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A 51° Plenária Ordinária do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Contas (CBHRC) reuniu, na última semana, membros e convidados para debater as consequências do desmatamento, a importância dos projetos de reflorestamento e educação ambiental, além da apresentação das principais atividades ambientais do município de Belo Campo, localizado no centro-sul da Bahia e uma das 24 cidades que fazem parte do território de identidade do sudoeste baiano. Tadeu Jesus Silva, presidente do Comitê, abriu o evento agradecendo a presença de todos e enfatizando a missão e importância da atuação do órgão: “O objetivo das reuniões do comitê é debater o que acontece ao longo do leito da bacia. É um espaço aberto onde a sociedade civil, os usuários e o poder público expressam o que acontece na sua realidade, fazem os encaminhamentos, as deliberações, discussões sobre os conflitos”. Nas reuniões itinerantes do Comitê fica evidente a diversidade de características de cada região no território baiano. Sandro Nascimento, membro representante do poder público do Comitê e coordenador de meio ambiente de Belo Campo, apresentou projetos de preservação e conscientização que já dão bons frutos na conservação dos recursos ambientais da região. As ações foram consideradas pelas outras instituições presentes, como a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa), um exemplo de inspiração para outros municípios. O coordenador também sinalizou a importância da parceria com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos(Inema) para ações de fiscalização na exploração e uso de águas do Rio Gavião, um dos afluentes da Bacia do Rio das Contas. “Belo Campo faz divisa com a barragem de Caraíbas e de Anagé e nós temos muitas demandas daquela região. Apesar de estarmos acima da barragem, temos a questão do uso da água pela barragem, na fruticultura com o plantio de manga, por exemplo, além da pecuária. Temos também uma demanda de alguns subleitos de mineração nos leitos de rios que são afluentes do Rio Gavião e, aqui, nós buscamos o apoio técnico do Inema para regulamentar e administrar da melhor forma possível esse trabalho na área da caatinga”, explicou Sandro. Um recurso importante apresentado pelo biólogo Ricardo Jucá Chagas, professor da Uesb e representante da sociedade civil do Comitê, é a preservação e criação de novas Unidades de Conservação na Bahia. “Elas são fundamentais dentro dos objetivos do comitê porque a vegetação íntegra serve não só para amenizar os efeitos climáticos do calor, mas para captação, purificação e retenção das águas. Essa vegetação é fundamental para a questão hídrica, é o suporte da biodiversidade. Temos espécies raras, algumas que só existem no estado da Bahia e, muitas que estão no âmbito da bacia”.
A Barragem de Cristalândia, que abastece os municípios de Brumado e Malhada de Pedras, voltou a verter nesta quinta-feira (29). Neste ano de 2020 é a quarta vez que o barramento é sobreposto pelas águas do Rio das Contas. Esse sangramento ocorre devido às chuvas que caíram no leito do rio nos últimos dias.
A barragem de Cristalândia, situada no Rio das Contas, em Brumado, voltou a verter no último sábado, 07. Segundo informações passadas a reportagem do Agora Sudoeste, é grande o volume de água que desce pelo barramento. Tem chovido muito em toda região desde a última semana e isso fez com que a barragem vertesse pela segunda vez somente esse ano.
Após receber acumulado de água das chuvas dos últimos dias, a barragem de Cristalândia, em Brumado, sangrou na noite desta segunda-feira (25). O fato já era previsto, tendo em vista as fortes chuvas que tem caído em Brumado e região nos últimos dias, bem como no leito do Rio das Contas. O reservatório, que abastece os municípios de Brumado e Malhada de Pedras, tem capacidade total de 17 milhões de m³ de água.