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As fortes chuvas acompanhadas por elevada incidência de raios e ventos intensos nos primeiros dias do ano têm elevado os volumes de precipitação e mantido dezenas de municípios da Bahia em estado de atenção. Diante do cenário, a Neoenergia Coelba reforçou o monitoramento da rede elétrica, ampliou suas estruturas operacionais e mantém equipes em prontidão para atuar em ocorrências provocadas pelos temporais. Ao menos 38 municípios seguem sob alerta laranja, conforme aviso do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
O alerta é válido entre 0h01 desta segunda-feira (5) e 23h59 da próxima quarta-feira (7) e abrange municípios das regiões centro-sul, sul, extremo oeste, norte e nordeste da Bahia, áreas que também vêm sendo impactadas por chuvas intensas, rajadas de vento e descargas atmosféricas. De acordo com o Inmet, durante o período podem ocorrer chuvas entre 30 e 60 mm por hora ou de 50 a 100 mm por dia, acompanhadas de ventos entre 60 e 100 km/h, além de risco de queda de granizo.
Os dados meteorológicos reforçam um início de ano mais severo. No dia 3 de janeiro, a média de precipitação registrada em toda a Bahia foi de 5,3 mm em 2025, enquanto em 2026 o volume chegou a 11,6 mm, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior.
De acordo com informações da Climatempo que constam na base de dados da Neoenergia Coelba, a Bahia foi atingida por mais de 90 mil raios nas últimas 48 horas – de quarta-feira (19) a sexta-feira (21). Os temporais também provocaram fortes ventos, que aumentaram a queda de árvores e objetos sobre a rede elétrica.
Para atender ao aumento de ocorrências provocado pelas fortes chuvas e ventanias, a Neoenergia Coelba permanece com o efetivo de eletricistas em campo e no Centro de Operações Integradas reforçado para monitorar o sistema e atuar com agilidade.
Somado aos danos diretos causados ao sistema, as chuvas estão deixando vias alagadas e bloqueadas em diversos municípios, o que dificulta o deslocamento das equipes. Serviços essenciais, como unidades de saúde, educação e fornecimento de água, estão sendo priorizados pelas equipes da Neoenergia Coelba.
O município de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, foi atingido na tarde desta sexta-feira (7) por fortes ventos que provocaram destruição generalizada. Até o momento, a Defesa Civil do estado registra quatro mortes e 432 feridos.
Equipes regionais da Defesa Civil estadual, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Militar e Secretaria de Saúde foram mobilizadas para a cidade, que enfrenta uma situação de emergência. Outros órgãos estaduais e municipais também atuam no local para prestar atendimento às vítimas e avaliar os danos.
De acordo com o levantamento inicial, mais de 50% da área urbana do município foi afetada. Diversos imóveis, incluindo residências, comércios e prédios públicos, sofreram destelhamentos — muitos deles totais. Houve ainda colapsos estruturais, danos à malha viária e à rede elétrica, o que deixou parte da população sem energia.
A Defesa Civil estima que cerca de 10 mil pessoas tenham sido impactadas pelos ventos. Até o momento, 28 pessoas estão desabrigadas e 1.000 desalojadas. Os desabrigados estão sendo encaminhados a abrigos montados no município vizinho de Laranjeiras do Sul, onde foi disponibilizado transporte emergencial.
Segundo o governo do estado, as equipes seguem em atendimento e prosseguem com os levantamentos para mensurar a extensão total dos estragos.
Um redemoinho de vento de grandes proporções chamou a atenção de trabalhadores que atuavam em um parque fotovoltaico no município de Guanambi, no Sudoeste da Bahia, na tarde desta terça-feira (15). O fenômeno natural se formou rapidamente e levantou uma intensa nuvem de poeira, sendo registrado por funcionários que estavam no local.
De acordo com relatos, o redemoinho — conhecido popularmente como “diabo de poeira” — surgiu durante o período de calor intenso e baixa umidade, condições comuns na região neste período do ano. Apesar do susto e da força do vento, ninguém ficou ferido e não houve registro de danos estruturais nas instalações do parque.
O fenômeno foi gravado e as imagens circularam nas redes sociais, despertando curiosidade e chamando a atenção pela altura e intensidade do movimento giratório. Especialistas explicam que esse tipo de ocorrência acontece quando o ar quente próximo ao solo sobe rapidamente e começa a girar, formando uma coluna de vento visível pela poeira e partículas suspensas.
O verão 2024/2025, que terminou às 6h02 de quinta-feira, 20 de março, entrou para a história como o sexto mais quente no Brasil desde 1961. De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a temperatura ficou 0,34°C acima da média do período entre 1991 e 2020. Os termômetros registraram valores acima da média em grande parte do território nacional, com destaque para o Rio Grande do Sul, que enfrentou três intensas ondas de calor: entre 17 e 23 de janeiro, 2 e 12 de fevereiro e 1º e 8 de março de 2025. Mesmo sob a influência do fenômeno "La Niña", que normalmente reduz a temperatura média global, o calor foi intenso e consolidou este verão entre os dez mais quentes já registrados. Os dados do INMET indicam que, desde a década de 1990, os verões brasileiros têm se tornado progressivamente mais quentes. O aumento das temperaturas está alinhado a uma tendência global. Nos anos de 2023/2024, 2015/2016, 1997/1998 e 2009/2010, por exemplo, o mundo foi impactado pelo "El Niño", fenômeno caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas do Oceano Pacífico Equatorial, que intensifica as altas temperaturas em diversas regiões do planeta. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) tem alertado que a última década foi a mais quente já registrada, em função do aumento das emissões de gases de efeito estufa e do aquecimento global.
O outono é considerado por muitos como a estação mais bonita do ano com céu azul intenso, temperaturas mais agradáveis que o verão e uma bela luminosidade. O outono no Brasil começou nesta quinta-feira (20), à 6h01 e termina no dia 20 de junho, às 23h42min (horário de Brasília). O outono é uma estação considerada de transição entre o verão quente e úmido e o inverno frio e seco, principalmente no Brasil Central. Neste período, as chuvas são mais escassas no interior do Brasil, em particular no semiárido nordestino. Segundo o prognóstico climático da estação produzido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), órgão do Ministério da Agricultura e Pecuária, em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), nas regiões Norte e Nordeste ainda são registrados volumes importantes de chuva, em associação a atividade convectiva tropical e atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). A estação também é caracterizada por incursões de massas de ar frio oriundas do sul do continente que provocam o declínio das temperaturas do ar, principalmente na Região Sul e parte da Região Sudeste.
O periódico cientifico Phytotaxa publicou nesta quinta-feira (06) um artigo sobre uma expedição realizada por pesquisadores botânicos nas áreas do Morro do Ouro e do Morro da Torre, na região da Chapada Diamantina, que encontrou uma nova espécie de bromélia, chamada Vriesea serraourensis. A expedição, realizada dentro do Programa Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (Pró-Espécies) do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), no âmbito Plano de Ação Territorial (PAT) Chapada Diamantina-Serra da Jiboia, coordenado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) em colaboração com a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), além de outras entidades parceiras, que ao longo dos últimos cinco anos tem ajudado a proteger espécies ameaçadas na região.
Conforme informações presentes no artigo, a nova bromélia foi encontrada em janeiro de 2022 em áreas de campo rupestre, nas regiões de Morro do Ouro e Morro da Torre, que ficam na divisa entre os municípios de Barra da Estiva e Ituaçu. Ela cresce em solos rasos sobre rochas de quartzito e pode atingir de 160 a 220 cm de altura. Seu agrupamento de folhas é formado por 12 a 16 folhas, bem diferente de outras espécies similares encontradas na região. A planta apresenta folhas longas (de 45 a 55 cm) e uma conjunto de flores dispostas em um sistema de ramificação único, com ramos laterais formando ângulos de 30° a 45° com o eixo principal. Suas flores, que se abrem à noite (das 19h às 6h), exalam um cheiro semelhante ao de alho. O que, de acordo com os pesquisadores indica a possibilidade de a planta ser polinizadas por morcegos. O professor do programa de pós-graduação em Recursos Genéticos Vegetais da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e um dos autores do artigo, Everton Hilo, explica que o processo de descoberta da nova espécie de Bromélia começou como parte de uma atividade de coleta de espécies ameaçadas no contexto do PAT na parte superior da Morro do Ouro, em Barra da Estiva. “Inicialmente, não conseguimos identificar a espécie com precisão, limitando-nos a classificá-la no gênero Vriesea, embora houvesse suspeita de tratar-se de uma possível nova espécie para a ciência. Após um estudo aprofundado das espécies correlatas dentro do gênero, confirmamos que se tratava de uma espécie inédita. Após revisar a literatura e consultar herbários, conseguimos concluir a descrição da nova espécie, que batizamos com o nome do morro onde ela ocorre”, conta o especialista.
A barragem de Cristalândia, localizada em Brumado, voltou a sangrar nesta segunda-feira (25), após as intensas chuvas registradas na região nos últimos dias. O fenômeno, que ocorre quando o nível da água excede a capacidade máxima do reservatório e transborda pelo vertedouro, é um indicador de abundância hídrica e motivo de comemoração para a população. Responsável pelo abastecimento de água dos municípios de Brumado e Malhada de Pedras, a barragem é um dos principais reservatórios da região. Seu sangramento representa uma melhora significativa no armazenamento de água, especialmente em um período marcado por oscilações no fornecimento, como o ocorrido nesta segunda-feira devido a problemas energéticos. O evento renova as esperanças dos moradores da região, que dependem diretamente da barragem para consumo humano, agricultura e outras atividades essenciais. Além disso, reforça a importância das chuvas para a manutenção dos recursos hídricos e o equilíbrio ambiental no semiárido baiano.
A sétima edição da ‘Operação Mata Atlântica em Pé’, que terminou na última sexta-feira, dia 27, identificou mais de 500 hectares com supressão ilegal de vegetação nativa na Bahia. A operação, que ocorreu entre 16 e 27 deste mês, identificou cerca de 300 hectares desmatados em 13 municípios do litoral Norte, Sul, Baixo Sul e Vale do Jiquiriçá. Em 60% dos casos, foi confirmada a supressão de vegetação nativa com algum indício de irregularidade. As áreas foram identificadas a partir de 100 alertas de desmatamento da plataforma MapBiomas, que possibilita a detecção em alta resolução de desmatamentos e infrações ambientais, além dos alertas do programa Harpia do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e da Polícia Federal. Segundo o promotor de Justiça Augusto César Matos, coordenador do Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente (Ceama), mais de 90% dessas áreas já estavam cadastradas no Cadastro Estadual Florestal de Imóveis Rurais (Cefir), demonstrando que, apesar do registro, o desmatamento ilegal continua a ocorrer. No extremo sul baiano, foram apurados 35 alertas nos municípios de Belmonte, Santa Luzia, Canavieiras e Una. No total, mais de 370 hectares de áreas desmatadas estão sendo objeto de embargos e os responsáveis serão multados pelas infrações cometidas e penalizados judicialmente. A operação contou com a colaboração de diversas entidades, utilizando tecnologia avançada de monitoramento por satélite, como a plataforma MapBiomas. Trata-se de um programa de alertas e emissão de relatórios de constatação de desmatamento que usa tecnologias de monitoramento e tratamento de dados desenvolvido pelo projeto MapBiomas, iniciativa multi-institucional que une universidades, empresas de tecnologia e organizações não governamentais. Com o suporte dessas ferramentas, as equipes de fiscalização puderam identificar rapidamente os focos de desmatamento e atuar diretamente no campo, aplicando autos de infração e determinando a paralisação das atividades ilegais.
Em um relatório divulgado nesta terça-feira (9), o observatório europeu Copernicus confirmou que o ano de 2023 foi oficialmente o mais quente já registrado, reforçando os alertas incessantes dos cientistas sobre as consequências das mudanças climáticas. O documento revela um aumento alarmante nas temperaturas, quebrando recordes diários e mensais em um padrão de aquecimento violento. Pela primeira vez, todos os dias do ano de 2023 registraram temperaturas 1°C acima do nível pré-industrial estabelecido entre 1850 e 1900. Metade do ano experimentou temperaturas superiores a 1,5°C, e dois dias em novembro alcançaram 2°C acima do padrão estabelecido. Essas marcas representam as temperaturas mais elevadas dos últimos 100 mil anos. Os cientistas consideram que um aumento de 1,5°C em relação ao período pré-industrial é o "limite seguro" para evitar as consequências mais graves da crise climática. Esse é o limiar estipulado para o final deste século, a fim de conter os impactos adversos decorrentes do aumento das emissões de gases de efeito estufa na atmosfera. A taxa média de aumento da temperatura global é medida em relação aos níveis pré-industriais, marcando o ponto em que as emissões de poluentes começaram a impactar significativamente o clima global. A ultrapassagem desses limites indica uma urgência ainda maior na tomada de medidas globais para combater as mudanças climáticas.
Entre terça-feira (19) e quarta-feira (20), a Bahia foi palco de uma impressionante atividade elétrica atmosférica, registrando um total de 502.068 raios, de acordo com dados do Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (ELAT/INPE). Apesar da grandiosidade do fenômeno, não há registros oficiais de feridos ou prejuízos, exceto por uma trágica exceção. Na quarta-feira, os raios iluminaram o céu de diversas cidades baianas, deixando moradores de Alagoinhas, Salvador e Camaçari impressionados. As redes sociais foram inundadas por registros fotográficos e relatos da espetacular exibição da natureza. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a cidade de Barreiras, no oeste da Bahia, já havia presenciado mais de 3 mil raios apenas no domingo (17), evidenciando uma intensificação notável da atividade elétrica na região.
O Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (IPCC), criado pelas Nações Unidas (ONU), apresentou nesta quarta-feira (25) um relatório dedicado aos efeitos das alterações climáticas nos oceanos e nas massas de gelo permanentes da Terra. A devastação dos mares e das regiões geladas devido às alterações climáticas é o grande problema apontado no documento. É urgente priorizar "ações oportunas, ambiciosas e coordenadas" de forma a enfrentar estas mudanças "sem precedentes e duradouras" nos oceanos e na criosfera – regiões cobertas por gelo e neve permanentes e que constituem 10% da superfície do planeta –, alerta o relatório. Durante este século, os oceanos poderão sofrer alterações "sem precedentes", com temperaturas mais altas, água mais ácida, menos oxigénio e condições alteradas de produção de recursos. O gelo das regiões geladas, como o Ártico por exemplo, estão derreteno a um ritmo nunca antes registado e, em consequência, o nível dos oceanos está elevando pondo em causa a vida de mais de milhões de pessoas, advertem os cientistas no documento. O IPCC estabelece que "o oceano e a criosfera acolhem habitats únicos e estão ligados a outros componentes do sistema climático através de trocas globais de água, energia e carbono".
Um novo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que a média da temperatura do planeta poderá aumentar em até 3,4 º C até o final deste século. O documento, que reúne estudos científicos da Organização Meteorológica Mundial e outros órgãos especializados, foi publicado nesse domingo (22), um dia antes do início da Cúpula sobre a Ação Climática em Nova York. Segundo o documento, que defende a adoção de medidas para combater o aquecimento global, a média da temperatura do planeta de 2015 para 2019 será 0,2 º C acima do período anterior de cinco anos. Além disso, ela é 1,1º C mais quente que os níveis pré-industriais de 1850 a 1900. O relatório ainda aponta que o aumento dos níveis dos mares tem acelerado, e indica que a acidez dos oceanos aumentou 26% desde o início do período industrial por causa da absorção do CO2 liberado na atmosfera pelo uso de combustíveis fósseis. O documento afirma que as emissões de gases de efeito estufa continuam a subir porque combustíveis fósseis como o carvão e o petróleo ainda são as principais fontes de energia da humanidade. Por fim, o relatório alerta que a temperatura média global poderá aumentar 3,4 º C até 2100 mesmo se governos conseguirem cortar suas emissões como prometido. Segundo o documento, países precisam se esforçar ainda mais para limitar o aumento em 1,5 º C acima dos níveis pré-industriais.