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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 950 milhões para a Inpasa Agroindustrial S/A construir a sua 6ª biorrefinaria no Brasil, destinada à produção de etanol anidro e hidratado a partir da moagem de milho, sorgo e de outros grãos, em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste da Bahia.
Com R$ 350 milhões do Fundo Clima e R$ 600 milhões da linha Finem, a unidade terá capacidade para processar, anualmente, até 1 milhão de toneladas de milho, 498 milhões de litros de etanol, 248,9 mil toneladas de DDGs (dried distillers grains – coproduto da produção de etanol a partir do milho, rico em proteína), 24.862 toneladas de óleo vegetal e 185 GWh de energia elétrica. A produção atingirá a capacidade máxima a partir de 2027.
A planta de etanol será construída na zona rural de Luís Eduardo Magalhães, ocupando uma área total de 125.280,50 m². A cidade foi escolhida por sua importância no agronegócio brasileiro e por possuir um alto potencial de crescimento na produção de grãos. Durante a obra, serão gerados cerca de 300 empregos diretos e mais de 3 mil indiretos. Após a implantação, estima-se que cerca de 450 a 500 empregos diretos sejam abertos para a planta industrial, sendo grande parte voltados para o processo industrial e operações.
“A usina de etanol terá um impacto significativo na economia local, além de contribuir para que a Bahia deixe de ser importadora para se tornar exportadora de biocombustíveis. Esse é o objetivo de desenvolvimento do governo do presidente Lula, que alia o fortalecimento das cadeias de biocombustíveis e o desenvolvimento da economia no estado, gerando emprego e renda para a população”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.
A resolução do projeto de etanol da Inpasa Agroindustrial, em Luís Eduardo Magalhães foi publicada nesta terça-feira (12), no Diário Oficial do Estado (DOE). O projeto de R$ 1,8 bilhão foi apreciado e aprovado no âmbito da reunião dos conselhos deliberativos do Probahia e do Desenvolve, que ocorreu no dia 31 de outubro, quando 42 processos de incentivos foram aprovados com um total de R$ 5,4 bilhões em investimentos e previsão de 2,8 mil vagas de mão de obra. Além da Inpasa, a Biocombustíveis do Oeste, em Jaborandi, também passou pela apreciação do conselho e a resolução deve ser publicada em breve no DOE. A atração dos dois investimentos, na região Oeste do estado, são fruto de decreto, que estabelece novos incentivos fiscais para a fabricação de etanol na Bahia. O decreto foi assinado pelo governador Jerônimo Rodrigues em setembro deste ano. Os novos incentivos fiscais consistem em crédito presumido do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) apurado nas operações com etanol anidro (puro, que é misturado à gasolina) e hidratado (comercializado nos postos de combustíveis), além dos chamados DDGs, coproduto da indústria de etanol de milho, que é utilizado na alimentação animal, o que fortalecerá a pecuária intensiva praticada com os confinamentos na região Oeste e óleos diversos.