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A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputada Ivana Bastos, recebeu a vista do embaixador da Turquia no Brasil, Halil Ibrahim Akça, na tarde desta segunda-feira (25.05). No gabinete da Presidência Ivana e Akça conversaram sobre as relações entre a Bahia e a Turquia e a COP 31, Cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas, que ocorrerá em Antália, naquele país, entre 9 e 20 de novembro de 2026.
Ivana Bastos contou ao embaixador que participou da COP 28, em Dubai, Nos Emirados Árabes Unidos, em 2023, integrando a delegação da União Nacional dos Legisladores e Legislativos do Brasil (Unale). Ao lado governador Jerônimo Rodrigues, a deputada participou de um painel sobre transição energética e do lançamento do Atlas de Hidrogênio Verde da Bahia. “Está nos meus planos conhecer a Turquia um dia”, disse Ivana. Ao que o embaixador respondeu: “estamos aguardando”.
Duas empresas de capital turco atuam no Polo Industrial de Camaçari. A principal é a Kordsa, que tem fábricas em várias partes do mundo para a produção de fios e tecidos industriais e é uma das líderes no setor de reforço de pneus. A outra é a Peroxy Bahia, instalada no polo para a produção de peróxido de hidrogênio (água oxigenada).
O embaixador falou sobre a possibilidade de apoio a projetos filantrópicos na Bahia. A Turquia tem fundações que atuam ao redor do mundo apoiando ONGs nessa área. As principais com ações no exterior são a IHH (Fundação para os Direitos Humanos, Liberdades e Ajuda Humanitária) e a Fundação Maarif.
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu a destinação de emendas parlamentares a organizações não governamentais (ONGs) e a demais entidades do terceiro setor que mantenham, em seus quadros diretivo ou administrativo, vínculo familiar com os parlamentares responsáveis pela indicação dos recursos. Também está vedada a destinação de verbas quando houver prestação de serviços ou fornecimento de bens por meio da contratação ou subcontratação de parentes.
As providências, determinadas nesta quinta-feira (15), no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 854, vedam a destinação de emendas parlamentares a entidades do terceiro setor que envolvam cônjuges, companheiros ou parentes até o terceiro grau de parlamentares responsáveis pelas indicações, bem como de assessores parlamentares a eles vinculados, inclusive por meio de contratações indiretas. A decisão tem como base a Súmula Vinculante 13, que proíbe o nepotismo, e dispositivos da Lei 8.429/1992, que caracterizam o favorecimento pessoal como ato de improbidade administrativa.
Em 2023, o STF declarou a inconstitucionalidade do modelo de distribuição de recursos conhecido como orçamento secreto e estabeleceu parâmetros de transparência e rastreabilidade para as emendas parlamentares. Parte significativa dessas diretrizes foi posteriormente incorporada à legislação federal com a edição da Lei Complementar 210/2024.