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A Justiça de Brumado converteu em prisão preventiva a detenção em flagrante de um homem acusado de matar o próprio irmão na Vila Presidente Vargas. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada na última quarta-feira (15), quando foram analisadas as circunstâncias do caso e os elementos reunidos pela investigação.
O suspeito, identificado como Lucas Meira Santos, é apontado como autor dos disparos que resultaram na morte de Valdir José Meira Araújo. Conforme as informações do processo, ele foi localizado pouco tempo após o crime, enquanto tentava deixar a cidade, sendo interceptado por uma guarnição da Polícia Militar.
Ainda segundo os autos, uma testemunha que estava na residência relatou ter presenciado o momento do ocorrido e indicou o acusado como responsável pelo disparo. A versão apresentada pelo investigado, de que o crime teria sido praticado por terceiros, foi analisada, mas não foi considerada suficiente diante dos indícios reunidos até o momento.
A decisão judicial também destacou a gravidade do fato, ocorrido dentro do ambiente familiar e com uso de arma de fogo. Outro ponto considerado foi o histórico do acusado, que já responde por tentativa de homicídio e se encontrava em regime aberto quando o novo crime foi registrado.
Com a conversão da prisão, o investigado permanece custodiado no Conjunto Penal de Brumado, à disposição da Justiça, enquanto o inquérito segue para apuração completa das circunstâncias do caso.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por supostamente ter caluniado o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
O caso remonta a uma publicação feita por Flávio na rede social X no dia 3 de janeiro, em que atribui a Lula a prática de diversos crimes. “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”, diz o post.
A publicação trazia ainda imagem da prisão do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelas Forças Armadas dos Estados Unidos, ao lado da reprodução de uma reportagem com a imagem de Lula, com a manchete “Lula convoca reunião de emergência após Trump capturar Maduro”.
A abertura do inquérito havia sido pedida pela Polícia Federal (PF), com o aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em parecer, o órgão afirmou que a medida “está amparada em uma publicação realizada em ambiente virtual público, acessível a milhares de usuários, em que se atribui falsamente, de maneira pública e vexatória, fatos delituosos ao Presidente da República”.
Agora, a PF terá um prazo inicial de 60 dias para concluir as investigações. Moraes determinou ainda o levantamento do sigilo do processo, “uma vez que não se encontram presentes os elementos excepcionais que permitem o afastamento da ampla publicidade”, escreveu o ministro na curta decisão de três páginas.