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Na manhã desta quinta-feira (04), a Polícia Federal (PF) apresentou o laudo sobre a investigação do incêndio no Museu Nacional, ocorrido em setembro do ano passado e que consumiu a maior parte do acervo de 12 mil peças da instituição localizada na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. De acordo com informações do Portal Terra, a causa mais provável para o início do fogo foi um curto-circuito em um aparelho de ar-condicionado instalado no auditório localizado no térreo da edificação. A conclusão dos peritos servirá para embasar inquérito da PF para apontar possíveis responsáveis, que poderão responder criminalmente. Nos dias que se seguiram ao incêndio, uma equipe formada por três peritos especializados em incêndio, dois em local de crime e dois em audiovisual e fotogrametria atuaram diretamente no museu para colher evidências, além de outros que trabalharam posteriormente para análise do material. Foi descartado incêndio criminoso ou mesmo a queda de um balão, sendo que "a causa mais provável", segundo a PF, foi um curto num ar-condicionado. O aparelho estaria funcionando sem respeitar as normas do fabricante. Segundo os peritos, nem todas as câmeras de monitoramento do museu estavam funcionando, sendo que nenhuma delas registrou o foco inicial do incêndio. Mas imagens captadas por alguns dos equipamentos e outras feitas por câmeras externas ou mesmo fotografias postadas na internet permitiram que os investigadores estudassem a dinâmica do fogo, concluindo que ele se iniciou no auditório localizado no térreo. A partir da conclusão dos peritos, a Polícia Federal tentará apontar os responsáveis. Eles poderão responder por incêndio culposo ou até mesmo doloso, mas não há previsão para conclusão do inquérito. "Ainda temos diligências em andamento", limitou-se a dizer o delegado Paulo Teles.
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