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O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Esther Trindade Serra realizou, na última terça-feira (05), uma roda de conversa e oficina de confecção de capas para caderneta de vacinação de bebês com o grupo de gestantes “Mamãe Coruja”, vinculado ao Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF).
A atividade teve como objetivo orientar as futuras mães sobre a importância da vacinação infantil, destacando como as vacinas contribuem para a prevenção de doenças graves, salvam vidas e promovem a imunidade individual e coletiva. Durante o encontro, também foram esclarecidos os riscos extremamente baixos associados à vacinação, além dos possíveis efeitos colaterais, que geralmente são leves e temporários.
A ação foi conduzida pela psicóloga Flávia Marcília Diamantino Silva, técnica de referência responsável pelo grupo de gestantes do PAIF “Mamãe Coruja”. A palestra contou ainda com a participação da enfermeira Géssica Louzada Caires, convidada para conversar com as participantes sobre a relevância da imunização desde os primeiros meses de vida do bebê.
Além do momento informativo, as gestantes participaram de uma oficina conduzida pela facilitadora Marlúcia Gonçalves Meira, promovendo integração, aprendizado e fortalecimento de vínculos entre as participantes do grupo.
Às vésperas do Dia das Mães, o Brasil alcançou a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês. A imunização, oferecida de forma inédita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) , protege os recém-nascidos desde os primeiros dias de vida, fase em que o risco de complicações respiratórias é maior. Para celebrar a conquista, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, vacinou uma gestante em Lauro de Freitas (BA), onde também anunciou a construção da primeira maternidade municipal da região.
“O Brasil voltou a ser referência em vacinação. Alcançamos a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos e derrotamos o negacionismo daqueles que atacaram as vacinas e enfraqueceram o Programa Nacional de Imunizações. Em três anos e meio, reconstruímos o PNI, incorporamos novas vacinas e ampliamos, ano após ano, a proteção da população. Seguiremos fortalecendo o SUS para garantir mais acesso à imunização e mais saúde para todos os brasileiros”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Alcançamos a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos e derrotamos o negacionismo daqueles que atacaram as vacinas"
O avanço da vacinação já reflete nos indicadores de saúde infantil. Até 18 de abril de 2026, as internações de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR caíram 52% em comparação com o mesmo período de 2023, passando de 6,8 mil para 3,2 mil casos. Os óbitos também registraram queda de 63%, de 72 para 27 mortes.
A vacina foi incluída no SUS em 2025, após análise técnica e recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) . A medida representa um avanço significativo para a saúde pública, especialmente considerando que, na rede privada, a mesma vacina pode custar até R$ 1,5 mil.