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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou, nesta quarta-feira, 1 de julho, em Alagoinhas, na Bahia, onde participou da inauguração do Hospital Estadual Litoral Norte, que o acesso à serviços de qualidade na área da saúde é um direito de todos os brasileiros, sem distinção.
“Hoje eu posso dizer a cada baiana, a cada baiano, que qualquer pessoa, por mais pobre que ele seja, se tiver que fazer uma radioterapia, vai ter um tratamento respeitoso, vai ter um tratamento como um ser humano precisa ser tratado, independentemente da quantidade da sua conta bancária, do hospital em que ele nasceu. O que vale para a gente não é a conta bancária ou o berço em que nasceu, ou o nome da família. Nós somos seres humanos, homens e mulheres, pretos e brancos, nascidos nesse país e precisamos ser tratados com decência e com o respeito que todo mundo merece”, declarou o presidente.
O que vale para a gente não é a conta bancária ou o berço em que nasceu, ou o nome da família. Nós somos seres humanos, homens e mulheres, pretos e brancos, nascidos nesse país e precisamos ser tratados com decência e com o respeito que todo mundo merece”.LUIZ INÁCIO LULA DA SILVAPresidente da República
Na ocasião, foram anunciados investimentos de mais de R$ 500 milhões para fortalecer a saúde no estado. Além da inauguração do novo Hospital Estadual Litoral Norte, as ações compreenderam a entrega da primeira policlínica 100% Novo PAC do país, em Camaçari; e a distribuição de 256 veículos do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde. As entregas fazem parte de um conjunto de investimentos do Governo do Brasil em todo o Nordeste destinado à ampliação e à qualificação do Sistema Único de Saúde (SUS). A solenidade marcou, ainda, a entrega de nove ônibus escolares do programa Caminho da Escola, adquiridos por meio do Novo PAC.
“Sabe qual é o orgulho que eu tenho? Fazer uma ponte é muito fácil. Fazer um asfalto é muito fácil. Governar um país para 35% da população é muito fácil. Dirigir uma cidade para aqueles que moram no centro da cidade é muito fácil. O que é difícil é governar um país para 215 milhões de habitantes, dando a todos eles a igualdade de oportunidade. Fazer universidade para meia dúzia de pessoas é fácil. O que é difícil é fazer universidade e colocar os meninos pobres da periferia, as meninas que estudaram em escolas públicas. Isso é difícil. Porque não estava na cultura desse país cuidar do povo pobre. Não estava na cultura desse país cuidar dos trabalhadores”, ressaltou Lula.
A Prefeitura de Brumado, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), está realizando uma série de pré-conferências de saúde nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município. A iniciativa integra a etapa preparatória da 12ª Conferência Estadual de Saúde da Bahia e tem como objetivo ouvir trabalhadores da saúde, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e representantes da comunidade sobre os desafios e necessidades da saúde pública local.
As pré-conferências são espaços democráticos de diálogo e construção coletiva, nos quais são debatidas propostas para o fortalecimento das políticas públicas de saúde. Além disso, durante os encontros são eleitos os delegados que representarão as comunidades na Conferência Municipal de Saúde.
Após a conclusão desta etapa, será realizada a Conferência Municipal de Saúde, responsável por sistematizar as propostas apresentadas nas pré-conferências e definir as contribuições que serão encaminhadas para as etapas estadual e nacional.
A 12ª Conferência Estadual de Saúde da Bahia tem como tema “Saúde, Democracia, Soberania e SUS: cuidar do povo é cuidar da Bahia” e constitui uma etapa preparatória da 18ª Conferência Nacional de Saúde.
Os debates estão sendo conduzidos a partir de quatro eixos temáticos: Democracia, saúde como direito e soberania nacional; financiamento adequado e suficiente para o SUS, com base na justiça tributária e na sustentabilidade fiscal e social; os desafios para o SUS na agenda nacional da defesa da vida e da saúde, com foco nas emergências climáticas e na justiça socioambiental; e o modelo de atenção e gestão, territórios integrados e cuidado integral.
A programação das pré-conferências contempla diversas unidades de saúde do município. Os encontros tiveram início no dia 2 de junho, na UBS Ivaneide das Neves, em Olhos D’Água, e seguem ao longo do mês de junho nas demais unidades da sede e da zona rural.
Às vésperas do Dia das Mães, o Brasil alcançou a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês. A imunização, oferecida de forma inédita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) , protege os recém-nascidos desde os primeiros dias de vida, fase em que o risco de complicações respiratórias é maior. Para celebrar a conquista, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, vacinou uma gestante em Lauro de Freitas (BA), onde também anunciou a construção da primeira maternidade municipal da região.
“O Brasil voltou a ser referência em vacinação. Alcançamos a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos e derrotamos o negacionismo daqueles que atacaram as vacinas e enfraqueceram o Programa Nacional de Imunizações. Em três anos e meio, reconstruímos o PNI, incorporamos novas vacinas e ampliamos, ano após ano, a proteção da população. Seguiremos fortalecendo o SUS para garantir mais acesso à imunização e mais saúde para todos os brasileiros”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Alcançamos a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos e derrotamos o negacionismo daqueles que atacaram as vacinas"
O avanço da vacinação já reflete nos indicadores de saúde infantil. Até 18 de abril de 2026, as internações de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR caíram 52% em comparação com o mesmo período de 2023, passando de 6,8 mil para 3,2 mil casos. Os óbitos também registraram queda de 63%, de 72 para 27 mortes.
A vacina foi incluída no SUS em 2025, após análise técnica e recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) . A medida representa um avanço significativo para a saúde pública, especialmente considerando que, na rede privada, a mesma vacina pode custar até R$ 1,5 mil.