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O município de Rio do Antônio recebeu o reconhecimento oficial da situação de emergência em decorrência da forte estiagem que atinge a região. A medida foi confirmada pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e da Defesa Civil Nacional, com publicação no Diário Oficial da União na última segunda-feira (15).
Com a homologação federal, a Prefeitura de Rio do Antônio passa a ter acesso aos mecanismos necessários para solicitar recursos da União destinados ao enfrentamento dos impactos causados pela seca. Entre as ações que poderão ser realizadas estão a aquisição de cestas básicas, fornecimento de água mineral, distribuição de refeições para equipes de apoio e trabalhadores, além da entrega de kits de higiene, limpeza e dormitório às famílias em situação de vulnerabilidade.
O reconhecimento da emergência representa um importante reforço para que o município amplie sua capacidade de resposta diante dos prejuízos provocados pela escassez de chuvas, cenário que tem afetado diretamente o abastecimento de água, a produção rural e a rotina da população.
A seca tem se tornado um desafio constante para municípios do semiárido baiano, onde a redução dos níveis dos reservatórios e a dificuldade no fornecimento de água exigem medidas rápidas e o apoio dos órgãos estaduais e federais.
Neste mês de agosto, a Bahia sediará o 1º Congresso Internacional sobre Mudanças Climáticas e suas Consequências em Territórios Semiáridos (I CIMCCTS). O evento, que ocorrerá entre os dias 20 e 24/08 na cidade de Juazeiro, localizada a 506,9 quilômetros de Salvador, é promovido pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF) em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente (Sema). A abertura oficial do Congresso acontecerá na terça-feira (20), às 19h, com a presença do superintendente de Políticas e Planejamento Ambiental, Tiago Porto, que representará o secretário do Meio Ambiente do Estado da Bahia, Eduardo Mendonça Sodré Martins. “O semiárido brasileiro enfrenta desafios únicos, e é fundamental que possamos compartilhar conhecimentos, tecnologias e práticas de gestão ambiental que promovam tanto a mitigação quanto a adaptação às mudanças climáticas. A Sema está comprometida em apoiar e liderar esses esforços, buscando sempre o bem-estar das populações locais e a preservação do meio ambiente,” salientou Porto. À frente da organização do evento junto a UNIVASF, a superintendente de Inovação e Desenvolvimento Ambiental da Sema, Vânia Almeida, explica que a proposta do Congresso é contribuir para a reflexão das populações sobre a convivência com a região semiárida do Brasil.