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Alcançar os autores e demais envolvidos na morte do investigador Adailton Oliveira Rocha é a principal finalidade das ações da Polícia Civil da Bahia. Na manhã desta sexta-feira (17), equipes dos Departamentos Operacionais da Instituição realizam buscas em quatro pontos do bairro de Tancredo Neves. O objetivo é coletar mais informações para complementar as apurações do crime.
Antes de sair para a operação, as equipes homenagearam o investigador e o policial militar mortos, ligando sirenes e sinais luminosos das viaturas, em um gesto de respeito e reconhecimento. Policiais militares e federais também homenagearam os servidores. O Delegado-Geral, André Viana, acompanha em campo as ações desta sexta-feira.
Além das diligências, análises de dados digitais com o uso de tecnologia dedicada à investigação estão em curso. Os mais de 100 policiais civis também averiguam informações repassadas pela população para o Disque Denúncia da Secretaria de Segurança Pública (SSP). As pessoas podem ligar para o 181 e não precisam se identificar.
O Delegado-Geral, André Viana, mais uma vez lamentou a perda e afirmou o compromisso com a responsabilização de todos os envolvidos no crime. “Essa é a hora que vamos usar toda nossa energia e força, por meio da nossa razão de ser, que é a investigação policial. Porém, vamos trabalhar ainda mais pelo bem dos cidadãos e de forma mais técnica e cirúrgica, priorizando os cuidados com a vida dos policiais e da família”, afirmou.
O Disque Denúncia da Secretaria da Segurança Pública agora é 181. A mudança deixou ainda mais fácil prestar informações sobre criminosos ou relatar ações ilícitas. O tradicional 3235-0000 mudou para 181 e passou a receber chamadas de celular, de forma gratuita. A ação também padroniza o número, conhecido em todo o Brasil como o principal canal de comunicação anônima entre a polícia e a população. “É uma padronização necessária, porque vai permitir que pessoas que não tinham condições de custear uma ligação normal possam contribuir com a segurança da sua rua, do seu bairro, ajudando a polícia a fazer o seu trabalho”, afirmou o secretário da SSP, Ricardo Mandarino. O Disque Denúncia funciona na Bahia há 16 anos, auxiliando, principalmente, nas investigações e localização de criminosos. O setor recebe as informações fornecidas pela população de forma anônima e repassa às unidades policiais para auxiliar na elucidação de casos, bem como para orientar a distribuição das equipes ostensivas nos locais conflagrados apontados pelos denunciantes.