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O Governo da Bahia criou o Refúgio da Vida Silvestre Serra da Chapadinha, unidade de conservação de proteção integral que abrange aproximadamente 18 mil hectares entre os municípios de Itaetê, Ibicoara, Mucugê e Iramaia, na Chapada Diamantina. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado na segunda-feira (31).
A área foi criada para preservar ambientes naturais e proteger espécies da fauna e da flora, além de garantir condições para reprodução e manutenção da biodiversidade.
O decreto estabelece que um Plano de Manejo deverá ser elaborado em até cinco anos. Enquanto o documento não for concluído, ficam proibidas atividades que possam comprometer a conservação da área, como mineração, caça, introdução de espécies invasoras e uso de substâncias que prejudiquem os atributos naturais do local.
A unidade também poderá receber ações de educação ambiental, visitação, atividades culturais e recreativas, fiscalização, combate a incêndios, recuperação de áreas degradadas e monitoramento ambiental, desde que sejam compatíveis com os objetivos de preservação.
Em dez dias de ações de fiscalização, 205 hectares de desmatamento ilegal de remanescentes de Mata Atlântica foram constatados na Bahia. O balanço faz parte da Operação Mata Atlântica em Pé 2026, realizada simultaneamente nos 17 estados abrangidos pelo bioma entre os dias 17 e 27 de agosto. No estado, a ação mobilizou o Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), a Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) e a Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Cippa). As equipes percorreram as regiões do litoral norte e do sudoeste baiano, alcançando nove municípios.
Os ilícitos ambientais foram identificados a partir da fiscalização remota e presencial de 121 alertas de desmatamento obtidos por sistemas de monitoramento remoto, como oMATA ATLÂNTICA EM PÉ MapBiomas Alerta. A partir deles, foram identificadas as áreas ilegalmente desmatadas, com a aplicação, em campo, de 63 Autos de Infração de Interdição Temporária, um Auto de Advertência, dois Autos de Apreensão, cinco Autos de Destruição de Fornos e onze notificações.
A fiscalização na Bahia foi coordenada pelo Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (Ceama) do MPBA, em conjunto com o Inema e a Coppa, comandada pela tenente-coronel Érica Patrícia. O coordenador do Ceama, promotor de Justiça Augusto César Matos, destacou a importância da fiscalização para a preservação e a recuperação da Mata Atlântica. “A riqueza desse bioma é vital para o equilíbrio ecológico dos MATA ATLÂNTICA EM PÉecossistemas baiano e brasileiro. Por isso, a fiscalização é fundamental para assegurar sua preservação e recuperação, combatendo o desmatamento ilegal e contribuindo para a proteção da biodiversidade e dos recursos naturais”, afirmou.
Confirmadas as irregularidades, os responsáveis ficam sujeitos à aplicação de multas e demais sanções administrativas, além da obrigação de reparar integralmente os danos ambientais e climáticos, sem prejuízo da apuração de responsabilidade nas esferas cível e criminal. As áreas desmatadas ilegalmente também podem sofrer restrições relacionadas ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), ao acesso ao crédito rural e a outros instrumentos previstos na legislação ambiental.
A Prefeitura de Livramento de Nossa Senhora oficializou, na sexta-feira (17), uma parceria com o Projeto Poli-LAC – Ação Regional para Melhorar a Proteção dos Insetos Polinizadores e dos Serviços de Polinização na América Latina e no Caribe, reforçando o compromisso da gestão municipal com a preservação ambiental, o fortalecimento da agricultura e o desenvolvimento sustentável.
A reunião contou com a participação da prefeita Joanina Sampaio, do secretário municipal de Agricultura, Ricardo Juvelino, das coordenadoras da equipe de campo do Projeto Poli-LAC, Maura Pezzato e Catarina Camargo, além do coordenador de projetos da Associação do Semiárido da Microrregião de Livramento (ASAMIL), Dilto Aguiar.
Durante o encontro, o município declarou apoio institucional ao projeto, reconhecendo a importância da conservação dos insetos polinizadores para a biodiversidade, o equilíbrio dos ecossistemas, a produção agrícola e a geração de renda das comunidades rurais. Na ocasião, a administração municipal reafirmou o compromisso de colaborar com a execução das ações previstas pelo Poli-LAC, oferecendo apoio institucional e promovendo a articulação necessária para o desenvolvimento das atividades no município.
O Projeto Poli-LAC tem como objetivo proteger os insetos polinizadores nativos e manejados, fundamentais para a produção de alimentos e para a manutenção dos serviços ecossistêmicos. A iniciativa é implementada no Brasil pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), e financiada pelo Ministério Federal Alemão para o Meio Ambiente, Conservação da Natureza, Segurança Nuclear e Proteção ao Consumidor (BMUV), por meio da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI).
O projeto também conta com o apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), da Rede Brasileira de Interações Planta-Polinizador (REBIPP), da Fundação de Apoio à Cultura, Ensino, Pesquisa e Extensão de Alfenas (FACEPE), além dos Ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.
Com atuação em Brasil, Costa Rica, México, Paraguai e Peru, o Poli-LAC busca fortalecer políticas públicas e práticas sustentáveis de conservação dos polinizadores. Em Livramento de Nossa Senhora, a ASAMIL foi selecionada pelo projeto para prestar assistência técnica e extensão rural aos produtores que aderirem à iniciativa, ampliando o alcance das ações e contribuindo para uma agricultura mais sustentável no município.
Uma série de ações desenvolvidas pela Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (CIPPA/Lençóis) resultou no resgate e na destinação adequada de 28 aves silvestres em diferentes municípios baianos. As atividades foram realizadas nesta terça-feira (9) e reforçam o trabalho de preservação da fauna nativa e de combate à manutenção irregular de animais em cativeiro.
No município de Barreiras, equipes do policiamento ambiental realizaram rondas preventivas no bairro Vila Rica, onde o trabalho de conscientização junto à população contribuiu para a entrega voluntária de cinco aves silvestres e sete gaiolas. Os animais foram encaminhados para os procedimentos necessários junto aos órgãos ambientais competentes.
Já na zona rural de Lapão, nas localidades de Aguada Nova, Lagoa dos Porcos e Bonzão I, a atuação das equipes possibilitou o resgate de 16 aves. Após avaliação das condições dos animais, eles foram considerados aptos para retornar à natureza e reintegrados ao seu habitat natural. As gaiolas utilizadas para mantê-los em cativeiro foram destruídas.
Outra ação ocorreu no município de Ibicoara, durante a Operação Protetores do Bioma. Na oportunidade, os policiais ambientais localizaram sete aves silvestres mantidas irregularmente. Após análise técnica, os animais foram devolvidos à natureza e os recipientes utilizados para o cativeiro foram inutilizados.
O balanço das operações demonstra a importância da união entre fiscalização, educação ambiental e participação da comunidade para a proteção da biodiversidade. Segundo a corporação, as ações fazem parte das estratégias permanentes de preservação da fauna silvestre e de combate aos crimes ambientais em diversas regiões da Bahia.
Potencial nutritivo das chamadas Plantas Alimentícias Não Convencionais despertou interesse dos jovens cientistas
O interesse pelas Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) vem crescendo em todo o mundo. Muito disso gira em torno de discussões sobre alimentação saudável, biodiversidade e gastronomia contemporânea. Rica em proteína e ferro, a ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata) é um exemplo que tem chamado a atenção de profissionais da saúde e da gastronomia.
O potencial dessas “plantinhas” estimulou a professora Siderleia Rocha e os estudantes Samuel Oliveira, Rian Lima, Saullo Oliveira e Jefferson Oliveira, do Colégio Estadual de Tempo Integral Sinésio Costa, localizado no município de Riacho de Santana, a criarem uma barra de cereal à base de ora-pro-nóbis.
“A ideia de desenvolver uma barrinha de proteína surgiu a partir do interesse em utilizar PANCs na alimentação cotidiana, valorizando alimentos nutritivos e pouco explorados. A ora-pro-nóbis foi escolhida por ser rica em proteínas, fibras e vitaminas, além de ser acessível e fácil de cultivo”, explica Siderleia.
Empolgados com o resultado do projeto, os jovens cientistas, que já pensam em patentear a ideia e empreender, destacam os diferenciais do produto. “Ao contrário de muitas opções industrializadas, nossa barrinha é um produto artesanal, livre de aditivos químicos e processos ultraprocessados. Além disso, utilizamos ingredientes como mel e castanhas para garantir uma formulação estável e funcional, unindo saúde e praticidade”, dizem.