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O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a decisão do ministro Flávio Dino, também do STF, que havia derrubado uma ordem do ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para que fossem tiradas do ar publicações na internet associando o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) a um suposto ataque à Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.
Na decisão assinada na noite desta segunda-feira (28), Fux determinou que a ordem de Dino, que havia mandado manter os posts no ar, fique suspensa ao menos até que o plenário do STF analise o caso.
Entre as postagens derrubadas por Mendonça está uma do humorista Antonio Tabet, que em uma rede social veiculou uma foto de imagem religiosa com a legenda: “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”.
Dino atendeu a um recurso de Tabet e derrubou a decisão de Mendonça, sob a justificativa de proteger a liberdade de expressão e com o argumento de que a publicação do humorista não fazia menção ao nome do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.
A defesa do candidato então recorreu a Fux, que é relator de uma ação sobre o Marco Civil da Internet em que o STF decidiu que as plataformas têm a obrigação ativa de retirar do ar conteúdos que ameacem a democracia.
Em sua decisão, Fux disse que não fez juízo de valor a respeito da suposta violação da liberdade de expressão e disse que tal julgamento deve ser feito pelo plenário. O ministro destacou a gravidade de se suspender uma decisão do TSE às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial, marcado para o próximo domingo (4).
"Faz sentido que este Supremo Tribunal Federal determine a veiculação de notícia comprovadamente falsa? Não!”, escreveu Fux.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 42% das intenções de voto, contra 41% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma simulação de segundo turno para a Presidência da República, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2). A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos, para mais ou para menos, o que caracteriza empate técnico entre os dois candidatos.
No cenário, 13% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco ou nulo ou que não pretendem votar. Outros 4% não souberam ou não responderam à pergunta.
O levantamento também apresentou outras quatro simulações de segundo turno. Contra Renan Santos, do Missão, Lula aparece com 43%, enquanto o adversário registra 36%. Nesse cenário, 17% declararam voto branco ou nulo ou disseram que não votariam, e 4% permanecem indecisos.
Na disputa simulada com Romeu Zema (Novo), o presidente alcança 44%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais aparece com 33%. Os votos brancos ou nulos e aqueles que não pretendem votar somam 19%, enquanto os indecisos representam 4%.
Outro cenário testado pela Quaest coloca Lula diante de Ronaldo Caiado (PSD). O petista registra 42%, enquanto o governador de Goiás aparece com 37%. Nesse caso, 17% afirmam que votariam em branco ou nulo ou que não votariam, e 4% não souberam responder.
O instituto também simulou, pela primeira vez no levantamento, uma disputa entre Lula e o escritor Augusto Cury (Avante). O presidente aparece com 40%, enquanto Cury soma 34%. Os eleitores que escolheriam branco ou nulo ou que não pretendem votar representam 21%, e 5% estão indecisos.
A pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores em todo o país, por meio de entrevistas presenciais realizadas entre 30 de agosto e 1º de setembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%.
O levantamento foi contratado pelo Grupo Globo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07065/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança da corrida presidencial no primeiro turno, com 37% das intenções de voto, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira. O levantamento, contratado pelo jornal O GLOBO e pela Globo, mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) em segundo lugar, com 30%, enquanto o escritor Augusto Cury (Avante) alcança 10% e ocupa a terceira posição.
A sondagem é a primeira realizada pelo instituto após o início da propaganda eleitoral no rádio e na televisão. O cenário principal apresentado aos entrevistados considera a presença de Pablo Marçal (PRTB), que aparece com 1% das intenções de voto.
O desempenho de Augusto Cury é um dos destaques do levantamento. O candidato registra 10%, oito pontos percentuais acima do resultado apresentado na pesquisa divulgada em 14 de agosto, quando tinha 2%. Os levantamentos, porém, não podem ser comparados diretamente, porque a composição das candidaturas foi alterada. Na pesquisa anterior, Leonardo Avalanche aparecia como candidato do PRTB, enquanto o levantamento atual considera Pablo Marçal.
Na sequência de Cury, Renan Santos (Missão) aparece com 3% das intenções de voto. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) registram 1% cada, mesmo percentual atribuído a Pablo Marçal. Samara Martins (UP) não aparece entre os candidatos com percentual destacado no cenário informado.
O levantamento aponta ainda que 7% dos entrevistados afirmam que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas. Outros 11% ainda não decidiram em quem votar.
Quando Pablo Marçal é retirado da lista de candidatos apresentada aos entrevistados, os números dos principais concorrentes sofrem pouca alteração. Lula permanece com 37%, enquanto Flávio Bolsonaro passa de 30% para 29%. Augusto Cury mantém os mesmos 10%.
A nova pesquisa foi realizada após o começo da propaganda eleitoral gratuita e das inserções dos candidatos ao longo da programação das emissoras de rádio e televisão. No período, os principais nomes da disputa também participaram de agendas e entrevistas consideradas relevantes para a campanha presidencial.
Para chegar aos resultados, a Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-07065/2026.
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) decidiu apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha presidencial deste ano. A decisão foi oficializada em convenção nacional do partido, na tarde desta segunda-feira (20), em Brasília.
O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, justificou a aliança com a luta dos partidos de esquerda e centro-esquerda contra a extrema direita. E, por isso, exaltou o apoio a Lula, do Partido dos Trabalhadores (PT).
A convenção do PDT teve a participação de Lula, que discursou aos presentes.
Lula deverá tentar a reeleição, mas oficialmente, ainda é pré-candidato. A convenção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) ocorrerá apenas no dia 2 de agosto.
A Agência Brasil vai acompanhar os resultados das convenções nacionais partidárias. As próximas convenções com datas marcadas são:
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta segunda-feira (20) que 158.745.463 eleitores estarão aptos a exercer o direito de votar nas eleições presidenciais de outubro.
A Justiça Eleitoral registrou crescimento de 2.291.452 (1,46%) eleitores em relação ao pleito de 2022.
Eleições
O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República.
O segundo turno está marcado para o dia 25 e pode ocorrer na disputa para os cargos de governador e presidente. Os eleitores voltarão às urnas se nenhum dos candidatos obtiver mais de 50% dos votos válidos, excluindo brancos e nulos, no primeiro turno.
De acordo com dados do TSE, a Região Norte do país ganhou o maior número de eleitores em relação ao último pleito presidencial. Houve aumento de 548.944 eleitores, número que representou alta de 4,37% no eleitorado regional. Em 2022, 12.560.410 pessoas estavam aptas a votar. Neste ano, serão 13.109.354.
Exterior
O eleitorado no exterior apresentou aumento de 31,82%. O número de brasileiros que vive fora do país passou de 697.078 para 918.876 pessoas. Quem está no exterior só pode votar para presidente da República.
Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (20) mostra que o cenário de um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026 segue sem alterações em relação ao levantamento anterior. De acordo com os números, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 43%, mantendo a diferença de quatro pontos percentuais observada na pesquisa divulgada em maio.
O levantamento revela ainda que 1% dos entrevistados disseram não saber em quem votariam ou preferiram não responder, enquanto 8% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos. Na rodada anterior, realizada em 22 de maio, os percentuais eram de 47% para Lula e 43% para Flávio Bolsonaro, demonstrando estabilidade no cenário de segundo turno.
Segundo o instituto, os dados foram coletados entre os dias 17 e 19 de junho, com entrevistas presenciais realizadas com 2.004 eleitores em diferentes regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.
O ministro Kassio Nunes Marques tomou posse nesta terça-feira (12) no cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão responsável pela organização das eleições presidenciais de outubro.
Ele assumiu o cargo deixado pela ministra Cármen Lúcia, que encerrou seu mandato de dois anos à frente da Corte. O ministro André Mendonça foi empossado na vice-presidência.
A cerimônia foi acompanhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), além de outras autoridades dos Três Poderes. Cerca de 1,5 mil pessoas foram convidadas.
A escolha do presidente do TSE ocorre por antiguidade entre os ministros que também compõem o Supremo Tribunal Federal (STF).
O TSE é formado por sete ministros, sendo três do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados indicados pelo presidente da República, além dos respectivos substitutos.
Com a posse, a nova composição de ministros será formada por Nunes Marques, André Mendonça, Cármen Lúcia, Antonio Carlos Ferreira (STJ), Ricardo Villas Boas Cueva (STJ), Floriano Azevedo Marques (jurista) e Estela Aranha (jurista).
Ainda na noite de hoje, será realizado um coquetel restrito a convidados. O evento ocorrerá em uma casa de festas de Brasília e será custeado por uma associação de juízes federais. O ingresso foi vendido por R$ 800.
Levantamento divulgado nesta terça-feira (3) pelo instituto Real Time Big Data indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece na liderança em todos os cenários testados para o primeiro turno das eleições presidenciais. O estudo avaliou tanto a manifestação espontânea dos eleitores quanto simulações estimuladas e projeções para um eventual segundo turno.
Na pesquisa espontânea, Lula registra 29% das intenções de voto, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro, com 19%. Jair Bolsonaro aparece com 4%, enquanto Ratinho Junior e Tarcísio de Freitas somam 2% cada.
No primeiro cenário estimulado, Lula alcança 39%, contra 32% de Flávio Bolsonaro. Ratinho Junior aparece com 9%, enquanto Romeu Zema, Aldo Rebelo e Renan Santos marcam 2% cada. Nulos e brancos somam 7%, mesmo percentual dos que não souberam ou não responderam.
No segundo cenário, Lula sobe para 40% e Flávio Bolsonaro registra 34%. Eduardo Leite aparece com 4%, Romeu Zema com 3% e Aldo Rebelo e Renan Santos com 2% cada. Nulos e brancos ficam em 7%, e 8% não souberam ou não responderam.
Já no terceiro cenário estimulado, Lula mantém 40%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 33%. Ronaldo Caiado aparece com 5%, Romeu Zema com 3%, e Aldo Rebelo e Renan Santos com 2% cada. Nulos e brancos somam 7%, e 8% não souberam ou não responderam.