, disse nesta segunda-feira (21), que “ninguém deverá se surpreender” se o novo papa, a ser escolhido durante o Conclave, seja um asiático ou africano. “Ninguém deveria se surpreender se fosse escolhido um cardeal africano para ser papa ou um cardeal asiático para ser papa ou novamente um cardeal italiano para ser papa. Está nas possibilidades. Se isso acontecer, não significará que a igreja voltou-se só para África ou voltou-se apenas para Ásia, voltou às costas para América ou voltou a se centrar na Europa. Qualquer um que for escolhido papa deve recuperar o cuidado da Igreja como um todo. Portanto, é o tempo do pontificado que vai depois nos dizer para onde irão as escolhas pessoais que o papa fará”, disse. Dom Odilo destacou que essa variedade de nacionalidades entre as possibilidades para um novo papado decorre do fato de que, durante o pontificado de Francisco, o colégio de cardeais ficou ainda mais diversificado.
O Vaticano confirmou nesta segunda-feira (21) que a morte do Papa Francisco, aos 88 anos, foi causada por um acidente vascular cerebral (AVC) seguido de um quadro de insuficiência cardíaca. Segundo o boletim médico oficial, o pontífice sofreu um AVC cerebral, entrou em coma e teve um colapso cardiocirculatório irreversível às 7h35 no horário local (2h35 em Brasília). O quadro clínico foi agravado por uma série de complicações preexistentes, incluindo pneumonia bilateral, bronquiectasias múltiplas, hipertensão arterial e diabetes tipo II. A morte foi confirmada por meio de um eletrocardiograma. Francisco faleceu em seu apartamento na Casa Santa Marta, residência oficial dos papas no Vaticano, onde vivia desde sua eleição ao papado em 2013. Ele estava em processo de recuperação após 38 dias de internação por pneumonia nos dois pulmões. Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, foi o primeiro pontífice latino-americano e jesuíta da história da Igreja Católica. Durante os 12 anos de seu papado, destacou-se pela simplicidade, pela defesa dos mais pobres e pelo diálogo aberto com outras religiões e setores da sociedade. Em nota oficial, o Vaticano prestou homenagem à trajetória do líder religioso:“O Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e de Sua Igreja. Ele nos ensinou a viver os valores do Evangelho com fidelidade, coragem e amor universal, especialmente em favor dos mais pobres e marginalizados. Com imensa gratidão por seu exemplo como verdadeiro discípulo do Senhor Jesus, recomendamos a alma do Papa Francisco ao infinito amor misericordioso do Deus Trino.” As cerimônias fúnebres já foram iniciadas e seguem os ritos tradicionais para papas em exercício. Detalhes sobre o velório e sepultamento devem ser divulgados nos próximos dias.
O mundo católico amanheceu de luto nesta segunda-feira (21) com a notícia da morte do Papa Francisco, aos 88 anos. Jorge Mario Bergoglio faleceu às 2h35 (horário de Brasília), 7h35 no horário local, conforme confirmado pelo Vaticano. Ainda não foram divulgados detalhes sobre a causa da morte. Francisco estava em processo de recuperação de uma pneumonia nos dois pulmões, após ter passado cerca de 40 dias internado. O pontífice ocupou o cargo máximo da Igreja Católica por 12 anos, sendo o primeiro papa jesuíta e também o primeiro da América Latina. Em nota oficial, o Vaticano destacou a dedicação do Papa Francisco à fé e à humanidade:“O Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e de Sua Igreja. Ele nos ensinou a viver os valores do Evangelho com fidelidade, coragem e amor universal, especialmente em favor dos mais pobres e marginalizados. Com imensa gratidão por seu exemplo como verdadeiro discípulo do Senhor Jesus, recomendamos a alma do Papa Francisco ao infinito amor misericordioso do Deus Trino.” As cerimônias fúnebres terão início ainda nesta segunda-feira e seguirão os ritos tradicionais da Igreja Católica para um papa em exercício. Detalhes sobre o velório, sepultamento e homenagens póstumas devem ser divulgados ao longo do dia. Francisco deixa um legado marcado pela simplicidade, pela luta contra a desigualdade social e por um papado voltado à inclusão e ao diálogo inter-religioso.
O papa Francisco enfrentou um momento crítico durante sua recente internação por pneumonia, chegando tão perto da morte que sua equipe médica considerou interromper o tratamento para que ele pudesse falecer em paz. A revelação foi feita pelo chefe da equipe médica do Hospital Gemelli, de Roma, Sergio Alfieri, em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, publicada nesta terça-feira (25). De acordo com Alfieri, o pontífice de 88 anos esteve em risco iminente quando sofreu um episódio de vômito e havia a possibilidade de engasgo, o que poderia ser fatal. "Havia risco real de que ele não sobrevivesse", afirmou o médico. Diante da gravidade do quadro, a equipe precisou tomar uma decisão difícil: interromper o tratamento ou continuar com todas as terapias possíveis, mesmo com o risco de danificar outros órgãos. "No final, tomamos esse caminho", declarou Alfieri.
O Papa Francisco apresentou "mais uma leve melhora" em seu estado de saúde, conforme informado pelo Vaticano nesta quarta-feira. O pontífice, de 88 anos, está internado há 13 dias no hospital Gemelli, em Roma, sendo esta sua internação mais longa desde o início de seu papado, há quase 12 anos. Segundo o comunicado, Francisco continua recebendo oxigênio, mas não teve novas crises respiratórias. Uma tomografia do tórax realizada na terça-feira indicou uma "evolução normal" da inflamação pulmonar. Durante o fim de semana, o Vaticano havia informado sobre uma "leve insuficiência renal", que gerou preocupações quanto a uma possível piora no quadro de saúde do papa. No entanto, na atualização desta quarta-feira, foi informado que a questão "foi resolvida". O comunicado não esclareceu se o papa ainda é considerado um paciente em estado crítico, classificação atribuída a ele desde sábado. Apesar da melhora, as autoridades mantêm um prognóstico cauteloso. Uma fonte do Vaticano, que preferiu não ser identificada, relatou que Francisco esteve alerta ao longo do dia, conseguiu se alimentar normalmente e se movimentar dentro de seu quarto no hospital. A expectativa é de que novas atualizações sobre seu estado de saúde sejam divulgadas nos próximos dias.
O Vaticano informou nesta quinta-feira (15) que o papa Francisco, de 88 anos, hospitalizado devido a uma pneumonia bilateral, apresentou uma ligeira melhora. Segundo o comunicado oficial, o pontífice não teve febre e seus exames de sangue estão estáveis. O líder da Igreja Católica foi internado no hospital Gemelli, em Roma, no último dia 14 de fevereiro, após enfrentar dificuldades respiratórias por vários dias. A pneumonia bilateral, condição que afeta os dois pulmões, pode comprometer seriamente a respiração, tornando o tratamento essencial para sua recuperação. Francisco tem um histórico de complicações pulmonares, pois, na juventude, desenvolveu pleurisia e precisou remover parte de um dos pulmões. Essa condição o torna mais vulnerável a infecções respiratórias, exigindo acompanhamento médico constante.
O papa Francisco se recupera de uma infecção respiratória na Policlínica Gemelli, no chamado apartamento dos papas. A equipe de enfermagem está otimista com a possibilidade de ele receber alta antes das comemorações do Domingo de Ramos, em 2 de abril. Os médicos "por enquanto" descartaram um quadro com problemas cardíacos e de pneumonia. Francisco apresenta infecção respiratória e precisará passar "alguns dias" no hospital para tratamento, informou o Vaticano em comunicado. De acordo com o Vaticano, o papa permanece sereno e estável e encontra-se no mesmo local em que ficou quando, em 2021, foi internado para a cirurgia no cólon. Os médicos continuam atentos à saturação de oxigênio no sangue de Francisco, que é monitorado permanentemente por meio de um equipamento fixado no quarto. A equipe médica também admite a possibilidade de fazer uma coronariografia por causa do risco de fibrilação arterial.
Nesta quarta-feira (26), durante audiência no Vaticano, o Papa Francisco declarou que pais não devem condenar filhos homossexuais, mas oferecer apoio a eles. “Pais que veem diferentes orientações sexuais em seus filhos questionam como lidar com isso, como acompanhar seus filhos e não se esconder atrás de uma atitude de condenação”, declarou disse Francisco. De acordo com informações do O Globo, não é a primeira vez que Francisco faz comentários em defesa dos gays, apesar das regras da Igreja Católica sobre o tema. O Papa disse anteriormente que gays têm o direito de serem aceitos por suas famílias como filhos e irmãos. Além disso, já afirmou que, embora o catolicismo não possa aceitar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, endossa a proteção legal dessas uniões na esfera civil. No ano passado, o Vaticano anunciou que padres e outros ministros não podem abençoar uniões entre pessoas do mesmo sexo, num ato que foi visto como uma vitória para a ala mais conservadora da Igreja. Na ocasião, o Vaticano argumentou que os homossexuais devem ser tratados com dignidade e respeito, mas também que o sexo entre pessoas do mesmo sexo é "intrinsecamente desordenado".
O papa Francisco disse nesta quarta-feira (18) que quem se vacina contra a covid-19 demonstra um "ato de amor" para com os mais frágeis.
O chefe da Igreja Católica afirmou que cabe a cada um contribuir para acabar com a pandemia de covid-19, e que essa contribuição começa com a vacinação. As declarações do papa foram feitas em mensagem dirigida aos representantes da Igreja Católica na América Latina, no momento em que o número de infecções aumenta em países do centro e do sul do Continente Americano. Vacinem-se! É o slogan lançado pelo papa, numa campanha que junta arcebispos e cardeais do Continente Americano com a mensagem de que as vacinas são seguras e uma ferramenta fundamental para conter o avanço do novo coronavírus.
A missa de canonização de Irmã Dulce, no próximo domingo (13), será transmitida ao vivo, direto do Vaticano, pela TVE, a partir das 5h. A baiana será proclamada Santa pela Igreja Católica, em celebração presidida pelo Papa Francisco e receberá a alcunha de Santa Dulce dos Pobres. A cobertura especial, que será reexibida no mesmo dia, às 21h, será apresentada por Jhonatã Gabriel. Ao longo da cerimônia, a emissora vai exibir conteúdos sobre a história da beata, a trajetória de vida e as Obras Sociais (Osid), que abriga um dos maiores complexos de saúde com serviço gratuito do Brasil. A TVE lançou recentemente o clipe da música ‘Bem-vinda’, com composição de Alexandre Leão e Jaime Sodré. Disponível no canal oficial da emissora no YouTube (/tvebahia), no Facebook, Twitter e Instagram da TVE e Rádio Educadora FM, o clipe foi produzido pela emissora a partir de imagens inéditas do acervo da TVE. Também participam do clipe nomes importantes da cultura da Bahia como Roberto Mendes e Bule Bule, além de algumas das mais antigas Ganhadeiras de Itapuã. Em Salvador, uma representação em tamanho real de Irmã Dulce, preparado em Nápoles, na Itália, está disponível à visitação na Capela das Relíquias, dentro do Templo da Bem-Aventurada, no Largo de Roma. A relíquia, que é o corpo de Irmã Dulce, está nesta mesma urna, logo abaixo, mas não foi exposta. Uma parte do corpo da religiosa será entregue ao Papa Francisco, em um relicário acompanhado de uma pedra ametista, no dia da canonização. No Brasil, a missa festiva será realizada no dia 20 de outubro, na Arena Fonte Nova, em Salvador, com apresentações musicais e espetáculo teatral, a partir das 15h. Já a celebração religiosa, presidida pelo Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo.
O site "Vatican News", canal oficial de comunicação do Vaticano, informou que um segundo milagre atribuído à Irmã Dulce, conhecida como “O Anjo bom da Bahia”, foi reconhecido por meio de decreto e, com isso, ela será proclamada Santa. "Com o Decreto autorizado pelo Santo Padre reconhecendo o milagre atribuído à intercessão de Irmã Dulce, a Baeta será proximamente proclamada santa em solene celebração de canonizações", informa o site. Ela será a primeira mulher nascida no Brasil a ser canonizada. O Vaticano ainda não divulgou qual foi esse segundo milagre. O primeiro atribuído à Irmã Dulce, que levou à sua beatificação, em 22 de maio de 2011, trata da recuperação de uma paciente que teve uma grave hemorragia pós-parto e cujo sangramento subitamente parou, em intervenção médica.
O papa pediu hoje (21), na abertura de uma reunião histórica da igreja para abordar os abusos sexuais cometidos por membros do clero, "medidas concretas e efetivas" de combate. Segundo o pontífice, não basta apenas condenar esses crimes. "O povo de Deus está a ver-nos e espera que nós não só condenemos, mas que tomemos medidas concretas e efetivas", afirmou o papa Francisco perante 190 representantes da hierarquia religiosa. "A concretização [dessas medidas] é necessária", destacou. "Confrontados com o flagelo do abuso sexual realizado por homens da Igreja contra as crianças, pensei em consultar-me convosco, patriarcas, cardeais, arcebispos, bispos, superiores religiosos e responsáveis, para que juntos possamos ouvir o grito dos pequenos que pedem justiça", ressaltou Francisco.