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A eleição do último domingo (4) marcou uma mudança significativa na trajetória política de Sandro Filho (PP). Aos 21 anos, o vereador de Salvador foi eleito deputado federal pela Bahia com 167.394 votos, tornando-se o parlamentar mais jovem já escolhido pelo eleitorado baiano para ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados. O resultado oficial aponta Sandro como o sexto candidato mais votado do estado para o cargo.
A votação de Sandro foi distribuída pelos 417 municípios da Bahia, segundo levantamentos publicados após a eleição. Em Salvador, principal base eleitoral do novo deputado, ele recebeu 57.880 votos, correspondentes a 4,23% dos votos válidos para deputado federal na capital.
O resultado também colocou Sandro à frente de diversos nomes conhecidos da política baiana. Na classificação geral, ele ficou atrás de Pastor Sargento Isidório, Antonio Brito, Neto Carletto, Daniel Alencar e Lucas Reis. A lista oficial do TSE confirma os 167.394 votos e a eleição pelo quociente partidário.
Com a eleição, Sandro supera o recorde anteriormente atribuído a Uldurico Júnior, que chegou à Câmara dos Deputados pela Bahia aos 22 anos. A idade de 21 anos é justamente o mínimo constitucional para ocupar o cargo de deputado federal.
A ascensão política de Sandro ocorreu em um intervalo curto. Em 2024, aos 19 anos, ele foi eleito vereador de Salvador com 12.565 votos. Dois anos depois, ampliou significativamente sua votação e conquistou uma vaga no Congresso Nacional, com posse prevista para fevereiro de 2027.
Para quem vai votar, completar 18 anos transforma o que antes era uma escolha em obrigação. Até os 70 anos, o comparecimento às urnas passa a ser obrigatório. A regra prevista na Constituição Federal varia de acordo com a idade e a alfabetização.
No Brasil, a obrigatoriedade do voto é válida para pessoas alfabetizadas de 18 a 70 anos. Para jovens de 16 e 17 anos, analfabetos e maiores de 70 anos, o voto é facultativo.
Quem tem voto facultativo
Jovens de 16 e 17 anos podem se alistar e votar, mas não são obrigados. Para participar das Eleições 2026, é preciso completar 16 anos até a data do 1º turno, em 4 de outubro.
O voto também é facultativo para pessoas analfabetas. Elas contam com recursos de acessibilidade na urna eletrônica e apoio para exercer esse direito.
A partir dos 70 anos, a votação deixa de ser obrigatória. A pessoa pode continuar a votar, mas não sofre nenhuma consequência se decidir não comparecer.
O que muda aos 18 anos
Ao completar 18 anos, o eleitor alfabetizado passa a ter o voto obrigatório. Assim, se o aniversário ocorrer antes da eleição, é preciso comparecer à seção eleitoral. Se a pessoa ainda tiver 17 anos no dia da votação, o voto permanece facultativo.
Quem é obrigado a votar e não comparece precisa justificar a ausência ou pagar a multa prevista pela Justiça Eleitoral.
O que acontece se não votar
Enquanto a situação não for regularizada, o eleitor pode enfrentar restrições previstas em lei, como a impossibilidade de obter passaporte ou carteira de identidade, inscrever-se em concurso público ou tomar posse em cargo ou função pública.
A justificativa pode ser apresentada no dia da eleição pelo aplicativo e-Título ou via Requerimento de Justificativa Eleitoral, que deve ser preenchido e apresentado nas mesas receptoras de votos ou instaladas para essa finalidade.
Após a votação, também é possível justificar a ausência pelo Autoatendimento Eleitoral, pelo e-Título ou de forma presencial em qualquer cartório dentro do prazo estabelecido, com a apresentação de documentos que comprovem o motivo.