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Respaldado pela Lei Antifacção sancionada este ano, o Estado da Bahia deu mais um passo importante no combate ao crime organizado e transferiu nas últimas horas, cinco líderes de facções para os presídios federais de Porto Velho (Rondônia) e Campo Grande (Mato Grosso do Sul).
A medida foi promovida de forma integrada pelas Secretarias Estaduais da Segurança Pública e de Administração Penitenciária e Ressocialização (SEAP), Ministério Público e Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN).
Os cinco faccionados possuem envolvimento direto com tráficos de drogas e armas, mortes violentas, lavagem de dinheiro e corrupção de menores, entre outros crimes.
Três detentos são ligados a uma facção carioca e tentaram, sem sucesso, empregar em localidades baianas o modus operandi de domínio territorial realizado em estados da região Sudeste do Brasil.
Os outros dois integram grupo que atua em parceria com uma organização criminosa paulista. Além de tráficos de drogas e armas, lavagem de dinheiro, corrupção de menores e mortes violentas, a dupla está diretamente ligada a um desvio de coletes balísticos do Exército Brasileiro, investigado pelas Forças Policiais da Bahia.
“Ressalto sempre que jamais permitiremos que o Estado seja subjugado por faccionados. Iniciamos a semana com mais esta ação integrada entre as Forças Estaduais e Federais, contra o crime organizado”, enfatizou o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner.
Oito pessoas foram presas durante a Operação Mercador, deflagrada nesta segunda-feira (28) pela Polícia Civil da Bahia. A ação cumpriu 25 mandados de busca e apreensão em quatro estados e resultou na apreensão de cinco veículos, nove celulares, três notebooks, três armas de fogo, munições, R$ 5 mil em espécie e documentos. A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 100 milhões em bens e valores dos investigados.
Na Bahia, foram realizadas quatro prisões, sendo três em Salvador e uma em Lauro de Freitas. Outras duas ocorreram na capital do Rio de Janeiro e duas no Ceará, nos municípios de Fortaleza e Icapuí. As diligências também foram realizadas em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
Entre os presos em Salvador está um casal residente no Rio de Janeiro, apontado pelas investigações como responsável pela liderança do esquema. Segundo a apuração, os dois utilizavam documentos falsificados para obter registros de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) e, assim, adquirir armas e munições. Armamentos comprados pelo grupo foram posteriormente apreendidos em poder de integrantes de organizações criminosas, indicando que seriam destinados à revenda para esses grupos.
Um dos investigados no Ceará, que já ocupou o cargo de vice-prefeito e exerceu mandato de vereador, é apontado como responsável pela lavagem dos recursos obtidos com a comercialização ilegal dos armamentos. A investigação identificou movimentações financeiras relacionadas a ele e ao casal.
A investigação foi conduzida pela Polícia Civil da Bahia, por meio da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (DESARME), unidade vinculada ao Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (DRACO), com apoio operacional do Departamento de Repressão e Combate ao Narcotráfico (DENARC), do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), do Departamento de Inteligência Policial (DIP) e do Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM).
A Polícia Civil deflagra a Operação Reino Oculto, na manhã desta quinta-feira (10), para desarticular um esquema interestadual de tráfico de armas e drogas e lavagem de capitais. Mandados judiciais são cumpridos em 23 bairros de Salvador e Região Metropolitana, além de dois municípios do interior baiano e seis cidades de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe.
As ações, realizadas por mais de 250 policiais civis, têm o apoio do Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (GAECO), do Ministério Público da Bahia (MPBA). De acordo com as investigações, iniciadas em março deste ano, foram identificadas as práticas de tráfico de drogas e associação, organização criminosa, comércio, posse e porte ilegais de armas de fogo e munições, além de lavagem de dinheiro.
Ainda segundo as apurações, o grupo criminoso movimentou mais de R$ 4 milhões e dividia as tarefas em núcleos de comando, gestão financeira, armazenamento, logística, distribuição e revenda das drogas, além do fornecimento de armas de fogo. Os criminosos enviavam as drogas para São Paulo, Espírito Santo e Sergipe, além de negociar armas de fogo e munições calibre 5,56, cujo transporte era realizado por meio de uma empresa de fachada.
As investigações são realizadas pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), e as ações contam com a atuação da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA), dos Departamentos de Polícia Metropolitana (Depom), de Polícia do Interior (Depin), de Inteligência Policial (DIP), de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil, além do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e das polícias civis de São Paulo, Espírito Santo e Sergipe.
Uma organização criminosa investigada por abastecer o mercado ilegal de armas de fogo na Bahia é alvo da Operação Exarmatio, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (11). A ofensiva cumpre 16 mandados de busca e apreensão nos municípios de Feira de Santana, Santo Estêvão e Aracaju (SE), além de bloquear judicialmente R$ 38 milhões em bens e valores vinculados aos investigados.
As investigações apontam que o grupo atua de forma estruturada na comercialização clandestina de armas de fogo, com atuação interestadual e divisão de funções entre seus integrantes. A operação busca desarticular a organização criminosa, interromper o fluxo financeiro do grupo e reunir novos elementos de prova para o avanço das investigações.
Coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO), a operação mobiliza cerca de 80 policiais civis, distribuídos em 20 equipes, responsáveis pelo cumprimento das medidas judiciais e pelo prosseguimento das investigações.
A Operação Exarmatio conta com o apoio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), por meio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Feira de Santana (DRFR/Feira de Santana), da Diretoria Regional de Polícia do Interior Leste (DIRPIN/Leste), por meio da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (1ª COORPIN/Feira de Santana), além da Polícia Civil de Sergipe.
As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos) deflagraram, nesta quarta-feira (8), uma operação para executar 274 mandados judiciais expedidos contra suspeitos de integrar facções criminosas em 16 estados brasileiros.
Os policiais cumprem medidas judiciais relacionadas à atuação de organizações criminosas, ao tráfico de drogas, de armas e lavagem de dinheiro.
De acordo com a Polícia Federal (PF), são 181 mandados de busca e apreensão, 93 de prisão, além de outras medidas cautelares autorizadas pelo Poder Judiciário.
As Ficcos são forças-tarefas permanentes, criadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e coordenadas pela Polícia Federal (PF).
Operam em diferentes unidades da federação como grupos operacionais integrados e reúnem representantes de forças de segurança federais (Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Penal Federal) e estaduais (polícias Civil e Militar).
Batizada nacionalmente de Operação Força Integrada III, a ação simultânea contra a atuação de organizações criminosas recebeu outros nomes em cada localidade onde os mandados estão sendo executados:
Uma ocorrência inusitada mobilizou equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na noite desta terça-feira (21), no km 544 da BR-116, no interior da Bahia. Durante fiscalização de rotina, os policiais interceptaram um veículo Renault/Captur com dois ocupantes que viajavam da Paraíba com destino ao Rio de Janeiro.
Durante a abordagem, um barulho vindo do porta-malas chamou a atenção da equipe. Ao abrirem o compartimento, os policiais encontraram quatro galos sendo transportados em evidente situação de maus-tratos, sem condições adequadas de ventilação e espaço.
Dando continuidade à fiscalização, os agentes realizaram buscas no veículo e localizaram uma pistola calibre 9mm e 30 munições.
Questionado, o passageiro confessou que havia recebido o material ilícito na rodoviária de Feira de Santana (BA), caracterizando o transporte como uma “encomenda”. Segundo ele, o destino seria o Rio de Janeiro, e pelo serviço receberia uma quantia em dinheiro.
Diante dos fatos, os dois ocupantes, os animais resgatados, a arma, as munições e o veículo foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Itaberaba (BA), onde foram adotadas as medidas legais cabíveis.
Um policial militar foi preso durante cumprimento de mandados de busca e apreensão na manhã de quinta-feira (25) em Vitória da Conquista, no Sudoeste baiano. O agente, que não teve o nome divulgado, é acusado de envolvimento com organizações criminosas na prática de tráfico de armas.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o militar acabou sendo preso em flagrante por posse ilegal de munições. As ordens judiciais foram cumpridas em duas residências ligadas a ele, onde foram encontrados os materiais que servirão para coleta de provas da investigação.
A ação faz parte da Operação Barút, conduzida de forma integrada pela Força Correicional Especial Integrada (Force) e pela Corregedoria da Polícia Militar (Correg). Segundo a SSP-BA, o objetivo é coibir práticas ilícitas dentro da própria corporação e combater o fornecimento de armas e munições para organizações criminosas que atuam no município e região.