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As obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1), um dos principais projetos de infraestrutura em andamento na Bahia, devem ser retomadas nas próximas semanas. A informação foi confirmada pelo ministro dos Transportes, George Santoro, que afirmou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já recebeu a documentação do Grupo Mota-Engil, empresa que assumirá a execução do empreendimento, e que o processo está em fase final de tramitação.
Segundo o ministro, a expectativa é que a ANTT conclua a análise da documentação ainda neste mês, permitindo que a retomada das atividades ocorra em agosto. "A ANTT recebeu os documentos do Grupo Mota-Engil, que vai assumir a obra. A agência deve deliberar ainda neste mês. Provavelmente, em agosto, já teremos essa obra funcionando", declarou.
A Mota-Engil tem como principal acionista a estatal chinesa China Communications Construction Company (CCCC), uma das empresas integrantes do consórcio responsável pela construção da Ponte Salvador-Itaparica. A chegada do grupo representa uma nova etapa para a conclusão da Fiol 1, considerada uma das obras prioritárias do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do Governo Federal.
Neste momento, a prioridade é concluir o trecho 1 da ferrovia, que liga os municípios de Caetité e Ilhéus. O segmento é considerado estratégico para ampliar a logística de transporte de cargas, especialmente da produção mineral e agrícola da Bahia, além de fortalecer a competitividade econômica do estado.
O investimento previsto para a conclusão da Fiol 1 é estimado em cerca de R$ 7 bilhões. Já o projeto integrado, que reúne mina, ferrovia e porto, possui avaliação de mercado em torno de R$ 15 bilhões, evidenciando a relevância econômica da iniciativa.
A Ferrovia de Integração Oeste-Leste integra um corredor logístico de alcance internacional. O projeto prevê a ligação do Porto Sul, em Ilhéus, no litoral baiano, ao Porto de Chancay, no Peru, criando uma conexão entre os oceanos Atlântico e Pacífico e ampliando as possibilidades de exportação de produtos brasileiros para mercados internacionais.
As obras da Fiol estavam paralisadas desde março de 2025, quando a Bahia Mineração (Bamin), então responsável pelo empreendimento, suspendeu os trabalhos em razão de dificuldades financeiras. Apesar da interrupção, parte significativa da infraestrutura já foi executada, com aproximadamente 75% do trecho Ilhéus–Caetité concluído, além de 71% da Fiol 2, entre Caetité e Barreiras, e 30% da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico 1), que conecta Mara Rosa (GO) a Água Boa (MT).
O município de Tanhaçu está próximo de alcançar um importante avanço na área de abastecimento de água com a ampliação do Sistema Integrado de Abastecimento de Água (SIAA), uma obra executada pelo Governo da Bahia, por meio da Embasa, com investimento de R$ 22 milhões. O empreendimento já ultrapassou 80% do cronograma de execução e tem previsão de conclusão para o mês de novembro deste ano.
A intervenção representa um marco para o desenvolvimento do município, pois irá ampliar significativamente a oferta de água para a população. A principal novidade do projeto é a nova captação de água na Barragem de Cristalândia, que passará a ser a fonte responsável por reforçar o abastecimento da sede de Tanhaçu e da comunidade de Ourives, garantindo mais segurança hídrica diante dos períodos de estiagem.
Com as melhorias, a capacidade de produção do sistema será ampliada de 17,6 litros por segundo para 35,8 litros por segundo, mais que dobrando a disponibilidade de água tratada para os moradores. A iniciativa conta com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Orçamento Geral da União e também com investimentos próprios da Embasa, beneficiando cerca de 20 mil pessoas dentro do planejamento de expansão do sistema.
Entre as obras em andamento estão a implantação de estruturas de captação na Barragem de Cristalândia com conjuntos de bombas flutuantes, a construção de uma Estação Elevatória de Água Bruta, uma chaminé de equilíbrio em concreto armado e cerca de 34 quilômetros de adutora, responsável por conduzir a água do novo manancial até a estação de tratamento já existente na cidade.