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A Polícia Federal (23) está desde cedo nas ruas para cumprir mandados judiciais no âmbito da Operação Miragem, deflagrada nesta terça-feira (23) para apurar crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, previstos na Lei nº 7.492/1986.
O alvo das investigações é o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus.
Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. Entre as medidas estão a quebra de “sigilos bancário e fiscal dos investigados e o sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões. O alvo da operação é uma instituição financeira
Segundo a PF, as investigações, subsidiadas por relatórios do Banco Central, indicam que os “investigados teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira da instituição, aparentar solvência perante os órgãos de controle e viabilizar operações supostamente irregulares”.
Os envolvidos poderão responder pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela Lei nº 7.492/1986.
A Polícia Civil da Bahia registrou 24 prisões durante a Operação Caminhos Seguros 2026, realizada entre os dias 5 e 18 de maio em 14 municípios baianos. As ações ocorreram de forma integrada e envolveram, no período, 598 policiais civis, com apoio de 158 viaturas empregadas nas diligências. A operação faz parte da mobilização nacional de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes.
Durante a operação, também foram cumpridos 39 mandados de busca e apreensão, além da apreensão de 33 dispositivos eletrônicos contendo arquivos de material pornográfico infantojuvenil. Os equipamentos apreendidos foram encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde passam por perícia e extração de dados que podem contribuir para o avanço das investigações.
As equipes policiais também instauraram 56 inquéritos policiais, concluíram 54 procedimentos com autoria identificada e registraram 271 boletins de ocorrência relacionados à operação. Durante as diligências investigativas, 26 vítimas foram atendidas, 12 denúncias apuradas e 19 locais mapeados.
Além das medidas repressivas, a operação também desenvolveu ações preventivas e educativas em diferentes municípios baianos. Foram realizadas sete ações educativas e visitas a dez escolas, alcançando aproximadamente 3 mil pessoas.
A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quarta-feira (13), a Operação Pix Seguro, que investiga um grupo criminoso envolvido em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. A ação resultou no bloqueio judicial de R$ 103 milhões e no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão em cinco estados.
As diligências foram realizadas pela Polícia Civil, por meio da 23ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior em Eunápolis (23ª Coorpin/Eunápolis), com apoio da Polícia Militar da Bahia, do CIBERLAB, vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e das Polícias Civis do Ceará, Pernambuco, Goiás e São Paulo.
Foram cumpridos sete mandados em Eunápolis, além de buscas nas cidades de Crato (CE), Goiânia (GO), Recife (PE) e São Paulo (SP). Durante a operação, foram apreendidos aparelhos eletrônicos e outros materiais que serão analisados no decorrer da investigação.
De acordo com as apurações, o grupo utilizava mensagens falsas por SMS informando suposto bloqueio de contas bancárias. As vítimas eram direcionadas para páginas fraudulentas e, após inserirem dados pessoais e bancários, tinham os valores transferidos via PIX para contas ligadas à organização criminosa.
Ainda conforme as investigações, os recursos obtidos eram movimentados por meio de contas de terceiros e empresas de fachada, utilizadas para ocultar a origem do dinheiro.
Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As investigações seguem para identificar outros envolvidos e aprofundar a análise do material apreendido.