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Do final de semana outonal de Paris para a primavera calorosa da capital baiana, 350 pessoas desembarcaram do primeiro voo Paris-Salvador-Paris na tarde desta segunda-feira (28), no Aeroporto Internacional de Salvador. A paulista Tânia Neres viajou a trabalho para a capital baiana e vê o voo direto como uma conexão necessária para a Bahia. “É perfeito chegar de Paris direto em Salvador, porque a gente não precisa se conectar, né?! Principalmente do sudeste, de São Paulo e do Rio, que faz a gente demorar muito. Foi incrível, sem nenhuma dor de cabeça, e é importante para Salvador, também, que a gente tenha esse voo. Paris é um ponto importante de conectividade com a Europa. Fora estar vindo para o lugar mais lindo do mundo, que é Salvador”, dividiu sobre a experiência. O governador Jerônimo Rodrigues celebrou o marco para o turismo do Nordeste e destacou os investimentos estaduais. “Para chegarmos à data de hoje, nós trabalhamos muito, conversamos bastante com a Air France, com a Gol, com a administração do Aeroporto. Aqui é o resultado de muitas mãos. As pessoas, quando vêm à Bahia, consomem, vão para hotéis, restaurantes, bares. Por isso nós viabilizamos a infraestrutura das estradas, dos aeroportos e aeródromos regionais, a segurança delas. O trabalho é esse, e a gente vai garantir que esse voo se consolide e permaneça por muito tempo”, enfatizou.
O Brasil encerrou a participação na Paralimpíada de Paris (França) com recordes de pódios (89) - 25 ouros, 26 pratas e 38 bronzes -, além do quinto lugar no quadro de medalhas do megaevento realizado na capital francesa, melhor colocação brasileira na história da competição. Para o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Mizael Conrado, o resultado é uma consequência do planejamento estratégico anunciado em 2017 e de uma mudança de rumo na estratégia da entidade. “Esse plano foi uma bússola ao longo dos últimos oito anos e nos guiou até aqui. Ele traz a inclusão para o centro do nosso propósito. A gente deixa de fazer a inclusão pela repercussão e passamos a tê-la em nossa missão. Mudamos a lógica do desenvolvimento esportivo. Passamos a ir até as pessoas, criamos o Festival Paralímpico, a Escolinha Paralímpica, o Camping Escolar [que reúne os destaques da Paralimpíada Escolar para um período de treinos em alto rendimento]”, afirmou Mizael em entrevista coletiva concedida neste domingo (8) na Casa Brasil Paralímpico, em Saint-Ouen, cidade vizinha a Paris. “Criamos o caminho do atleta, que parte da escolinha e que pode culminar em um pódio como aqui em Paris. Perdemos dois anos do ciclo por conta da pandemia [de COVID], caso contrário, teríamos mais jovens oriundos desses programas. Com os resultados dos projetos de formação, os resultados serão ainda melhores”, emendou o presidente do CPB.
O Brasil inicia a disputa dos Jogos Paralímpicos de Paris (França) com a meta de realizar a campanha mais vitoriosa de sua história. Para isto, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) enviou para a capital francesa a maior delegação brasileira da história da competição: o total de 280 atletas, sendo 255 com deficiência, 19 atletas guia (18 para o atletismo e 1 para o triatlo), três calheiros da bocha, dois goleiros do futebol de cegos e um timoneiro do remo. “Temos, no nosso plano estratégico, formulado em 2017, a meta de conquistar entre 70 e 90 medalhas e de ficar entre os oito primeiros. Mas a nossa real expectativa é de que o Brasil possa fazer em Paris a melhor campanha de todos os tempos”, declarou o presidente do CPB, Mizael Conrado, sobre a expectativa de campanha do Brasil nos Jogos de Paris, que serão realizados entre a esta quarta-feira (28) e o dia 8 de setembro. O objetivo é ultrapassar as campanhas dos Jogos do Rio (2016) e de Tóquio (2020), nos quais, em cada, o Brasil conquistou o total de 72 medalhas. Porém, foi no Japão que o país estabeleceu o recorde de ouros, 22, superando a marca dos Jogos de Londres (2012), quando 21 brasileiros subiram ao lugar mais alto do pódio. Em 2016 foram conquistados 14 ouros.
Antes mesmo de os Jogos Olímpicos de Paris começarem, as mulheres brasileiras já faziam história. Pela primeira vez em mais de cem anos de participações do país em Olimpíadas, a delegação do Brasil teve mais mulheres do que homens: 163 contra 126, uma fatia correspondente a 56,4% do total. Ao final do evento, elas mostraram que não estavam apenas fazendo número. A maioria dos vinte pódios conquistados pela delegação foi resultado do empenho feminino.
Para começar, os três ouros brasileiros em Paris foram de mulheres: Beatriz Souza no judô, Rebeca Andrade na ginástica artística e a a dupla Duda e Ana Patrícia no vôlei de praia. Doze das vinte medalhas foram de esportistas femininas. Um décimo terceiro pódio, o das equipes no judô, não foi obra 100% das mulheres, mas com participação importante delas. Há três anos, em Tóquio, os pódios femininos representaram 43% do total do Brasil. No Rio, há oito, 26%. Curiosamente, elas também se sobressaíram nos outros naipes de medalhas: foram mais pratas (quatro contra três) e mais bronzes (cinco contra quatro) femininos do que masculinos. Como era de se esperar, na coletiva de imprensa convocada pelo COB neste domingo (11) para realizar um balanço da campanha brasileira em Paris, o assunto foi abordado.
A dupla Duda e Ana Patrícia se sagrou campeã olímpica do vôlei de praia em Paris 2024. Nesta sexta-feira (09), aos pés da icônica Torre Eiffel, as brasileiras venceram as canadenses Melissa e Brandie no tie-break, por 2 sets a 1 (parciais de 26/24, 12/21, 15/10) para cravarem seus nomes no Olimpo e conquistarem o ouro na edição dos Jogos Olímpicos Paris 2024. Eduarda Santos Lisboa e Ana Patrícia Ramos se tornaram a segunda dupla feminina brasileira a subir ao lugar mais alto do pódio na história dos Jogos Olímpicos. Agora, elas se juntam a Jackie Silva e Sandra Pires, campeãs em Atlanta 1996. Campeãs de tudo (Jogos Olímpicos da Juventude, Mundial, Jogos Pan-americanos), Duda e Ana, 28 anos depois da primeira conquista brasileira, somam o ouro olímpico a sua vitoriosa carreira. Para chegar a esse topo, as brasileiras tiveram um jogo duro nesta sexta-feira, decidido na tensão do time-break. As duas equipes, inclusive, reeditaram o confronto da final dos Jogos Pan-americanos Santiago 2023. Na oportunidade, Duda e Ana Patrícia venceram as canadenses por 2 sets 0 para conquistarem o ouro da competição continental. No confronto desta sexta, a história se repetiu, com vitória das brasileiras na final olímpica.
A história de uma campeã não é feita só de medalhas! E nesta quinta-feira, 8, Ana Marcela Cunha escreveu mais um bonito capítulo de sua incrível trajetória no esporte. O quarto lugar na maratona aquática dos Jogos Olímpicos não rendeu o pódio, mas a colocou mais uma vez entre as maiores do mundo na modalidade. A brasileira terminou a prova com o tempo de 2:04:15. A vencedora foi a holandesa Sheron van Rouwendaal, que havia sido prata em Tóquio. Moesha Johnson, da Australia, foi prata, enquanto Ginevra Taddeucci, da Itália, foi bronze. "Eu acho que um quarto lugar é um abismo muito grande entre ter uma medalha. Em 2008, quando fui quinta não doeu tanto quanto agora. Mas acho que passei por uma cirurgia faz um ano. Simplesmente cheguei a ligar para minha família e psicóloga e disse que queria parar de nadar. É lógico que a gente queria muito uma medalha, mas tenho que ter muito orgulho do que eu fiz. Por mais que seja bem doloroso o quarto lugar, tenho que manter a cabeça erguida e olhar para frente. Não prometo os Jogos de Los Angeles, mas tem a Copa do Mundo. É virar uma página e ver como vai ser", disse Ana Marcela. Quem também fez bonito no Rio Sena foi Viviane Jungblut, que terminou na 11ª colocação, com o tempo de 2:06:15. Ana Marcela Cunha fez uma prova consistente. Desde a primeira volta se manteve no pelotão principal, sem deixar as líderes abrirem muita distância.
A seleção brasileira feminina de vôlei está classificada para a semifinal dos Jogos Olímpicos Paris 2024. Nesta terça-feira (06), em um clássico das Américas, o Brasil venceu a República Dominicana por 3 sets a 0 (parciais de 25/22, 25/13, 25/17) pelas quartas de final, na Arena Paris Sul, e agora aguarda o adversário das semis da competição. A equipe do técnico José Roberto Guimarães encontrou dificuldades, natural de uma fase eliminatória, mas encontrou soluções para se impor diante das adversárias, vencer a partida em sets diretos, e continuar na busca pela medalha olímpica. Na semifinal, o Brasil vai encarar Estados Unidos ou Polônia, equipes que ainda se enfrentam nesta terça. Contra as dominicanas, as brasileiras enfrentaram velhas conhecidas. As duas equipes já duelaram diversas vezes neste ciclo olímpico e várias jogadoras já tiveram a oportunidade de dividir quadra no mesmo clube, inclusive no Brasil, caso de Carol e as irmãs Martinez, por exemplo.
“Eu sou um homem em uma missão”, assim Gabriel Medina se descreveu quando buscava a classificação olímpica, em março, durante o ISA Games, em Porto Rico. Agora, mais do nunca, a missão está cumprida. O surfista Gabriel Medina fez história neste sábado, dia 3, e conquistou a medalha que faltava à sua vitoriosa carreira. O bronze nos Jogos Olímpicos Paris 2024 veio no cenário perfeito, na mítica onda de Teahupo'o, no Taiti, e consagra o brasileiro como uma das grandes lendas do esporte nacional. O último capítulo de um roteiro que poderia ter sido escrito para o cinema aconteceu contra o atleta do Peru, Alonso Correa. Para chegar ao pódio olímpico, Medina atravessou momentos de decepção, persistência e superação nos últimos dois anos. O brasileiro, tricampeão mundial, foi o último dos 24 atletas a se classificar para os Jogos Olímpicos, mas assim que garantiu a vaga se preparou integralmente para alcançar o seu principal objetivo, ou melhor, cumprir uma missão: a medalha olímpica. “Os Jogos Olímpicos são o maior palco de esporte que podemos ter no mundo. E agora eu sou medalhista. É muito difícil. Eu sei o quanto trabalhei. Eu sempre assisto esportes em geral e sei o quanto é difícil. Então, fico feliz de ter sido um desses caras, um desses três que podem ganhar medalha no surfe masculino. Como falei, dei o meu melhor, não queria deixar passar mais uma oportunidade porque Tóquio foi muito perto”, completou. Ao longo da competição, Gabriel Medina foi apresentando ao mundo seu melhor surfe nas mais distintas condições. Nas quartas de final, em uma revanche dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020 contra o japonês Kanoa Igarashi, em uma bateria épica, fez história ao pegar tubos perfeitos, eternizados em uma foto que viralizou em todo o mundo e o fez ganhar mais de 1 milhão de seguidores nas redes sociais.
Para uma última dança, que despedida! No mais popular dos aparelhos da ginástica artística, Rebeca Andrade embalou a Arena Bercy e deixou Simone Biles para trás para fechar a campanha nos Jogos Olímpicos Paris 2024 com um espetacular ouro no solo, com nota 14.166. Foi a sexta medalha olímpica da paulista, agora é absoluta como maior medalhista olímpica do Brasil, à frente de Robert Scheidt e Torben Grael, com cinco cada. Esta foi a primeira vez que uma mulher brasileira foi ao pódio olímpico no aparelho. Até então o melhor resultado era um quinto lugar, conquistado pela própria Rebeca em Tóquio 2020 e por Daiane dos Santos em 2004. No masculino, Diego Hypolito e Arthur Nory foram prata e bronze, respectivamente, na Rio 2016. Na capital francesa foi a quarta medalha de Rebeca. Ela também foi prata no individual geral e no salto, além de bronze por equipes. Na trave, cuja final também foi disputada nesta segunda-feira, ficou em quarto lugar. Em Tóquio 2020 ela já havia conquistado duas medalhas: ouro no salto e prata no individual geral.
A seleção brasileira feminina entrou em campo neste sábado disposta a fazer história. Sem Marta, expulsa na partida contra a Espanha, o Brasil disputaria a vaga com a França, dona da casa e de um histórico favorável: nunca havia perdido para a seleção brasileira - cinco empates e sete vitórias francesas. Logo no início do jogo, aos 15 minutos, Tarciane derrubou Deplhine Cascarino na área e foi marcado pênalti para a França. Após análise do VAR, a penalidade foi confirmada mas, novamente, brilhou a estrela de Lorena, que se esticou e defendeu a cobrança. O primeiro tempo seguiu intenso e disputado, mas terminou sem gols. A segunda etapa continuou acirrada, com oportunidades para os dois lados, mas com muitas pausas, até que, aos 36 minutos, a defesa francesa falhou, Gabi Portilho aproveitou, entrou livre na área e abriu o placar para o Brasil. Ao final do jogo, a juíza deu 16 minutos de acréscimos e a partida esquentou. Com os ânimos aflorados, quatro cartões amarelos foram distribuídos, dois para cada lado. O Brasil se defendia e a França tentava encontrar espaço para empatar, mas sem sucesso. Após quase 20 minutos de acréscimos e com muita emoção de Marta na arquibancada, o apito final: O Brasil está na semifinal dos Jogos Olímpicos.
O vôlei feminino do Brasil está classificado para as quartas de final dos Jogos Olímpicos Paris 2024. A seleção venceu o Japão por 3 sets a 0 (parciais de 25/20, 25/17, 25/18) nesta quinta-feira (1º), na Arena Paris Sul, em partida válida pelo grupo B. Com uma rodada de antecedência, as brasileiras se garantiram na próxima fase da competição. Nem mesmo o alto poderio defensivo japonês e eficiência nos contra-ataques, características que levaram os últimos confrontos entre os times a irem para o tie-break, foi páreo para a imposição brasileira nesta quinta. O time do técnico José Roberto Guimarães entrou em quadra bastante concentrado e com poderio ofensivo efetivo com praticamente todas as atletas. Gabi foi o maior destaque e terminou a partida como maior pontuadora geral, com 17 pontos anotados. O Brasil também elevou o nível do seu sistema bloqueio-defesa, fundamental para a vitória diante das japonesas. As adversárias, inclusive, estavam “engasgadas”, uma vez que haviam vencido as brasileiras na semifinal da Liga das Nações deste ano, no time-break. Vitória devolvida e agora a seleção se prepara para o próximo compromisso da fase classificatória, domingo (4), contra a Polônia, às 16h (horário de Brasília).
A seleção brasileira feminina de handebol tentou de tudo, mas acabou superada pela Holanda pela rodada da fase de grupos dos Jogos Olímpicos Paris 2024. Nesta quinta-feira (1º), as brasileiras perderam por 31 a 24 em jogo válido pelo grupo B. Este foi o quarto jogo da seleção nos Jogos Olímpicos. Com uma vitória e três derrotas, e 3 pontos somados, o Brasil ocupa atualmente ocupa a quinta colocação do grupo, mas ainda tem chances de se classificar para as quartas de final com o quarto lugar. Para isso, precisa vencer Angola e fazer contas, sobretudo em saldo de gols. "A gente sabia que seria um jogo duro. Demos o nosso melhor, mas o importante agora é pensar no jogo contra Angola. Hoje, elas souberam aproveitar os nossos erros e a gente não levou bem. Agora é olhar para Angola. Sabíamos que seria difícil avançar mesmo com a vitória hoje", disse Bruna de Paula, armadora e capitã do time.
Caio Bonfim é a personificação da resiliência. Encarou por anos ofensas machistas enquanto treinava nas ruas de Sobradinho, no Distrito Federal. Enfrentou sol, chuva, quilômetros e quilômetros de treinos e competições mundo afora tentando levar a marcha atlética do Brasil onde ela nunca tinha estado. Hoje, o filho de Gianetti e João, também marchadores, chegou aonde sempre mereceu: no pódio olímpico. A conquista da inédita prata olímpica para o nosso país veio na prova masculina de 20km dos Jogos Olímpicos Paris 2024, quarta edição do evento em que Caio compete. Nesta quinta-feira ele cobriu o trajeto em 1h19min09, ficando atrás apenas do equatoriano Brian Daniel Pintado, campeão com 1min18s55. O espanhol Alvaro Martin completou o pódio. "Medalha no Brasil, na marcha atlética, não tem cor. Quando eu passei a linha de chegada no Rio, eu pensei se teria outra oportunidade de disputar os Jogos. Tive muito orgulho daquele quarto lugar. Abriu muitas portas. Na minha cidade, brinco que antes da Rio 2016 eu era xingado quando marchava. Depois de lá, mudou. As buzinas vinham seguidas de 'vamos, campeão'. Quando meu pai me chamou para marchar pela primeira vez, eu fui muito xingado naquele dia. Era muito difícil ser marchador", disse. Caio Bonfim fez sua primeira participação nos Jogos em Londres 2012, na 39ª colocação. Na Rio 2016, em casa, bateu na trave, terminando em quarto lugar. Em vez de lamentar o “quase”, ajoelhou e apontou para o céu em gratidão. Em Tóquio foi o 13º colocado. Nunca deixou de lutar e teve nos Campeonatos Mundiais a confirmação de que sempre este no caminho certo. Ele foi bronze em Londres 2017 e Budapeste 2023.
Os canoístas Ana Sátila e Pedro Gonçalves passaram bem pelas eliminatórias da canoagem slalom e se classificaram, com segurança e em boas posições, para as semifinais de suas respectivas competições nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Enquanto Pepê passou com a oitava colocação geral na prova do K1 (caiaque), Ana foi a sétima colocada na C1 (canoa), em provas disputadas no Estádio Náutico Vaires-sur-Marne. Ana disputa as semifinais e finais - caso avance- nesta quarta-feira, 31/7; já Pepê volta às águas no dia seguinte. Pepê fez um excelente tempo, de 86.64 segundos, logo na primeira das duas descidas, e um tempo ainda melhor na segunda, mas acabou sofrendo uma penalidade. No fim das descidas, a 8ª colocação geral.
Duas vitórias em dois confrontos levaram Marcus D’Almeida e Ana Luiza Caetano às oitavas de final dos Jogos Olímpicos Paris 2024. O número 1 do mundo eliminou adversários da Ucrânia e do Japão, enquanto a número 63 do feminino deixou para trás rivais de Eslovênia e Malásia. Com estes resultados os dois igualam as melhores campanhas do Brasil nos Jogos na modalidade. No feminino o melhor resultado até então era o nono lugar de Ane Marcelle, que parou nas oitavas na Rio 2016. Marcus iguala a própria marca, também uma nona colocação, alcançada em sua segunda participação olímpica, em Tóquio 2020. Os dois voltam à Arena montada na Esplanada des Invalides na sexta-feira para a disputa das duplas mistas. Os adversários serão os mexicanos Alejandra Valencia e Pablo Acha Gonzalez, a quem enfrentaram na final dos Jogos Pan-americanos Santiago 2023. A disputa individual feminina continua no sábado, e a masculina, no domingo.
A nadadora paulista Beatriz Dizotti se classificou para a final dos 1500 metros livre para mulheres na Olimpíada de Paris. Na bateria classificatória, Bia terminou na terceira posição, com a marca de 16min26s40. Ela avançou para a final com o sétimo melhor tempo entre as nadadoras. É a primeira vez que uma atleta do Brasil avança à decisão nesta prova. A norte-americana Katie Ledecky, atual campeã olímpica e recordista mundial, se classificou com o melhor tempo das eliminatórias: 15min47seg43.
“Na Olimpíada passada eu fiquei em 24º , longe do meu melhor tempo, bem longe. Hoje ainda não foi a prova perfeita. Mas sei que na final pode ser melhor. Tudo acontece por um porquê. Na Olimpíada passada com esse tempo eu não ia chegar na final. Acho que eu estou pronta para nadar melhor à tarde. E estou muito feliz por fazer história”, comemorou a nadadora, em depoimento ao Comitê Olimpíco do Brasil (COB).
Juliana Viana conseguiu um resultado histórico para o badminton feminino do Brasil nesta segunda-feira, 29. Com vitória por 2 sets a 0 sobre Lo Sin Yan Happy, de Hong Kong, a brasileira garantiu o primeiro triunfo do badminton feminino do país em Jogos Olímpicos. As parciais foram de 21/19 e 21/14. “Tô em choque ainda. Acho que a ficha vai cair quando eu esfriar mais o corpo. Estou muito emocionada, muito feliz por ter feito história, por representar meu país. Desde pequena, meu sonho era representar o Brasil internacionalmente, ainda mais no maior evento esportivo, os Jogos Olímpicos. Com 19 anos, vestir a camisa do Brasil… É surreal. Tenho nem palavras”, comemorou Juliana. Na primeira partida do badminton, Juliana acabou perdendo para a tailandesa Supanida Katethong por 2 a 0, com parciais de 21/16 e 21/19. Agora, Juliana e a torcida aguardam o desfecho de Katethong (TAI) x Lo (HKG), na próxima terça-feira, 30, para a definição do grupo D.
A seleção feminina de ginástica artística começou muito bem sua participação nos Jogos Olímpicos Paris 2024. Nas classificatórias, realizadas na noite deste domingo, 28, as atletas garantiram vaga em sete finais. O grande destaque foi Rebeca Andrade, que se classificou individualmente em quatro das cinco provas que disputou: salto, trave, solo e individual geral. Neste último, foi a segunda colocada, atrás apenas de Simone Biles. Flávia Saraiva obteve a vaga no individual geral, enquanto Julia Soares foi para a final na trave. Além delas, Jade Barbosa e Lorrane Oliveira ajudaram a garantir lugar também na decisão por equipes. Com o total de 166.499, o Brasil passou na quarta posição. O país começou sua participação no salto. Lorrane Oliveira, Jade Barbosa e Flávia Saraiva se apresentaram apenas uma vez, valendo para a classificação apenas da equipe. Já Rebeca Andrade saltou duas vezes, obteve média de 14.683 e garantiu a vaga na final do aparelho, com a segunda melhor nota geral.
Tanto o Comitê Olímpico Internacional quanto a Revolução Francesa se apoiaram em lemas eternizados pela história. Mais rápido, mais alto, mais forte – e agora, juntos. Liberdade, igualdade, fraternidade. Mensagens diretas que conversam entre si e arrepiam em consonância com os valores olímpicos, que ainda resistem na busca pela excelência. Neste misto de tradição e ruptura, e com uma cidade inteira como palco da Cerimônia de Abertura do maior evento da terra, os Jogos Olímpicos Paris 2024 começaram oficialmente. Mesmo sob forte chuva, a Cidade Luz se iluminou para o mundo levando esta celebração do Estádio Olímpico para as ruas e rios. Por seis quilômetros ao longo do Rio Sena, as 205 delegações navegaram da Ponte de Austerlitz ao Trocadéro, aos pés da Torre Eiffel, símbolo máximo do turismo francês. Na segunda leva de embarcações, o brilho e a alegria dos brasileiros foi destaque. Isaquias Queiroz, dono de quatro medalhas olímpicas na canoagem velocidade, e Raquel Kochhann, líder da seleção feminina de rugby e sobrevivente de um câncer no último ciclo, tiveram a honra de conduzir a bandeira do Brasil no barco Bel Ami. Rindo de orelha a orelha, em puro êxtase, os dois comandaram a festa da delegação, pela primeira vez majoritariamente feminina, a bordo. Dentre os cerca de 100 representantes do país na cerimônia, entre atletas e oficiais, estavam os medalhistas olímpicos Rodrigo Pessoa, do hipismo saltos, Bárbara Seixas, do vôlei de praia, e Ketleyn Quadros, do judô. Além dos esportes já citados, participaram nomes de atletismo, badminton, boxe, ciclismo (BMX Frestyle, BMX Racing e MTB), esgrima, handebol feminino, hipismo adestramento e vela.
O canoísta de velocidade Isaquias Queiroz e a jogadora Raquel Kochhan, uma das líderes da seleção feminina de rugby foram escolhidos pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) como porta-bandeiras da delegação nacional na cerimônia de abertura da Olimpíada de Paris, na sexta-feira (26), com início às 14h30 (horário de Brasília). Isaquias é o único brasileiro que subiu ao pódio três vezes em uma mesma edição dos Jogos (Rio 2016). Já a catarinense Raquel, se recuperou de um câncer descoberto após sua participação na edição de Tóquio.
