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Devido a valorização do dólar em relação ao real, o preço da carne deve continuar alto até o final de 2020, tendo em vista que os produtores estão preferindo vender o produto para outros países, especialmente para a China, principal compradora do país. Eles alegam ainda que a ração animal está mais cara. De acordo com reportagem do Jornal Nacional, na prévia de outubro do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - que mede a inflação oficial do país -, o preço do carne já subiu 4,83%. "A China vem comprando muita carne do Brasil desde o final do ano passado. Isso diminuiu a oferta de carne no mercado brasileiro. E outra questão é que o preço das rações usadas para o trato desses animais são commodities, cujo o preço é cotado em dólar. Então temos o milho e a soja. Esses dois grãos ficaram mais caros, porque os seus preços subiram em dólar. Isso é bom para a balança comercial, mas é ruim para o mercado brasileiro, porque desabastece", disse o economista da FGV, André Braz.
O preço da carne está em crescente e a previsão é que a proteína animal fique ainda mais cara até o final do ano. O fator se deve , entre outros pontos, o aumento de exportações para a China , que foi atingida no final de 2018 pela peste africana — doença hemorrágica altamente contagiosa provocada por um vírus que só atinge porcos. Para suprir o consumo dos chineses, só este ano, o país já importou do Brasil 318.918 toneladas de carne bovina, 184.393 toneladas de carne suína, 448.833 toneladas de carne de frango, em transações que totalizaram mais de U$ 3 bilhões, segundo estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (Agrostat). Atualmente, há 100 estabelecimentos processadores de proteína animal no Brasil autorizados a exportar para a China.