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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (18) a nona fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de irregularidades envolvendo o Banco Master e possíveis violações no sistema financeiro nacional. A ação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e resultou no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão em endereços localizados na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal.
Entre os alvos da operação está a residência do senador Jaques Wagner (PT), em Salvador. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo. Além das buscas, os investigadores também executaram medidas cautelares determinadas pela Justiça, incluindo a suspensão de passaportes e restrições de contato entre pessoas investigadas.
Segundo as informações da investigação, esta etapa da Operação Compliance Zero busca esclarecer a eventual participação de um agente público no esquema investigado. A Polícia Federal não divulgou detalhes adicionais sobre os fatos apurados, em razão do sigilo que envolve parte do processo.
As medidas foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, responsável por conduzir os procedimentos relacionados a autoridades com foro privilegiado. Até o momento, não foram divulgadas manifestações oficiais do senador Jaques Wagner sobre a ação realizada em sua residência.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) rejeitou nesta segunda-feira (15) a segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal por fraudes no sistema financeiro do país.
A decisão já foi comunicada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações.
Com a rejeição da PGR, a segunda tentativa de Vorcaro de assinar um acordo de colaboração está totalmente encerrada. No mês passado, a proposta foi negada pela primeira vez.
Na semana passada, a Polícia Federal (PF) também rejeitou a segunda proposta. Os investigadores concluíram que o banqueiro não apresentou novidades em relação ao material que já foi apreendido e não assumiu que cometeu crimes.
No dia 4 de março, Vorcaro voltou a ser preso e foi alvo da terceira fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público ligado ao Governo do Distrito Federal (GDF). Desde então, ele tenta fechar um acordo de delação.
O banqueiro está preso em uma sala da Superintendência da PF em Brasília.
O governo afirmou, nesta sexta-feira (29), que são os brasileiros que definem como o crime é classificado e combatido dentro do território do país, com suas instituições, leis e forças de segurança. O Palácio do Planalto afirmou também, em nota, que a família Bolsonaro tem buscado uma intervenção estrangeira no Brasil.
“O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional”, diz a nota do Palácio do Planalto.
O posicionamento é uma resposta à decisão dos Estados Unidos (EUA) de classificarem organizações narcotraficantes como terroristas. Para especialistas, a decisão pode servir como pretexto para intervenção no país.
Para o Planalto, a medida dos EUA pode prejudicar o combate ao crime, a economia e o sistema financeiro, além de sistemas inovadores como o Pix.
“Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o Pix, que incomodam interesses estrangeiros”, diz o comunicado.
Os EUA têm investigado o Pix do Brasil por suposta “concorrência desleal”. O mecanismo prejudica comercialmente empresas financeiras dos EUA.