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Após o acidente que resultou na morte de um trabalhador soterrado de 39 anos em uma pedreira localizada na comunidade de Riacho da Torta, zona rural de Ituaçu, na Chapada Diamantina, a empresa responsável pela atividade mineradora divulgou uma nota de esclarecimento na qual afirma operar de forma regular e dentro das exigências legais.
De acordo com o posicionamento oficial, a mineradora destaca que possui licença ambiental válida para funcionamento, emitida pela Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente (SEAGRI) de Ituaçu, no sudoeste da Bahia. O documento apresentado corresponde à Portaria nº 003/2025, que autoriza a renovação da Licença de Operação da empresa ALABAMA MINING E STONES LTDA.
A licença foi concedida em agosto de 2025, com validade até 6 de agosto de 2027, permitindo a atividade de lavra mineral voltada à extração de quartzito, utilizado na construção civil. O empreendimento está localizado na Fazenda Riacho da Porta, na zona rural do município, com área aproximada de dois hectares e produção estimada de até 16 mil toneladas por ano.
O documento também estabelece uma série de condicionantes ambientais e operacionais que devem ser cumpridas pela empresa, incluindo a implementação de plano de gerenciamento de resíduos sólidos, medidas de controle ambiental, treinamento de funcionários, uso obrigatório de equipamentos de proteção individual (EPIs) e ações de recuperação de áreas degradadas.
Além disso, a licença determina a proibição de lançamento de resíduos no meio ambiente, controle de poeira, manutenção das vias de acesso, sinalização da área e comunicação imediata às autoridades em caso de acidentes ou impactos ambientais.
A empresa informou ainda que todas as suas atividades seguem a legislação vigente e que está colaborando com as autoridades responsáveis pela apuração do acidente.
Um acidente registrado na manhã desta quinta-feira (14) resultou na morte de um trabalhador de 39 anos em uma pedreira localizada na comunidade de Riacho da Torta, zona rural de Ituaçu, na Chapada Diamantina.
Segundo informações apuradas pelas autoridades, o homem, identificado como Paulo Ferreira Vieira, realizava atividades no local quando ocorreu um deslizamento de pedras na área da pedreira. A vítima acabou ficando soterrada e morreu ainda no local antes da chegada do socorro.
O delegado Fábio Lago informou que as primeiras análises indicam que o caso foi provocado por um acidente durante o trabalho. “Infelizmente, foi uma fatalidade, um acidente. Houve um deslizamento e ele ficou soterrado”, declarou.
Apesar da suspeita inicial de acidente, a Polícia Civil registrou o caso como “morte a esclarecer”, procedimento utilizado para aprofundar a investigação e confirmar oficialmente as circunstâncias da ocorrência, além de apurar se todas as normas de segurança eram devidamente cumpridas pela empresa responsável.
Conforme apurado pelo Agora Sudoeste, a pedreira possui licença ambiental para funcionamento. As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes do episódio.
Durante diligências da Operação Prometeu, a Polícia Civil da Bahia cumpriu mandado de busca e apreensão, nesta sexta-feira (24), em uma área vinculada à atividade de mineração sob investigação, em uma fazenda na zona rural do município de Ribeirão do Largo. Durante a ação, foram apreendidos uma retroescavadeira e um gerador de energia, ambos com restrição de furto, avaliados em aproximadamente R$ 1 milhão.
A medida judicial foi autorizada no âmbito de investigação que apura os crimes de furto qualificado e receptação de maquinário pesado, além de possíveis ilícitos ambientais relacionados à exploração mineral irregular.
Três homens, prepostos da empresa responsável pela exploração da área, foram conduzidos à unidade policial, onde foram ouvidos e seguem sendo investigados em liberdade.
No local, foi realizada perícia técnica pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT), com o objetivo de verificar a ocorrência de possíveis crimes ambientais decorrentes da atividade de mineração. A pedreira foi interditada para averiguação da regularidade do funcionamento junto aos órgãos competentes.
A ação foi realizada por equipes da Delegacia Territorial de Itambé, com apoio da 21ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (COORPIN/Itapetinga). As investigações seguem em andamento, com a adoção das medidas legais cabíveis para o completo esclarecimento dos fatos e responsabilização dos envolvidos.