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Os quatro astronautas da missão Artemis 2 da Nasa voaram nesta segunda-feira para o ponto mais profundo do espaço alcançado por qualquer ser humano, navegando ao longo de uma trajetória de atração gravitacional lunar a caminho de um raro sobrevoo tripulado sobre o lado oculto da Lua.
A tripulação da Artemis 2, que viaja em sua cápsula Orion desde o lançamento na Flórida na semana passada, começou seu sexto dia de voo espacial quando acordou por volta das 11h50 (horário de Brasília), com uma mensagem gravada do falecido astronauta da Nasa Jim Lovell, que voou a bordo das missões lunares Apollo 8 e Apollo 13, na época da Guerra Fria.
"Bem-vindos à minha antiga vizinhança", disse Lovell, que morreu no ano passado aos 97 anos. "É um dia histórico, e sei que vocês estarão muito ocupados, mas não se esqueçam de apreciar a vista... boa sorte e sucesso."
Os quatro astronautas da Artemis estabeleceram um novo recorde de voos espaciais nesta segunda-feira, quando ultrapassaram a distância máxima de 248.000 milhas (quase 400.000 km) da Terra alcançada em 1970 pela Apollo 13, depois que um defeito quase catastrófico na espaçonave interrompeu a missão, forçando Lovell e seus dois companheiros de tripulação a usar a gravidade da Lua para ajudá-los a retornar em segurança à Terra.
Mais tarde, nesta segunda-feira, a tripulação da Artemis, composta pelos astronautas norte-americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch e pelo astronauta canadense Jeremy Hansen, deveria alcançar sua própria distância mais distante da Terra - 252.755 milhas, 4.117 milhas (6.626 km) além do recorde mantido pela tripulação da Apollo 13 por 56 anos.
Impulsionada pela inovação tecnológica dos Estados Unidos, a missão Artemis II, da NASA, já está em voo e se prepara para realizar o primeiro sobrevoo tripulado da Lua em mais de 50 anos. O foguete SLS (Space Launch System) foi lançado da plataforma 39B do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, às 18h35 (horário local) desta quarta-feira, levando quatro astronautas a bordo da espaçonave Orion em um voo de teste planejado ao redor da Lua e retorno à Terra.
O administrador da NASA, Jared Isaacman, destacou a importância do momento para a exploração espacial. “O lançamento de hoje marca um momento decisivo para nossa nação e para todos que acreditam na exploração. A Artemis II se baseia na visão estabelecida pelo presidente Donald J. Trump, levando a humanidade de volta à Lua pela primeira vez em mais de 50 anos e abrindo um novo capítulo da exploração lunar além da era Apollo. A bordo da Orion estão quatro exploradores extraordinários, preparando-se para o primeiro voo tripulado deste foguete e espaçonave, uma verdadeira missão de teste que os levará mais longe e mais rápido do que qualquer ser humano em uma geração”, afirmou.
Segundo ele, a missão representa um passo importante para objetivos ainda maiores. “A Artemis II é o início de algo maior do que qualquer missão individual. Marca nosso retorno à Lua, não apenas para visitar, mas para futuramente permanecer em uma base lunar, além de estabelecer as bases para os próximos grandes avanços rumo a Marte”, completou.
A missão tem duração prevista de aproximadamente 10 dias e conta com os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen, este último representante da Agência Espacial Canadense. Como a primeira missão tripulada do programa Artemis, o voo tem como objetivos testar sistemas de suporte à vida com tripulação e preparar o caminho para uma presença humana duradoura na Lua, além de futuras missões a Marte.
O adolescente Rafael Sousa Silva, 14 anos, estudante do Colégio Estadual de Tempo Integral João Vilas Boas, no município baiano de Livramento de Nossa Senhora, acompanhado de sua mãe, Patrícia Moraes, viajou até Brasília-DF para, junto à sua equipe, receber o prêmio dado pela Agência Espacial Norte-Americana (NASA) por sua participação no Caça Asteroides MCTI. Realizado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Internacional Astronomical Search Collaboration (IASC), o programa busca incentivar jovens talentos a identificar e catalogar corpos celestes próximos da Terra, com o objetivo de estimular o interesse pela Astronomia e pelas Ciências Espaciais.
A cerimônia de entrega de medalhas aconteceu na quarta-feira (22), durante a 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNTC), que prossegue até domingo (26), reunindo estudantes e pesquisadores de todo o país, em celebração ao conhecimento científico. Durante a execução do Caça Asteroides MCTI, as equipes participantes recebem pacotes de imagens reais do espaço para que possam analisá-las e verificar a existência de objetos em movimento que se encaixem como possíveis asteroides preliminares. O reconhecimento nacional se dá pelas suas contribuições ao programa, no âmbito do compromisso com a educação científica e a astronomia cidadã.
Rafael Sousa Silva é o único baiano da Equipe Marcelinho Ensina, idealizada pelo estudante Marcelo Gomes Viana Lopes, de apenas 9 anos. O grupo, também formado por jovens do Ceará e Rio de Janeiro, identificou 11 asteroides preliminares. “Ser um cientista-cidadão é uma honra e uma oportunidade de auxiliar a NASA na detecção de possíveis ameaças vindas do espaço”, disse Rafael, antes de receber a medalha. Prêmio este que, para além da sua dedicação pessoal, representa o potencial e a projeção dos estudantes da rede estadual da Bahia no cenário científico nacional. Nas redes sociais, Cleriston Gama comemorou: “Excelente aluno. É uma honra ser seu professor. Parabéns, Rafa”.
Para Rafael, que cursa a 1ª série do Ensino Médio, esta medalha tem o tamanho da sua dedicação aos estudos de Ciências, em especial da Astronomia, que busca entender os corpos celestes (como estrelas, asteroides, satélites, cometas e planetas); o universo; e os fenômenos que ocorrem fora da atmosfera terrestre. “Sempre gostei muito dessa ciência. Desde o Ensino Fundamental achava muito legal e dizia que queria ser professor para reproduzir esses conhecimentos. A Astronomia é o rumo que quero seguir profissionalmente. Então, sinto que é bem importante este prêmio, especialmente pelo reconhecimento da NASA, uma grande honra que nunca imaginei alcançar”, celebra.
A Petrobras terá mais um meio para garantir mais segurança em explorações de petróleo na Margem Equatorial, no trecho dos estados do Amapá, Pará e Maranhão. A empresa foi aceita no Programa de Primeiros Usuários (Early Adopters) da missão Nasa-ISRO Synthetic Aperture Radar (Nisar). O sistema é inédito em coleta de imagens de Radar de Abertura Sintética (SAR), por satélite, para observação da Terra. O engenheiro Fernando Pellon, consultor sênior da Gerência de Geoquímica do Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação da Petrobras (Cenpes), explicou que em regiões inundáveis, os manguezais são ecossistemas muito sensíveis a derrame de óleo, por isso serão muito importantes as informações dos mapas de sensibilidade a derrames de óleo. “Esse mapeamento da região onde os manguezais estão inundados ou não, e quando estão inundados, são informações importantes para fazer um estudo de sensibilidade de derrame de óleo e para mapear a biota que está vivendo naquele local. São duas aplicações práticas da missão e dos objetivos da Petrobras”, informou em entrevista à Agência Brasil.
Muitas pessoas experimentam um sentimento de admiração ao contemplar o céu estrelado. Para seis estudantes da rede estadual de ensino da Bahia, o hábito de observar as estrelas vai além: está diretamente ligado ao interesse de encontrar e identificar um asteroide para chamar de seu e ter seu nome em destaque no campo da Ciência. Integrantes do projeto “Caça Asteroides”, uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil em parceria com a Agência Espacial Americana, eles acabam de ser premiados pela NASA pela descoberta de sete novos corpos celestes. O projeto tem como objetivo fomentar a busca por novos asteroides que possam representar riscos ao planeta e permite que qualquer estudante interessado contribua para a detecção e análise de fragmentos de corpos celestes, como aconteceu com Ana Júlia Rocha, Maria Clara Ribeiro, Larissa Vieira, Robert Figueiredo e Jeferson Nascimento, do Colégio da Polícia Militar do Lobato, em Salvador, responsáveis pela descoberta dos asteroides nomeados P21XZQY, P21XZUK, P21XZUN, P11Y7UG, P21YDK0 e P21YDSI.
Um fenômeno astronômico que não acontece desde a Idade Média poderá ser observado no dia 21 de dezembro, logo após o pôr do Sol: a proximidade entre Júpiter e Saturno fará com que esses dois corpos celestes pareçam um planeta duplo.
A proximidade entre os dois planetas já está ocorrendo e, entre os dias 16 e 25 de dezembro, a percepção será de que eles estarão separados por menos do que um diâmetro de lua cheia. “Na noite de maior aproximação, em 21 de dezembro, eles se parecerão com um planeta duplo, separados por apenas um quinto do diâmetro da lua cheia”, explica o astrônomo da Rice University, Patrick Hartigan. Embora as melhores condições de visualização sejam próximas ao Equador, o fenômeno poderá ser observado em qualquer lugar da Terra, se o clima permitir. Hartigan explica que a dupla planetária aparecerá baixo no céu ocidental por cerca de uma hora após o pôr do sol todas as noites. “Para a maioria dos observadores do telescópio, cada planeta e várias de suas maiores luas estarão visíveis no mesmo campo de naquela noite”, acrescentou.
O Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha (Sofia, na sigla em inglês) da Nasa, a agência aeroespacial norte americana, anunciou hoje (26) a descoberta de água na superfície iluminada da Lua.Moléculas de H²O foram achadas na cratera Clavius, localizada no hemisfério sul lunar, uma das maiores crateras visíveis do satélite natural. Observações anteriores já haviam mostrado a presença de hidrogênio no local, mas essa é a primeira vez que água é detectada na Lua. A quantidade de água observada é o equivalente a 354,9 mililitros, um pouco mais da metade de uma garrafinha de água mineral. O líquido está contido em um metro cúbico de solo espalhado pela superfície lunar. “Tínhamos indicação de possibilidade da presença de H²O no lado iluminado pelo Sol da Lua”, afirmou Paul Hertz, diretor da divisão de Astrofísica da Nasa, durante o evento de divulgação da descoberta. “Agora sabemos onde está. Essa descoberta desafia nossa compreensão da superfície lunar e levanta questões intrigantes sobre recursos na exploração do espaço profundo”, concluiu.
Um grupo internacional de astrônomos anunciou nesta segunda-feira (14) a presença da fosfina na atmosfera venusiana. O estudo foi publicado na revista Nature Astronomy - periódico britânico científico especializado em artigos científicos. De acordo com a pesquisa, na Terra, a fosfina - ou hidreto de fósforo (PH3) - só pode ser encontrada decorrente de dois processos: ou pela fabricação de forma industrial ou pela ação de micróbios que se desenvolvem em ambientes sem oxigênio - chamados anaeróbicos. Utilizando telescópios avançados, a equipe formada por astrônomos do Reino Unido, Estados Unidos e Japão pôde confirmar a presença da molécula em Vênus. A primeira detecção ocorreu pelo Telescópio James Clerk Maxwell (JCMT), operado pelo Observatório do Leste Asiático no Havaí. “Quando descobrimos os primeiros indícios de fosfina no espectro de Vênus, ficamos em choque!”, declarou a líder da equipe internacional Jane Greaves, da Universidade de Cardiff, no Reino Unido. Para confirmação do achado, foram usadas 45 antenas do Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) – instalação astronômica no Chile, do qual o ESO – Observatório Europeu do Sul - é parceiro.
A agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa, informou que foram identificados dois polos na lua que comprovam a existência de superfícies de gelo. São áreas mais escuras, distribuídas de forma irregular e que têm características de formações antigas e distintas. No pólo sul, a maior parte do gelo se concentra em crateras lunares, enquanto no norte é mais distribuído, embora em menor quantidade. Os pesquisadores utilizaram dados captados por um instrumento denominado Moon Mineralogy Mapper (M3), da Nasa, que identificou aspectos específicos sobre a existência de gelo, água e vapor.. Segundo a Nasa, a maior parte do gelo descoberto está nas crateras, do lado norte, pois ali as temperaturas são baixíssimas por causa da inclinação do eixo de rotação da lua, uma vez que a luz não chega a essa região. No caso do lado sul, a formação de gelo pode ser explicada por outros fenômenos, como o movimento do sistema solar.