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Esta terça-feira (6) marca o primeiro dia sem operação das plataformas de bets que tinham autorização para funcionar no Brasil. A suspensão das atividades de apostas e a retirada dos sites e aplicativos do ar seguem o cronograma da Medida Provisória nº 1.394/2026, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade de apostas no país.
O prazo para a retirada voluntária dos recursos terminou às 23h59 desta segunda-feira (5). As empresas terão até quarta-feira (7) para encaminhar às instituições financeiras os saldos remanescentes de cada apostador, discriminados por CPF, além da conta bancária utilizada para os depósitos.
Entre sexta-feira (9) e a próxima quarta-feira (14), as instituições financeiras deverão realizar a devolução dos valores aos apostadores.
O Governo Federal identificou que, entre os 188 sites que operavam com autorização até esta segunda-feira, apenas um ainda está em funcionamento. O bloqueio já foi solicitado e a fiscalização acompanha o cumprimento da determinação.
Segundo o boletim da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, R$ 1,325 bilhão ainda aguarda devolução, e cerca de 26,5 milhões de apostadores têm saldo nas plataformas.
Um dos aspectos que podem estar relacionados ao ritmo de retirada é a quantidade de contas com valores pequenos. Ao todo, 86,2 milhões de contas têm entre R$ 0,01 e R$ 0,99, somando R$ 15,5 milhões. Uma mesma pessoa pode ter contas em diferentes plataformas, por isso o número de contas é maior que o de apostadores.
As contas com saldos elevados serão investigadas para apurar eventual lavagem de dinheiro e possíveis vínculos com organizações criminosas. A análise da origem e da movimentação dos recursos integra o trabalho de combate ao financiamento do crime organizado.
Respaldado pela Lei Antifacção sancionada este ano, o Estado da Bahia deu mais um passo importante no combate ao crime organizado e transferiu nas últimas horas, cinco líderes de facções para os presídios federais de Porto Velho (Rondônia) e Campo Grande (Mato Grosso do Sul).
A medida foi promovida de forma integrada pelas Secretarias Estaduais da Segurança Pública e de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), Ministério Público e Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).
Os cinco faccionados possuem envolvimento direto com tráficos de drogas e armas, mortes violentas, lavagem de dinheiro e corrupção de menores, entre outros crimes.
Três detentos são ligados a uma facção carioca e tentaram, sem sucesso, empregar em localidades baianas o modus operandi de domínio territorial realizado em estados da região Sudeste do Brasil.
Os outros dois integram grupo que atua em parceria com uma organização criminosa paulista. Além de tráficos de drogas e armas, lavagem de dinheiro, corrupção de menores e mortes violentas, a dupla está diretamente ligada a um desvio de coletes balísticos do Exército Brasileiro, investigado pelas Forças Policiais da Bahia.
“Ressalto sempre que jamais permitiremos que o Estado seja subjugado por faccionados. Iniciamos a semana com mais esta ação integrada entre as Forças Estaduais e Federais, contra o crime organizado”, enfatizou o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta-feira (24) que Antônio Carlos Freixo Júnior, o “Mineiro”, dono da Entre Investimentos, recebeu dinheiro do crime organizado. A Entre tem participação no financiamento de Dark Horse, filme que conta a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro e que teve recursos do Banco Master, de Daniel Vorcaro.
A ação de hoje, terceira fase da Operação Carbono Oculto, foi deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal.
“Estamos falando da administradora de um grupo empresarial, que é o Grupo Entre, que recebia dinheiro tanto do Master quanto do crime organizado e dentro de um mesmo bolso. Tudo indica que o recurso que dá liquidez para essas operações vem de uma mesma entidade, de um mesmo bolso”, afirmou o ministro em entrevista em Brasília.
Para Durigan, o dinheiro recebido pela Entre foi utilizado para lavar dinheiro, para corromper.
Estamos falando de um mesmo fundo, de onde dinheiro de diferentes lugares foi parar, seja do Master, seja do crime organizado, seja de figuras que já estão com delação premiada no Ministério Público de São Paulo ou no Ministério Público Federal".
Antônio Carlos Freixo Junior fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República para as investigações do escândalo do Banco Master.
Onze pessoas foram presas durante a Operação Iceberg, deflagrada nesta quinta-feira (24) pela Polícia Civil da Bahia contra uma rede de tráfico de drogas voltada a consumidores de alto poder aquisitivo. Foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva e registradas duas prisões em flagrante, além da apreensão de entorpecentes, carros de luxo, uma pistola, celulares e documentos.
As prisões ocorreram em Salvador, Jaguaripe, Santo Antônio de Jesus, Vitória da Conquista e Ilhéus. Um dos alvos já estava preso no sistema prisional de Aracaju, em Sergipe, onde teve o mandado cumprido.
Entre os presos estão três homens apontados como integrantes da liderança do grupo. O principal alvo foi localizado no Alto do Itaigara, em Salvador. Segundo o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ele recebia drogas de fornecedores de São Paulo e do Paraguai e coordenava a distribuição para a capital, Vitória da Conquista e Santo Antônio de Jesus.
A investigação financeira identificou que o suspeito movimentou mais de R$ 9,6 milhões em cinco anos, por meio de mais de 16,6 mil transações bancárias. Empresas, contas de terceiros e pessoas interpostas foram utilizadas para movimentar os valores. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 200 milhões em bens e recursos dos investigados.
Distribuição no interior
Em Vitória da Conquista, um dos suspeitos apontados como liderança regional recebia drogas em Salvador e fazia a distribuição no município e em cidades próximas. De acordo com a investigação, parte dos entorpecentes era escondida em potes de cremes estéticos e enviada em ônibus comerciais, camuflada como cosméticos.
Entre as drogas distribuídas estava a modalidade conhecida como ICE, recebida em Salvador e redistribuída no sudoeste baiano.
O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um pedido apresentado pela Polícia Federal para realizar busca e apreensão relacionada ao candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (17) pelo UOL e também confirmada por outros veículos de imprensa.
A nova etapa da operação foi deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira e investiga suspeitas de irregularidades em contratações realizadas pela Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte, entre 2024 e 2025. Ao todo, estão sendo cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em seis estados: Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Tocantins, Paraná e Espírito Santo.
Segundo a PF, a investigação apura possíveis direcionamentos em procedimentos destinados à contratação de serviços e ao fornecimento de materiais didáticos. Pelo menos três dos procedimentos analisados resultaram em contratos que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões, enquanto outras contratações também permanecem sob apuração.
O pedido envolvendo ACM Neto foi submetido ao STF no contexto dessa investigação, mas a medida não foi autorizada por Nunes Marques. A decisão, portanto, impediu a realização da busca solicitada pela Polícia Federal relacionada ao político. A negativa da medida não representa, por si só, uma conclusão sobre a investigação ou sobre eventual responsabilidade de ACM Neto.
A Operação Overclean apura possíveis crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As suspeitas estão relacionadas a contratações públicas realizadas em Belo Horizonte no período investigado.
A ofensiva desta quinta-feira corresponde à 10ª fase da Operação Overclean e alcança diferentes estados brasileiros. Entre os investigados na nova etapa estão empresários e um ex-secretário de Educação de Belo Horizonte, conforme informações divulgadas pela Polícia Federal e pela imprensa.
Mais de R$ 12 milhões em bens e ativos financeiros vinculados a uma facção criminosa foram bloqueados pela Justiça durante a Operação Eirene II, deflagrada nesta quarta-feira (16) pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia e pelas Polícias Militar, Civil e Federal. A ação também resultou na apreensão de armas de fogo, drogas e munições.
A operação tem como alvo integrantes de um grupo investigado por envolvimento com tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro, posse e porte ilegal de armas de fogo, entre outros crimes. Além do bloqueio patrimonial, foram cumpridos 33 mandados de prisão preventiva nos estados da Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Na Bahia, foram cumpridos 22 mandados de prisão.
O secretário da segurança pública da Bahia, Marcelo Werner, ressalta que a operação é parte do combate diário às organizações criminosas. Ele também comentou sobre uma ação policial realizada na terça-feira (15), no bairro de Cajazeiras, em Salvador, que culminou na interceptação de nove faccionados e na apreensão de quatro fuzis, carabina, espingarda, pistolas, colete balístico, carregadores e drogas.
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia, em conjunto com as Polícias Militar, Civil e Federal, deflagrou nesta quarta-feira (16) a Operação Eirene II, com ações simultâneas nos estados da Bahia, São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Entre os municípios baianos que são alvo da operação está Brumado.
A ofensiva tem como objetivo desarticular uma organização criminosa investigada por atuação na região Sudoeste da Bahia, principalmente em Jequié e municípios vizinhos. Conforme as investigações, o grupo é suspeito de envolvimento em crimes como tráfico de drogas, posse e porte ilegal de armas de fogo, homicídios, extorsão e lavagem de dinheiro, entre outros delitos.
Na Bahia, os mandados judiciais são cumpridos em Jequié, Mutuípe, Laje, Vitória da Conquista, Ilhéus, Itapetinga, Serrinha, Salvador e Brumado. As ações também ocorrem simultaneamente em municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás.
Segundo as informações divulgadas pelas forças de segurança, a Justiça autorizou ainda a constrição patrimonial de mais de R$ 12 milhões em ativos financeiros e bens que estariam vinculados aos investigados.
Participam da operação equipes da FICCO/BA, Polícia Federal, 9ª e 4ª Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (Coorpin), Comandos de Policiamento das regiões do Médio Rio de Contas, Recôncavo, Sudoeste e Sul, FICCO Ilhéus, além da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN) e da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (SEAP/BA).
A operação faz parte de uma ação integrada das forças de segurança para investigar e combater a atuação de organizações criminosas com presença em diferentes municípios e estados.
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE/BA) acolheu, por unanimidade, ação apresentada pelo Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) e indeferiu o registro da candidatura do deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha, à reeleição pelo Avante. O julgamento ocorreu nesta segunda-feira (14).
Na ação, o procurador regional eleitoral Cláudio Gusmão sustentou que as provas reunidas em quatro ações penais apontam que o candidato ocupa posição de liderança e comando em uma organização criminosa estruturada e permanente. O pedido teve como fundamento a vedação constitucional à interferência de organizações criminosas no processo eleitoral.
Investigado e condenado – As investigações tiveram início com a Operação El Patrón, para investigar um esquema com características assemelhadas às de milícia, lavagem de dinheiro do jogo do bicho e agiotagem em Feira de Santana (BA). Segundo o MP Eleitoral, os elementos reunidos demonstram a estabilidade, a capacidade de reestruturação e a continuidade das atividades da organização investigada.
Kléber está preso preventivamente, em decorrência de novos desdobramentos, apurados pela Operação Estado Anômico, realizada em 2025. Em uma das ações penais decorrentes da Operação El Patrón, foi condenado a 36 anos e 9 meses de prisão por crimes relacionados à posse ilegal de armas de fogo e munições, inclusive de uso restrito.MP Eleitoral - O Ministério Público (MP) Eleitoral é formado por procuradores do Ministério Público Federal (MPF) e promotores dos Ministérios Públicos (MP) estaduais. Eles atuam na fiscalização de todas as etapas do processo eleitoral, passando pelo cadastro de eleitores, campanha, prestação de contas, votação, apuração e posse dos eleitos. O objetivo é garantir a escolha livre dos eleitores e o fortalecimento da democracia.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de uma investigação para apurar a participação do senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, no financiamento do filme Dark Horse, produção cinematográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O procedimento foi solicitado pela Polícia Federal (PF) e recebeu aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Entre as suspeitas que serão apuradas estão possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos relacionados.
A decisão de Mendonça foi tomada em julho, mas se tornou pública somente agora, após documentos relacionados ao caso Master terem sido disponibilizados pelo STF. Embora o novo procedimento esteja vinculado ao inquérito principal, a investigação específica envolvendo Flávio Bolsonaro permanece sob sigilo, já que diligências policiais ainda estão em andamento.
Informações divulgadas pelo portal Intercept Brasil apontam que Flávio teria solicitado ao banqueiro Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, um aporte de R$ 131 milhões para a produção do longa-metragem. Conforme planilhas apreendidas pela PF, desse montante, R$ 60 milhões teriam sido efetivamente pagos.
No despacho, Mendonça autorizou a instauração de um procedimento investigativo separado, vinculado ao inquérito do caso Master, para verificar as suspeitas levantadas pela Polícia Federal sobre a origem e a movimentação dos recursos destinados à obra.
Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade e afirma que o financiamento do filme foi realizado exclusivamente com recursos privados. Durante uma agenda de campanha em Roraima, na quinta-feira, o candidato voltou a rejeitar a existência de dinheiro público envolvido na produção.
“Não há um centavo de dinheiro público. Pode revirar do avesso”, declarou.
A Polícia Federal (PF) faz, na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Make Up, para apurar desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares repassadas a empresa privada. O deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a produtora do filme Dark Horse, Karina Gama, são os alvos da operação.
São 49 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em São Paulo, no Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.
Segundo a PF, as investigações feitas até o momento apontam a existência de organização criminosa que usou recursos públicos de maneira irregular e sem prestação de contas. As irregularidades ocorreram até o mês de julho deste ano.
De acordo com as autoridades, os desvios são da ordem de centenas de milhões de reais.
A Polícia Federal investiga a existência de crimes como peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.
A Polícia Civil deflagra a Operação Reino Oculto, na manhã desta quinta-feira (10), para desarticular um esquema interestadual de tráfico de armas e drogas e lavagem de capitais. Mandados judiciais são cumpridos em 23 bairros de Salvador e Região Metropolitana, além de dois municípios do interior baiano e seis cidades de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe.
As ações, realizadas por mais de 250 policiais civis, têm o apoio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (GAECO), do Ministério Público da Bahia (MPBA). De acordo com as investigações, iniciadas em março deste ano, foram identificadas as práticas de tráfico de drogas e associação, organização criminosa, comércio, posse e porte ilegais de armas de fogo e munições, além de lavagem de dinheiro.
Ainda segundo as apurações, o grupo criminoso movimentou mais de R$ 4 milhões e dividia as tarefas em núcleos de comando, gestão financeira, armazenamento, logística, distribuição e revenda das drogas, além do fornecimento de armas de fogo. Os criminosos enviavam as drogas para São Paulo, Espírito Santo e Sergipe, além de negociar armas de fogo e munições calibre 5,56, cujo transporte era realizado por meio de uma empresa de fachada.
As investigações são realizadas pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), e as ações contam com a atuação da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), dos Departamentos de Polícia Metropolitana (Depom), de Polícia do Interior (Depin), de Inteligência Policial (DIP), de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, além do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e das polícias civis de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe.
A Polícia Militar apreendeu, na terça-feira (18), um Jeep Renegade durante uma fiscalização na região da Feira Livre, em Brumado, no sudoeste da Bahia. A abordagem ocorreu após os policiais verificarem que o veículo possuía uma restrição judicial.
Conforme informações apuradas, o automóvel seria utilizado na região de Lagoa Real e Caetité. O condutor teria ido até Brumado para realizar um serviço e acabou sendo abordado durante a fiscalização.
A ordem judicial estaria relacionada a um processo em tramitação na Vara Criminal da Comarca de Caruaru, em Pernambuco. O procedimento investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento em roubos de cargas, com atuação nos estados de Pernambuco e Goiás.
Segundo a decisão judicial, o Jeep Renegade estaria entre os bens vinculados ao grupo investigado. Também existe suspeita de que o automóvel possa ter relação com práticas de lavagem de dinheiro.
Após a identificação da restrição, a Polícia Militar realizou a apreensão do veículo, que foi encaminhado para um pátio credenciado.
Equipes da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Ilhéus, e das Policias Civil e Militar deflagraram na madrugada desta terça-feira (18), uma operação com foco na captura de faccionados com atuação no Sul do estado.
Mandados de prisão e de busca e apreensão forão cumpridos contra criminosos envolvidos com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Ação destaca o Policiamento Orientado pela Inteligência (POI), política instituída para qualificar o combate ao crime organizado.
Cerca de 150 profissionais da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin) Sul, através dos Grupos de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTIS/Ilhéus, Itabuna, Eunápolis, Porto Seguro e Valença), das 6ª e 7ª Coordenadorias Regionais de Polícia do Interior (Coorpins/Itabuna e Ilhéus), do Comando de Policiamento Regional (CPR) Sul, Rondesp Sul, TOR do CIPRv/Itabuna, Cipe Cacaueira e 72ª CIPM (Itacaré), participam da ação.
Um mandado de prisão e três de busca e apreensão estão sendo cumpridos na manhã desta quinta-feira (16), em operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), e a Polícia Federal. A operação “Versão Brasileira” desarticulou uma associação criminosa especializada em fraudes contra a Caixa Econômica Federal, realizadas por meio da utilização de documentos falsos para abertura de contas bancárias, contratação fraudulenta de empréstimos e posterior ocultação dos valores obtidos ilicitamente. O mandado de prisão foi cumprido contra um homem já custodiado no Conjunto Penal de Feira de Santana e os de busca e apreensão nas residências de tês investigados em Salvador.
Os mandados foram expedidos pela 17ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária da Bahia. Durante as investigações, que tiveram o apoio da Centralizadora Nacional de Inteligência de Segurança (Cesed) da Caixa Econômica Federal, foi constatado que o grupo criminoso utilizava identidades de terceiros para abrir contas bancárias em agências da Caixa Econômica Federal, obtendo empréstimos consignados fraudulentos em nome das vítimas. Em seguida, os recursos eram rapidamente movimentados por meio de transferências eletrônicas, contas de passagem e operações de câmbio, com o propósito de dificultar o rastreamento da origem dos valores. Ainda segundo as investigações, até o momento, pelo menos cinco contas bancárias foram abertas com documentos falsificados, utilizadas para a obtenção fraudulenta dos empréstimos, causando prejuízo superior a R$ 424 mil.
As investigações também revelaram a conversão de parte desses recursos em moeda estrangeira por intermédio de corretoras de câmbio, constituindo indícios adicionais de lavagem de dinheiro e de crimes contra o sistema financeiro nacional. Por meio de análises bancárias, perícias biométricas e exames de comparação facial, a Polícia Federal identificou integrantes do grupo responsáveis pela utilização das identidades falsas, pela movimentação das contas fraudadas e pela realização de operações financeiras destinadas à ocultação dos recursos ilícitos.
As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos) deflagraram, nesta quarta-feira (8), uma operação para executar 274 mandados judiciais expedidos contra suspeitos de integrar facções criminosas em 16 estados brasileiros.
Os policiais cumprem medidas judiciais relacionadas à atuação de organizações criminosas, ao tráfico de drogas, de armas e lavagem de dinheiro.
De acordo com a Polícia Federal (PF), são 181 mandados de busca e apreensão, 93 de prisão, além de outras medidas cautelares autorizadas pelo Poder Judiciário.
As Ficcos são forças-tarefas permanentes, criadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e coordenadas pela Polícia Federal (PF).
Operam em diferentes unidades da federação como grupos operacionais integrados e reúnem representantes de forças de segurança federais (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal) e estaduais (polícias Civil e Militar).
Batizada nacionalmente de Operação Força Integrada III, a ação simultânea contra a atuação de organizações criminosas recebeu outros nomes em cada localidade onde os mandados estão sendo executados:
Doze pessoas denunciadas pelo Ministério Público do Estado da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), por participação em um esquema criminoso responsável pela entrada de materiais ilícitos no Conjunto Penal de Feira de Santana foram condenadas à prisão ontem, dia 6. Entre os condenados estão dez policiais penais, que também tiveram decretada a perda do cargo público. Todos foram alvo da Operação Sísifo, deflagrada pelo MPBA em conjunto com a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) e a Secretaria da Segurança Pública (SSP), em fases realizadas nos anos de 2023 e 2024.
Os condenados responderam por crimes de organização criminosa, corrupção passiva, facilitação de entrada de aparelho telefônico e outros objetos ilícitos em estabelecimento prisional, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção ativa, conforme a participação individual de cada um.
Segundo a denúncia do MPBA, os integrantes do grupo criminoso utilizavam os cargos ocupados na unidade prisional para facilitar a entrada de celulares, drogas e outros materiais ilícitos no presídio mediante recebimento de vantagens indevidas. As investigações apontaram a existência de divisão de tarefas, atuação coordenada e mecanismos voltados à ocultação e dissimulação dos valores obtidos com as atividades criminosas, inclusive por meio de movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados dos envolvidos.
As investigações tiveram início após constatação pelo Ministério Público da “recorrente apreensão de diversos materiais ilícitos com os presos”, especialmente celulares, entorpecentes e armas perfurocortantes, “o que levantou evidências da participação ativa de detentos e de policiais penais” no esquema.
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu negar o habeas corpus protocolado pela defesa da influenciadora digital Deolane Bezerra. A decisão foi proferida nessa quarta-feira (1°) pelo ministro Ribeiro Dantas. O despacho está em segredo de Justiça e não foi divulgado.
Deolane foi presa no dia 21 de maio em uma operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil. Ela foi alvo da Operação Vérnix e é acusada de praticar atos de lavagem de dinheiro para a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com a investigação, Deolane fez movimentações financeiras expressivas e tinha conexão com a cúpula da organização criminosa.
No final do mês passado, a influenciadora e detento Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, um dos líderes do PCC, viraram réus pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. Marcola está preso na Penitenciária Federal de Brasília.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (18/6), a Operação Lixiviação II, com o objetivo de cumprir mandados judiciais no âmbito de investigação que apura a continuidade da exploração ilegal de ouro e a prática de lavagem de dinheiro na Bahia.
São cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, em endereços ligados aos investigados nos municípios de Nordestina/BA, Quijingue/BA e em área rural de Cansanção/BA, incluindo locais utilizados para extração e para beneficiamento de ouro, residências e empresas vinculadas ao grupo investigado.
A investigação decorre da instauração de novo inquérito policial que identificou que o principal investigado, mesmo após a deflagração de operações anteriores, incluindo a Operação Lixiviação, permaneceu praticando extração ilegal de ouro, avançando para novas áreas e realizando beneficiamento mineral por processo químico de lixiviação com utilização de cianeto, substância altamente tóxica e controlada por órgãos governamentais.
As apurações indicam que o investigado atua utilizando laboratórios clandestinos para extração de ouro a partir de rejeitos minerais, especialmente por meio do processo de cianetação, técnica capaz de recuperar o chamado ouro fino de forma altamente poluente.
Além disso, foram identificados indícios de lavagem de dinheiro. As investigações também demonstraram a reiteração da atividade criminosa, inclusive após ações policiais anteriores, evidenciando a necessidade de adoção de medidas cautelares para interromper o ciclo delituoso, diante do risco à ordem pública, ao meio ambiente e à saúde coletiva.
Registra-se que o principal investigado encontrava-se foragido da Justiça, em razão de mandado de prisão preventiva expedido no curso das investigações anteriores, o qual foi devidamente cumprido no dia 9 de junho de 2026, reforçando os indícios de reiteração criminosa e a necessidade das medidas cautelares adotadas no âmbito da presente operação.
Os investigados poderão responder pelos crimes de usurpação de bens da União, de extração ilegal de recursos minerais, de organização criminosa, de posse de artefatos explosivos e de lavagem de dinheiro.
Com o objetivo de desarticular um esquema criminoso voltado à comercialização irregular de substâncias divulgadas como canetas emagrecedoras, a Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), deflagrou, nesta quarta-feira (10), a Operação Prize.
A ação cumpriu seis mandados de busca e apreensão em bairros de Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana. As diligências foram realizadas pela Coordenação de Operações do DEIC, unidade responsável pela investigação.
As apurações têm como foco o comércio ilegal de medicamentos supostamente adulterados e de procedência desconhecida, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras. A investigação também apura a prática de lavagem de dinheiro por meio de rifas digitais.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidas seringas com material fracionado e pronto para a comercialização, ampolas contendo substâncias utilizadas na manipulação dos medicamentos supostamente adulterados, canetas emagrecedoras e aparelhos celulares.
Participaram da operação cerca de 30 policiais civis, por meio de equipes do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV) e da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR) de Salvador e Feira de Santana. A ação contou, ainda, com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar.
Na manhã desta quarta-feira (3), a Polícia Civil da Bahia deflagrou a Operação Máscara para o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão contra investigados por integrarem uma organização criminosa responsável por crimes contra instituições financeiras na cidade de Jequié. A operação resultou na prisão de cinco pessoas, sendo duas mulheres e três homens.
As investigações para identificação dos suspeitos e mapeamento do modo de atuação da organização tiveram início em janeiro de 2026, por meio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR/Jequié), após o registro de uma notícia-crime que apontava prejuízo patrimonial de aproximadamente meio milhão de reais a uma instituição financeira. Somente nesta etapa da operação, foi possível identificar dez tentativas de abertura de contas e 32 contas efetivamente abertas de forma fraudulenta, das quais decorreram prejuízos para a instituição financeira.
Conforme apurado no inquérito policial, a organização utilizava imagens dos próprios integrantes em documentos falsificados emitidos em nome de terceiros. O grupo também utilizava indevidamente os limites de cartões de crédito das vítimas para transferências de valores, realizava contratações fraudulentas de empréstimos em prejuízo dos titulares legítimos e efetuava compras sem autorização dos proprietários dos cartões.
Dessa forma, obtinha vantagem ilícita por meio de um sofisticado esquema de falsificação documental e fraude financeira.
As apurações também demonstraram que os lucros ilícitos eram repartidos entre os líderes da organização, que ostentavam elevado padrão de vida, com imóveis, veículos e objetos de luxo.
Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão domiciliar em diversos endereços da cidade, resultando na prisão preventiva de cinco investigados. Além disso, durante as diligências, foram apreendidos dois veículos, um jet ski, duas motocicletas e aparelhos celulares. Também foram realizados o bloqueio, o sequestro e o arresto de valores, bens e ativos financeiros acumulados ilicitamente pela organização criminosa.
Após as prisões, os investigados foram encaminhados à unidade policial para adoção das medidas legais cabíveis, permanecendo custodiados à disposição da Justiça.
“As diligências de hoje integram a primeira fase da Operação Máscara, cujo objetivo foi desarticular o grupo responsável por crimes de estelionato, corrupção de menores, organização criminosa e lavagem de dinheiro no município. As investigações prosseguem com o intuito de identificar e prender outros envolvidos”, afirmou o coordenador da 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Jequié), delegado Roberto Leal, responsável pela operação.
A operação foi realizada por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), através da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR/Jequié), e contou com o apoio de equipes da 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Jequié), do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Central) e das Delegacias Territoriais de Jequié, Ipiaú, Jaguaquara e Ibirataia.
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Receita Federal fazem uma operação nesta quinta-feira (28) em São Paulo, no Paraná, em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e no Rio de Janeiro para investigar a infiltração do Primeiro Comando do Crime (PCC) no setor de combustíveis. O objetivo é desmontar um esquema de fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor.
O foco principal das autoridades é sobre seis fintechs – que atuam como bancos paralelos – e também para comprovar a adulteração de combustível com uso de solvente (nafta).
A operação tem o nome de Fluxo Oculto e é uma nova fase da Carbono Oculto, que revelou o avanço do crime organizado no mercado de combustíveis, instituições de pagamento e de investimentos.
As investigações do Ministério Público de São Paulo identificaram que as seis fintechs alvos da operação formaram um núcleo que funciona com compensações financeiras internas entre distribuidoras e postos de combustíveis e fundos de investimentos administrados pelo PCC.
A facção criminosa atua também no desvio de nafta petroquímico para terminais e postos de combustíveis, criando uma estrutura forte para venda de solventes a empresas fantasmas.
Estão sendo cumpridos 55 mandados de busca e apreensão, com apoio dos Gaecos, dos ministérios públicos do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Paraná.
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (26/5), operação policial destinada à repressão de crimes de tráfico interestadual de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão e quatro de prisão preventiva, nas cidades de Goiânia/GO, Alagoinhas/BA, Luis Eduardo Magalhães/BA, Salvador/BA, Redenção/PA, Marabá/PA, Porto Nacional/TO, Fortaleza/CE e Rondonópolis/MT.
A Operação Perséfone teve início após a apreensão de 466,8 kg de cocaína, realizada em 2/10/2025, quando um caminhão que transportava melancias foi interceptado em Campinaçu/GO.
A investigação revelou a existência de uma estrutura criminosa, composta por integrantes com funções distribuídas. Durante as apurações, foram identificadas movimentações financeiras compatíveis com o funcionamento de um esquema voltado à remessa e à distribuição de carregamentos de droga.
No momento da deflagração da operação, a equipe que cumpriu mandado em um galpão na cidade baiana de Alagoinhas encontrou cerca de 300 kg de cocaína abandonados.
Os materiais, os documentos, os aparelhos eletrônicos e os dados apreendidos nesta fase serão submetidos à análise e incorporados ao conjunto investigativo.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, negou pedido de soltura da influenciadora Deolane Bezerra, presa na última quinta-feira (21) na Operação Vérnix, que investiga lavagem de dinheiro da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
A decisão do ministro, assinada ontem (23), foi publicada neste domingo (24). Na sentença, Dino disse que o STF não é a instância correta para o pedido de liberdade da influenciadora, presa por decisão em primeira instância.
“Observo que o ato atacado consiste em decisão proferida em primeiro grau de jurisdição, contra a qual cabível meio adequado de impugnação, observados seus pressupostos de admissibilidade.”
O ministro ressaltou ainda que, mesmo o STF fosse a instância adequada de julgamento, não concordaria com a soltura.
“De qualquer maneira, ainda que superado referido óbice, não detecto manifesta ilegalidade ou teratologia hábil à concessão da ordem de habeas corpus de ofício. Ante o exposto, nego seguimento à presente reclamação”.
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21), em Barueri, região metropolitana de São Paulo. Ela foi detida numa operação conjunta do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil.
Deolane foi detida em sua casa, uma mansão de luxo que fica em um condomínio famoso.
A Operação Vérnix investiga lavagem de dinheiro da facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Marco Herbas Camacho, o Marcola, chefe do PCC, que está preso na Penitenciária Federal de Brasília, também é alvo da operação.
A ação é resultado de uma investigação que ocorre há anos e que identificou um esquema milionário ligado à cúpula do PCC.
Os policiais civis cumprem seis prisões mandados de preventivas, além do bloqueio de valores superiores a R$ 327 milhões e apreensão de 17 veículos de luxo e quatro imóveis.
A as investigações da Vérnix também se concentraram na Itália, Espanha e Bolívia, com os investigados entrando na Lista Vermelha da Interpol.
A Polícia Federal e o Ministério Público auxiliam nas buscas internacionais.
Deolane foi presa pela primeira vez em setembro de 2024, durante desdobramentos da Operação Integration. Ela foi detida em Recife pela Polícia Civil, que investigava um esquema de lavagem de dinheiro e jogos ilegais.
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quarta-feira (13), a Operação Pix Seguro, que investiga um grupo criminoso envolvido em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. A ação resultou no bloqueio judicial de R$ 103 milhões e no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão em cinco estados.
As diligências foram realizadas pela Polícia Civil, por meio da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior em Eunápolis (23ª Coorpin/Eunápolis), com apoio da Polícia Militar da Bahia, do CIBERLAB, vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e das Polícias Civis do Ceará, Pernambuco, Goiás e São Paulo.
Foram cumpridos sete mandados em Eunápolis, além de buscas nas cidades de Crato (CE), Goiânia (GO), Recife (PE) e São Paulo (SP). Durante a operação, foram apreendidos aparelhos eletrônicos e outros materiais que serão analisados no decorrer da investigação.
De acordo com as apurações, o grupo utilizava mensagens falsas por SMS informando suposto bloqueio de contas bancárias. As vítimas eram direcionadas para páginas fraudulentas e, após inserirem dados pessoais e bancários, tinham os valores transferidos via PIX para contas ligadas à organização criminosa.
Ainda conforme as investigações, os recursos obtidos eram movimentados por meio de contas de terceiros e empresas de fachada, utilizadas para ocultar a origem do dinheiro.
Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações seguem para identificar outros envolvidos e aprofundar a análise do material apreendido.