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Os estudantes Henrique Junqueira da Silva Fontana, 17 anos, medalhas de prata estadual e prata nacional, e Felipe Vieira Simões, 16 anos, bronze estadual, ambos da 2ª série do Colégio Estadual Paulo Freire, no município de Jequié, além de Michael Nunes Viana, 17 anos, do 3° ano do Colégio Estadual de Tempo Integral de Tanque Novo, bronze estadual, foram os vencedores da rede estadual da Bahia na edição de 2025 da Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas (OBFEP). Na cerimônia de premiação, que aconteceu neste sábado (30), no Auditório da Faculdade de Comunicação da UFBA, no Campus de Ondina, em Salvador, também receberam honrarias o citado Colégio Estadual Paulo Freire e a professora de Física da unidade, Karla Pedroza Oliveira.
Para o premiado Henrique, participar de olimpíadas tem sido um grande incentivo nos seus estudos. “Um momento como este é revigorante e um sinal de estar seguindo o caminho certo. A OBFEP foi uma experiência única para a aplicação de todo o conhecimento construído na área", relatou, antes de receber as suas medalhas. Ele disse que ficou surpreso com a conquista. "Achei que tinha ido mal na fase experimental. Fiquei muito feliz com o resultado, mas a ideia de receber uma medalha nacional ainda não foi totalmente processada pelo meu cérebro", disse o estudante, que também já foi premiado na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP).
A experiência de participar de olimpíadas também foi comentada pelo colega Felipe. “Foi incrível e está sendo muito emocionante ser premiado e conhecer a capital baiana. Como sempre gostei de Matemática e Física, comecei a participar de olimpíadas de exatas e estou constatando a grandiosidade que elas proporcionam na vida escolar e, futuramente, na vida profissional. Estou muito realizado e feliz”.
O estudante Michael Nunes Viana, de Tanque Novo, também presente na premiação, falou do seu orgulho de ter sido premiado na OBFEP. "É muito gratificante este momento, porque é uma forma de mostrar que o meu esforço está sendo reconhecido. Esta olimpíada abriu meus olhos para as oportunidades que essas iniciativas trazem, como conhecer Salvador. Já é a segunda vez que eu venho aqui por causa da OBFEP, que estimulou meu amor pela Física".
Karla Pedroza, que já foi aluna do colégio onde hoje é docente, foi medalhista em olimpíadas do conhecimento, no Ensino Médio, e a primeira vez que esteve em Salvador foi para receber medalha da Olimpíada Baiana de Química (OBAQ), em 2013. "Durante a graduação de Física, fui voluntária na OBFEP e na OBF (Olimpíada Brasileira de Física), ajudando na aplicação das provas e na organização das premiações. Refazer essa trajetória, agora como professora, é saber que estou conseguindo proporcionar aos meus alunos as oportunidades que ajudaram a me moldar enquanto pessoa e profissional. Estou muito feliz com esse resultado.”