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O jornalista e advogado Raimundo Marinho dos Santos faleceu na madrugada deste sábado (21), aos 76 anos, em Salvador, onde residia há vários anos. Natural de Livramento de Nossa Senhora, ele enfrentava problemas de saúde e estava em tratamento na capital baiana.
Graduado em Jornalismo em 1975 e em Direito em 1983 pela Universidade Federal da Bahia, também possuía especialização na área jurídica. Ao longo de sua trajetória, conciliou a atuação na comunicação com o exercício da advocacia, mantendo presença ativa no cenário regional.
Raimundo foi fundador e responsável pelo portal de notícias “Mandacaru da Serra”, espaço voltado à cobertura de temas políticos, administrativos e sociais de Livramento e região. A publicação se destacou pela abordagem opinativa e pelo incentivo ao debate público sobre questões municipais. Além do trabalho digital, participou de programas em emissoras de rádio locais e publicou obras voltadas à memória e à reflexão jurídica.
Com forte ligação com sua terra natal, também teve participação no cenário político municipal, mantendo atuação constante no debate público. A morte do comunicador representa uma perda para o jornalismo regional e para a comunidade livramentense. Informações sobre velório e sepultamento não haviam sido divulgadas até o fechamento desta matéria.
Na semana passada, a deputada Yandra Moura (União-SE) apresentou, na Câmara dos Deputados, um Projeto de Lei que estabelece o piso salarial nacional dos radialistas em R$ 4.236,00, para uma jornada de 30 horas semanais. A proposta representa um marco na luta pela valorização dos profissionais de rádio, que desempenham papel essencial na comunicação e na informação em todo o país.
A iniciativa dá continuidade ao trabalho iniciado pelo ex-deputado André Moura, que sempre defendeu melhores condições salariais e o reconhecimento da importância da categoria. Durante a apresentação do projeto, Yandra Moura também destacou a necessidade de avançar na aprovação da carteira profissional dos radialistas, atualmente em debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O Projeto de Lei conta com o apoio da Federação Nacional dos Radialistas (FENARTE) e da Federação Interestadual dos Radialistas (FITERT), entidades que atuam de forma conjunta há anos pela garantia de direitos e pela valorização dos trabalhadores da radiodifusão.
Segundo a deputada, o reconhecimento do piso salarial é um passo fundamental para assegurar melhores condições de trabalho e fortalecer o setor de comunicação, que tem papel estratégico no fortalecimento da democracia. “Os radialistas são vozes que chegam diariamente a milhões de brasileiros, informando, educando e entretendo. É mais do que justo que essa categoria seja valorizada como merece”, afirmou Yandra Moura.
A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) realizou, nesta segunda-feira (7), um tributo póstumo à jornalista Wanda Chase, com a presença de amigos, admiradores, colegas de profissão e ativistas do movimento negro e da cultura na Bahia. A sessão especial foi dirigida pela presidente da Casa, deputada Ivana Bastos, que conduziu a cerimônia de entrega, in memoriam, do Título de Cidadã Baiana a familiares da homenageada, que faleceu na última quinta-feira (3). A honraria foi proposta pela Bancada do PT, liderada pela deputada Fátima Nunes (PT), e a solenidade prestigiada pelos deputados Marcelino Galo (PT), Maria del Carmen (PT), Olívia Santana (PC do B), Marcone Amaral (PSD), Ludmilla Fiscina (PV) e Raimundinho da JR (PL).
Antes do início da cerimônia, a presidente Ivana Bastos, em um gesto de acolhimento, prestou condolências aos familiares, dispostos na primeira fila do Plenário Orlando Spinola – os irmãos Nair, Thelma, Jefferson e Carlos, além dos sobrinhos Carlos Jefferson e Amado, este acompanhado da esposa Luana Alves. Depois, ratificou em pronunciamento, dirigindo-se “à família de Wanda Chase, que nos honra com sua presença: recebam, neste momento, não apenas o título simbólico que o Estado da Bahia entrega a essa grande mulher. Recebam também o nosso afeto, o nosso abraço coletivo e a certeza de que ela vive. Vive em cada canto de Salvador, nas redações, nas telas, nas salas de aula, nas lutas do povo preto e no coração de cada profissional”.
A coincidência da homenagem no Dia do Jornalista foi ressaltada pela presidente da ALBA, “uma coincidência carregada de simbolismo, como se o tempo também quisesse prestar sua reverência à mulher que fez do jornalismo não apenas profissão, mas missão de vida”, destacou, parabenizando todos os profissionais da Bahia e do Brasil “que, como Wanda, enfrentam os desafios diários de informar com ética, coragem e compromisso com a verdade”. A chefe do Parlamento baiano definiu a solenidade como “um instante de memória, reverência e ternura silenciada pela ausência (…) de uma mulher que fez da palavra sua arma, do microfone seu altar, e da luta pela justiça sua missão”.