Pressione Enter para pesquisar ou ESC para sair
O Brasil segue fora do Mapa da Fome, segundo o relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo 2026 (SOFI, na sigla em inglês), pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO-ONU). O documento considera dados referentes ao triênio 2023-2025 e foi divulgado nesta terça-feira (21/7).
O país manteve abaixo de 2,5% a proporção da população que não tem renda suficiente para consumir a quantidade mínima de calorias para uma vida saudável, segundo o indicador de Prevalência de Subnutrição (PoU, na sigla em inglês) utilizado pela FAO na construção do Mapa da Fome.
O relatório também apontou a diminuição da insegurança alimentar severa, chegando a 0,6%. 16,7 milhões de pessoas deixaram a condição de insegurança alimentar severa no triênio 2023-2025 no país.
No Brasil, o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) integra a estrutura de governança das políticas de segurança alimentar e nutricional, articulando ações de proteção social, transferência de renda, acesso ao crédito agrícola e compras públicas da produção de alimentos, entre outras iniciativas.
Alimentação saudável
Para chegar aos números, a FAO-ONU utiliza indicadores macroeconômicos e demográficos que consideram variáveis como tamanho da população, perfil de renda e custo médio de uma cesta de alimentos saudável.
Além disso, segundo a FAO, o custo da dieta saudável no Brasil foi de US$ PPC 4,89 (dólares em Paridade do Poder de Compra) por pessoa ao dia, abaixo da média da América do Sul (US$ 4,94) e da América Latina e Caribe (US$ 4,91).
Jainei Cardoso da Silva, coordenadora do SISAN e das ações estratégicas de combate à fome no estado da Bahia, fez uma apresentação nesta segunda-feira, 6 de novembro, na Tribuna da Câmara de Brumado sobre o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). Instituído pela Lei nº 11.346, de 15 de setembro de 2006, o Sisan tem como objetivo assegurar o Direito Humano à Alimentação Adequada. Suas metas incluem formular e implementar políticas e planos de segurança alimentar e nutricional, integrar esforços entre governo e sociedade civil, além de monitorar e avaliar a segurança alimentar e nutricional do país. Este sistema público, de gestão intersetorial e participativa, facilita a cooperação entre os três níveis de governo e a sociedade civil para a implementação das políticas de segurança alimentar e nutricional. Após apresentação Cardoso, que também é nutricionista, tirou algumas dúvidas em relação ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.