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Cinco municípios baianos aparecem entre as dez cidades com as maiores taxas de mortes violentas intencionais (MVIs) do país, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (23). O levantamento utiliza como base o número de ocorrências para cada 100 mil habitantes.
As mortes violentas intencionais englobam homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes de agentes de segurança e óbitos decorrentes de intervenção policial.
Entre os municípios baianos que integram o ranking estão Eunápolis, que ocupa a segunda colocação nacional, com taxa de 85,1 mortes por 100 mil habitantes; Porto Seguro, em quarto lugar (71,2); Simões Filho, na quinta posição (68,1); Jequié, em sexto (67,4); e Juazeiro, na décima colocação (55,8).
O ranking é formado exclusivamente por cidades da região Nordeste. Além dos cinco municípios baianos, a lista inclui Maranguape, Maracanaú e Caucaia, no Ceará, Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, e Santa Rita, na Paraíba.
Ranking das 10 cidades com maiores taxas de mortes violentas intencionais
Os dados reforçam o cenário já apontado pelo Atlas da Violência 2026, que também destacou Jequié, Juazeiro, Porto Seguro e Simões Filho entre os municípios brasileiros com elevados índices de violência. O estudo reúne informações consolidadas de segurança pública e serve como um dos principais indicadores para o monitoramento da criminalidade no país.
O Brasil registrou um crime de estupro a cada seis minutos em 2023. Com um total de 83.988 casos de estupros e estupros de vulneráveis registrados e um aumento de 6,5% em relação a 2022 o país atingiu um triste recorde. As mulheres são a maioria das vítimas e os agressores estão, na maior parte das vezes, dentro de casa. Os dados são do 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (18), pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Além do recorde em estupros, a publicação aponta o aumento dos registros em todas as modalidades de violência contra a mulher no país e mostra que o perfil dos agressores é constante: quase a totalidade é homem - algo que pode parecer óbvio sobretudo para as mulheres, mas, como defende o Fórum, é preciso ser lembrado principalmente quando se pensa em políticas públicas para prevenir esse crime. Segundo o anuário, de todas as ocorrências de estupro verificadas em 2023, 76% correspondem ao crime de estupro de vulnerável, tipificado na legislação brasileira como a prática de conjunção carnal ou ato libidinoso com vítimas menores de 14 anos ou incapazes de consentir por qualquer motivo, como deficiência ou enfermidade. O perfil das vítimas não mudou significativamente em relação aos anos anteriores. São meninas (88,2%), negras (52,2%), de no máximo 13 anos (61,6%). Também não houve, de acordo com a publicação, variações na autoria e no local do crime: 84,7% dos agressores são familiares ou conhecidos, que cometem a violação nas próprias residências das vítimas (61,7%). As vítimas de até 17 anos compõem 77,6% de todos os registros.