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O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, afirmou nesta quarta-feira (5) que as ações policiais de combate ao crime organizado no estado vão continuar. “As operações continuarão, é uma determinação minha”, declarou o gestor durante entrevista ao Jornal da Manhã, da TV Bahia, um dia após a deflagração da operação Freedom, que resultou na prisão de 38 suspeitos ligados à facção criminosa Comando Vermelho.
A ofensiva policial ocorreu na terça-feira (4) e foi realizada de forma integrada entre forças de segurança da Bahia e do Ceará. Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública, os alvos estavam espalhados por Salvador, cidades do interior e também pelo município de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza.
Durante a operação, um homem morreu após resistir à prisão e trocar tiros com os agentes. Entre os presos está Luís Lázaro Santana Alves, apontado como chefe da facção no bairro da Liberdade, em Salvador. Ele foi capturado no Ceará ao lado da companheira, que também foi detida sob suspeita de lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas.
O governador destacou que a ação foi resultado de um trabalho de inteligência iniciado ainda em 2024. “O roteiro feito pelos criminosos foi estudado detalhadamente. Tivemos o apoio e a troca de informações entre os serviços de inteligência de diferentes estados”, explicou Jerônimo Rodrigues.
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta terça-feira (4), a Operação Freedom, com o objetivo de desarticular o núcleo armado e financeiro de uma organização criminosa oriunda do Rio de Janeiro que atua em território baiano. A ação é executada de forma simultânea na Bahia e no Ceará, e resultou, até o momento, na prisão de 31 pessoas e no cumprimento de 46 mandados de busca e apreensão.
Os mandados estão sendo cumpridos em Salvador, nos bairros da Liberdade, Uruguai, Pernambués, Narandiba e Areia Branca, nos municípios de Aratuípe e Ilhéus, e também na cidade de Eusébio, no Ceará. Ao todo, mais de 90 ordens judiciais foram expedidas e estão sendo cumpridas ao longo do dia.
Além das ações de prisão e busca, a Justiça determinou o bloqueio de 51 contas bancárias ligadas ao grupo investigado. Os alvos da Operação Freedom são suspeitos de envolvimento em homicídios e na expansão do tráfico de drogas em Salvador e outras cidades da Bahia. De acordo com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os resultados da operação devem contribuir para a elucidação de cerca de 30 assassinatos ocorridos na capital baiana.
A operação conta com o apoio da Superintendência de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) e do Departamento de Polícia Técnica (DPT). A Freedom tem como foco enfraquecer a estrutura criminosa, apreender armas e bens, prender lideranças e interromper o fluxo de recursos ilícitos usados para sustentar o domínio territorial e a prática de homicídios.
Mais de 400 policiais civis e militares participam da operação, que reúne equipes dos Departamentos de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Inteligência Policial (DIP), de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), Especializado de Investigações Criminais (Deic), de Polícia Metropolitana (Depom), de Polícia do Interior (Depin), de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV), além da Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter) e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core).