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PIB do agronegócio baiano totalizou R$ 19,2 bi no 1º trimestre de 2026

16 Jun 2026 / 10h00
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PIB do agronegócio baiano totalizou R$ 19,2 bi no 1º trimestre de 2026
Foto - Divulgação / Aiba

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio baiano, calculado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), totalizou R$ 19,18 bilhões em valores correntes, no primeiro trimestre de 2026. Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, houve retração nominal de 0,2%, o que corresponde a uma redução de R$ 29,0 milhões em relação ao mesmo período do ano anterior.

O desempenho nominal do setor foi influenciado, principalmente, pela redução dos preços de comercialização dos principais produtos agropecuários e dos produtos alimentícios e bebidas, cujos preços recuaram 11% e 9%, respectivamente. Dessa forma, mesmo com o avanço da produção em importantes segmentos da agropecuária baiana, a queda dos preços limitou o crescimento do valor gerado pelo setor em termos correntes.

Quando analisado em termos reais — isto é, desconsiderando-se os efeitos das variações de preços —, o PIB do agronegócio apresentou crescimento de 1,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Esse resultado foi impulsionado pela expansão da produção dos principais produtos agrícolas com colheita no período, destacando-se a soja, os cereais e outras lavouras temporárias na Bahia.

"Apesar da redução observada em valores correntes, o crescimento real do setor evidencia a manutenção do dinamismo da atividade agropecuária baiana, sustentada pelo aumento da produção física das principais culturas agrícolas do estado", explica o economista e coordenador de Contas Regionais da SEI, João Paulo Caetano.

Em relação ao PIB total da Bahia, o agronegócio respondeu por 13,5% da atividade econômica estadual no primeiro trimestre de 2026. Embora expressiva, essa participação foi inferior à observada no mesmo período de 2025, quando o setor representou 14,3% do PIB da Bahia.

Produção industrial baiana cresceu 3% em janeiro

16 Mar 2026 / 14h27
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Produção industrial baiana cresceu 3% em janeiro
Foto - Divulgação / SEI

Em janeiro de 2026, a produção industrial (transformação e extrativa mineral) da Bahia, ajustada sazonalmente, registrou aumento de 3,0% em comparação ao mês imediatamente anterior, após recuar 10,0% no mês de dezembro. Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana declinou 10,3%. No acumulado dos últimos 12 meses, registrou decrescimento de 1,0%, em relação ao mesmo período anterior. As informações fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM/IBGE), divulgada em parceria pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

No primeiro mês de 2026, em comparação com igual período do ano anterior, a queda de 10,3% na produção industrial foi puxada pelo recuo de nove das 11 atividades pesquisadas. O segmento Derivados de petróleo (-19,2%) registrou a maior contribuição negativa, atribuída ao declínio na produção de óleo diesel, gasolina, querosene de aviação e GLP.

Outros segmentos que registraram redução na produção foram: Máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-44,9%), Celulose, papel e produtos de papel (-11,6%), Couro, artigos para viagem e calçados (-35,2%), Produtos químicos (-4,4%), Metalurgia (-6,7%), Produtos de borracha e de material plástico (-1,2%), Bebidas (-2,3%) e Indústrias extrativas (-1,3%). Por sua vez, os segmentos de Alimentos (8,1%) e Minerais não metálicos (3,1%) exerceram influência positiva no período, explicada especialmente pela maior fabricação de leite em pó, óleo refinado de soja, resíduos de soja e cacau ou chocolate em pó, para o primeiro segmento, e insumos para construção civil, para o segundo.

SEI estima que novas tarifas americanas podem gerar perdas de até R$ 1,8 bilhão para a economia baiana

15 Jul 2025 / 12h30
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SEI estima que novas tarifas americanas podem gerar perdas de até R$ 1,8 bilhão para a economia baiana
Foto - Jean Vagner / SEI

A Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) divulgou, nesta segunda-feira (14), nota técnica com análise sobre os possíveis impactos para a economia baiana com a nova tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos. Anunciada por Donald Trump com vigência a partir de 1º de agosto de 2025, a medida, se confirmada, representará um desafio significativo. A equipe de economistas da SEI sinaliza que a imposição de uma tarifa dessa ordem tornará as exportações baianas significativamente menos competitivas no mercado norte-americano, levando a uma redução no volume exportado e, consequentemente, na produção e na geração de emprego e renda. No estudo, foi utilizada a técnica de multiplicadores de insumo-produto, a qual mede o impacto econômico total (direto, indireto e induzido) de uma mudança na demanda final de um setor sobre a economia como um todo. A metodologia estima uma queda de U$ 643,5 milhões (redução de 5,4%) no volume total de exportações da Bahia – o total exportado em 2024 foi U$ 11,9 bilhões. Considerando não haver compensação com outros mercados internacionais, uma queda desta magnitude impactaria a cadeia dos setores exportadores, tendo como resultado a redução no Produto Interno Bruto (PIB) do estado da ordem de R$ 1,8 bilhão (-0,38% do PIB baiano). “A decisão do governo norte-americano, justificada por uma suposta relação comercial injusta, ocorre em um momento em que o Brasil registrava recordes de exportações para os Estados Unidos, tornando o impacto ainda mais relevante”, comenta o diretor de Indicadores e Estatística da SEI, Armando Castro. “A Bahia possui uma pauta comercial diversificada com os Estados Unidos, que figura como um dos principais destinos de suas exportações, atingindo 8,3% do total comercializado internacionalmente pelo estado no primeiro semestre de 2025”.

Plano identifica Brumado e mais 17 cidades baianas com alto potencial para se tornarem centros logísticos no estado

22 Mar 2024 / 12h00
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Plano identifica Brumado e mais 17 cidades baianas com alto potencial para se tornarem centros logísticos no estado
Foto - Divulgação / SEI

Na última quarta-feira (20/03), a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) apresentou os resultados dos estudos complementares ao Plano Estratégico Ferroviário do Estado da Bahia. A entrega aconteceu durante o evento Pensar a Bahia, quando também foram apresentados estudos preliminares nas áreas de logística regional e economia de baixo carbono, e contou com a presença de secretários de Estado, gestores e especialistas de instituições públicas e privadas. O estudo complementar ao Plano Ferroviário foi desenvolvido pela Fundação Dom Cabral (FDC), por iniciativa da SEI. O trabalho reforça a vocação natural da Bahia para a logística e mapeia 18 municípios baianos com altíssimo potencial para se tornarem centros logísticos e ampliarem a geração de emprego e renda em seus territórios. A análise por aglomerados logísticos destaca o potencial de Alagoinhas, Barreiras, Brumado, Camaçari, Candeias, Dias D’Ávila, Eunápolis, Feira de Santana, Ilhéus/Itabuna, Jequié, Juazeiro, Lauro de Freitas, Luís Eduardo Magalhães, Mucuri, Salvador, Simões Filho, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista e foi elaborada a partir de indicadores de fluxos, cargas e diversidade de estabelecimentos logísticos. “São locais que já têm atividade logística expressiva, bem acima da média do estado, e geralmente correspondem a entroncamentos rodoviários e/ou porto-aeroviários, são locus privilegiados que, sendo alvo de fomento ao desenvolvimento logístico, têm chance de alcançar maiores desdobramentos”, explicou o especialista da FDC Ramon César. Plano Estratégico Ferroviário do Estado da Bahia foi elaborado em 2023, pela FDC, por iniciativa da Seplan e CBPM, e sugere diversas e importantes alterações na malha ferroviária baiana, como a implantação do conceito de carga geral, criação de novos ramais e a unificação da bitola, que atualmente é de um metro, para o padrão nacional que é de 1,60 metros, entre outras recomendações. O novo estudo da FDC complementa o Plano com uma proposta de acesso ao Porto de Salvador e propõe tipologias de plataformas logísticas e modelos de governança para os clusters identificados nos municípios. O estudo também apresenta a análise logística atual de grandes produtos da pauta de importação e exportação, a exemplo da soja, milho, containers e fertilizantes. Como exemplo, mostra que o algodão produzido em Luís Eduardo Magalhães tem 95% de sua carga escoada pelo Porto de Santos e apenas 4% por Salvador. Os especialistas apontaram ainda a existência de poucas linhas regulares para a China e o leste asiático saindo diretamente da Bahia. O material poderá ser consultado em breve no site da SEI.

Produção industrial baiana cresceu 11,6% em junho

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Produção industrial baiana cresceu 11,6% em junho
Foto - Wilker Porto / Agora Sudoeste

De acordo com dados da Pesquisa Industrial Mensal, analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em junho de 2018, a produção industrial (transformação e extrativa mineral) da Bahia, ajustada sazonalmente, aumentou 11,6% frente ao mês imediatamente anterior, após haver recuado 14,6% em maio de 2018. Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria baiana assinalou crescimento de 9,0%. No acumulado do ano, houve acréscimo de 0,4%, em relação ao mesmo período anterior. Já no acumulado dos últimos 12 meses, foi registrado acréscimo de 1,8% frente ao mesmo período anterior, resultado acima do observado em maio último, quando ocorreu variação de 0,2%.

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