Pressione Enter para pesquisar ou ESC para sair
A Bahia abriu 7.159 vagas com carteira assinada em maio e alcançou 45.294 novos postos de trabalho entre janeiro e maio de 2026, mantendo a liderança na geração de empregos formais no Nordeste. Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), mostram que o estado registrou o melhor saldo absoluto da região tanto no mês quanto no acumulado do ano.
O resultado de maio é o quinto saldo positivo consecutivo e elevou para 2,18 milhões o número de vínculos formais ativos na Bahia. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos setores de Serviços, que respondeu por 2.828 novas vagas, seguido por Construção (2.153), Indústria (1.195) e Agropecuária (982). A expansão de 0,33% no estoque de empregos superou a média do Nordeste (0,29%) e do Brasil (0,15%). No cenário nacional, a Bahia registrou o quinto maior saldo de empregos do país no mês.
No acumulado de 2026, a Bahia apresentou crescimento de 2,12% no número de vínculos formais, acima do desempenho do Nordeste (1,20%) e do Brasil (1,63%). O estado também ocupa a quinta posição nacional em geração de empregos e mantém a liderança entre os estados nordestinos em número absoluto de vagas criadas, com destaque para os setores de Serviços, Construção e Indústria.
Segundo o especialista em produção de informações econômicas, sociais e geoambientais da SEI, Luiz Fernando Lobo, "a Bahia mantém um desempenho consistente no mercado de trabalho formal, liderando a geração de empregos no Nordeste e apresentando crescimento acima das médias regional e nacional. Embora o ritmo de expansão seja inferior ao observado no mesmo período do ano passado, os resultados confirmam a capacidade da economia baiana de continuar criando oportunidades de trabalho com carteira assinada".
Apesar do barulho das redes sociais, o emprego com carteira assinada continua sendo a prioridade dos brasileiros ao buscar uma vaga. Segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o modelo formal, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), foi apontado como o mais atrativo por mais de um terço dos trabalhadores que procuraram emprego recentemente.
De acordo com o estudo, o acesso a direitos trabalhistas e à Previdência Social continua sendo um diferencial relevante, mesmo com o avanço de novas formas de trabalho.
“Embora novas modalidades de trabalho estejam crescendo, como aquelas vinculadas a plataformas digitais, o trabalhador ainda valoriza o acesso a direitos trabalhistas, estabilidade e proteção social, que continuam, portanto, sendo um diferencial relevante mesmo em contexto de maior flexibilização das relações de trabalho”, diz Claudia Perdigão, especialista em Políticas e Indústria da CNI.
Principais números da pesquisa
36,3% preferem emprego com carteira assinada (CLT);
18,7% apontam o trabalho autônomo como melhor opção;
12,3% consideram o emprego informal mais atrativo;
10,3% têm interesse em trabalho por plataformas digitais;
9,3% preferem abrir o próprio negócio;
6,6% optam por atuar como pessoa jurídica (PJ);
20% não encontraram oportunidades atrativas.