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A Prefeitura de Brumado, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente (SEMAR), realizou nesta quarta-feira a cerimônia de abertura da Jornada Ecológica – Campanha Junho Verde, iniciativa voltada à promoção da educação ambiental e ao fortalecimento da consciência ecológica entre os estudantes da rede municipal de ensino.
A ação integra as atividades da Campanha Junho Verde, instituída pela Lei Federal nº 14.393/2022, e tem como público-alvo os alunos do 9º ano da Rede Municipal de Ensino. O objetivo é estimular a construção de conhecimentos e valores voltados à conservação dos recursos naturais e ao desenvolvimento sustentável. As atividades nas escolas do município tiveram início no dia 27 de maio e seguem até o dia 19 de junho.
Durante a abertura, foi destacada a importância da celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, e a necessidade de ampliar as discussões sobre os desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela degradação ambiental. Também foi ressaltada a relevância da preservação da Caatinga, bioma característico da região, e o papel da sociedade na construção de um futuro mais sustentável.
A mesa de honra foi composta pelo presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável, Cláudio Meira Ribas; pelo secretário municipal de Agricultura, Recursos Hídricos e Meio Ambiente, Agno Meira Santos; pelo coordenador do Serviço Territorial de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF), José Luiz Alves Ataíde; e pelo secretário municipal de Cultura, José Ribeiro Neves, além de outras autoridades presentes.
Após os pronunciamentos, os participantes acompanharam a apresentação do Projeto Jornada Ecológica – Campanha Junho Verde, conduzida pelo coordenador da Divisão de Educação Ambiental da SEMAR, professor Jorge Valério Rocha Gomes. Em seguida, a coordenadora do Ensino Fundamental II da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), professora Ana Lúcia Gama de Oliveira, abordou a educação ambiental como tema transversal no ambiente escolar e apresentou resultados das ações desenvolvidas na rede municipal.
À primeira vista, o chão por vezes com aspecto seco e a vegetação rala da Caatinga podem enganar os desavisados. Mas por trás da aparência supostamente inóspita e resistente que ainda permeia a imaginação de senso comum sobre o bioma tipicamente nordestino, pulsa um dos maiores trunfos ambientais do Brasil na luta contra o aquecimento global. Estudos recentes revelam que o bioma semiárido, único do mundo exclusivamente brasileiro, é surpreendentemente eficiente na captura de carbono — processo fundamental para reduzir os níveis de CO? na atmosfera. E é exatamente nesse contexto que a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) tem se colocado na linha de frente da proteção e valorização desse patrimônio natural, cuja importância é celebrada nesta segunda (28), Dia Nacional da Caatinga. Ao contrário do que se poderia sugerir para um bioma que carimba a paisagem de uma região semiárida, a vegetação da Caatinga é altamente eficiente no processo de fotossíntese. "Mesmo sendo um bioma de clima seco, a Caatinga tem mostrado uma capacidade extraordinária de ajudar nesse equilíbrio climático. As plantas são verdadeiras especialistas em aproveitar cada gota de chuva: quando chove, elas rapidamente "acordam", crescem e realizam uma intensa fotossíntese, retirando grandes quantidades de CO² da atmosfera em pouco tempo", explica o professor John Elton Cunha, do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). O pesquisador também destaca a Caatinga como um dos ecossistemas mais eficazes da América do Sul neste serviço ambiental. “Enquanto a Amazônia é reconhecida por sua capacidade contínua de absorver carbono ao longo do ano, a Caatinga se notabiliza pela velocidade e eficiência com que realiza esse processo em seus ciclos sazonais”, comentou. Desde 2010, o Observatório Nacional da Caatinga — uma rede multidisciplinar integrada por 13 universidades brasileiras, seis institutos de pesquisa e cinco instituições internacionais —, parceiro da Sudene, monitora a dinâmica do carbono, da água e da energia no Semiárido brasileiro, por meio de torres instaladas em áreas de vegetação nativa e pastagens. Os resultados indicam que, em áreas de Caatinga hipoxerófila (mais úmidas), o sequestro de carbono pode chegar a 5 toneladas por hectare/ano. Já em áreas hiperxerófilas (mais secas), a média varia entre 1,5 e 2,5 toneladas. Outro dado diz respeito à eficiência no uso do carbono: a Caatinga retém, em média, 45% do CO? absorvido, superando todos os outros tipos de florestas estudadas até hoje. Em termos de eficiência hídrica, o bioma também se destaca, fixando entre 2,7 e 5,2 kg de CO? por metro cúbico de água transpirada.
A Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe) Caatinga formou 28 policiais militares no ‘Curso de Adaptação à Caatinga’ (CAC). A solenidade ocorreu na tarde da quinta-feira (17). Dos 43 participantes que iniciaram as aulas, 41 são PMs baianos e dois do estado do Piauí. A capacitação aconteceu entre os dias 7 e 16 de novembro. Os militares foram instruídos e passaram por aulas práticas e teóricas para nivelamento na Caatinga, bioma exclusivo do Brasil. O comandante da Cipe Caatinga, major Ednaldo Siqueira Vieira, explicou como foi o curso. “As aulas foram divididas em duas fases, sendo a primeira realizada em Juazeiro. Nesta, os participantes tiveram noções sobre clima, solo e ambiente. A segunda fase foi de adaptação e aconteceu em nossa base operacional, na cidade de Chorrochó”, contou o oficial.