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Em decisão publicada na tarde desta segunda-feira (23), a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a condenação por associação criminosa do ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB) e do seu irmão, o ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB), no caso das malas com R$ 51 milhões, encontradas em um apartamento no bairro da Graça, em Salvador, em 2017 . Ambos, entretanto, seguem condenados por lavagem de dinheiro no mesmo processo. De acordo com informações do Bahia Notícias, a decisão diminuiu as penas de prisão, tanto de Geddel quanto de Lúcio, em um ano e meio. Agora, o ex-ministro dos governos Lula e Temer passará a cumprir 13 anos e quatro meses de prisão, enquanto o ex-deputado federal teve a pena reduzida para nove anos.
Alvos de uma ação penal que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) sob relatoria do ministro Edson Fachin, os irmãos: ex-ministro Geddel e o deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB-BA) tiveram a condenação solicitada pela procuradora-geral da República (PGR), Raquel Dodge. A PGR pede que Geddel seja condenado a 80 anos de prisão e Lúcio, a 48 anos e seis meses de reclusão, além de pagamento de multa. De acordo com a denúncia da Procuradoria-Geral da República, os irmãos associaram-se para cometer crimes de "ocultação da origem, localização, disposição, movimentação e a propriedade de cifras milionárias de dinheiro vivo". Os crimes teriam ligação com os R$ 51 milhões em dinheiro vivo apreendidos, em 2017, em um apartamento de Salvador ligado à família Vieira Lima. Entre 2011 e 2016, um empresário do ramo da construção "lavou dinheiro sujo na aquisição de unidades imobiliárias por empresas" dos irmãos Vieira Lima. A defesa dos irmãos ainda precisa se manifestar na ação.Geddel está preso preventivamente desde setembro de 2017. Já Lúcio, que está livre, não conseguiu se reeleger na última eleição.
Durante audiência nesta quarta-feira (31), no Supremo Tribunal Federal (STF), relativa ao caso dos R$ 51 milhões encontrados num apartamento em Salvador, os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima, acusados de lavagem de dinheiro e associação criminosa, ficaram em silêncio. De acordo com informações do G1, quando informado pelo juiz instrutor sobre as acusações no início da audiência, Geddel se limitou a dizer que ficaria em silêncio "por absoluta e incisiva orientação da defesa técnica". Deputado federal em fim de mandato, Lúcio Vieira Lima (MDB-BA) também disse que ficaria calado por orientação dos advogados. A audiência durou cerca de 10 minutos, o Ministério Público fez perguntas aos irmãos Vieira Lima, mas Geddel e Lúcio se recusaram a responder todo o tempo.
Com 55 mil votos, o irmão do ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB), Lúcio Vieira Lima, não conseguiu se reeleger deputado federal. Apesar da quantidade de votos, o número não foi suficiente para sua coligação - MDB e o DC. Vieira já chegou a 222 mil votos na Bahia em eleições anteriores.
Durante o Jornal da BandNews FM, nesta quarta-feira (12), o apresentador e jornalista Ricardo Boechat ironizou, junto com o também jornalista José Simão, da frase usada pelo deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB), irmão de Geddel Vieira Lima, em sua campanha à reeleição, onde Lúcio diz que é o deputado que mais trouxe dinheiro para a Bahia. “Sou o deputado que mais trouxe dinheiro para guardar naquele apartamento. Delícia. Enfim uma verdade”, disse o jornalista após longa gargalhada. Lúcio e o irmão viraram réus em maio deste ano, no caso do bunker de R$ 51 milhões, encontrado em Salvador, na Bahia.
Em ato de campanha, o candidato a deputado estadual Carcará do Sertão (MDB) recebeu em Brumado no último sábado (08) o deputado Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel Vieira Lima. Liderança do Movimento Democrático Brasileiro baiano, Lúcio demostrou seu apoio a candidatura do brumadense, dialogou com populares e lideranças locais.