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A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Circuito Fechado para desarticular uma rede investigada por comércio ilegal de armas de fogo e munições, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes patrimoniais. A ação resultou em 11 prisões, sendo dez por mandados de prisão preventiva e uma em flagrante, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão. Um dos investigados presos preventivamente também foi autuado em flagrante. Entre os presos estão dois policiais militares, um da ativa e outro da reserva.
Em Nazaré, um suspeito foi preso e, com ele, foram apreendidas 82 armas de fogo, sendo 74 pistolas e revólveres e oito armas longas. O homem possui um estabelecimento de comércio de armas e é investigado por repassar armamentos a grupos criminosos. Também foram apreendidos R$ 22.362 em espécie, um carro, uma motocicleta, dez celulares, um tablet e porções de cocaína.
A ação teve como alvo 27 investigados, sendo 14 com mandados de prisão preventiva e 13 com medidas cautelares diversas da prisão. Foram expedidos ainda 29 mandados de busca e apreensão, distribuídos entre Valença, Salvador, Nazaré, Santa Bárbara, Taperoá, Santo Antônio de Jesus e Gandu. Quatro investigados ainda não foram localizados.
Investigação
As investigações começaram em dezembro de 2023, após a prisão em flagrante de um homem que transportava 270 munições de diferentes calibres em Valença. A análise de dados, documentos e movimentações financeiras permitiu identificar fornecedores, intermediários e transportadores de armamentos que abasteciam integrantes de duas organizações criminosas rivais.
Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra quatro policiais militares na manhã desta sexta-feira, dia 14, pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) e pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), com apoio do MP de Sergipe. Os quatro PMs são investigados pela prática de homicídio e fraude processual, que teria ocorrido na madrugada de 14 de março de 2023 no município baiano de Lamarão, quando foi morto João dos Anjos Cardoso. A 'Operação Ruídos' foi deflagrada de forma integrada pelo Geosp e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco - unidades da capital e da região Norte), do MPBA; pela Força Correcional Especial Integrada da Corregedoria Geral (Force) e da Corregedoria da Polícia Militar do Estado da Bahia, da SSP; com participação do Gaeco de Sergipe. Expedidos pela Vara Crime da Comarca de Santa Bárbara, os mandados judiciais foram cumpridos nos municípios de Feira de Santana, Itapicuru, Conceição do Coité, Ribeiro do Pombal, Nazaré, Juazeiro, na Bahia, e em Aracaju (SE). As buscas foram realizadas em residências e nas sedes da Cipe Nordeste, em Ribeira do Pombal e da 3ª CIPM, em Nazaré, nos armários e estações de trabalho pertencentes aos investigados. Foram apreendidos celulares, armas de fogo, documentos e munições, que passarão por perícia. Segundo as investigações, a morte de João dos Anjos tem indícios de que os policiais teriam o executado. Diferente da versão reportada pelos agentes de uma morte decorrente de intervenção policial em situação de suposto confronto armado, as investigações trouxeram à tona elementos indicativos de que os investigados teriam adentrado na residência da vítima, durante a madrugada e sem mandado judicial, torturando-a e executando-a no imóvel para, após, retirar o seu corpo do local e alterar a cena dos fatos.