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O escritor e poeta Maurício Campos Brito prepara o lançamento de Porteira Diamantina — Versos Tanhaçuenses, obra literária que transforma em poesia as paisagens, memórias, tradições e sentimentos da Chapada Diamantina.
Natural de Tanhaçu, o autor desenvolve uma escrita marcada pelo regionalismo poético, pela linguagem rebuscada, pelo existencialismo e por influências da literatura gótica contemporânea. Seus textos transitam entre a contemplação da paisagem sertaneja, os conflitos humanos e a profundidade filosófica presente em obras como Itinerário Poético das Sombras, livro autoral que consolidou sua identidade literária através de poemas sombrios, reflexivos e carregados de simbolismo.
Em Porteira Diamantina, Maurício Campos Brito presta homenagem à cultura chapadeira por meio de versos que percorrem simbolicamente cidades como Ituaçu, Barra da Estiva, Ibicoara, Rio de Contas e Iramaia, exaltando a força cultural, histórica e afetiva da região.
Além da produção autoral, o escritor também possui participação ativa em eventos e movimentos literários pelo Brasil, integrando antologias nacionais e participando de feiras culturais e literárias. Em 2025, esteve presente na FLIRCONTAS — Feira Literária de Rio de Contas 2025, fortalecendo sua atuação na cena literária baiana e ampliando o alcance de sua produção poética.
Segundo o autor, Porteira Diamantina nasce como uma celebração da memória nordestina e da identidade do povo sertanejo.
“A Chapada Diamantina não é apenas paisagem. Ela é memória, é tradição, é resistência e poesia viva.”
Com atmosfera intimista e forte identidade regional, a obra busca além de homenagear as cidades de Tanhaçu, Ituaçu, Barra da Estiva, Ibicoara, Rio de Contas e Iramaia, aproximar literatura e pertencimento dentro da cena cultural regional, valorizando a Chapada Diamantina através da arte e da poesia.
O lançamento oficial do livro deverá acontecer nos próximos meses, acompanhado de ações culturais, divulgação regional e projetos de incentivo à literatura no interior da Bahia.
A cidade de Ibicoara, na Chapada Diamantina, vai sediar pela primeira vez uma feira literária nos dias 21, 22 e 23 de maio. Com o tema “O Poder da Oralidade na Literatura e Cultura Brasileira”, a FLIBIC – Feira Literária de Ibicoara – nasce como espaço de encontro, celebração e valorização das vozes que compõem o território chapadeiro, onde a tradição oral sempre foi guardiã da memória e da identidade local.
A programação totalmente gratuita promete movimentar a cidade com mesas literárias, lançamentos de livros, oficinas, saraus, espetáculos, exposições e intervenções artísticas. Haverá ainda uma feira de livros com editoras baianas, área dedicada à economia criativa com artesanatos e produtos regionais, além do FLIBrincante, espaço voltado especialmente para o público infantil.
As atividades acontecerão tanto na sede quanto na zona rural, em locais como o Ginásio Poliesportivo, o Colégio Estadual de Tempo Integral, na sede, o Circo Redondo e o Museu Igaraçu, na comunidade do Campo Redondo. Várias atividades já começaram a acontecer antes da data do evento: oficinas criativas em escolas públicas, a pintura de um mural coletivo e um concurso literário aberto à comunidade.
Entre os destaques estão atividades de geotintas, muralismo poético, fotografia e introdução à Libras, que fortalecem o vínculo dos jovens com a arte e deixam um legado educativo para além dos dias do evento. Idealizada pelo Coletivo Baobá – formado por produtores culturais, educadores, curadores e artistas da região –, a FLIBIC busca valorizar a leitura, a arte e a cultura popular em formatos acessíveis e conectados à realidade local, tendo como protagonista a palavra falada, guardiã de parte relevante da história de Ibicoara.