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Cinco homens foram presos, dois preventivamente e três em flagrante, pela Polícia Civil da Bahia durante a segunda fase da Operação Paraguai, deflagrada nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (4), em Itambé. Durante a ação, também foram apreendidas armas de fogo, drogas, dinheiro em espécie, celulares, balanças de precisão eletrônicas e câmeras de monitoramento.
A operação, que tem como objetivo cumprir ordens judiciais contra investigados por tráfico de drogas, associação para o tráfico e crimes contra a vida no município, é resultado do aprofundamento de investigações realizadas pela Polícia Civil no âmbito de inquéritos instaurados entre 2025 e 2026. Ainda conforme as investigações, os alvos possuem relação com integrantes e colaboradores de um grupo criminoso com atuação também em outros estados.
Durante as diligências, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão domiciliar nos bairros Felipe Achy, conhecido como “Paraguai”, José Gusmão de Brito e Valdomiro Santos, na cidade. Um homem, de 26 anos, foi preso preventivamente e outro, também de 26 anos, teve o mandado cumprido no Presídio de Itabuna. Eles são investigados pelo homicídio de Estefanir de Oliveira Nascimento, de 30 anos, ocorrido no dia 31 de janeiro deste ano, em Itambé.
No curso das diligências, outros três homens, de 24, 33 e 77 anos, foram presos em flagrante por posse de arma de fogo e tráfico de drogas. Ainda durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidas três espingardas, porções de cocaína, uma bucha de maconha, R$ 2.052 em espécie, 16 celulares, duas balanças eletrônicas e duas câmeras de monitoramento.
Após o cumprimento das ordens judiciais, os presos foram encaminhados à unidade policial, onde permanecem custodiados, à disposição da Justiça. A ação foi realizada pela Delegacia Territorial (DT/Itambé), unidade vinculada à 21ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (21ª COORPIN/Itapetinga), com apoio de equipes da 10ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (10ª COORPIN/Vitória da Conquista) e da Diretoria Regional de Polícia do Interior (DIRPIN/Sudoeste).
Um levantamento com dados da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap-BA) aponta que o sistema prisional baiano enfrenta um cenário de superlotação em grande parte das unidades. As informações foram divulgadas pelo Bahia Notícias e mostram que 20 dos 28 estabelecimentos prisionais do estado estão funcionando acima da capacidade considerada real.
De acordo com os dados, o excedente chega a 7.745 pessoas privadas de liberdade em todo o sistema. Em termos proporcionais, 71,4% das unidades prisionais baianas apresentam ocupação superior à estrutura disponível.
Entre os estabelecimentos apontados no levantamento está o Conjunto Penal de Brumado, no sudoeste da Bahia. A unidade aparece com 837 presos para uma capacidade real de 452, resultando em 385 custodiados acima do limite, o equivalente a uma superlotação de 85%.
O cenário de ocupação excessiva também é observado em outras regiões do estado. O levantamento indica que o Conjunto Penal de Paulo Afonso apresenta a maior diferença proporcional, com 937 presos para uma capacidade de 306, representando um excedente de 631 pessoas, ou 206%.
A situação também alcança unidades de grande porte, como a Penitenciária Lemos de Brito, em Salvador, que registra 1.807 presos para uma capacidade real de 878, com 929 pessoas acima do limite, equivalente a 105%.
O Ministério Público do Estado da Bahia denunciou terça-feira, dia 14, à Justiça, cinco homens por associação criminosa para o tráfico de drogas no município de Belo Campo. A pedido do MPBA, quatro deles, já estavam presos preventivamente. Um está foragido. Também foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão contra os acusados.
As prisões foram decretadas pela Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Bahia, que acolheu medida cautelar apresentada pelo MPBA, por meio do promotor de Justiça Vladimir Ferreira Campos. A investigação foi conduzida de forma conjunta pelo Ministério Público e pela Polícia Civil da Bahia. De acordo com o promotor de Justiça, os denunciados teriam se associado para comercializar maconha, cocaína e crack em Belo Campo, utilizando aplicativos de mensagens, linguagem cifrada e transações financeiras para operacionalizar a atividade criminosa.
As investigações apontam a existência de uma estrutura organizada para a comercialização de drogas, com divisão de tarefas, utilização de codinomes, ocultação de identidades, movimentação financeira por meio de transferências via PIX e distribuição contínua de drogas na região. As provas técnicas obtidas por meio da extração e análise de dados telefônicos e telemáticos dos aparelhos celulares apreendidos durante as investigações subsidiaram o oferecimento da denúncia pelo MPBA, que também requereu a condenação de cada um dos acusados ao pagamento de R$ 150 mil por danos morais coletivos, em razão dos prejuízos causados à saúde e à segurança pública.
Uma empresária passou por momentos de medo após ter a residência invadida por criminosos armados em Brumado. O caso ocorreu após os suspeitos utilizarem a falsa identidade de entregadores para conseguir acesso ao imóvel. A ocorrência está sendo investigada pelas autoridades policiais.
Segundo informações apuradas, os homens chegaram ao local simulando uma entrega e, após conseguirem se aproximar da vítima, anunciaram o assalto. A empresária foi mantida sob ameaça enquanto os criminosos realizavam a ação dentro da residência.
Durante o crime, diversos pertences e objetos de valor foram levados pelos suspeitos. O valor total do prejuízo ainda não foi divulgado oficialmente. Conforme relato da vítima, os criminosos deixaram o imóvel no momento em que o esposo dela chegou à residência, situação que pode ter provocado a fuga da dupla.
A Polícia Militar da Bahia foi acionada, mas ao chegar ao endereço os suspeitos já haviam fugido. O caso agora está sendo investigado pela Polícia Civil da Bahia, que deverá analisar imagens de câmeras de segurança e colher depoimentos para tentar identificar os autores do crime.
Até o momento, ninguém foi preso e as investigações continuam.
Presos custodiados na carceragem anexa a sede da 20ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin), em Brumado, ameaçaram fazer uma rebelião nesta quarta-feira (23), após receberem mortadela no almoço. De acordo com informações obtidas pelo Agora Sudoeste, a empresa que fornece a alimentação adcionou mortadela no lugar da carne como acompanhamento. O caso gerou a manifestação dos presos e a direção administrativa da cadeia entrou em contato com a empresa responsável pela alimentação, a qual trocou a mortadela por bifes. A situação foi controlada.