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O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) e a Secretaria da Segurança Pública (SSP) firmaram na segunda-feira, dia 23, termo de cooperação técnica com o objetivo de promover o compartilhamento de dados estratégicos entre os órgãos. O documento foi assinado pelo procurador-geral de Justiça Pedro Maia e o secretário Marcelo Werner. O intuito é otimizar o fluxo de dados, ampliar a capacidade analítica e garantir maior eficiência nas ações conjuntas voltadas à segurança pública e à diminuição de episódios de mortes por intervenção policial no estado.
O acordo prevê mecanismos de colaboração mútua, com foco no compartilhamento de informações estratégicas e no aprimoramento das atividades institucionais dos dois órgãos. Os frutos deste acordo, assinalou o PGJ Pedro Maia, servirão à sociedade baiana, que é “a destinatária final das atividades de todos nós”. Ele parabenizou a SSP, especialmente à Corregedoria-Geral, pelo desenvolvimento do sistema que será compartilhado com o MPBA e é “extremamente valioso para o que a sociedade pretende e o que o Ministério Público precisa fazer, que é atuar de forma ainda mais efetiva para evitar que aconteçam mortes decorrentes de intervenção policial”.
O sistema apresenta um cenário amplo de dados que são transformados em informações gerenciais, as quais proporcionam conhecimento que serve para direcionar ações. Um modelo de atuação baseado em dados, que segundo o PGJ, “levará as instituições à construção de uma Bahia de paz, com uma segurança efetiva”. De acordo com o secretário Marcelo Werner, este é um passo importante ao aperfeiçoamento da política de segurança pública no estado. Ele acredita que “este é mais um momento importante de integração entre os órgãos, de busca, processamento e análise de dados, bem como da transformação disso em uma política pública”. Essa conjugação de esforços, por meio do uso do sistema para o direcionamento de ações voltadas à prevenção da violência e à eventual repressão a algum tipo de delito “é fundamental”, enfatizou o secretário.
O Ministério Público compartilhou com a SSP o ‘Sistema Octopus’, que é uma ferramenta que cruza grandes volumes de dados para apoiar investigações e diagnósticos de atuação institucional com mais rapidez e precisão. O sistema integra dados sobre Pessoas de Interesse Sensível (PIS), permitindo sua classificação em escala de periculosidade e já possibilitou o mapeamento e priorização de processos envolvendo PIS, garantindo maior celeridade e segurança às atuações do MP e dos órgãos de segurança pública.
Operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia e Secretaria de Segurança Pública cumpriu cinco mandados de busca e apreensão contra quatro policiais militares hoje, dia 18, no município de Jequié. Os PMs são lotados no 19ª Batalhão de Polícia Militar de Jequié e investigados por participação em homicídios naquela cidade.
A “Operação Exposed” é realizada de forma integrada pelos grupos de atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) e de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), do MPBA, e pela Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria Geral (Force) e Corregedoria da Polícia Militar do Estado da Bahia, da SSP.
Foram feitas buscas nas residências dos investigados e na sede do 19ª BPM de Jequié, sendo apreendidos aparelhos celulares, armas de fogo e munições. A ação desta quinta-feira decorreu de investigações conduzidas pelo Geosp com relação às circunstâncias das mortes de Daniel Korbulon Franco Silva, Vinicius Gondim Azevedo e de Kailan Oliveira de Jesus, ocorridas em maio de 2023. Todos os fatos foram registrados inicialmente como mortes ocorridas em suposta resistência armada à atuação policial.
Em dezembro de 2024 o MPBA deflagrou a operação “Choque de Ordem”, com realização de busca e apreensão e prisões de três policiais militares, que continuam presos preventivamente e já foram pronunciados para julgamento pelo Tribunal do Júri, por conta do homicídio de Kailan de Jesus. Das análises do material apreendido, surgiram novos elementos de prova indicando a participação direta dos outros quatro policiais no homicídio de Kailan, em um modus operandi típico de grupo de extermínio. Foi evidenciada a existência de grupo em rede social onde os policiais investigados planejavam a execução de pessoas, combinando o desvio de armas de fogo e veículos apreendidos em outras ocorrências, e pactuando divisão de valores econômicos entre eles. Também foi verificado que as mortes de Daniel Silva e Vinicius Azevedo ocorreram no mesmo contexto de atividade de extermínio planejado pelos policiais.
Quatro policiais militares foram presos preventivamente nesta sexta-feira (12) durante a “Operação Silêncio Quebrado”, deflagrada de forma integrada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). A ação ocorreu nos municípios de Cruz das Almas, Governador Mangabeira, Salvador, Feira de Santana e Sapeaçu. Além das prisões, equipes cumpriram seis mandados de busca e apreensão em residências e locais de trabalho dos acusados, apreendendo celulares, equipamentos eletrônicos, munições e outros materiais.
Os policiais, lotados na 27ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), foram denunciados pela 1ª Promotoria de Justiça de Cruz das Almas pelo homicídio qualificado de Josimar Pereira dos Santos, ocorrido em 25 de fevereiro de 2024, no povoado de Poções. Eles também responderão por fraude processual e ameaça. As prisões foram decretadas pela Vara Crime da comarca.
O cumprimento dos mandados contou com a atuação dos Grupos de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) e de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), do MP-BA, além da Força Correcional Especial Integrada (Force), da Corregedoria da Polícia Militar e do Batalhão de Choque, vinculados à SSP.
As investigações apontam que os PMs registraram a morte de Josimar como resultado de resistência armada. No entanto, provas periciais e testemunhais descartaram essa versão e indicaram que a vítima foi executada. Testemunhas relataram que Josimar estava em um bar com amigos, após uma partida de futebol, quando os policiais chegaram ao local e iniciaram abordagens. A vítima teria sido levada aos fundos do bar, onde foi morta com um disparo de arma de fogo.
De acordo com o MP-BA, os policiais ainda fotografaram e coletaram dados de todos os presentes, fazendo ameaças para impedir relatos sobre o ocorrido. Eles também teriam removido o corpo da vítima e apresentado uma arma e drogas como se tivessem sido apreendidas com Josimar, na tentativa de legitimar a ação.
Em operação conjunta com o objetivo de fiscalizar, orientar e instruir comerciantes de peças veiculares, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e o Departamento de Trânsito da Bahia (Detran) deflagraram a 'Operação Desmonte' na manhã desta quinta-feira (23), em Feira de Santana.
As equipes visitaram os estabelecimentos e enfatizaram a importância da atuação dos comerciantes se credenciarem no Detran para evitarem atuações, sanções e interdições das lojas.
Sem o credenciamento, os locais podem ser responsabilizados por receptação ou comercialização ilegal de peças. A medida também garante a diminuição de roubos de veículos, pois garante a circulação de apenas peças legais no mercado.
As ações também foram realizadas em Salvador durante a semana, na região da Suburbana. Palestras e seminários serão ofertados pelo Detran para os empresários do ramo.
O Ministério Público da Bahia (MPBA) recomendou à Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) e aos comandos das Polícias Civil e Militar a adoção de medidas para aprimorar a política de uso das câmeras corporais operacionais (CCOs) no estado. A recomendação foi publicada nesta quarta-feira (8) no Diário de Justiça Eletrônico.
O documento foi expedido pelo Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) e pela 5ª Promotoria de Justiça de Controle Externo da Atividade Policial da capital, com base em um procedimento que fiscalizou a implementação da política desde a aquisição até o uso e armazenamento das gravações.
De acordo com as vistorias realizadas em unidades da Polícia Militar, Polícia Civil e Departamento de Polícia Técnica (DPT), apenas 7,5% das 1.263 câmeras distribuídas estavam em funcionamento no momento das inspeções. Também foram apontadas falhas na gestão e na fiscalização dos equipamentos, além de dificuldades no compartilhamento das imagens entre os órgãos de controle e o sistema de justiça.
O MPBA recomendou que a distribuição das câmeras passe a considerar as unidades com maiores índices de letalidade policial dos últimos 12 meses. Entre as companhias indicadas estão as Rondas Especiais (Rondesp) do Recôncavo, Extremo Sul, Atlântico, Baía de Todos os Santos e o 19º Batalhão de Polícia Militar de Jequié.
O Sistema de Videomonitoramento da Secretaria da Segurança Pública foi fundamental para a localização, nesta quarta-feira (27), da garota Maria Eduarda, 10 anos, que havia desaparecido após sair da escola, no município de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador (RMS). O Cabo PM Neto, lotado no CICOM, no Centro de Operações e Inteligência (COI) da SSP, sabendo do caso iniciou a procura utilizando câmeras do Estado. No bairro de Nova Horizonte, o policial militar visualizou uma criança com as mesmas características de Maria Eduarda. Imediatamente uma guarnição do 12° BPM foi acionada e a família da criança avisada. Após o reencontro, Maria Eduarda e sua mãe fizeram uma vídeo-chamada para o cabo PM Neto e agradeceram pela atuação rápida do policial.
O Sistema de Reconhecimento de Placas da Secretaria da Segurança Pública (SSP) chegou à marca de 900 veículos recuperados no estado desde a implementação da ferramenta, em 2019. A recuperação mais recente com auxílio da tecnologia foi de uma motocicleta roubada encontrada no final de semana, em Salvador, com a placa clonada. O veículo foi recuperado por policiais militares da 47ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/ Pau da Lima), após alerta do Centro Integrado de Comunicações da SSP. O sistema de videomonitoramento é operacionalizado pela Superintendência de Telecomunicações (Stelecom) da SSP. Superintendente da Stelecom, o major PM Moisés Travessa comemora o número alcançado. “Ficamos felizes em alcançar essa marca. Isso mostra que nossas tecnologias têm auxiliado o trabalho da Segurança Pública”, finalizou o oficial.
Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra quatro policiais militares na manhã desta sexta-feira, dia 14, pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) e pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), com apoio do MP de Sergipe. Os quatro PMs são investigados pela prática de homicídio e fraude processual, que teria ocorrido na madrugada de 14 de março de 2023 no município baiano de Lamarão, quando foi morto João dos Anjos Cardoso. A 'Operação Ruídos' foi deflagrada de forma integrada pelo Geosp e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco - unidades da capital e da região Norte), do MPBA; pela Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria Geral (Force) e da Corregedoria da Polícia Militar do Estado da Bahia, da SSP; com participação do Gaeco de Sergipe. Expedidos pela Vara Crime da Comarca de Santa Bárbara, os mandados judiciais foram cumpridos nos municípios de Feira de Santana, Itapicuru, Conceição do Coité, Ribeiro do Pombal, Nazaré, Juazeiro, na Bahia, e em Aracaju (SE). As buscas foram realizadas em residências e nas sedes da Cipe Nordeste, em Ribeira do Pombal e da 3ª CIPM, em Nazaré, nos armários e estações de trabalho pertencentes aos investigados. Foram apreendidos celulares, armas de fogo, documentos e munições, que passarão por perícia. Segundo as investigações, a morte de João dos Anjos tem indícios de que os policiais teriam o executado. Diferente da versão reportada pelos agentes de uma morte decorrente de intervenção policial em situação de suposto confronto armado, as investigações trouxeram à tona elementos indicativos de que os investigados teriam adentrado na residência da vítima, durante a madrugada e sem mandado judicial, torturando-a e executando-a no imóvel para, após, retirar o seu corpo do local e alterar a cena dos fatos.
Cerca de R$ 9 milhões foram investidos na aquisição de equipamentos de perícia, coletes balísticos e viaturas para o Departamento de Polícia Técnica (DPT). A entrega foi realizada na manhã desta quarta-feira (19), pelo vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior, pelo secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, e pela diretora-geral do DPT, perita criminal Ana Cecília Bandeira. Os novos equipamentos incluem cinco scanners tridimensionais de ambiente, quatro cromatógrafos, 630 microcomputadores, 500 coletes balísticos e três viaturas. Os cromatógrafos serão utilizados no Laboratório Central de Polícia Técnica e nas Coordenações de Toxicologia, Química, Análise Ambiental e Instrumental, auxiliando na identificação de drogas, materiais biológicos, entre outras substâncias. Os scanners tridimensionais serão empregados na capital, no Instituto de Criminalística Afrânio Peixoto, e nas Coordenadorias Regionais de Polícia Técnica (CRPT) de Feira de Santana, Vitória da Conquista e Itabuna. O secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, destacou o fortalecimento da perícia nos últimos dois anos. “Novas viaturas, softwares de inteligência, equipamentos de balística e a contratação de aproximadamente 800 novos peritos ampliarão o trabalho do DPT em todo o estado”, enfatizou.
Novos fuzis, coletes balísticos e viaturas foram entregues na manhã desta quarta-feira (4), durante o lançamento da Operação Verão 2024/2025. A ampliação das ações preventivas e de inteligência acontecerá até o mês de abril do próximo ano. Cerca de 13 mil policiais e bombeiros atuarão no reforço em todo o estado, com maior foco nas áreas turísticas. Aproximadamente R$ 40 milhões foram investidos pelo Governo do Estado nos novos equipamentos e também no pagamento de horas extras. Equipamentos empregados pelos profissionais do Corpo de Bombeiros Militar em salvamentos e resgates em altura também foram entregues pelo governador Jerônimo Rodrigues e pelo secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner. “Iniciamos hoje mais uma agenda de integração e investimentos. Contratamos mais de 4.000 novos policiais e bombeiros nos últimos 20 meses e neste lançamento da Operação Verão, entregamos mais viaturas, armamentos e coletes balísticos. A Bahia é referência no turismo mundial e a cada ano recebe um número maior de turistas. Seguiremos firmes protegendo a nossa população”, enfatizou o secretário da Segurança. Lançada durante solenidade no Jardim dos Namorados, na capital baiana, as ações da Operação Verão seguem até abril de 2025, também na Região Metropolitana e no interior do estado, em áreas do litoral baiano, balneários, praias e espaços históricos com grande circulação de turistas e baianos.
O Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública colaborou com a prisão de quatro foragidos da Justiça em Salvador e na Região Metropolitana, nesta quinta-feira (7). Os criminosos eram procurados por homicídio, tráfico de drogas e dívida de pensão alimentícia. Os foragidos foram alcançados por equipes do 18º Batalhão de Polícia Militar (Centro Histórico), da 52ª CIPM (Lauro de Freitas) e da 10ª CIPM (Candeias). Os policiais foram acionados por equipes do Centro Integrado de Comunicações (CICOM). Com as prisões, o Sistema chegou à marca de 2.043 foragidos alcançados desde a sua implantação, em 2019. Neste ano, 790 procurados acabaram capturados.
O planejamento operacional para a realização do jogo Brasil x Uruguai, válido pela 12a rodada das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, foi alinhado nesta quinta-feira (7), pela Secretaria da Segurança Pública, Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Federação Baiana de Futebol (FBF). Participaram da reunião, que aconteceu no Centro de Operações e Inteligência (COI), no CAB, o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, o chefe de Segurança da Seleção Brasileira, Nilton Mascarenhas, a diretora de Competições da FBF, Taise Galvão, entre outras autoridades. “Colocaremos nosso efetivo especializado em grandes eventos e todo o aparato tecnológico de câmeras e Reconhecimento Facial no jogo da Seleção Brasileira. A Bahia é referência na promoção de eventos internacionais e a atuação será integrada com a CBF e FBF”, destacou Werner.
Nove mandados de busca e apreensão foram cumpridos em quatro municípios baianos na manhã desta quinta-feira, dia 17, durante operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia e Secretaria de Segurança Pública (SSP). A ‘Operacão Lamaçal’ teve como alvos sete policiais militares investigados por execução sumária e fraude processual. As investigações correm sob sigilo. As buscas foram realizadas nas residências dos sete policiais e nos seus armários funcionais, localizados na 10ª e 91ª Companhias Independentes da Polícia Militar (CIPM), às quais estão vinculados. Foram apreendidos celulares, armas e munições. Os mandados foram cumpridos em São Sebastião do Passé, Feira de Santana, Capim Grosso e Candeias numa ação integrada dos grupos de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) e Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), do MPBA, da Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria Geral (Force) e da Corregedoria da Polícia Militar, pela SSP.
A operação teve o objetivo de colher mais elementos de prova sobre as circunstâncias das mortes de Alan de Aquino Silva, ocorrida em janeiro de 2020 “no campo de futebol alegre”, e de Juracy Gonçalves Junior, que aconteceu em maio de 2020 no “Bar da Lama”, em São Sebastião do Passé. Investigações do MPBA revelaram fortes indícios de execução sumária das vítimas pelos policiais militares investigados, que haviam registrado os fatos como morte por intervenção policial diante de resistência armada das vítimas. Há ainda indicativos dos crimes de fraude processual, pela alteração da cena dos fatos para simular o suposto confronto armado, e suspeitas de atividades típicas de grupo de extermínio na região.
Três pessoas foram presas na manhã desta terça-feira, dia 10, durante a ‘Operação Agno’, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) e pela Secretaria de Segurança Pública (SSP). Eles foram denunciados pelo homicídio qualificado de Agnelo Vilela Oliveira, conhecido como Agno, no dia 3 de julho de 2023, no município de Santo Estêvão. Outras três pessoas, entre elas dois policiais civis, foram acusadas por extorsão mediante sequestro contra a mesma vítima praticado quase dois meses antes, em 6 de maio do ano passado. Os policiais foram afastados das funções pela Justiça a pedido do MPBA. As denúncias tramitam sob sigilo. egundo as investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPBA, os sete integram organização criminosa que quer dominar o mercado, eliminando a concorrência no comércio de água e de gás de cozinha (GLP) na região. Agno foi morto com tiro de arma de fogo na cabeça, sem chance de defesa, enquanto trabalhava no comércio da família. Quanto ao crime de extorsão mediante sequestro, as apurações apontam que a vítima foi levada por policiais civis e mantida em cárcere nas dependências da Delegacia de Polícia de Santo Estevão até o pagamento da quantia de R$ 2 mil.
O Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública da Bahia alcançou a marca de 500 foragidos da Justiça localizados em 2024. As três últimas prisões aconteceram na segunda-feira (19). Dois homicidas e um traficante foram encontrados em Salvador e na cidade de Irecê. Empregada na capital baiana e em outros 80 municípios da Região Metropolitana de Salvador (RMS) e do interior, a tecnologia é alimentada pelo Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP) do Conselho Nacional de Justiça. Homicidas, traficantes, procurados por prática de roubo, tráfico de drogas, estupro, porte ilegal de arma de fogo, estelionato, crime contra a mulher, sequestro, ameaça e dívida de pensão alimentícia estão entre os 500 presos. “A tecnologia é uma grande aliada das Forças Policiais e dos Bombeiros. As 500 capturas, através do Reconhecimento Facial, aconteceram de forma objetiva, discreta e sem a necessidade de disparo de arma de fogo”, destacou o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner. Grandes Eventos - Além da capital baiana, as prisões aconteceram nos municípios de Lauro de Freitas, Camaçari, Simões Filho, Dias D’Ávila, Itaparica, Madre de Deus, Pojuca, Vera Cruz, Candeias, Feira de Santana, Amargosa, Brumado, Cachoeira, Caetité, Capim Grosso, Catu, Irecê, Itagi, Jaguaquara, Mata de São João, Nazaré, Santo Estevão, São Félix, São Miguel das Matas, Saubara, Senhor do Bonfim, Cruz das Almas, Euclides da Cunha, Ilhéus, Itacaré, Ipiaú, Luís Eduardo Magalhães, Paulo Afonso, Santo Antônio de Jesus, Serrinha, Valença, Barreiras, Itaberaba, Teixeira de Freitas, Itamaraju, Porto Seguro, Alagoinhas, Eunápolis, Jequié, Itabuna e Vitória da Conquista. Em 2024, o Reconhecimento Facial ganhou novamente destaque pelos resultados alcançados nas Festas Populares da Bahia.
A Superintendência de Inteligência (SI) da Secretaria da Segurança Pública realizou um ciclo de capacitações na cidade de Vitória da Conquista, região sudoeste, entre os dias 15 e 23 de julho. O treinamento ocorreu no auditório do 9º Batalhão de Ensino, Instrução e Capacitação (BEIC). As equipes da SSP promoveram a 42ª edição do Curso de Introdução à Atividade de Inteligência de Segurança Pública (CIAISP) e mais uma edição do Treinamento de Atendimento Pré-Hospitalar Tático (TAPH-Tático). O CIAISP abordou assuntos como produção de conhecimento, relações interpessoais, fundamentos doutrinários da atividade de inteligência de segurança pública e de contrainteligência, entre outras temáticas. O treinamento de APH Tático preparou os profissionais para procedimentos emergenciais durante ocorrência policial, orientou quanto aos atendimentos em confronto armado, campo tático e evacuação tática. Participaram da capacitação integrantes das Polícias Militar, Civil e Penal, do Corpo de Bombeiros, da Justiça Federal e da PM de São Paulo. Em 2024, as capacitações foram também realizadas na capital baiana e nas cidades de Barreiras, Ilhéus e Feira de Santana. “De forma gradativa, as instruções chegarão a todas regiões do interior da Bahia. Seguiremos com a capacitação continuada até 2027”, destacou o diretor de Inteligência, major PM David Altevan.
Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta quinta-feira, dia 4, contra cinco suspeitos de envolvimento na fuga de um PM no último dia 27 de março, do presídio do Batalhão de Choque, em Lauro de Freitas. Durante o cumprimento, dois parentes dos investigados foram presos em flagrante por posse ilegal de armas. Foram apreendidos talões de cheque, munição, armas, documentos, celulares, chips e cartões de memória. A ação é um desdobramento da ‘Operação Salobro’ e foi realizada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e do Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp), e pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio da Força Correicional Especial Integrada da Corregedoria Geral (Force), do Batalhão de Choque e da Corregedoria da Polícia Militar (Correg). Os mandados foram cumpridos nos municípios de Feira de Santana e Itaberaba.
Cinco policiais militares foram presos na manhã desta terça-feira, dia 31, durante a segunda fase da ‘Operação Salobro’, deflagrada conjuntamente pelo Ministério Público Estadual, por meio dos Grupos de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) e de Combate ao Crime Organizado (Gaeco); pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), por meio da Força Correcional Especial Integrada (Force); pela Corregedoria da Polícia Militar (Correg) e pela Polícia Federal, através da Superintendência Regional da PF na Bahia. Além dos mandados de prisão temporária, foram cumpridos oito de busca e apreensão nos municípios baianos de Santo Estevão, Feira de Santana e Antônio Cardoso, dois deles em unidades policiais. Foram apreendidos computadores, quatro armas de fogo, 238 munições, sete aparelhos celulares e documentos. Os policiais militares são investigados pelo homicídio de André Barbosa da Silva, ocorrido no dia 13 de setembro de 2022, por fraude processual e delitos contra o patrimônio. Todos os crimes ocorreram em Santo Estêvão. Segundo as investigações, André Barbosa foi assassinado pelos policiais na zona rural do município, diferentemente da ocorrência registrada pelos PMs na Delegacia relatando que a morte teria decorrido de confronto. As apurações revelaram ainda que os policiais invadiram a casa da vítima e furtaram valores e objetos da residência. Conforme as investigações, os PMs integram grupo de milicianos, responsável pela prática de diversos crimes na região. A ação visa coletar indícios que comprovem o envolvimento dos policiais em atos ilícitos, utilizando-se da estrutura do Estado, especificamente da Polícia Militar. Os mandados foram expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Santo estevão. Todo o material apreendido será submetido a conferência e análise pelos integrantes da Force, Geosp e Gaeco e, posteriormente, encaminhado aos órgãos competentes para a adoção das medidas cabíveis.
A união de esforços para localizar e prender os assassinos da ialorixá e líder quilombola Bernadete Pacífico foi o principal objetivo da reunião promovida na tarde desta segunda-feira (21), entre forças estadual e federal. O encontro ocorreu no Centro de Operações e Inteligência (COI) da Secretaria da Segurança Pública. O secretário da SSP, Marcelo Werner, o superintendente Regional da Polícia Federal na Bahia, Flávio Albergaria, a delegada-geral da Polícia Civil, Heloísa Brito, entre outros policiais, participaram da reunião. “Estamos somando esforços e compartilhando informações para elucidarmos o caso. Queremos evitar repetições de procedimentos e sobreposições das equipes. Com integração encontraremos os responsáveis de forma mais célere”, declarou Werner. O secretário da Segurança Pública da Bahia acrescentou que a população pode continuar ajudando através do telefone 181 (Disque Denúncia da SSP). “Todas as informações serão verificadas e com o sigilo garantido”, finalizou.
O sistema de Reconhecimento de Placas Veiculares da Secretaria da Segurança Pública auxiliou na desarticulação de uma organização criminosa especializada em roubar veículos modelo pick-up, na região Sudoeste da Bahia. Três adultos e dois adolescentes foram interceptados, no final da tarde de segunda-feira (10), em Vitória da Conquista. O equipamento gerou um alerta para o Centro Integrado de Comunicações (Cicom) de Conquista, após as passagens dos automóveis modelo S10, placa FKK-6B79, roubado na cidade de Brejões, e Hylux, subtraído em Dom Basílio. Equipes da Rondesp Sudoeste, 78ª CIPM e 77ª CIPM foram acionadas e alcançaram os criminosos. Com eles foram apreendidos dois revólveres calibre 38, munições, um bloqueador de sinal de GPS, utilizado para dificultar o rastreamento de veículos e oito celulares. Os cinco criminosos foram apresentados no Distrito Integrado de Segurança Pública (Disep) de Vitória da Conquista.
Pouco mais de R$ 12 milhões em cheques, notas promissórias e dinheiro foram apreendidos, na manhã desta quarta-feira (15), durante operação do Ministério Público, com apoio da Corregedoria-Geral (Coger) da Secretaria da Segurança Pública. A Operação 'Laksya', deflagrada nas cidades de Euclides da Cunha e Ribeira do Pombal, cumpriu oito mandados de busca e apreensão contra uma organização criminosa composta por integrantes da mesma família. O grupo seria responsável por extorsões, cobranças com juros abusivos e ameaças, com exigência de imóveis como pagamento.De acordo com o delegado Jackson Carvalho, integrante da Coger, cerca de R$ 700 mil foram apreendidos em espécie. "Os alvos eram investigados por ameaça e extorsão", explicou o policial. Além da Coger e do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco) do MP, também participou da ação a Coordenação de Operações Especiais (COE) da Polícia Civil.
Uma organização criminosa que acumulou R$ 75 milhões em dívidas tributárias junto ao fisco baiano é alvo na manhã desta quarta-feira (14) da Operação Hidra. Oito mandados de prisão e 19 de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Criminal de Salvador, são cumpridos nas cidades baianas de Salvador, Camaçari, Feira de Santana e São Gonçalo dos Campos, e no município de Itajaí, no estado de Santa Catarina. De acordo com a força-tarefa responsável pela operação, integrada pela Secretaria da Segurança Pública, pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-Ba) e pela Sefaz, a organização que atua no comércio atacadista de alimentos e pescados utilizava laranjas, simulações sucessivas nos contratos sociais, compras em nomes de terceiros e empresas “noteiras”, constituídas apenas para emitir notas fiscais frias, entre outras fraudes, para evasão de receita e sonegação fiscal. As investigações começaram após a Sefaz-Ba receber denúncias quanto a essas práticas fraudulentas. Em dez anos, de acordo com a força-tarefa, o grupo constituiu mais de 15 empresas tendo à frente um empresário e seu sobrinho, que atuaram como sócios ocultos nos empreendimentos comerciais, utilizando familiares, empregados e terceiros para expandir os negócios. Essas empresas passaram por fiscalizações que resultaram na lavratura de autos de infração em razão de prática de sonegação fiscal. Na medida em que as empresas devedoras tiveram suas atividades paralisadas, surgiram outras que deram continuidade aos negócios, com as mesmas práticas delituosas.
Todas as sedes da Associação dos Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado (Aspra), na capital e no interior da Bahia, foram interditadas na manhã de quarta-feira (16). A ação, comandada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) com apoio da Secretaria da Segurança Pública (SSP), é resultado de uma decisão judicial que suspende por tempo indeterminado todas as atividades da entidade que lidera um movimento na Polícia Militar. Uma coletiva de imprensa realizada na sede do MPBA, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), esclareceu a operação. Além da interdição dos prédios, foram cumpridos mandados de busca e apreensão de documentos, computadores e dinheiro. Também foi determinado o bloqueio das contas da entidade; e 17 militares e nove civis foram conduzidos à Corregedoria da PM e para o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRACO). “Desde a tentativa de decretação do movimento de greve, nós acompanhamos e emitimos relatórios diários para o MPBA. Isso serve também para investigações e ações no âmbito da Justiça Militar que vem apurando crimes militares e pessoas que fazem incitação a motim. Já temos sim provas da participação de pessoas ligadas à Aspra que praticaram vandalismo”, declarou o secretário da SSP, Maurício Barbosa. Além da apuração sobre o desvio de função da entidade, há outras investigações em curso. Em uma delas, a Polícia Civil busca provas sobre o desvio de recursos da Aspra para contas bancárias de membros da administração da associação.