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Equipes da Polícia Civil da Bahia cumpriram o mandado de prisão preventiva, na manhã de segunda-feira (5), contra um homem suspeito de distribuir bebidas alcoólicas contaminadas com metanol, que resultaram na intoxicação de seis mulheres e na morte de um homem, após o consumo ocorrido no dia 27 de dezembro, no município de Ribeira do Pombal.
O suspeito foi preso no bairro de Jardim Cruzeiro, em Feira de Santana, em uma van de transporte de cargas, onde foram encontradas 12 garrafas de bebidas alcoólicas. Os produtos foram encaminhados para perícia do Departamento de Polícia Técnica (DPT), e o veículo também foi apreendido. Nas diligências, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão contra o homem.
A prisão aconteceu em uma ação conjunta entre equipes das Diretorias Regionais de Polícia do Interior (Dirpins), das Regiões Norte e Leste, da Delegacia Territorial (DT/Cansanção), da 19ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Senhor do Bonfim), da 1ª Coorpin/Feira de Santana, da 25ª Coorpin/Euclides da Cunha e do Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (GATTI).
As investigações e diligências de campo continuam, com o objetivo de identificar e prender outros possíveis envolvidos. A população pode colaborar denunciando a produção, armazenamento, transporte e comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas e com origem duvidosa. Basta ligar para o número 181 do Disque Denúncia da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA).
A Bahia não registrou novos casos de intoxicação por metanol, de acordo com informações da Secretaria da Saúde do Estado. Além dos sete casos confirmados no município de Ribeira do Pombal, outras oito ocorrências chegaram a ser notificadas como suspeitas em diferentes localidades, mas foram descartadas após investigação epidemiológica.
Segundo a Sesab, o monitoramento segue sendo realizado de forma integrada, em parceria com o Ministério da Saúde e com as secretarias municipais de saúde. As ações envolvem vigilância ativa, investigação de notificações e reforço das medidas preventivas, com o objetivo de impedir o surgimento de novos casos.
O Ministério da Saúde enviou à Bahia, na última quarta-feira (31), uma remessa de 100 ampolas de etanol farmacêutico para reforçar o atendimento, quando indicado, em casos de intoxicação por metanol. O produto é considerado um antídoto vital no tratamento, pois atua impedindo que o metanol se transforme em substâncias ainda mais tóxicas, que podem causar diversos problemas no organismo. A medida ocorre após a confirmação de sete casos de intoxicação por metanol no estado, no município de Ribeira do Pombal.
A chegada das ampolas garante que a rede de assistência no estado continue tendo suporte imediato para o tratamento de pacientes, uma vez que a agilidade na administração do etanol farmacêutico, nos casos indicados, é o principal fator para reduzir a taxa de letalidade e sequelas graves.
Morreu na sexta-feira (2) Vinícius Oliveira Vieira, de 31 anos, uma das vítimas de intoxicação por metanol na cidade de Ribeira do Pombal, no nordeste da Bahia. O homem estava internado no Hospital Couto Maia, em Salvador, e não resistiu às complicações. A informação foi confirmada pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).
Ao todo, sete pessoas foram intoxicadas após o consumo de bebidas alcoólicas contaminadas com metanol. Segundo a Sesab, quatro pacientes que estavam internados no Hospital Geral Santa Tereza tiveram alta médica após evolução clínica favorável. Três vítimas foram transferidas para Salvador; duas permanecem internadas.
As investigações apontam que seis das vítimas consumiram drinks à base de vodca durante uma festa de noivado. Vinícius não participou do evento, porém teria comprado bebida alcoólica no mesmo depósito no dia anterior e foi a primeira pessoa a apresentar sintomas de intoxicação.
Em nota, a Sesab informou que a rápida assistência às vítimas, em parceria com o Ministério da Saúde e a prefeitura, além da disponibilidade do antídoto, contribuiu para a recuperação dos pacientes que receberam alta.
A confirmação da intoxicação ocorreu na quarta-feira (31), após laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT) identificar a presença de metanol em bebidas apreendidas em um depósito da cidade e em amostras de sangue dos pacientes atendidos.
Após a divulgação do laudo, a prefeitura de Ribeira do Pombal decretou a proibição temporária da comercialização, distribuição, fornecimento e consumo de bebidas alcoólicas destiladas em todo o município. A medida vale de 31 de dezembro de 2025 a 5 de janeiro de 2026 e abrange estabelecimentos comerciais, bares, restaurantes, eventos públicos e privados, comércio ambulante e a distribuição gratuita ou promocional.
Segundo a prefeitura, a decisão tem caráter excepcional e temporário, baseada no princípio da precaução e na proteção da saúde pública. A fiscalização ficará sob responsabilidade da Vigilância Sanitária Municipal, com apoio da Guarda Civil Municipal e de outros órgãos competentes.
Após 30 dias desde que os primeiros nove casos de suspeita de intoxicação por presença de metanol em bebidas foram divulgados, em 26 de setembro, várias medidas foram tomadas pelos órgãos públicos. A testagem ficou mais rápida, confirmando ou descartando casos suspeitos em ritmo intenso.
Hospitais pólo foram organizados, mesmo fora das áreas com confirmação de contaminação, como em estados das regiões Norte e Centro-Oeste. Os Centros de Informação e Assitência Toxicológica (Ciatox), primeira rede de alerta, assumiram a frente na detecção, enquanto a vigilância sanitária e as polícias atuaram nos locais de venda e consumo.
Mesmo sem conseguir impedir todos os novos casos, se encontrou uma origem provável: a falsificação de bebidas levou à contaminação pois usou álcool combustível, que por sua vez também estava adulterado e continha metanol.
Dos casos divulgados inicialmente pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, após um alerta do Ciatox de Campinas (SP), até a revelação dos postos no ABC paulista que venderam o combustível adulterado foram vinte dias. Suficiente para 58 casos de contaminação e 15 mortes, a maioria no estado de São Paulo.
O número de notificações de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas atualizado pelo Ministério da Saúde, nesta sexta-feira (24), indica, ao todo, 58 casos confirmados e 50 em investigação. Já foram descartadas 635 notificações.
O registro de mortes chegou a 15, sendo nove em São Paulo, seis no Paraná e seis em Pernambuco.
Mais nove óbitos seguem em investigação: quatro em Pernambuco, dois no Paraná, um em Minas Gerais, um em Mato Grosso do Sul e um em São Paulo. Foram descartadas 32 notificações de óbitos que estavam sob investigação.
Um jovem de 25 anos morreu após ingerir bebida alcoólica adulterada com metanol. O óbito aconteceu em 23 de setembro, em Osasco, região metropolitana de São Paulo, tornando-se o sétimo no estado, desde que começaram a surgir os casos, no final de setembro
O caso foi divulgado no último boletim liberado pelo governo paulista, nesta terça-feira (22).
O estado de São Paulo é o mais afetado por este tipo de intoxicação. São 42 ocorrências confirmadas, sendo três mortes na capital: um homem de 54 anos, um de 46 e outro de 45. Há ainda uma mulher de 30 anos, de São Bernardo do Campo; dois homens de 23 e 25 anos, de Osasco; e um homem de 37 anos, de Jundiaí.
Desde o mês passado, o Brasil já acumula dez mortes confirmadas por ingestão de bebidas contaminadas com metanol, segundo o Ministério da Saúde.
Além das sete em São Paulo, Pernambuco teve dois óbitos e o Paraná registrou um. Outros onze casos estão sob investigação nos estados de em São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Paraíba.
O Ministério da Saúde publicou a Nota Técnica nº 127/2025 com orientações atualizadas sobre o uso do Fomepizol 1 g/mL no tratamento de casos suspeitos ou confirmados de intoxicação por metanol no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Destinada a gestores e profissionais da rede de urgência e emergência, a publicação reúne recomendações clínicas, indicações terapêuticas e diretrizes para garantir o acesso oportuno ao antídoto em serviços estratégicos do sistema.
A intoxicação por metanol é uma emergência médica grave, frequentemente associada ao consumo de bebidas adulteradas, e pode levar rapidamente a quadros de acidose metabólica severa, distúrbios neurológicos e visuais e até ao óbito. O fomepizol atua como antídoto ao inibir a formação de metabólitos tóxicos no organismo, interrompendo a progressão do quadro e reduzindo significativamente os riscos de complicações.
Sua utilização representa um avanço importante na resposta clínica a esse tipo de intoxicação, oferecendo aos serviços de saúde uma alternativa terapêutica segura, eficaz e de fácil aplicação.
A segunda remessa de etanol farmacêutico, antídoto utilizado no tratamento de intoxicações por metanol, começou a ser enviada nesta terça-feira (7) a mais quatro estados. Com essa nova entrega, o total de frascos distribuídos pelo Ministério da Saúde chega a 1.125, alcançando nove estados:
Acre: 30 ampolas
Bahia: 90 ampolas
Ceará: 120 ampolas
Distrito Federal: 90 ampolas
Goiás: 75 ampolas
Mato Grosso do Sul: 60 ampolas
Pernambuco: 240 ampolas
Paraná: 360 ampolas
Rio de Janeiro: 60 ampolas
As ampolas integram o estoque estruturado pelo Ministério da Saúde em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), garantindo reposição e distribuição conforme a necessidade de estados e municípios. Outras 60 mil ampolas de etanol estão em processo de aquisição.
O Ministério da Saúde anunciou que recebeu 217 notificações de intoxicação por metanol após consumo de bebida alcoólica. Desse total, 17 casos foram confirmados e 200 estão em investigação. O boletim mais recente com atualização dos casos foi divulgado pela pasta na noite desta segunda-feira (6).
São Paulo concentra a maioria dos casos: 82,49% das notificações, com 15 casos confirmados e 164 em investigação. Além de São Paulo, o Paraná teve dois casos confirmados e quatro estão em investigação. Há outras investigações em 12 estados: Acre (1), Ceará (3), Espírito Santo (1), Goiás (3), Minas Gerais (1), Mato Grosso do Sul (5), Paraíba (1), Pernambuco (10), Piauí (3), Rio de Janeiro (1), Rondônia (1) e Rio Grande do Sul (2).
Em relação às mortes, duas ocorreram em São Paulo e 12 seguem em investigação (um caso no Mato Grosso do Sul, três em Pernambuco, seis em São Paulo, um na Paraíba e um no Ceará).
O Brasil tem 209 casos em investigação de intoxicação por metanol após ingestão de bebida alcoólica, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde neste domingo (5).
Em todo o país, são 16 casos confirmados - 14 em São Paulo e 2 no Paraná. As informações são enviadas pelos estados e consolidadas pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde Nacional (CIEVS). O estado de São Paulo responde pela maioria das notificações, com 14 casos confirmados e 178 em investigação.
Ao todo, 13 estados tem casos notificados - Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rondônia, São Paulo, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraíba e Ceará. Os estados da Bahia e do Espírito Santo tiveram os casos registrados descartados. Já o Ceará notificou o primeiro caso suspeito.
Até o momento, o país tem 15 registros de óbitos, com duas mortes confirmadas no estado de São Paulo. As demais mortes (13) estão em investigação.
Uma morte ocorrida em Feira de Santana, na Bahia, pode ter sido causada por intoxicação de metanol, segundo autoridades da saúde municipal e estadual. O homem de 56 anos teria ido a óbito na madrugada desta sexta-feira (3), após ter dado entrada na UPA da Queimadinha, localizada naquele município.
Em nota, o governo baiano informou que o caso será acompanhado pelas equipes de vigilância local e estadual, em ações de monitoramento e investigação que contarão com o apoio de autoridades da área de segurança pública estadual.
“Amostras biológicas serão coletadas e encaminhadas para análise laboratorial, com resultado previsto em até sete dias, a fim de confirmar ou descartar a hipótese de intoxicação”, informou, por meio de nota, o governo da Bahia – que está em “diálogo permanente com o Ministério da Saúde e com as autoridades sanitárias nacionais” para monitorar a situação em outros estados.
O Brasil registra 48 casos em investigação relacionados à intoxicação por metanol até a tarde desta quinta-feira (2). O balanço foi apresentado pelo ministro Alexandre Padilha, em entrevista à imprensa na Sala de Situação, instalada pelo governo para monitorar os casos e coordenar as medidas de resposta.
Ao todo, o ministério já confirmou 11 casos por meio de detecção laboratorial da presença do metanol por um Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (Cievs).
Inicialmente, o ministro havia confirmado um 12º caso em Brasília. Mas o ministério recuou e informou que o caso do rapper Hungria ainda é contabilizado como suspeito.
Apenas uma morte decorrente desse tipo de intoxicação foi confirmada pelo Ministério da Saúde no estado de São Paulo. Mais sete óbitos seguem em investigação, sendo dois em Pernambuco e os outros cinco também em São Paulo.