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Uma série de ações desenvolvidas pela Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (CIPPA/Lençóis) resultou no resgate e na destinação adequada de 28 aves silvestres em diferentes municípios baianos. As atividades foram realizadas nesta terça-feira (9) e reforçam o trabalho de preservação da fauna nativa e de combate à manutenção irregular de animais em cativeiro.
No município de Barreiras, equipes do policiamento ambiental realizaram rondas preventivas no bairro Vila Rica, onde o trabalho de conscientização junto à população contribuiu para a entrega voluntária de cinco aves silvestres e sete gaiolas. Os animais foram encaminhados para os procedimentos necessários junto aos órgãos ambientais competentes.
Já na zona rural de Lapão, nas localidades de Aguada Nova, Lagoa dos Porcos e Bonzão I, a atuação das equipes possibilitou o resgate de 16 aves. Após avaliação das condições dos animais, eles foram considerados aptos para retornar à natureza e reintegrados ao seu habitat natural. As gaiolas utilizadas para mantê-los em cativeiro foram destruídas.
Outra ação ocorreu no município de Ibicoara, durante a Operação Protetores do Bioma. Na oportunidade, os policiais ambientais localizaram sete aves silvestres mantidas irregularmente. Após análise técnica, os animais foram devolvidos à natureza e os recipientes utilizados para o cativeiro foram inutilizados.
O balanço das operações demonstra a importância da união entre fiscalização, educação ambiental e participação da comunidade para a proteção da biodiversidade. Segundo a corporação, as ações fazem parte das estratégias permanentes de preservação da fauna silvestre e de combate aos crimes ambientais em diversas regiões da Bahia.
Potencial nutritivo das chamadas Plantas Alimentícias Não Convencionais despertou interesse dos jovens cientistas
O interesse pelas Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) vem crescendo em todo o mundo. Muito disso gira em torno de discussões sobre alimentação saudável, biodiversidade e gastronomia contemporânea. Rica em proteína e ferro, a ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata) é um exemplo que tem chamado a atenção de profissionais da saúde e da gastronomia.
O potencial dessas “plantinhas” estimulou a professora Siderleia Rocha e os estudantes Samuel Oliveira, Rian Lima, Saullo Oliveira e Jefferson Oliveira, do Colégio Estadual de Tempo Integral Sinésio Costa, localizado no município de Riacho de Santana, a criarem uma barra de cereal à base de ora-pro-nóbis.
“A ideia de desenvolver uma barrinha de proteína surgiu a partir do interesse em utilizar PANCs na alimentação cotidiana, valorizando alimentos nutritivos e pouco explorados. A ora-pro-nóbis foi escolhida por ser rica em proteínas, fibras e vitaminas, além de ser acessível e fácil de cultivo”, explica Siderleia.
Empolgados com o resultado do projeto, os jovens cientistas, que já pensam em patentear a ideia e empreender, destacam os diferenciais do produto. “Ao contrário de muitas opções industrializadas, nossa barrinha é um produto artesanal, livre de aditivos químicos e processos ultraprocessados. Além disso, utilizamos ingredientes como mel e castanhas para garantir uma formulação estável e funcional, unindo saúde e praticidade”, dizem.