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Uma fiscalização realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) terminou com a apreensão de 503 ampolas de tirzepatida, substância utilizada em medicamentos injetáveis conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”. O material, de origem estrangeira, foi localizado na tarde desta segunda-feira (28), em Jequié, no sudoeste da Bahia, durante uma ação de combate ao crime.
A abordagem aconteceu por volta das 13h, quando policiais do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT) pararam um Chevrolet Onix ocupado por quatro pessoas. Durante a inspeção, a equipe percebeu indícios de alteração no revestimento das portas dianteiras do automóvel. Um kit de ferramentas também foi encontrado dentro do veículo, levantando a suspeita de que os compartimentos internos das portas poderiam ter sido utilizados para esconder a carga.
Uma verificação mais detalhada revelou que as duas portas dianteiras armazenavam 503 ampolas de tirzepatida na concentração de 15 mg/0,5 ml. De acordo com a PRF, os produtos não estavam acompanhados de documentação que comprovasse a regularidade do transporte. Os medicamentos também eram levados sem o acondicionamento adequado, apesar de exigirem condições específicas de refrigeração para conservação.
Um dos ocupantes declarou aos policiais ser o proprietário das ampolas e afirmou que havia adquirido os produtos no Paraguai. Segundo o relato apresentado à equipe, a carga teria como destino a cidade de Caucaia, no Ceará, onde seria comercializada. A informação foi registrada pelos policiais durante a ocorrência.
Após a apreensão, as 503 ampolas, os quatro ocupantes e o veículo foram encaminhados à Polícia Judiciária, em Jequié, para os procedimentos legais cabíveis.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a importação, o armazenamento, a distribuição, a comercialização, a propaganda e o uso do medicamento T36, da classe de agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.
A resolução da Anvisa foi publicada nesta quarta-feira (16) no Diário Oficial da União. Em nota, a agência informou que o medicamento não possui registro sanitário e não teve segurança e eficácia avaliadas no Brasil.
Site de vendas
No último dia 8, a Anvisa proibiu a comercialização de canetas emagrecedoras por meio do site www.gopharma.shop. Segundo a agência, o site anunciava medicamentos sem registro no Brasil à base de tirzepatida ou que alegavam ter como princípio ativo a retatrutida, substância ainda sem registro em nenhum país do mundo.
Alguns dos produtos anunciados, como T.G. 15 miligramas (mg), Tirzec 15 mg e Lipoless MD 15 mg, já possuíam proibição expressa de ingresso no Brasil. Além de proibir a comercialização, a distribuição, a importação, a propaganda e o uso dos produtos anunciados pelo site, a Anvisa determinou ainda que eles sejam apreendidos.
“É importante esclarecer que sites em geral não podem vender medicamentos para qualquer indicação, em nenhuma hipótese. Isso não é novidade: a comercialização de medicamentos no Brasil é privativa de farmácias e drogarias regularizadas, por meio de suas lojas físicas ou sites e canais digitais oficiais”, reforçou a agência no comunicado.
“Além da comercialização de medicamentos ser proibida fora dos ambientes e canais oficiais de farmácias e drogarias, o risco é grande: qualquer produto adquirido fora desses ambientes não tem qualquer garantia de procedência, composição ou conservação, o que compromete a qualidade, a segurança e a própria eficácia dos medicamentos”, concluiu.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 1.133 ampolas de Tirzepatida durante fiscalização realizada na tarde de terça-feira (15), na BR-116, em Vitória da Conquista, sudoeste da Bahia. O medicamento era transportado em um ônibus interestadual que fazia a linha Campo Grande (MS) – Recife (PE).
A abordagem ocorreu por volta das 12h, no km 830 da rodovia. Durante a fiscalização no compartimento interno de bagagens, os policiais encontraram uma mochila preta no bagageiro superior localizado na parte traseira do veículo.
Ao inspecionar o conteúdo da mochila, a equipe verificou a existência de seis caixas de iPad que apresentavam sinais de violação, com as embalagens coladas de forma incompatível com as características originais do produto. No interior das caixas foram encontradas 1.133 ampolas de Tirzepatida da marca T.G 15 MG. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o medicamento não possuiu o devido registro.
O passageiro responsável pelo transporte do medicamento foi identificado e encaminhado, junto com o material apreendido, à polícia judiciária local, pela prática, em tese, do crime de transporte de medicamento sem registro no órgão de vigilância sanitária competente.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta quinta-feira (30) a apreensão de um lote falsificado do medicamento Mounjaro. A resolução foi publicada nesta quinta-feira (30) no Diário Oficial da União.
Segundo a Anvisa, a própria empresa detentora do registro do produto, Eli Lilly do Brasil Ltda., identificou no mercado item com número de lote D881474, considerado legítimo e existente em sistema, mas com número de série 302199651396, classificado como incompatível.
Assim, a orientação da agência é que canetas emagrecedoras da marca Mounjaro que apresentam número de lote D881474 e número de série 302199651396 devem ser apreendidas e não podem ser distribuídas, vendidas ou utilizadas.
Em nota, a Anvisa reforçou a orientação para que a população em geral e profissionais de saúde somente adquiram medicamentos em farmácias devidamente regularizadas, sempre em embalagem completa (dentro da caixa) e mediante emissão da nota fiscal.
“Em caso de identificação de unidades dos medicamentos com suspeita de falsificação, a população e os profissionais de saúde não devem utilizar o produto e devem entrar em contato com as empresas detentoras do registro desses produtos, para verificar sua autenticidade”, concluiu a agência.
O Mounjaro tem como princípio ativo a tirzepatida e figura entre os medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.
Uma operação da Companhia Independente de Policiamento Tático do Meio Oeste (CIPT-MO/RONDESP Meio Oeste) resultou na apreensão de uma grande quantidade de medicamentos e produtos farmacêuticos sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), na tarde desta quarta-feira (8), no bairro Brasília, em Guanambi.
De acordo com a Polícia Militar, as equipes realizavam patrulhamento tático quando perceberam um homem recebendo uma sacola das mãos de uma mulher em via pública. O comportamento nervoso apresentado pelos dois despertou a atenção dos policiais, que realizaram a abordagem.
Durante a revista pessoal, foram encontradas ampolas de medicamentos utilizados para emagrecimento. Ao ser questionada, a mulher informou que havia outros produtos armazenados em sua residência e autorizou a entrada da equipe policial no imóvel.
No local, os militares localizaram um amplo estoque de medicamentos, hormônios, peptídeos, anabolizantes e diversos insumos farmacêuticos armazenados de forma irregular e sem autorização dos órgãos competentes.
Entre os materiais apreendidos estavam dezenas de unidades de medicamentos como Tirzepatida, Retatrutide, GHK-CU, Ipamorelin, Tesamorelin, IGF-1 LR3, Semax, Selank, Glow, MOST-C, CJC-1295, BPC-157, TB500, PT141, GHRP2 e NAD+, além de anabolizantes como Oxandrolona, Dianabol, Oximetolona, Primobolan, Masteron e Turinabol.
A ação também resultou na apreensão de cinco caixas de Dysport, dezenas de canetas de Tirzepatida, 68 caixas de seringas para insulina contendo 100 unidades cada, três caixas de agulhas para canetas de insulina, diversos frascos de diluente bacteriostático, um frasco de ácido acético glacial, uma balança de precisão, embalagens, selos de autenticidade, um spray de pimenta e diversos suplementos alimentares e vitamínicos.
Enquanto os policiais realizavam as buscas no imóvel, o homem que havia sido abordado inicialmente conseguiu fugir e, apesar das diligências realizadas na região, não foi localizado.
A proprietária da residência foi conduzida, juntamente com todo o material apreendido, para a Delegacia Territorial de Guanambi, onde a ocorrência foi registrada.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informa que é falsa a informação de que testes laboratoriais comprovaram a equivalência de canetas contrabandeadas com os produtos registrados no Brasil.
Para garantir que um medicamento é equivalente a outro, são necessários testes específicos para assegurar concentrações e características idênticas. Além disso, os testes precisam avaliar se o medicamento funciona da mesma forma quando é aplicado em uma pessoa. Para isso, é necessário avaliar como o produto é absorvido pelo corpo, qual a concentração que atinge na corrente sanguínea e quanto tempo leva para ser eliminado.
Para se comprovar a equivalência, é necessário que o estudo seja feito em um centro de bioequivalência credenciado, que tem a responsabilidade de avaliar as etapas clínicas, analíticas e estatísticas do estudo.
O que é fato?
O Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Unicamp (CIATox) realizou apenas testes de presença, concentração e estrutura molecular do princípio ativo tirzepatida em medicamentos contrabandeados.
O CIATox NÃO é um centro de bioequivalência credenciado no Brasil e não realizou estudos de equivalência. O centro também não faz parte da Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde.
Os testes realizados pela Unicamp permitem dizer que havia presença de princípio ativo nos frascos. Entretanto, não é possível afirmar que são equivalentes, já que não foram feitas análises de impurezas, contaminantes, degradação do produto, esterilidade, presença de metais pesados, entre outros.
O mais importante: o teste NÃO avaliou a biodisponibilidade. Esse é o dado mais relevante para dizer que um medicamento funciona do mesmo jeito que outro.
A Polícia Civil da Bahia apreendeu, neste sábado (4), uma carga com 124 ampolas de tirzepatida 15 mg, substância conhecida comercialmente como Mounjaro. A ação ocorreu durante uma operação realizada no anel viário de Vitória da Conquista, após uma denúncia anônima.
Segundo a investigação, equipes da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR/Vitória da Conquista) receberam informações de que a carga estaria sendo transportada em um ônibus interestadual que passaria pela cidade neste fim de semana. Durante a abordagem ao veículo, os policiais localizaram uma caixa contendo as ampolas. O medicamento era transportado sem o acondicionamento e a refrigeração exigidos para sua conservação, em desacordo com as recomendações do fabricante.
Além disso, a entrada e a comercialização da substância, utilizada no tratamento do diabetes tipo 2 e que também tem sido procurada para fins de emagrecimento, dependem de autorização dos órgãos competentes, o que pode configurar crime de contrabando e infrações sanitárias, caso sejam constatadas irregularidades.
Todo o material foi apreendido e encaminhado à unidade policial. Como o responsável pela carga não estava no ônibus, apenas o motorista foi ouvido para prestar esclarecimentos. As investigações continuam para identificar a origem e o destino da carga, verificar sua regularidade e apurar possíveis infrações penais e sanitárias relacionadas ao transporte e à comercialização da substância. O material passará por perícia oficial.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a apreensão de medicamentos identificados como Slimex (tirzepatida) MD e Slimex (tirzepatida), após constatar irregularidades na origem e ausência de registro sanitário. A decisão foi publicada nesta quinta-feira (7), por meio da Resolução-RE nº 1.847, de 5 de maio de 2026.
De acordo com o órgão regulador, os produtos não possuem qualquer tipo de autorização para circulação no país, já que não foram registrados, notificados ou cadastrados junto à agência. Além disso, a empresa responsável pela fabricação não foi identificada, o que agrava o risco associado ao consumo.
Com a medida, ficam proibidas em todo o território nacional a comercialização, distribuição, importação e o uso dos medicamentos. A determinação também se estende a pessoas físicas, empresas e até veículos de comunicação que promovam ou divulguem os produtos.
A decisão tem caráter preventivo e visa proteger a saúde da população diante de possíveis danos causados por substâncias sem controle sanitário. A legislação brasileira exige que medicamentos passem por rigorosos processos de avaliação antes de serem disponibilizados ao público.
A ação está fundamentada na Lei nº 6.360/1976, que regula a vigilância sanitária de medicamentos, e na Lei nº 9.782/1999, que estabelece as competências da Anvisa. O descumprimento das normas pode resultar em penalidades administrativas e outras sanções legais.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na noite da segunda-feira, dia 20 de abril de 2026, uma grande quantidade de medicamentos e substâncias anabolizantes transportados de forma irregular em um ônibus interestadual abordado no km 429 da BR-116, em Feira de Santana, na Bahia. A ação ocorreu no âmbito da Operação Conatus.
Durante a fiscalização, realizada com o apoio dos cães farejadores K9 Zion, K9 Soldado e K9 Umbro, não foram identificados ilícitos no bagageiro inferior. Na sequência, a equipe passou à verificação interna do veículo, incluindo passageiros e bagagens.
Ao inspecionar a última poltrona do lado esquerdo, os policiais abordaram um passageiro que transportava uma caixa de papelão e uma caixa térmica contendo medicamentos e substâncias anabolizantes.
Foram apreendidos:
De acordo com as informações levantadas, o material teria como destino a cidade de João Pessoa (PB).
A Polícia Civil da Bahia apreendeu, nesta terça-feira (09), uma carga avaliada em cerca de R$ 500 mil durante uma ação realizada em Vitória da Conquista. A operação contou com equipes da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos, 10ª Coorpin, GATTI/Depin Sudoeste e 25ª Coorpin. A fiscalização ocorreu em um ônibus de turismo que seguia de São Paulo para a Bahia, onde os policiais localizaram 62 celulares, a maioria modelos iPhone, incluindo unidades do 17 Pro Max, todos sem nota fiscal e com indícios de importação irregular.
Na mesma abordagem foram encontradas 59 ampolas de tirzepatida, substância usada na composição do medicamento Mounjaro, amplamente procurado para perda de peso. As ampolas eram de origem estrangeira e não tinham autorização de entrada no Brasil, caracterizando crime de contrabando e representando risco potencial à saúde pública.
Todo o material apreendido será encaminhado à Receita Federal em Vitória da Conquista para os procedimentos administrativos. A Polícia Civil instaurará inquérito para apurar os crimes de contrabando e descaminho. Os motoristas do ônibus foram ouvidos e liberados, afirmando que a carga foi embarcada por dois passageiros em São Paulo e deveria seguir para a cidade de Alagoinhas, na Bahia.