Pressione Enter para pesquisar ou ESC para sair
A mais recente pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha aponta que a avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manteve estável em 40%, mesmo com a proximidade do período eleitoral, previsto para começar oficialmente em agosto.
De acordo com o levantamento, houve uma leve queda na avaliação positiva da gestão, que passou de 32% para 29%. Já a parcela da população que considera o governo regular apresentou crescimento, saindo de 26% para 29%, indicando uma oscilação no posicionamento dos entrevistados.
No que diz respeito à avaliação pessoal do presidente em seu terceiro mandato, os números mostram uma variação dentro da margem, com a reprovação passando de 49% para 51%, enquanto a aprovação recuou de 47% para 45%.
A pesquisa também detalha diferenças de percepção entre os grupos sociais. A avaliação positiva aparece com maior destaque entre pessoas mais velhas, com menor nível de escolaridade e moradores da região Nordeste. Por outro lado, os índices de avaliação negativa são mais elevados entre pessoas com maior nível de instrução, residentes da região Sul, evangélicos e aqueles com renda superior a dez salários mínimos.
O levantamento ainda traz um comparativo com o mesmo período do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Naquela fase, Bolsonaro registrava índices mais elevados de avaliação negativa e menor aprovação, segundo os dados históricos considerados desde a redemocratização do país.
Na última quinta-feira (06), o fundador do movimento Escola sem Partido, o procurador de Justiça de São Paulo Miguel Nagib, foi à Câmara dos Deputados pedir que o relator do projeto de lei que recebeu o mesmo nome, deputado Flavinho (PSC-SP), retire do texto a proibição para tratar de questões de gênero nas escolas. De acordo com informações da Agência Brasil, hoje haveria mais uma tentativa de votação do substitutivo apresentado por Flavinho na comissão especial que discute a matéria na Câmara, mas isso não ocorreu. Nagib, então, encontrou o parlamentar no plenário da Casa e teve com ele uma breve conversa no café do local. A intenção era ter uma reunião formal, mas o deputado embarcaria em voo para São Paulo. “O substitutivo tem artigos que se contradizem; está errado, não pode ficar assim. Eu acho que essa lei não pode proibir conteúdos, nem questão de gênero, ela deve estabelecer que seja qual for o conteúdo, ele tem que ser apresentado sem dogmatismo, sem proselitismo, que são abordagens próprias da religião”, disse Nagib à Agência Brasil. O tempo está cada vez mais apertado para que o projeto seja aprovado na atual legislatura, o que é o desejo daqueles que são favoráveis ao texto. Já aqueles que são contrários, querem que o projeto seja arquivado, o que ocorrerá caso a aprovação na comissão especial não seja ainda este ano. Nagib acredita que a supressão do artigo que trata de gênero vai facilitar a aprovação. Nagib explica que o próprio substitutivo estipula, no Artigo 2º, que o Poder Público “não se imiscuirá no processo de amadurecimento sexual dos alunos nem permitirá qualquer forma de dogmatismo ou proselitismo na abordagem das questões de gênero”. Depois, ressaltou o procurador, o texto apresenta uma contradição, no artigo 6º, quando diz: “A educação não desenvolverá políticas de ensino, nem adotará currículo escolar, disciplinas obrigatórias, nem mesmo de forma complementar ou facultativa, que tendam a aplicar a ideologia de gênero, o termo ‘gênero’ ou ‘orientação sexual’.”